terça-feira, 30 de outubro de 2007

Zinedine Zidane

Zidane cativou o público no Campeonato do Mundo de 1998, ganho pela França, marcando dois golos na final contra o Brasil. Também participou ativamente na vitória da seleção de França no Euro 2000. Dotado de uma técnica extraordinária de controlo de bola, tinha também um enorme poder de aceleração. Carinhosamente apelidado de Zizou, era brilhante nos dribles e na corrida controlada a partir do meio-campo, até às proximidades da área adversária. Zidane fez nome no Bordéus, de França, e foi eleito jogador francês do ano, em 1995, antes de ser transferido para a Juventus, de Itália. Eleito jogador do ano pela FIFA, em 1998, Zidane era um dos jogadores mais invejados do futebol. Em julho de 2001, mudou-se para o Real Madrid pela quantia recorde (na altura) de 76 milhões de euros, tendo conquistado uma Liga dos Campeões pelos merengues menos de um ano depois de ter chegado ao Santiago Bernabéu.


GIFFORD, Clive (2004) Futebol – O mais belo jogo do mundo. Queluz: Sistema J


Mia Hamm

Mia Hamm tinha apenas 15 anos quando se iniciou no futebol com a camisola dos Estados Unidos, em 1987. Nos anos 1990, impôs-se como a mais formidável atacante mundial, marcando mais de 100 golos e contribuindo para as vitória dos EUA nos Jogos Olímpicos de 1996 e no Mundial de 1999. Foi eleita a jogadora do ano no seu país cinco vezes consecutivas, de 1994 a 1998. Habitualmente avançado-centro, Hamm fez de guarda-redes no Campeonato do Mundo de 1995, após a expulsão de Briana Scurry.


GIFFORD, Clive (2004) Futebol – O mais belo jogo do mundo. Queluz: Sistema J


George Weah

Natural de uma pequena nação africana, Weah jogou em quatro clubes do continente até ser convidado em 1988, aos 22 anos, pelo treinador do Mónaco, Arsène Wenger. Após ter contribuído fortemente para a vitória do campeonato francês em 1991, mudou-se para o Paris Saint-Germain, onde voltou a contribuir para a vitória na Ligue 1, em 1994. Depois foi para o prestigiado AC Milan, de Itália. Dotado de força e de agilidade, Weah era um goleador temível. Em 1995, foi eleito pela FIFA como o melhor jogador do ano e recebeu as Bolas de Ouro africana e europeia, numa memorável coleção de honrarias. Weah consagrou grande parte da sua fortuna ao desenvolvimento do futebol na Libéria.


GIFFORD, Clive (2004) Futebol – O mais belo jogo do mundo. Queluz: Sistema J


Michel Platini

Um médio entre os mais talentosos da história do futebol, Platini levou a seleção da França às meias-finais do Campeonato do Mundo de 1982 e à vitória no Europeu de 1984. Brilhante e criativo, Platini reinava no meio-campo, assinando passes infalíveis de 40 metros e destilando igual perícia em passes curtos, milimétricos. Como melhor goleador do campeonato italiano, pela Juventus de Turim, o jogador francês recebeu a Bola de Ouro em 1983, 1984 e 1985. Em 1992, Platini passou a treinador da seleção francesa, sem grande sucesso, encabeçando depois a campanha que permitiu à França organizar o Campeonato do Mundo de 1998.


GIFFORD, Clive (2004) Futebol – O mais belo jogo do mundo. Queluz: Sistema J


Diego Maradona

Dotado de um incrível talento goleador e de qualidades técnicas fora do comum, Maradona foi o mais impressionante jogador dos anos 1980. Alcançou dois títulos de campeão em Itália (depois dele, o Nápoles nunca mais ganhou nada...) e levou a seleção da Argentina à vitória no Mundial de 1986. Durante esta competição, ele marcou contra Inglaterra, nos quartos de final, um dos golos mais extraordinários de todos os tempos, depois de outro, também famoso, marcado com que ele disse ser “a mão de Deus”. Em 1990, conduziu a Argentina a outra final do Mundial, perdendo por 0-1 com a Alemanha. Os últimos anos da sua carreira foram marcados por regressos não cumpridos e problemas pessoais relacionados com a droga.



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Johan Cruyff

Cruyff simboliza, só por si, o “futebol total”, um sistema de jogo onde todos participam no ataque e na defesa com idêntica eficácia. Três vezes distinguido com a Bola de Ouro europeia, Cruyff aplicava a técnica que criou, e que os holandeses adotaram, sem falhas: embora jogasse normalmente como avançado-centro, tanto dominava o meio-campo como era terrível nas faixas laterais. Com ele, o Ajax de Amesterdão ganhou numerosos troféus, entre os quais três Taça dos Campeões. Em 1973, Cruyff transferiu-se para o Futebol Clube de Barcelona, Espanha, onde também conquistou diversos títulos nacionais. Mais tarde voltou ao Ajax como treinador, mantendo a sua vocação ganhadora. Já no comando técnico do Barcelona, revolucionou o futebol do clube, em termos tais que muitos dos seus conceitos sobre o jogo se propagaram aos maiores clubes espanhóis. Era um líder nato, dentro e fora do campo.



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George Best

Um dos jogadores mais dotados de todos os tempos, George Best possuía, tal como Pelé, uma incrível visão de jogo, um grande talento de goleador e uma propensão aguda para o gesto espetacular. Brilhante com os dois pés e a centrar, driblador emérito, Best era temível diante das balizas, tendo marcado 137 golos pelo Manchester United, clube onde jogou desde a adolescência. Ali ganhou a Taça dos Campeões Europeus, derrotando o Benfica em 1968. Best representava a seleção da Irlanda do Norte e, por isso, nunca foi a uma fase final do Campeonato do Mundo. Abandonou o Manchester United, em 1973, mas, aquele que era conhecido pelo “Quinto Beatle” foi pouco feliz nas tentativas de continuar a carreira noutros clubes da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos.



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Franz Beckenbauer

Defesa de grande talento, Beckenbauer revolucionou o papel do libero, transformando esta especialização, até ao momento ultra-defensiva, numa rampa de lançamento do contra-ataque. Em muitos dos jogos no Bayern Munique e na seleção nacional alemã, o Kaiser Franz (Imperador Franz) protagonizava saídas da defesa para o ataque que resultavam, frequentemente, em golos dos seus colegas. Ele próprio marcou 44 golos. Beckenbauer vestiu a camisola alemã 103 vezes. Foi o capitão da equipa campeã do Mundo de 1974. Em 1984, foi nomeado treinador da seleção nacional e conduziu-a, seis anos depois, a novo triunfo no Mundial.


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Eusébio da Silva Ferreira

Eusébio iniciou-se em Moçambique, na época colónia portuguesa. Convidado pelo Sporting, famoso clube de Lisboa, acabou por ser recrutado pelo Benfica, o grande clube rival também sediado na capital portuguesa. Graças, sobretudo, a Eusébio, o Benfica viria a dominar o futebol português e europeu mais de uma década. Durante os 15 anos que jogou no Benfica, Eusébio marcou mais de 300 golos, contribuindo decisivamente para que o seu clube ganhasse uma Taça dos Campeões e muitas outras competições importantes. Eusébio era dotado de um pé direito poderoso, mas possuía muitas mais qualidades: a Pantera Negra era excelente em todos os itens que distinguem os avançados e goleadores de eleição. Muito apreciado pela sua simpatia e grande desportivismo, Eusébio recebeu a Bola de Ouro europeia em 1965. No ano seguinte, foi o rei dos goleadores (nove golos) no Mundial de Inglaterra.


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Pelé

Se há um jogadores que merece um dez em dez, pelo conjunto da sua carreira, esse jogador só pode ser Pelé, que até usou sempre o nº 10 no seu clube, Santos, e na seleção do Brasil. Rapidez, força, visão de jogo, técnica... Pelé possuía todas as qualidades. Logo aos 17 anos, adquiriu notoriedade imediata por marcar seis golos no Campeonato do Mundo de 1958, o primeiro dos três ganhos pelo Brasil com Pelé nas suas fileiras. Na campanha do tri, em 1970, Pelé sublimou toda a sua classe: fintas memoráveis, simulações e negaças, passes milimétricos e remates colocadíssimos, de pé ou de cabeça. Vestindo a camisola canarinha do Brasil, Pelé esteve presente em 93 encontros e marcou 77 golos. Após o seu último jogo no Santos, em 1974, e em homenagem aos 18 anos de bom trabalho e dedicação, o clube retirou o nº 10 das suas camisolas e nunca mais o cedeu a qualquer jogador. Pouco depois, Pelé foi jogar para o Cosmos, de Nova Iorque, nos Estados Unidos. Retirou-se em 1977 e chegou a ministro dos Desportos no seu país, em 1994.


GIFFORD, Clive (2004) Futebol – O mais belo jogo do mundo. Queluz: Sistema J


Lev Yashin

Lev Yashin é frequentemente considerado como o maior guarda-redes de todos os tempos, à frente até do inglês Gordon Banks. Alcunhado de “Aranha Negra” por causa dos seus mergulhos espetaculares, Yashin era dotado de um sentido de antecipação quase sobrenatural. Durante a sua longa carreira de 20 anos no Dínamo de Moscovo (clube onde começou como guarda-redes da equipa de hóquei no gelo), obteve seis títulos de campeão e uma taça nacional. Yashin vestiu 78 vezes a camisola da seleção soviética e defendeu cerca de 150 grandes penalidades durante a sua prestigiada carreira. Em 1968, foi-lhe atribuída a Ordem de Lenine, a mais alta condecoração da União Soviética, na época.

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segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Alfredo Di Stéfano

Ainda adolescente, Di Stéfano entra no clube River Plate, onde jogara o seu pai, e tornou-se rapidamente no elemento-chave de uma linha de ataque chamada La Maquina. Em 1953, transferiu-se para o Real Madrid, o clube espanhol que dominou o futebol europeu nos anos 1950 e princípios de 1960.
Avançado-centro talentoso e perito em golos também se celebrizou no último passe, a abrir soluções para os golos dos outros. Famosa igualmente a sua capacidade de organização e visão tática do jogo. O treinador do Real Madrid, Miguel Muñoz, resume desta forma a contribuição dele para o jogo: “A influência de Di Stéfano era tanta, que havia sempre dois adversários e marcá-lo”.

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domingo, 28 de outubro de 2007

III Divisão | GD Fabril 2-2 Imortal

Bem, como eu já tinha dito, fui ver o Fabril e o Fabril empatou 2-2 em casa com o Imortal num jogo no minimo estranho!

Um jogo muito pobre na primeira parte iria acabar 0-0, muito se estranhou da estrela da equipa do Fabril (Bruno Cruz) não jogar e estarem a jogar alguns jogadores em baixo de forma como David Martins ou Constantino.
Na 2ª parte os adeptos bem pediam para que Bruno Cruz entrasse e este foi para exercicios de aquecimento, a meio do 2º periodo num livre a meio do meio-campo do Fabril, um defesa do Fabril mete a bola para o guarda-redes Descalço, este perde-a e um jogador do Imortal aproveita para marcar.
O Fabril foi para a frente, tentar marcar um golo, mas foi o Imortal que criou perigo ao mandar uma bola ao poste.
Na jogada seguinte e num lance confuso o Fabril lá marca o golo, estava previsto haver duas entradas no Fabril, a de Nascimento e a de Bruno Cruz, mas o treinador resolveu só meter Nascimento.
Os adeptos protestaram com o treinador e estavam a dizer para tirar David Martins que não estava a jogar nada e pôr Bruno Cruz, muitos adeptos gritavam "Tira o David!", "Mete o múdo!", "Este treinador é um treinador de gaiola!".
David Martins enervou-se com esta situação e agrediu um adversário sendo expulso, depois os adeptos ainda se exaltaram mais: "Já viste a merda que arranjaste?!" e "Devias-o ter tirado!"
Depois, uma situação curiosa, um dirigente do Imortal veio dar ao fiscal-de-linha ao que parece um papel e os adeptos do Fabril gritavam "É o cheque!", "Isto aqui é o apito dourado!" e "Já tem o quarto de hotel nº 8 marcado lá na Moita".
Bem, o treinador do Fabril, Jorge Amaral lá meteu Bruno Cruz e o jogo do Fabril melhorou e muito!
Depois uma situação muito cómica, um dirigente do Fabril pega no placar electrónico e resolve dar 5 minutos de desconto só para poupar tempo e trabalho ao fiscal-de-linha.
Contra a corrente do jogo aos '90 o Imortal numa jogada confusa e atribulada faz o 2-1 e os jogadores do Imortal festejavam como fosse o golo da vitória, os do Fabril estavam no chão desolados e os adeptos já estavam a abandonar os seus lugares para se irem embora!
O fiscal-de-linha cumpriu as regras e como tem que ser ele a dar o desconto e não um dirigente, pegou ele no placar e deu 4 minutos de desconto, ou seja, o dirigente estava a fazer aldrabice!
Mas como no futebol não se pode desistir, os jogadores do Fabril por iniciativa própria montaram uma estratégia, recomeçaram o jogo, Nascimento foi a correr pela direita até à àrea, houve um passe em profundidade para ele e marcou o golo! 15 segundos após recomeçarem o jogo a meio-campo! É o mérito de acreditar!
Os adeptos estavam entusiasmados, batiam palmas, uns apitavam nas suas gaitas e num conjunto de jogadas junto à àrea do Imortal, o Fabril quase que marcava!
O jogo acabou, a obrigação era ganhar mas com um final de jogo destes o melhor é ficar feliz com o empate!

Noutros jogos em que me interessavam os resultados:

- Beira Mar Monte Gordo 1-1 Aljustrelense

- Lusitano de Évora 1-1 Barreirense

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Bobby Charlton

Foi um dos raros futebolistas ingleses a ter sido nobilitado pela rainha de Inglaterra pela sua excecional carreira.

Verdadeiro génio do futebol, desmoralizou muitos adversários, pela clarividência do seu jogo e pela precisão dos seus remates.


DESHORS, Michel (1998) O Futebol – As Regras. A Técnica. A Prática. Lisboa, Editorial Estampa





domingo, 7 de outubro de 2007

Gilberto Silva

O antigo médio brasileiro Gilberto Silva fez uma belíssima carreira. Fez parte da última seleção brasileira campeã mundial (2002) e da última equipa do Arsenal campeã de Inglaterra, os invencíveis de Arsène Wenger que conseguiram o feito inédito de terminar o campeonato da Premier League sem qualquer derrota (2003-04). Em 2006 esteve a escassos minutos de vencer a UEFA Champions League, mas o FC Barcelona de Frank Rijkaard roubou-lhe esse sonho - curiosamente, o golo decisivo dessa final foi marcado pelo compatriota Juliano Belletti.

No escrete de Luiz Felipe Scolari, numa altura em que ainda jogava no Clube Atlético Mineiro, fazia dupla a meio-campo com Kléberson, do Athletico Paranaense, ajudando a suportar o peso de dois laterais extremamente ofensivos (Cafú e Roberto Carlos) e um tridente de ataque de luxo (Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Ronaldo Nazário). Após esse Mundial, Gilberto Silva transferiu-se para o Arsenal. Já Kléberson rumou ao Manchester United um ano depois (ao mesmo tempo de Cristiano Ronaldo), mas mais pelo que fez no Campeonato do Mundo do que por outra coisa qualquer, o que até levou Sir Alex Ferguson a assumir publicamente esse erro. 

Tal como na seleção brasileira, Gilberto Silva foi, ao lado de Patrick Vieira, o carregador de piano dos gunners, que tinham nas posições mais ofensivas craques como Robert Pires, Fredrik Ljungberg, Dennis Bergkamp e um senhor a quem, a meu ver, a Bola de Ouro fugiu injustamente: Thierry Henry.


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