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sexta-feira, 21 de março de 2025

Foi há 16 anos que o Sporting perdeu a Taça da Liga para o Benfica após um penálti por mão na bola… que não existiu

Pedro Silva deu uma peitada a Lucílio Batista após decisão errada
21 de março de 2009, segunda final da história da Taça da Liga. Estádio Algarve. O Sporting de Paulo Bento aparecia pela segunda vez no jogo decisivo, após a derrota no desempate por penáltis às mãos do Vitória de Setúbal no ano anterior. Já o Benfica, comandado pelo espanhol Quique Flores, estreava-se na final da competição.
 
A primeira parte do dérbi disputado no sul do país não teve golos. Os leões, que haveriam de concluir o campeonato em 2.º lugar pela quarta época consecutiva, imediatamente à frente do eterno rival, começaram melhor a segunda parte, abrindo o ativo aos 49 minutos por intermédio de Bruno Pereirinha, na recarga a um remate de Liedson ao poste.

sexta-feira, 14 de março de 2025

Quem se lembra do emocionante 4-4 entre Salgueiros e Beira-Mar da última jornada da I Liga em 1998-99?

Salgueiros e Beira-Mar protagonizaram jogo impróprio para cardíacos
Em vésperas de jogo entre Beira-Mar e Salgueiros (domingo, 15:00), desta feita para o Campeonato de Portugal, o quarto escalão do futebol nacional, adeptos dos dois clubes vão recordando grandes duelos do passado. Um dos mais lembrados por ambas as partes é o escaldante 4-4 de 30 de maio de 1999, na última jornada da I Liga de 1998-99.
 
Na altura, os salgueiristas então orientados por Dito estavam já com a permanência garantida, podendo até fechar o campeonato na primeira metade da tabela no caso de uma conjugação favorável de resultados. Pior estavam os aveirenses comandados por António Sousa, que estavam apurados para a final da Taça de Portugal, mas com a corda na garganta no que concerne à I Liga, pois entraram na derradeira ronda em zona de despromoção e a depender de terceiros para se salvar.

quinta-feira, 13 de março de 2025

Quem se lembra do último jogo entre Salgueiros e Beira-Mar na I Liga?

Salgueiros e Beira-Mar empataram a um golo em Paranhos
Na reedição de um clássico de outros tempos, Beira-Mar e Salgueiros vão defrontar-se este domingo (15:00) no Municipal de Aveiro, num jogo que outrora foi de I Divisão, mas que desta feita vai ser de Campeonato de Portugal, o quarto escalão do futebol português.
 
Aurinegros e salgueiristas coincidiram pela última vez na I Liga em 2001-02, tendo medido forças pela última vez no patamar maior num mítico estádio que já nem existe, o Engenheiro Vidal Pinheiro, em Paranhos, no Porto, a 17 de fevereiro de 2002. A partida, a contar para a 23.ª jornada do campeonato e apitada por um jovem Duarte Gomes (29 anos), opunha nos bancos dois antigos grandes médios lusos e companheiros de seleção: Carlos Manuel ao leme dos portuenses e António Sousa no comando dos aveirenses.

domingo, 9 de março de 2025

Foi há 21 anos que o FC Porto eliminou o Man United em Old Trafford com um golo de Costinha ao cair do pano

Costinha marcou o golo que deu o apuramento ao FC Porto
Ainda não era nascido quando FC Porto e Manchester United se defrontaram na 2.ª eliminatória da Taça das Taças em 1977-78 e ainda não ligava a futebol aquando do duplo confronto entre as duas equipas nos quartos de final da Liga dos Campeões em 1996-97. Mas lembro-me bem dos dois jogos entre dragões e red devils nos oitavos de final da Champions em 2003-04. Ainda assim, é uma memória antiga o suficiente para remontar aos tempos em que em Portugal o clube inglês era simplesmente chamado de Manchester – ignorando a existência de um emblema, na altura de muito menor importância, na mesma cidade.
 
Embora o nome Manchester United impusesse sempre algum respeito, lembro-me de, na altura, não considerar a eliminatória uma missão impossível para o conjunto então orientado por José Mourinho.
 
Em primeiro lugar, porque esse United estava uns furos abaixo não só dos concorrentes diretos em Inglaterra, Arsenal e Chelsea, como das equipas de topo da Europa, nomeadamente Real Madrid e AC Milan. Era um United que tinha Tim Howard, Phil Neville, Wes Brown, Nicky Butt, Quinton Fortune, Louis Saha, John O’Shea, um Roy Keane a dar as últimas e um Cristiano Ronaldo que ainda era uma figura secundária na equipa.
 
Depois, o FC Porto de Mourinho tinha uma aura especial. Era uma equipa destemida, implacável com os rivais internos e que no ano anterior havia mostrado capacidade para vencer nos terrenos de Marselha ou Panathinaikos ou de golear a Lazio em casa.

quarta-feira, 5 de março de 2025

Bónus chorudo, 20 despedimentos e aquisições cirúrgicas. Como Guttmann montou o Benfica bicampeão europeu

Béla Guttmann guiou o Benfica à conquista de duas Champions
Quando assinou pelo Benfica em 1959, Béla Guttmann terá exigido um bónus de 200 mil escudos caso as águias conquistassem a Taça dos Campeões Europeus. O presidente Maurício Vieira de Brito, constatando que o Real Madrid havia vencido as quatro primeiras edições da prova e que os encarnados vinham de dois anos sem ganhar o título nacional, terá achado a proposta fantasiosa e mostrou-se seguro em aceitá-la. “Arredonde para 300 mil, meu amigo”, respondeu.
 
Ter subestimado o treinador húngaro haveria de lhe custar caro. Guttmann arregaçou as mangas e desenhou uma equipa que se viria a tornar mítica. “A primeira coisa que fiz quando assumi o cargo no Benfica foi despedir 20 jogadores e começar a reconstruir o plantel gradualmente”, contou, citado na biografia Béla Guttmann: De sobrevivente do Holocausto a glória do Benfica, de David Bolchover.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

400 mil escudos por ano, clima húmido e escolta policial. Como Béla Guttmann trocou o FC Porto pelo Benfica

Béla Guttmann trocou o FC Porto pelo Benfica no verão de 1959
Depois de guiar o FC Porto à conquista do campeonato apesar do Caso Calabote, Béla Guttmann levou ainda os dragões à final da Taça de Portugal, mas foi derrotado no Jamor pelo rival Benfica, num jogo decidido por um golo marcado aos 13 segundos por Domiciano Cavém, sem que os jogadores portistas tivessem sequer tocado na bola.
 
O que os adeptos azuis e brancos desconheciam, porém, é que o treinador húngaro já tinha um acordo secreto para se tornar treinador do Benfica depois da final. Os encarnados ofereceram-lhe um salário de 400 mil escudos por época, quase o dobro do que o FC Porto lhe pagava.

Três penáltis, 12 minutos de espera e muita fantasia. Recorde o Caso Calabote

Inocêncio Calabote foi irradiado após polémico Benfica-CUF
O campeonato português de 1958-59 teve o final mais dramático e polémico de sempre. Os anos passam e nunca mais se viu algo semelhante. E tudo por causa de uma arbitragem alegadamente tendenciosa, mas que não surtiu efeito.
 
O Benfica começou melhor a época e liderava a I Divisão com três pontos de avanço sobre o FC Porto à entrada para o clássico entre encarnados e dragões na Invicta, à 9.ª jornada. O empate a zero ficou marcado pela estreia do treinador húngaro Béla Guttmann no banco dos… azuis e brancos.
 
Entretanto, o FC Porto foi recuperando a desvantagem, graças a um futebol dinâmico e ofensivo, tendo Guttmann tirado da equipa o já veterano médio internacional português José Maria Pedroto para passar a dispor de médios mais acutilantes.
 
À entrada para a última jornada, marcada para 22 de março de 1959, FC Porto e Benfica estavam empatados pontualmente e, caso assim permanecessem, o campeão seria decidido pelo critério de desempate da diferença entre golos marcados e sofridos. Os portistas tinham vantagem, com um saldo de +56 contra os +52 dos lisboetas, e o jogo teoricamente mais acessível, pois visitavam o lanterna-vermelha Torreense, enquanto o rival recebia a CUF.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

José Soares vs. Jardel. Foi há 25 anos um duelo que fez correr muita tinta

José Soares e os seus puxões constantes a Mário Jardel
A 19 de fevereiro de 2000 o Campomaiorense alcançou a única vitória da sua história sobre o FC Porto, graças a um golo solitário de Laélson aos 20 minutos no Estádio Capitão César Correia, em Campo Maior. No entanto, o atacante brasileiro até se tornou numa espécie de personagem secundária do filme desse jogo.
 
Isto porque, do lado oposto do campo, outro avançado brasileiro, o goleador Mário Jardel, foi alvo de uma marcação individual por parte de José Soares que ultrapassou os limites do conceito de marcação cerrada. Houve puxões, entradas imprudentes e pelo menos uma agressão. Apesar dos excessos, o central alentejano viu o árbitro Bruno Paixão mostrar-lhe apenas um cartão amarelo, e aos 90 minutos, numa altura em que, no entender dos responsáveis portistas, o defesa já nem deveria estar em campo.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Recorde a caminhada do Carcavelinhos até à conquista do Campeonato de Portugal em 1928

Assim os jogadores do Carcavelinhos festejaram o título
Fundado a 14 de fevereiro de 1912, o Carcavelinhos Football Club foi um dos principais clubes portugueses durante as primeiras décadas de futebol no país, tendo mesmo sido um dos sete a conseguir vencer o Campeonato de Portugal (em 1927-28), considerada a competição percursora da Taça de Portugal.
 
Embora o nome possa remeter para Carcavelos, o Carcavelinhos pouco ou nada está relacionado com essa localidade da Linha de Cascais, uma vez que sempre esteve sediado no bairro lisboeta de Alcântara, ao ponto de se ter fundido com o União de Lisboa em 1942 para formar o mítico emblema alcantarense Atlético Clube de Portugal.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

“Guimarães é a Veneza de Portugal” e as quecas com a amiga. Como Futre convenceu excedentário a deixar o Atlético Madrid

Roberto Fresnedoso jogou no Atlético Madrid entre 1995 e 2002 
Uma das maiores dificuldades que Paulo Futre se deparou enquanto diretor desportivo do Atlético Madrid foi colocar jogadores que não entravam nas contas do treinador.
 
No arranque da época 2002-03, que marcou o regresso dos colchoneros à I Liga Espanhola, o problema maior para o português era o seu antigo companheiro de equipa Roberto Fresnedoso, um médio internacional espanhol pelas seleções jovens, mas que já tinha 29 anos e estava na lista de dispensas. Com mais dois anos de contrato, recusava-se a deixar o clube: “Ou pagam-me tudo e mandam-me embora, ou fico aqui.”

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Foi há 37 anos que o FC Porto ganhou a única Supertaça Europeia do futebol português

FC Porto confirmou conquista da Supertaça Europeia nas Antas
Por quatro vezes Portugal esteve representado numa decisão da Supertaça Europeia, sempre pelo FC Porto, mas apenas por uma vez o troféu foi conquistado por uma equipa lusa, na edição de 1987, ainda que o vencedor só tivesse sido apurado no início do ano seguinte, a 13 de janeiro de 1988.
 
Na altura, a Supertaça Europeia opunha o vencedor da Taça dos Campeões Europeus, neste caso o FC Porto, e o vencedor da Taça das Taças (e da primeira Supertaça Europeia, em 1973), os neerlandeses do Ajax. Depois de em 1986 a final se ter decidido pela primeira vez num único jogo no Stade Louis II, no Mónaco, no ano seguinte a competição voltou a ser disputada em duas mãos.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

“Vou comer o mundo, senhor Futre”. Como nasceu a lenda de “El Niño” Fernando Torres

Fernando Torres estreou-se pela equipa principal do Atleti aos 17 anos
Depois de uma boa recuperação desde os lugares de despromoção à II Divisão B até à zona cimeira da II Liga Espanhola, o Atlético Madrid sofreu duas derrotas seguidas na reta final do campeonato que ditaram praticamente o fim do sonho do regresso ao primeiro escalão já em 2001.
 
Paulo Futre, então diretor desportivo dos colchoneros, decidiu começar a preparar imediatamente a temporada 2001-02, despedindo o treinador Marcos Alonso – pai do lateral esquerdo internacional espanhol, com o mesmo nome – e promovendo Carlos García Cantarero, da equipa B, a técnico interino da equipa principal até final da época. Paralelamente, o montijense começou a trabalhar na contratação de um treinador conceituado para conseguir a promoção na época seguinte, treinador esse que seria Luis Aragonés.

Como Futre ajudou Florentino Pérez a tornar-se presidente do Real Madrid e contratar Figo

Figo transferiu-se para o Real Madrid no verão de 2000
Nos meses que antecederam as eleições para os órgãos sociais do Real Madrid no verão de 2000, tudo apontava para a reeleição de Lorenzo Sanz, até porque os merengues tinham acabado de vencer a oitava Liga dos Campeões, dois anos após conquistar a sétima, depois de um jejum de quase 50 anos. Foi o próprio Sanz, que até tinha mais um ano de mandato, que decidiu marcar eleições antecipadas para reforçar a sua posição dentro do clube.
 
Mas essa decisão tornou-se num improvável passo em falso. Apesar da pujança desportiva, havia um homem altamente descontente com a gestão financeira de Sanz, que tinha arrastado o clube para um passivo que ultrapassava os 300 milhões de euros. E esse homem era Florentino Pérez, um desconhecido, mas muito bem-sucedido empresário do ramo da construção, que era o presidente e o principal acionista do grupo ACS.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

“Arranjei logo companhia” e “uma fila de carros a abanar”. O “granel” de Saltillo contado por Futre

Futre com três mexicanas em Saltillo, no México
As semanas da seleção portuguesa que antecederam o Mundial 1986 dividem-se em dois grandes momentos.
 
O primeiro foi o das reivindicações dos jogadores, que começou em Portugal, com os atletas a exigir pagamentos à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e à Olivedesportos relativos a receitas publicitárias, valores de diárias e prémios de presença, o que levou a que os futebolistas chegassem a treinar em tronco nu ou com as camisolas do avesso para esconder as marcas das quais não recebiam qualquer verba. Contam os envolvidos que esses protestos até uniram um grupo que antes se encontrava dividido: os do FC Porto de um lado, os do Benfica do outro.

Vídeo de "best of", hora de recolher e copo de leite na cama. Como Futre levou Porfírio para o West Ham e cuidou dele

Porfírio marcou quatro golos em 27 jogos pelo West Ham em 1996-97
Depois de uma birra por causa da camisola 10, Paulo Futre estreou-se pelo West Ham como suplente utilizado num empate caseiro com o Coventry City, a 21 de agosto de 1996, na 2.ª jornada da Premier League. Seguiram-se quatro jogos seguidos como titular, sendo que no último deles, numa receção ao Wimbledon, teve de ser substituído ainda no decorrer da primeira parte devido a uma lesão no joelho direito, após ter levado uma pancada.
 
Tendo em conta que o seu contrato previa prémios de jogo especiais quer jogasse ou ficasse no banco, o extremo internacional português, então com 30 anos, teve uma ideia para continuar a ir ao banco… mesmo estando lesionado: sugerir a contratação de Hugo Porfírio, que vinha de uma grande época na União de Leiria por empréstimo do Sporting, e tornar-se tutor dele.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Isqueiro + termómetro. A fórmula de Iuran para fazer gazeta aos treinos no Benfica

Iuran somou 34 golos em 96 jogos pelo Benfica entre 1991 e 1994
Quando Paulo Futre chegou ao Benfica em janeiro de 1993, encontrou uma “equipa fantástica”, “um conjunto de sonho”, “uma equipa para ganhar a Champions nos anos seguintes”. Nesse plantel pontificavam nomes como Silvino, Neno, Veloso, Hélder, Mozer, William, Paulo Sousa, Schwarz, Paulo Sousa, Vítor Paneira, Rui Águas, Isaías, João Vieira Pinto, Pacheco, Iuran, Mostovoi e Rui Costa.
 
O problema estava na relação entre todos esses craques. “O pior balneário que conheci em toda a minha carreira. Muitos grupos diferentes. Os russos, os brasileiros e vários de portugueses, especialmente a chamada ‘Turma’ (o ajuntamento que mais influência tinha dentro do plantel). Intrigas, interesses e pouca união. Não me juntei a nenhum. Estávamos a meio da época e tentei ficar numa zona neutra, sozinho, dando-me bem com todos ao mesmo tempo. Mas não foi fácil. Ainda mais para mim. O melhor jogador português daquele momento e o mais bem pago, num plantel composto por alguns profissionais que já eram autênticas vacas sagradas do Benfica. Isso gerou invejas e alguns deles tentaram fazer-me a vida difícil”, contou Futre no livro El Portugués.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

“E, já agora, quanto ganhas tu?”. Recorde a polémica entre o reforço benfiquista Futre e Manuela Moura Guedes

Manuela Moura Guedes entrevistou Futre à distância em janeiro de 1993
Deu muito que falar a transferência de Paulo Futre do Atlético Madrid para o Benfica em janeiro de 1993. Em primeiro lugar, porque estava tudo acertado para um regresso ao Sporting, mas Sousa Cintra deixou o jogador pendurado. Depois, pela verba astronómica que os encarnados, então presididos por Jorge de Brito, pagaram aos colchoneros: o equivalente a 3,5 milhões de euros… a pronto! Nunca um clube português havia contratado um futebolista por tanto dinheiro.
 
A 25 de janeiro, a notícia da nova aquisição levou os benfiquistas à euforia. “A partir do momento em que cheguei a Lisboa, tudo o que se passou foi uma loucura. Centenas de pessoas no aeroporto, cinco mil adeptos no meu primeiro treino e 80 mil na apresentação (foi em dia de jogo e subi ao relvado acompanhado por Eusébio e Jorge de Brito). Já tinha ouvido o meu nome ser cantado em muitos estádios, por muitos milhares de adeptos, mas nunca num tão grande como o Estádio da Luz”, recordou no livro El Portugués.

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Como um jogo em Kiev, Mário Soares, o Marselha e três operações ao joelho salvaram Futre de ir à tropa

Paulo Futre com Mário Soares, por quem passou a rezar sempre
O almirante Gouveia e Melo e outros conservadores que me desculpem, mas felizmente faço parte de uma geração que não viveu o serviço militar obrigatório. Tínhamos o Dia da Defesa Nacional e quem quisesse seguir a carreira militar que o fizesse, mas sem uma pós-adolescência condicionada. Se assim o é, devemo-lo a histórias como as de Paulo Futre.
 
Em abril de 1986, quando tinha 20 anos, o antigo internacional português foi fazer a inspeção a Setúbal, um dia após ter dado a vitória ao FC Porto sobre o Vitória Futebol Clube precisamente na mesma cidade, em jogo da penúltima jornada do campeonato que praticamente garantiu o título nacional aos dragões. O dia da inspeção transformou-se, por isso, quase numa sessão de autógrafos a militares e futuros soldados.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

As calças da discórdia. Quem se lembra de quando Paulo Bento puniu Liedson com dois jogos fora dos convocados?

Liedson foi excluído por Paulo Bento em dois jogos no final de 2005
Parece fazer parte da cultura dos treinadores portugueses ter mão pesada para com as estrelas das suas equipas com o intuito de ganhar o balneário. Esta época temos visto Rúben Amorim a excluir Rashford das convocatórias do Manchester United e Paulo Fonseca com uma relação complicada com Rafael Leão no AC Milan. No passado vimos José Mourinho no Real Madrid e Sérgio Conceição no FC Porto a mostrar a Iker Casillas que ele não era assim tão imprescindível, o mesmo Mourinho a excluir Vítor Baía de alguns jogos nos dragões no início de 2002-03 e a ter uma relação complicada com Paul Pogba no Manchester United. Consta que André Villas Boas terá tentado um método semelhante no Chelsea, mas que aí os pesos pesados do plantel dos blues terão levado a melhor.
 
E o que dizer de Paulo Bento? É talvez o menos tolerante à indisciplina. O primeiro desaguisado que protagonizou com um jogador aconteceu pouco mais de um mês depois de ter assumido o comando técnico do Sporting, no final de 2005, e logo perante a principal estrela leonina daquela altura: Liedson.
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