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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Os recordes dos Mundiais: a maior goleada (Hungria-El Salvador, em 1982)

Hungria foi a única a marcar 10 ou mais golos num jogo do Mundial
Era uma Hungria a anos-luz da de Puskás, Kocsis ou Czibor, mas chegou para fazer história, ao conseguir a maior goleada da história dos Mundiais. Ainda assim, um resultado insuficiente para ultrapassar a fase de grupos.
 
A 15 de junho de 1982, na cidade espanhola de Elche, a vice-campeã mundial de 1938 e 1954 defrontou uma seleção salvadorenha sem grande experiência, a participar num Campeonato do Mundo pela segunda vez (depois de 1970) e a levar apenas 20 jogadores, em vez dos 22 permitidos. A organização também não foi a melhor, uma vez que dois dirigentes da federação foram de férias para a Europa e não apareceram nos jogos e El Salvador foi a última seleção a chegar a Espanha, apenas três dias antes da partida diante da Hungria. A guerra civil que assolava o país também atrapalhou a preparação.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Os recordes dos Mundiais: seleção com mais golos numa edição (Hungria, em 1954)

Hungria marcou 27 golos em cinco jogos no Mundial 1954
A Hungria de 1954 não era uma seleção de futebol. Era uma máquina trituradora de adversários. Em cinco jogos, marcou 27 golos, uma média de 5,4 golos por partida. Uma geração dourada que ficou à beira de conquistar o título mundial.

domingo, 31 de maio de 2026

Recorde aqui grandes jogos dos Mundiais

Campeonato do Mundo teve primeira edição em 1930
Surpresas completamente inesperadas, triunfos históricos e inéditos, reviravoltas épicas, duelos com contexto político, jogos marcados por golos bonitos e emblemáticos, defesas, fintas, jogadas ou expulsões que ficaram na memória, gerações de ouro que ficaram pelo caminho e muito mais. Tem sido esta a toda dos Campeonatos do Mundo.
 
Recorde aqui alguns dos grandes jogos da história da prova.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Os recordes dos Mundiais: jogo com mais golos (Áustria-Suíça, em 1954)

Áustria e Suíça protagonizaram jogo com 12 golos em Lausanne
Doze golos. Um recorde que ameaça resistir ao tempo, mesmo na antecâmera de um Campeonato do Mundo em que se perspetivam jogos mais desequilibrados.
 
No Mundial 1954, disputado na Suíça, a seleção anfitriã necessitou de um playoff para assegurar o segundo lugar no Grupo 4 e consequente apuramento para os quartos de final, após ter ficado empatada em segundo lugar com a Itália, atrás de Inglaterra e à frente da Bélgica. Paralelamente, a Áustria bateu Escócia e Checoslováquia no Grupo 3 para se apurar, juntamente com o Uruguai, para a fase a eliminar.
 

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Neste dia em 2001, Portugal bateu Andorra nos Barreiros (3-0) e Figo marcou aos 20 segundos. Quem se lembra?

Pauleta e Nuno Gomes tentam passar pela defesa de Andorra

O primeiro jogo entre Portugal e Andorra remonta a agosto de 1999, ainda eu tinha sete anos e não acompanhava futebol e nem sequer sabia que existia uma nação chamada Andorra. Por isso, o meu primeiro jogo entre ambas as seleções remonta a 2001, quando se defrontaram por duas vezes da fase de apuramento para o Mundial 2002, curiosamente naquela que foi a primeira vez que os andorranos participaram numa fase de qualificação e numa altura que a seleção portuguesa já não competia num Campeonato do Mundo desde 1986.

sábado, 11 de outubro de 2025

Recorde aqui grandes jogos das qualificações para Europeus e Mundiais


Vitórias inesperadas, triunfos inéditos, reviravoltas épicas, jogos marcados por grandes golos, goleadas que não estavam no programa, duelos renhidos entre seleções de topo, conflitos diplomáticos que foram levados para os relvados, partidas disputadas sob condições atmosféricas impróprias e muito mais. Tem sido essa a toada das fases de qualificação para Campeonatos da Europa e do Mundo.
 
Recorde aqui alguns dos grandes jogos das fases de apuramento para grandes competições.

Neste dia em 2000, Portugal foi a Roterdão vencer a Holanda com golos de Sérgio Conceição e Pauleta. Quem se lembra?

A minha primeira memória de um jogo entre Portugal e Holanda remonta a 11 de outubro de 2000, quando as duas seleções estavam na moda. A equipa das quinas, orientada por António Oliveira, misturava a geração de ouro de Fernando Couto, Rui Costa, João Vieira Pinto (não utilizado neste jogo) e Luís Figo com uma vaga de jogadores como Sérgio Conceição, Pauleta ou Simão. Já o selecionado de Louis van Gaal tinha alguns dos principais talentos do Ajax de 1995 numa fase adiantada de maturação, como Van der Sar, Reiziger, Frank de Boer, Seedorf, Overmars, Kluivert e Davids, este último o mais vistoso devido aos famosos óculos de proteção.

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Neste dia em 2004, Portugal cedeu um impensável empate no Liechtenstein. Quem se lembra?

Nem com Ronaldo a seleção nacional venceu em Vaduz
Só comecei a ver futebol em meados de 2000, pelo que não vivi as goleadas de Portugal ao Liechtenstein por 8-0 (1994 e 1999), 7-0 (1995) e 5-0 (1999), mas tinha conhecimento desses resultados quando as duas seleções se defrontaram a 9 de outubro de 2004, pouco depois do Campeonato da Europa em solo lusitano no qual a equipa das quinas orientada por Luiz Felipe Scolari foi finalista vencida.
 
Não vou estar aqui com rodeios. Todos esperavam uma goleada portuguesa à moda antiga frente à seleção do principado de língua alemã situado entre a Áustria e a Suíça, maioritariamente composta por amadores, na partida de Vaduz. O guarda-redes Peter Jehle (suplente dos suíços do Grasshoppers e então futuro guardião do Boavista) e o médio ofensivo Mario Frick (do Ternara, da Série B de Itália) eram talvez os jogadores com mais estatuto.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Neste dia em 2005, Angola carimbou o apuramento para o Mundial da Alemanha. Quem se lembra?

Akwá marcou o golo decisivo no terreno do Ruanda
8 de outubro de 2005 é, muito provavelmente, o dia mais marcante da história do futebol angolano. Nesta data, um golo solitário de Akwá no terreno do Ruanda valeu aos palancas negras a qualificação para o Mundial 2006, o único em que marcou presença, depois de uma intensa batalha com a mais conceituada Nigéria durante a fase de apuramento.
 
Essa fase de qualificação até começou de forma muito atribulada, com uma derrota no Chad, por 1-3, na primeira-mão da primeira eliminatória. Contudo, Angola deu a volta ao texto com uma vitória por 2-0 no Estádio da Cidadela, em Luanda, assegurando a passagem para a fase de grupos da qualificação graças à regra que valorizava os golos marcados fora.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Neste dia em 2000, Portugal e Irlanda empataram na Luz (1-1) na qualificação para o Mundial 2002

Luís Vidigal procura fugir a Niall Quinn
As minhas primeiras memórias de jogos entre Portugal e República da Irlanda são de partidas em que estiveram frente a frente a chamada geração de ouro do futebol português, mas também uma das melhores gerações de sempre, se não mesmo a melhor, da seleção irlandesa.
 
A armada lusa, comandada por António Oliveira, era composta por jogadores como Fernando Couto, Jorge Costa, Rui Costa, João Pinto, Sá Pinto, Figo e Sérgio Conceição. Do outro lado, Mick McCarthy tinha à sua disposição um vasto leque de jogadores que atuavam Premier League, como o médio e capitão Roy Keane (Manchester United), o guarda-redes Shay Given (Newcastle), o lateral direito Stephen Carr e o defesa central Gary Doherty (ambos do Tottenham), o defesa central Richard Dunne (Manchester City), o defesa central Gary Breen (Coventry City), o lateral direito Gary Kelly, o lateral esquerdo Ian Harte e o avançado Robbie Keane (todos do Leeds), o lateral esquerdo Steve Staunton (Aston Villa), o médio defensivo Mark Kinsella (Charlton), o médio Matt Holland (Ipswich), o extremo Kevin Kilbane e o avançado Niall Quinn (ambos do Sunderland). E se olharmos para os futebolistas que competiam no Championship, dois nomes saltam à vista: o do lateral direito Steve Finnan (Fulham) e o do extremo Damien Duff (Blackburn). Era muita gente a jogar num nível bastante elevado, uma espécie de Inglaterra B. E se a estes juntarmos o defesa John O’Shea, que haveria de se estrear pela seleção meses mais tarde, temos aqui todos os principais nomes do futebol irlandês das duas últimas décadas.

sexta-feira, 4 de julho de 2025

Neste dia em 2006, Itália venceu a Alemanha em Dortmund com dois golos no final do prolongamento para se apurar para a final do Mundial

Andrea Pirlo procura fugir a Miroslav Klose
Naqueles programas de histórias dos Mundiais que canais como a Eurosport ou o próprio Canal História transmitem na antecâmara de um Campeonato do Mundo, recordo-me de ter ficado impressionado por Franz Beckenbauer ter terminado o Itália-Alemanha das meias-finais do torneio de 1970 com o braço ao peito numa vitória transalpina por 4-3 (após prolongamento) e de assistir ao festejo efusivo Marco Tardelli após o segundo golo italiano no triunfo na final de 1982 (por 3-1), mas esses encontros realizaram-se ainda antes de eu nascer (a 26 de janeiro de 1992).
 
A minha primeira memória de um jogo entre as duas seleções remonta, por isso, às meias-finais do Mundial 2006, que teve precisamente a Alemanha como país anfitrião. Por jogarem em casa, a seleção germânica, comandada por Jurgen Klinsmann, reforçavam o seu estatuto de candidata à vitória final. Michael Ballack era talvez a grande estrela de uma equipa que, nestas fases finais, contava sempre com os golos de Miroslav Klose, na altura no Werder Bremen. Jens Lehmann tinha acabado de destronar Oliver Kahn na luta pela titularidade na baliza, enquanto jovens como Philipp Lahm, Bastian Schweinsteiger e Lukas Podolski se começavam a afirmar.

sexta-feira, 27 de junho de 2025

Neste dia em 2010, a Alemanha goleou Inglaterra no Mundial num jogo marcado por um golo fantasma de Lampard. Quem se lembra?

Bola pontapeada por Lampard tocou no interior da baliza
Recordo-me de que, quando Portugal se apurou para o Mundial 2002, houve um jornal desportivo que produziu uma revista dedicada ao balanço da qualificação lusa e falou sobre as seleções já apuradas para o torneio. Uma dessas seleções era Inglaterra, e no espaço reservado aos three lions estavam enumerados os vários resultados da fase de apuramento, entre os quais dois frente à Alemanha que me chamaram à atenção: derrota por 0-1 em casa e sobretudo a goleada por 1-5 fora. Foi a derrota mais pesada de sempre da mannschaft em casa desde a Segunda Guerra Mundial e derrota mais volumosa dos germânicos em apuramentos para fases finais.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

“Arranjei logo companhia” e “uma fila de carros a abanar”. O “granel” de Saltillo contado por Futre

Futre com três mexicanas em Saltillo, no México
As semanas da seleção portuguesa que antecederam o Mundial 1986 dividem-se em dois grandes momentos.
 
O primeiro foi o das reivindicações dos jogadores, que começou em Portugal, com os atletas a exigir pagamentos à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e à Olivedesportos relativos a receitas publicitárias, valores de diárias e prémios de presença, o que levou a que os futebolistas chegassem a treinar em tronco nu ou com as camisolas do avesso para esconder as marcas das quais não recebiam qualquer verba. Contam os envolvidos que esses protestos até uniram um grupo que antes se encontrava dividido: os do FC Porto de um lado, os do Benfica do outro.

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

A minha primeira memória de… um jogo entre Portugal e Polónia

Fernando Couto em disputa de bola com polaco Olisadebe
O Mundial 2002 foi o meu primeiro. E logo um Mundial marcado pelo regresso de Portugal, que participava pela terceira vez, depois do 3.º lugar de 1966 e do insucesso de 1986. Com Luís Figo e Rui Costa em alta e jogadores como Vítor Baía, Fernando Couto, Rui Costa, João Vieira Pinto ou Pauleta em bom plano, havia quem se atrevesse a sonhar com o título.
 
Recordo-me vagamente de se ter considerado acessível o grupo da equipa das quinas, que tinha ainda Estados Unidos, Polónia e a coanfitriã Coreia do Sul. Lembro-me até de se ter falado que os polacos seriam o osso mais duro de roer, talvez pela experiência negativa de 1986, por se tratar de uma seleção europeia ou por contar, entre outros, com o guarda-redes do Liverpool, Jerzy Dudek.
 
A verdade é que essa previsão saiu ao contrário. Portugal perdeu com os Estados Unidos na estreia e com a Coreia do Sul a fechar a fase de grupos e, pelo meio, goleou a Polónia.

sexta-feira, 3 de maio de 2024

“Só três pessoas conseguiram calar o Maracanã com 200 mil pessoas lá dentro: Papa, Sinatra e eu”. Recorde o Maracanazo

Ghiggia foi herói do Uruguai e carrasco do Brasil no Mundial 1950
O Brasil é o recordista de títulos mundiais, cinco, mas teve de esperar até ao sexto Campeonato do Mundo, em 1958, para levantar pela primeira vez a taça. Antes disso passou inclusivamente pela humilhação de organizar o torneio e perder o jogo decisivo quando nada o fazia prever, 54 anos antes de Charisteas e a Grécia terem feito os portugueses vivenciarem um sentimento semelhante.
 
Em 1950, o Mundial não teve final. Em vez disso, foi decidido num minitorneio quadrangular. Nos dois primeiros jogos, o Brasil goleou a Suécia (7-1) e a Espanha (6-1). No derradeiro encontro, no Maracanã, um empate diante do Uruguai bastava para assegurar a conquista do troféu, ao passo que o rival sul-americano estava obrigado a ganhar, o que levou cerca de 200 mil pessoas a encher o recinto carioca.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Quando a Roménia eliminou a Argentina e ficou a onze metros das meias-finais do Mundial

Roménia atingiu os quartos nos Estados Unidos em 1994
A Roménia mostrou ao que ia ainda na segunda metade dos anos 1980, quando o Steaua Bucareste se sagrou campeão europeu em 1985-86 e foi vice-campeão continental em 1988-89. No entanto, foi necessário esperar até 1994 para ver repercussões desse período áureo ao nível da seleção nacional.
 
É verdade que os tricolores já tinham atingido os oitavos de final no Itália 1990, mas foi nos Estados Unidos, quatro anos depois, que foram mais longe. Chegaram aos quartos e estiveram a um pequeno passo (de onze metros) das meias-finais.
 
Era a seleção capitaneada e liderada futebolisticamente por Gheorghe Hagi, que na altura até competia na Série B italiana, ao serviço do Brescia. Depois havia um conjunto de jogadores a atuar em alguns dos principais campeonatos europeus, como o defesa Dan Petrescu (Génova), os médios Gheorghe Popescu (PSV) e Ioan Lupescu (Bayer Leverkusen) e o avançado Florin Răducioiu (AC Milan). Também havia Nică Panduru, médio ofensivo que estava no Steaua e viria a representar Benfica, FC Porto e Salgueiros.

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Do festejo de Yekini à quase eliminação da Itália. Assim foi o primeiro voo mundial das super águias

Nigéria atingiu os oitavos de final no Mundial 1994
A Nigéria não foi além dos oitavos de final no Mundial 1994, mas saiu dos Estados Unidos com muitas histórias para contar. Comecemos pelo contexto: fazia a sua estreia num Campeonato do Mundo, mas começou o ano com a conquista da Taça das Nações Africanas e atingiu em abril a posição mais alta de sempre de uma seleção africana, o quinto lugar. Ainda hoje é o recorde continental.
 
Às ordens do neerlandês Clemens Westerhof estava uma geração de ouro, como o futuro guarda-redes de Farense e Gil Vicente, Peter Rufai; o ponta de lança do Vitória de Setúbal recém-sagrado melhor marcador da I Liga portuguesa, Rashidi Yekini; o futuro extremo do Sporting, Emmanuel Amunike; os talentosos médios George Finidi (Ajax) e Jay-Jay Okocha (Eintracht Frankfurt) e o avançado Daniel Amokachi (Club Brugge).
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