segunda-feira, 23 de março de 2020

Os 10 jogadores angolanos mais valiosos do Girabola

Dez angolanos mais valiosos do Girabola avaliados em 3,15 milhões
Não é só na diáspora que jogam alguns dos maiores talentos angolanos. Também no Girabola, o principal campeonato de futebol de Angola, criado em 1979 em substituição da prova que era denominada por Campeonato do Estado Ultramarino de Angola, que vigorou entre 1941 e 1975.


O termo Girabola remonta a 1972 e é da autoria do nacionalista, radialista e narrador desportivo Rui Carvalho, que pretendia diferenciar a competição das outras restantes províncias ultramarinas e de protestar de forma subtil para com o colonialismo português.

Desde a criação do campeonato, Petro Luanda (15 títulos) e 1º de Agosto (13) têm-se assumido como os principais candidatos ao título, mas equipas como o ASA, Recreativo do Libolo e Interclube também têm-se intrometido na luta.

Alguns dos principais futebolistas angolanos de todos os tempos, como Flávio, Love, Akwá, Yamba Asha, Job, Manucho, Paulão ou Gelson Dala, evoluíram no Girabola antes de atingirem a seleção angolana. Hoje, são outros que se tentam mostrar ao selecionador a partir do campeonato interno.

Vale por isso a pena conhecer a lista dos 10 jogadores angolanos mais valiosos a atuar no Girabola, segundo o transfermarkt. No total, estão avaliados 3,15 milhões de euros.


10. Isaac Costa (200 mil euros)

Isaac Costa
Nascido há 28 anos em Luanda, o lateral direito Isaac Correia da Costa é um produto da formação de Rodoviário e Flaminguinhos. Em 2010 estreou-se no futebol sénior ao serviço do Recreativo do Libolo e dois anos depois somou a primeira internacionalização pela seleção angolana, quando já atuava no Progresso Sambizanga.            
Entretanto rumou ao Petro de Luanda, clube ao qual esteve ligado em 2013 e 2014, mas depois transferiu-se para o 1.º de Agosto, emblema pelo qual ganhou todos os títulos da carreira: quatro campeonatos (2016, 2017, 2018 e 2018-19), uma Taça de Angola (2019) e uma Supertaça (2019-20).
Pelos Palancas Negras soma 21 internacionalizações, tendo marcado presença no CAN 2019, mas sem realizar qualquer jogo – Bruno Gaspar foi a escolha do selecionador Srdjan Vasiljevic nos três encontros.


9. Neblú (200 mil euros)

Neblú
Mais um jogador do 1º de Agosto, desta feita um guarda-redes, habitual suplente de Tony Cabaça, o dono da baliza da seleção angolana.
Neblú somou a primeira de sete internacionalizações pelos Palancas Negras em maio de 2012, quando tinha apenas 18 anos e estava cedido pelo ASA ao 1º de Agosto. Entretanto vinculou-se a título definitivo aos militares e por lá continuou até 2015, tendo marcado presença no CAN 2013 pelo meio.
Em 2016 e 2017 jogou no Interclube e em 2018 voltou ao 1º de Agosto para conquistar dois campeonatos (2018 e 2018-19), uma Taça de Angola (2019) e uma Supertaça (2019-20). É lá que vai evoluindo, aos 26 anos.


8. Wilson (250 mil euros)

Wilson
Nascido há 29 anos no Porto, este central/médio defensivo fez grande parte da formação no Boavista, um histórico clube de Portugal, tendo chegado a representar a seleção portuguesa de sub-18 por quatro vezes.
Entretanto prosseguiu a carreira em clubes da região norte, como Candal, Ribeirão, Lousada e Vizela, antes de se aventurar pela primeira vez no futebol angolano em 2014, no Kabuscorp. No ano seguinte rumou ao Petro de Luanda e por lá foi ficando, tendo vivido dois momentos especiais em 2017: a conquista da Taça de Angola e a primeira internacionalização (das 19 que hoje contabiliza) pelos Palancas Negras.
No ano passado participou na Taça das Nações Africanas, mas não somou um único minuto.



7. Marco Airosa (300 mil euros)

Marco Airosa
Marco Airosa nasceu em Luanda há 35 anos, mas emigrou bastante cedo para Portugal, onde começou a jogar futebol em tenra idade, nos Pescadores da Costa da Caparica, onde teve como companheiro o extremo internacional português Silvestre Varela. Foi na equipa do concelho de Almada que se estreou no futebol sénior, nos campeonatos distritais da Associação de Futebol de Setúbal.
No verão de 2004 saltou diretamente dos distritais para a II Liga, pela porta do Alverca, que tinha acabado de cair da I Liga. Apesar do grande salto competitivo, disputou a maioria dos jogos, mas os ribatejanos desceram de divisão. Na época seguinte continuou no segundo escalão ao serviço do Barreirense, voltando a descer. Foi nessa altura que se estreou pela seleção angolana, tendo marcado presença no Mundial 2006 tal como o então companheiro de equipa no histórico emblema do Barreiro, o central Kali.
Após o Campeonato do Mundo assinou pela União de Leiria, da I Liga, mas nunca chegou a estrear-se pelos leirienses, tendo sido emprestado ao Olhanense em 2006-07. Na época seguinte continuou na II Liga com a camisola do Fátima, onde foi orientado por Rui Vitória.
No verão de 2008 foi contratado pelo Nacional, clube pelo qual jogou uma vez na I Liga e três em todas as competições durante duas épocas. Em 2010-11 esteve emprestado ao Desp. Aves, da II Liga, e depois rumou aos cipriotas do AEL Limassol, que representou durante sete temporadas, tendo vencido o campeonato em 2011-12 e a Supertaça em 2015.
Em 2018-19 estreou-se finalmente no Girabola, aos 34 anos, com as cores do Recreativo do Libolo, onde vai jogando.
27 vezes internacional por Angola, marcou presença nas edições de 2008, 2012 e 2013 da Taça das Nações Africanas.


6. Landú (300 mil euros)

Landú
Mais um guarda-redes, este nascido há 30 anos em Damba, na província do Uíge. Tal como Neblú, tem feito toda a carreira em Angola.
O seu trajeto começou no Académica do Soyo, tendo de lá saltado para o Recreativo do Libolo em 2012, um ano marcado igualmente pela estreia pelos Palancas Negras e pela conquista do título angolano. No emblema de Calulo venceu ainda mais dois campeonatos (2014 e 2015), uma Taça de Angola (2016) e uma Supertaça (2016).
Em 2018 assinou pelo Recreativo do Libolo e em maio do ano passado transferiu-se para os Bravos do Maquis.
Embora some 35 internacionalizações e tenha estado em duas fases finais do CAN (2013 e 2019), não foi utilizado em nenhuma delas.


5. Paizo (300 mil euros)

Paizo
Nascido há quase 28 anos em Luanda, o lateral esquerdo Paizo tem feito toda a carreira no 1º de Agosto. A estreia pela equipa sénior foi feita em 2012, quando tinha apenas 19 anos.
Porém, só em 2015 assumiu um protagonismo que lhe permitiu estrear-se pela seleção angolana. Nos anos seguintes reforçou esse estatuto, muito por força da hegemonia dos militares nas provas internas, uma vez que conquistou quatro campeonatos consecutivos (2016 a 2018-19), uma Taça de Angola (2019) e duas Supertaças (2017 e 2019-20).
Internacional por 12 vezes pelos Palancas Negras, foi titular indiscutível no lado esquerdo da defesa nacional no CAN 2019.


4. Pirolito (300 mil euros)

Pirolito
Nascido há 26 anos em Luanda, Pirolito constitui outro caso de um jogador que fez toda a carreira no Girabola. No caso concreto deste central/médio defensivo, o seu trajeto foi feito quase em exclusivo num único clube, o Interclube, que representou entre 2012 e maio do ano passado, quando assinou pela Académica do Lobito.
A estreia pela seleção angolana aconteceu em dezembro de 2012, quando tinha apenas 19 anos, mas deixou de ser opção em 2015, quando somou a 14.ª internacionalização. Pelo meio, participou no CAN 2013, tendo sido titular nos três jogos.


3. Yano (400 mil euros)

Yano
Mais um jogador que só jogou em Angola durante a sua carreira. Nascido há 27 anos em Saurimo, capital da província de Lunda Sul, este avançado começou o seu trajeto profissional no Kabuscorp, em 2011.
No ano seguinte transferiu-se para o Progresso Sambizanga, onde passou grande parte da carreira. Logo na temporada de estreia, em 2012, sagrou-se o melhor marcador do Girabola, com 14 golos, feito que repetiu três anos depois, quando apontou 13 golos. Pelo meio participou no CAN 2013, tendo entrado nos derradeiros minutos de uma derrota com Cabo Verde.
Desde o verão do ano passado que representa o Petro de Luanda. Com 12 golos, é um dos melhores marcadores do Girabola, sendo apenas superado por Mabululu, do 1º de Agosto, que tem 13; e do companheiro de equipa Tony, que leva 14.
A nível internacional leva 30 jogos e quatro jogos pela seleção angolana. Embora seja presença habitual nas convocatórias, não foi chamado para o CAN 2019.


2. Herenilson (400 mil euros)

Herenilson
Um dos principais jovens talentos do futebol angolano, que aos 23 anos é uma das figuras do seu clube de sempre o Petro de Luanda. Centrocampista de qualidade, pode atuar como primeiro e segundo médio. É dotado de grande resistência física, que lhe permite fazer piscinas entre as duas áreas, com influência nas fases de construção e de criação, revelando igualmente capacidade para transportar a bola e precisão de passe. Também é forte nos momentos defensivos: recupera rapidamente a bola e é agressivo na disputa de bola.
Apesar da tenra idade, tem no currículo já 30 internacionalizações pela seleção angolana, não tendo apontado qualquer golo. No ano passado esteve ao serviço dos Palancas Negras na Taça das Nações Africanas.
Pelo clube conquistou uma Taça de Angola, em 2017.


1. Ary Papel (500 mil euros)

Ary Papel
Um dos principais futebolistas do panorama angolano. Nascido há 26 anos em Luanda, Ary Papel estreou-se pelo 1º de Agosto e pela seleção angolana em 2012, quando tinha apenas 18 anos. Foi nos militares que despontou, com golos em catadupa, despedindo-se em 2016 com a conquista do título nacional, que já fugia ao clube há dez anos.
Em janeiro de 2017 transferiu-se para o Sporting juntamente com Gelson Dala, mas depois de três jogos pela equipa B foi emprestado ao Moreirense, não tendo ido além de 11 minutos na I Liga num encontro diante do Boavista.
Na época seguinte voltou aos leões, mas para jogar apenas pelos bês na II Liga. Ainda chegou a ser convocado por Jorge Jesus para um desafio da Taça de Portugal frente ao Oleiros, mas não saiu do banco de suplentes.
No verão de 2018 regressou ao 1º de Agosto e é lá que vai evoluindo. Na temporada transata venceu o campeonato e a Taça de Angola, nesta época venceu a Supertaça e é um dos melhores marcadores do Girabola, com 11 golos.
Em termos de seleção angolana soma 36 internacionalizações e cinco golos, mas já não é convocado desde março de 2018.





















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