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quarta-feira, 11 de março de 2026

O central belga especialista em penáltis que brilhou no FC Porto. Quem se lembra de Demol?

Demol apontou 12 golos em 39 jogos pelo FC Porto
Passou somente uma época nas Antas, mas é considerado um dos melhores defesas centrais a ter atuado pelo FC Porto. Marcou 12 golos, quase todos de penálti, e sagrou-se campeão nacional em 1989-90, quatro anos depois de se ter tornado o mais jovem jogador a marcar pela seleção belga num Mundial.
 
Nascido a 11 de março de 1966 em Watermael-Boitsfort, no centro da Bélgica, Stéphane Demol concluiu a formação e iniciou o percurso como sénior no Anderlecht, ajudando o clube da região de Bruxelas a cimentar a supremacia doméstica com a conquista de três campeonatos (1984-85, 1985-86 e 1986-87), uma taça (1987-88) e duas supertaças (1985 e 1987). Internacionalmente foi semifinalista da Taça dos Campeões Europeus em 1985-86.

segunda-feira, 9 de março de 2026

O autor de um dos mais icónicos golos da história do FC Porto. Quem se lembra de Vermelhinho?

Vermelhinho venceu seis troféus ao serviço do FC Porto
Disputou mais de 120 jogos pelo FC Porto, foi internacional A por Portugal e marcou presença no Euro 1984, mas é essencialmente recordado por ser o autor de um dos mais icónicos golos da história dos dragões, um chapéu ao guarda-redes do Aberdeen que confirmou o apuramento para a final da Taça das Taças de 1983-84.
 
Nascido a 9 de março de 1959 em São João da Madeira, no distrito de Aveiro, Carlos Manuel Oliveira da Silva, conhecido no mundo de futebol pela alcunha Vermelhinho, fez a formação e os primeiros anos de sénior no clube da terra, a Sanjoanense, tendo vivido um curto empréstimo ao Paços de Brandão pelo meio (1978-79).
 
A meio da sua terceira época ao serviço do Recreio de Águeda, em 1982-83, numa altura em que os Galos do Botaréu lutavam pela liderança na Zona Centro da II Divisão e consequente subida à I Divisão (que viriam a conseguir), o extremo esquerdo deu o salto para o FC Porto.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

O maestro brasileiro que não encaixou no FC Porto de Adriaanse. Quem se lembra de Diego?

Diego somou sete golos em 63 jogos pelo FC Porto entre 2004 e 2006
Um dos melhores produtos da formação do Santos, que mostrou ao mundo Pelé, Neymar e Robinho. Reforçou o FC Porto campeão europeu no verão de 2004 com o intuito de suceder a Deco. Apesar de uma primeira época positiva, coroada com a conquista da Taça Intercontinental, nunca fez esquecer o luso-brasileiro e perdeu espaço após a chegada de Co Adriaanse ao comando técnico.  
 
Nascido a 28 de fevereiro de 1985 em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, evoluiu sobretudo nas camadas jovens do emblema da Vila Belmiro, patenteando desde tenra idade a qualidade técnica e visão de jogo que vieram a fazer dele um médio ofensivo importante no futebol brasileiro e europeu.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

O argentino que não vingou no FC Porto mas que Maradona convocou para um Mundial. Quem se lembra de Bolatti?

Bolatti disputou 22 jogos com a camisola do FC Porto
Viveu na sombra de Paulo Assunção e Fernando durante o tempo em que esteve vinculado ao FC Porto, mas foi ainda enquanto jogador dos dragões que se estreou pela seleção principal da Argentina, pela mão de Diego Maradona, que o convocou para o Mundial 2010.  
 
Mario Bolatti nasceu a 17 de fevereiro de 1985, em La Para, na província de Córdoba. Médio defensivo alto (1,90 m), forte na marcação e com qualidade na construção de jogo, começou a ganhar projeção no Belgrano, clube da sua região no qual fez toda a formação. Estreou-se pela equipa principal em agosto de 2003, aos 18 anos, e três anos depois contribuiu para a promoção ao patamar maior do futebol argentino.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

O lateral que jogou no Brasil de 1982 e passou discreto pelo FC Porto. Quem se lembra de Edevaldo?

Edevaldo representou o FC Porto no primeiro semestre de 1986
Foi um dos laterais da seleção brasileira que encantou no Mundial 1982. Na altura representava o Internacional de Porto Alegre. Quatro anos depois reforçou o FC Porto, mas não foi além de três jogos disputados, porque João Pinto não lhe deu hipóteses.
 
Nascido a 28 de janeiro de 1958 em Campos dos Goytacazes, no estado do Rio de Janeiro, Edevaldo “Cavalo” começou a jogar futebol no Fluminense, clube que o catapultou para o escrete em 1980, ano em que venceu o campeonato carioca.
 
Em 1982 mudou-se para o Internacional e foi na condição de jogador do colorado que participou no Mundial de Espanha, como suplente de Leandro, tendo entrado apenas nos minutos finais da vitória sobre a Argentina na segunda fase de grupos (3-1). Nesse ano também venceu o tradicional torneio de verão organizado pelo Barcelona, o Troféu Joan Gamper.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

O “feijão” que abriu caminho à noite mágica do FC Porto em Gelsenkirchen. Quem se lembra de Carlos Alberto?

Carlos Alberto somou 39 jogos e cinco golos pelo FC Porto
Chegou, viu e venceu no FC Porto de José Mourinho que viria a ganhar a Liga dos Campeões. Marcou até o golo inaugural da vitória sobre o Mónaco, em Gelsenkirchen, na final da Champions. Tinha 19 anos. Era suposto ser apenas o início, mas acabou por ser o ponto alto de uma carreira que ficou muito aquém do esperado.
 
Nascido a 11 de dezembro de 1984 numa clínica no Bairro das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, Carlos Alberto fez a formação no Fluminense, clube no qual ganhou a alcunha de “feijão”, devido ao facto de adorar a comida típica brasileira.
 
Em 2002 subiu à equipa principal do tricolor carioca, tendo conquistado o título estadual logo nos primeiros meses. No ano seguinte deu continuidade ao seu desenvolvimento, tendo sido convocado para jogar a Gold Cup pela seleção do Brasil, que se apresentou com uma seleção de sub-23 e foi finalista vencida.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O problemático internacional italiano que foi flop no FC Porto. Quem se lembra de Osvaldo?

Osvaldo marcou um golo em 12 jogos pelo FC Porto
Currículo não lhe faltava: era internacional A pela Itália e tinha jogado em clubes importantes como AS Roma, Juventus, Inter de Milão e Boca Juniors. Tinha tudo para ser, em 2015-16, um reforço de peso para um FC Porto que tinha acabado de Jackson Martínez. Mas este avançado ítalo-argentino, com fama de problemático, foi uma total desilusão no Dragão.
 
Apenas apontou um golo em 12 partidas pelos azuis e bancos, despedindo-se ainda a meio da época, após ter visto um cartão vermelho direto numa partida diante do União da Madeira. “À minha maneira”, como cantam os Xutos & Pontapés, ou “I did it my way”, como entoava Frank Sinatra. Por falar em canções, Dani Osvaldo decidiu retirar-se do futebol pouco mais de meio ano após ter deixado o FC Porto, aos 30 anos, para se dedicar à carreira… musical.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

O campeão mundial de sub-17 pelo Brasil que desiludiu no FC Porto. Quem se lembra de Leandro do Bonfim?

Leandro do Bonfim disputou seis jogos pelo FC Porto em 2004-05
Chegou a ser considerado uma das maiores promessas do futebol brasileiro. Sagrou-se campeão mundial de sub-17 em 2001 e marcou um grande golo na final com a Croácia, mas a sua passagem pelo FC Porto pautou pela discrição: apenas seis jogos em dois anos e meio de contrato, todos na segunda metade da época 2004-05.
 
Nascido a 8 de janeiro de 1984 em Salvador, no estado da Bahia, despontou no Vitória local, que o catapultou para as seleções jovens do Brasil. Em 2000 destacou-se num torneio de sub-16 em Inglaterra e no ano seguinte sagrou-se campeão mundial de sub-17 em Trindade e Tobago, deixando água na boca com o soberbo e decisivo golo na final. O selecionador dessa seleção brasileira, Sérgio Farias, mostrava-se rendido: “Ele é um jogador que entra com facilidade na área adversária. Sai driblando mesmo, no meio dos centrais. Ele tem mais técnica do que Juninho Paulista e ainda pode evoluir. Sinceramente, não o acho parecido; acho-o melhor.”

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

O fiel adjunto de Pedroto que guiou o FC Porto à final da Taça das Taças. Quem se lembra de António Morais?

António Morais venceu uma Supertaça e uma Taça pelo FC Porto em 1983-84
Foi, durante década e meia, o fiel adjunto de José Maria Pedroto, acompanhando-o em quatro clubes entre 1967 e 1983: FC Porto, Vitória de Setúbal, Boavista e Vitória de Guimarães. Mas também escreveu história em nome próprio, tendo guiado os dragões à final da Taça das Taças em 1983-84 e orientado o Sporting em 1987-88.
 
António Morais nasceu em Vila Nova de Gaia a 30 de dezembro de 1934 e começou o seu trajeto futebolístico enquanto jogador, tendo integrado o plantel principal do FC Porto entre 1952 e 1962. Nesse período sagrou-se campeão nacional em 1958-59 e venceu a Taça de Portugal em 1957-58, além de cinco taças da Associação de Futebol do Porto (1956-57, 1957-58, 1959-60, 1960-61 e 1961-62). Depois passou por Sp. Braga e Tirsense, ajudando os arsenalistas a conquistar o título de campeão nacional da II Divisão em 1963-64.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

O campeão pelo FC Porto e internacional A que começou e acabou no Desp. Aves. Quem se lembra de Neves?

Neves foi campeão nacional pelo FC Porto por três vezes
Começou e acabou a carreira no Desportivo das Aves, clube no qual também foi vice-presidente e candidato à presidência, mas foi ao serviço do FC Porto que conquistou títulos e na condição de jogador do Belenenses que se tornou internacional A.
 
Joaquim Silva das Neves, ou simplesmente Neves, nasceu a 24 de dezembro de 1970, em Santo Tirso, e entrou para as camadas jovens do emblema avense em 1984-85, na altura para jogar na equipa de iniciados.
 
Em 1988-89 ascendeu ao plantel principal e por lá permaneceu durante três temporadas, as duas primeiras na II Divisão e a terceira na recém-criada II Liga. Em maio de 1990 tornou-se internacional sub-21 ao participar no Torneio de Toulon e um ano depois deu o salto para o FC Porto.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

A promessa que saiu a mal do Sporting e falhou no FC Porto. Quem se lembra de Paulo Costa?

Paulo Costa foi 82 vezes internacional jovem por Portugal
Foi, por altura da viragem do milénio, uma das maiores promessas do futebol português. Fez-se internacional jovem quando ainda jogava nas camadas jovens do Odivelas, somou 82 internacionalizações desde os sub-16 à seleção B e esteve vinculado a Sporting, Inter de Milão, FC Porto e Bordéus, mas não confirmou o potencial que lhe era perspetivado.
 
Nascido a 5 de dezembro de 1979 no concelho da Moita, na margem sul do Tejo, podia desempenhar várias funções no ataque: médio ofensivo, extremo, segundo avançado ou ponta de lança. Começou a jogar futebol num modesto clube da freguesia lisboeta do Lumiar, o Charneca, de onde se mudou para o Odivelas. Foi ainda como jogador dos odivelenses que se sagrou campeão europeu de sub-16 em 1996, ao lado de Simão Sabrosa, Hugo Leal, Ednilson e Ricardo Esteves, entre outros.

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

O guarda-redes russo na origem da detenção de Vale e Azevedo. Quem se lembra de Ovchinnikov?

Ovchinnikov esteve quatro anos e meio em Portugal
Foi internacional russo em 35 ocasiões, esteve em dois Europeus e deixou boa imagem no futebol português, apesar de assombrado por dois monstros das balizas, Michel Preud’homme e Vítor Baía, e de ter estado na origem da detenção de Vale e Azevedo.
 
Nascido a 10 de novembro de 1970 em Moscovo, fez toda a formação no Dínamo local, mas não chegou a estrear-se pela equipa principal, tendo passado pelos georgianos do Dynamo Sukhumi antes de se começar a afirmar como um dos melhores guarda-redes russos ao serviço do Lokomotiv Moscovo entre 1991 e 1997.
 
Enquanto guardião dos moscovitas venceu duas taças da Rússia (1996 e 1997), foi eleito guarda-redes russo do ano em duas ocasiões (1994 e 1995) e tornou-se num habitual convocado para a seleção do seu país, pela qual se haveria de estrear a 17 de fevereiro de 1993, após cinco internacionalizações pela seleção de sub-21 da União Soviética e duas pela seleção B da Rússia. Não foi convocado por Pavel Sadyrin para o Mundial 1994, mas esteve entre os eleitos de Oleg Romantsev para o Euro 1996.

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

O trinco que Fernando Santos levou do Estrela da Amadora para o FC Porto. Quem se lembra de Rodolfo?

Rodolfo brilhou no Estrela antes de dar o salto para o FC Porto
Foi, em tempos, uma promessa do futebol português, conforme atestam as 31 internacionalizações pelas seleções jovens nacionais e uma transferência para o FC Porto, mas não conseguiu dar sequência à trajetória ascendente e acabou por desaparecer cedo do mapa, também por culpa de sucessivas lesões no joelho esquerdo.
 
Nascido a 6 de novembro de 1976 em Lisboa, fez toda a formação no Estrela da Amadora, clube que o catapultou para as jovens equipas das quinas – somou seis internacionalizações pelos sub-15, onze pelos sub-16, quatro pelos sub-18, cinco pelos sub-20 e cinco pelos sub-21.
 
A 30 de abril de 1995, quando ainda tinha idade de júnior, estreou-se na equipa principal dos tricolores pela mão de Fernando Santos, que o fez entrar a dez minutos do fim num empate a zero diante do FC Porto em Coimbra, casa emprestada dos dragões. Tinha 18 anos e cinco meses.

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

O antigo extremo veloz de FC Porto e Académica. Quem se lembra de José Alberto Costa?

José Alberto Costa representou o FC Porto entre 1978 e 1985
Um extremo à antiga: rápido, habilidoso e que atuava no flanco do lado do seu pé mais forte, no caso o esquerdo. Brilhou sobretudo na Académica e no FC Porto e mais tarde teve uma longa carreira de treinador, quase sempre como adjunto e/ou ligado à formação.
 
Mas comecemos pelo início. José Alberto Costa nasceu na cidade do Porto a 31 de outubro de 1953, mas cresceu em Vila Real, onde começou a praticar futebol, mas também atletismo e andebol, demonstrando desde tenra idade ser detentor de grande vigor físico.
 
Como futebolista começou pelas camadas jovens do Vila Real, tendo transitado em 1970-71 para a equipa principal, na III Divisão Nacional.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

O avançado móvel que o Vitória de Guimarães catapultou para a seleção. Quem se lembra de Romeu?

Romeu somou duas internacionalizações pela seleção nacional A
Não era um goleador e apenas superou a fasquia da dezena de golos numa época, em 2002-03, mas fez render a melhor fase da carreira: ajudou o Vitória de Guimarães então orientado por Augusto Inácio a alcançar o quarto lugar no campeonato, uma das melhores classificações dos minhotos neste século, e convenceu o interino Agostinho Oliveira a convoca-lo para a seleção nacional A.
 
Nascido a 8 de outubro de 1974 em Santa Maria da Feira, emigrou em tenra idade para a Suíça, onde jogou nas camadas jovens do Neuchâtel Xamax. Voltou a Portugal já no último ano de júnior, a tempo de integrar a equipa do FC Porto campeã nacional da categoria em 1992-93.
 
Sem espaço na equipa principal dos dragões, iniciou o percurso como sénior no Infesta, que na altura militava na II Divisão B e era comandado pelo eterno Augusto Mata, que esteve no cargo ininterruptamente entre 1983 e 2003, depois de uma primeira passagem entre 1973 e 1982.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

O “Cha-Cha-Cha” que é o melhor marcador do Dragão. Quem se lembra de Jackson Martínez?

Jackson Martínez apontou 92 golos em 136 jogos pelo FC Porto
Esteve três épocas no FC Porto e em todas foi o melhor marcador do campeonato português. Fez esquecer o compatriota Radamel Falcao no Dragão, mas foi incapaz de replicar esse sucesso no Atlético Madrid antes de, mesmo muito limitado fisicamente, ter dado imenso jeito ao Portimonense.
 
Nascido a 3 de outubro de 1986 na cidade colombiana de Quibdó, seguiu as pisadas do pai, Orlando Martinez, que também era futebolista, celebrava os golos ao dançar o “cha cha cha” e ganhou mesmo a alcunha de “Cha-Cha-Cha”, que foi herdada pelo filho.
 

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

“O Homão” que deu a primeira dobradinha ao FC Porto. Quem se lembra de Yustrich?

Yustrich venceu campeonato e Taça de Portugal em 1955-56
O FC Porto contabiliza nove dobradinhas e a primeira foi conseguida sob o comando técnico do brasileiro Dorival Knipel. Quem? Yustrich, a quem os portistas chamavam de “O Homão”.
 
Estávamos no verão de 1955 e os dragões vinham de um quarto lugar no campeonato, atrás de Benfica, Belenenses e Sporting. Pior: estavam há quinze anos sem ganhar o título nacional.
 
O presidente Cesário Bonito aterrou em Belo Horizonte e contratou Yustrich, antigo guarda-redes de Flamengo e Vasco da Gama, e que como treinador havia orientado o América Mineiro e o Atlético Mineiro, dois clubes do estado brasileiro de Minas Gerais, tendo guiado ambos à conquista do campeonato estadual.

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

“Vai buscar Tibi!”. Quem se lembra do bebé do Mar que viveu os melhores anos no FC Porto?

Tibi esteve ligado ao FC Porto entre 1972 e 1983
“Vai buscar Tibi!”. A frase ficou na memória de uma geração, que se ouvia recorrentemente em peladas entre amigos nas ruas e descampados de Portugal no final da década de 1970. A culpa foi de Gomes Amaro, locutor de rádio luso-brasileiro que narrava os jogos do FC Porto no Quadrante Norte, dos Emissores Reunidos, que reproduzia a frase a cada golo na baliza portista, somando-a a outra expressão icónica: “agora não adianta chorar.”
 
Talvez a paródia em torno do seu nome não tenha feito justiça ao bom guardião que António José de Oliveira Meireles (seu nome verdadeiro) foi. Era elástico, ainda que por vezes inconstante, o típico guarda-redes de engate.
 

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Fez-se internacional A no Vitória de Guimarães e jogou pelos três grandes. Quem se lembra de Romeu?

Romeu somou onze internacionalizações pela seleção nacional A
Um dos raros casos de jogadores que representaram os chamados três grandes do futebol português, Benfica, FC Porto e Sporting, mas que curiosamente somou a primeira de onze internacionalizações pela seleção nacional A quando ainda representava o clube que o projetou, o Vitória de Guimarães, em abril de 1974, pela mão de José Maria Pedroto.
 
No ano seguinte, este médio ofensivo que nasceu em Vila Praia de Âncora a 4 de março de 1954 e cresceu em Moçambique transferiu-se para o Benfica, mas não se afirmou, apesar da conquista de dois campeonatos (1975-76 e 1976-77). Na segunda de duas épocas na Luz, o treinador inglês John Mortimore colocou-o a lateral esquerdo numa visita ao Belenenses no Restelo (3-2) e nunca mais contou com ele na sua posição natural no meio-campo. Como o “cenoura” – alcunha motivada pelo cabelo ruivo – não falava inglês nem Mortimore português, o impasse arrastou-se até ao final da temporada, quando os encarnados o devolveram ao Vitória de Guimarães ao fim de apenas 16 jogos.

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Magriço e único jogador português (de gema) campeão no Brasil. Quem se lembra de Peres?

Fernando Peres somou 27 jogos e quatro golos pela seleção nacional A
Várias dezenas de jogadores portugueses passaram pelo Brasil, mas apenas um se sagrou campeão brasileiro. Conseguiu-o ao serviço do Vasco da Gama em 1974, naquele que foi o primeiro de quatro nacionais dos cariocas. Mas Fernando Peres foi muito mais do que um pioneiro no estrangeiro. Foi também um futebolista muito importante em Portugal.
 
Nascido a 8 de janeiro de 1942 em Algés e dotado de um pé esquerdo formidável, foi formado no Belenenses e jogou pela equipa principal dos azuis do Restelo entre 1960 e 1965, período no qual se tornou internacional sub-18, B e A, estreando-se pela seleção principal com um golo num empate diante de Inglaterra em São Paulo (1-1) a 4 de junho de 1964.
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