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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

O baixinho que somou 102 jogos pelo Sporting e chegou à seleção A. Quem se lembra de André Martins?

André Martins esteve ligado ao Sporting entre 2002 e 2016
Teve um auge curto, mas personificou uma história de superação. Na primeira metade de 2010-11 esteve emprestado pelo Sporting ao Belenenses, então na II Liga, mas foi muito pouco utilizado por Rui Gregório e José Mota. Depois foi cedido ao Pinhalnovense de Paulo Fonseca, na II Divisão B, e demorou a conquistar o seu espaço. Mas um ano depois estava a disputar as meias-finais da Liga Europa e a final da Taça de Portugal e em 2013 tornava-se internacional A.
 
Nascido a 21 de janeiro de 1990 em Santa Maria da Feira, André Martins começou a jogar futebol no Argoncilhe. De lá saiu em 2000 para o Feirense, que por sua vez o catapultou para o Sporting ainda enquanto infantil, em 2002.
 
Em fevereiro de 2006 somou a primeira de 47 internacionalizações pelas seleções jovens e no ano seguinte sagrou-se campeão nacional de juvenis. Já em 2007-08 e 2008-09 venceu o título nacional de juniores.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

O central que saltou da Académica para o Atlético Madrid e foi internacional A. Quem se lembra de Zé Castro?

Zé Castro disputou 40 jogos pelo Atlético e 148 pela Académica
Protagonizou uma transferência rara ao saltar diretamente da Académica para o Atlético Madrid, passou onze anos no futebol espanhol, chegou a internacional A e voltou a Coimbra para encerrar a carreira com uma descida de divisão.
 
Defesa central não muito alto (1,83 m) nascido na cidade dos estudantes a 13 de janeiro de 1983, ingressou nas camadas jovens da briosa em 1990 e sempre se destacou por aquilo a que hoje se chama de “sair a jogar”. Em 2002-03 transitou para sénior, tendo começado pela equipa B, e na época seguinte estreou-se na equipa principal pela mão de Vítor Oliveira, tendo atuado os 90 minutos numa goleada sofrida nas Antas aos pés do FC Porto de José Mourinho (1-4).

O guarda-redes que se fez internacional A no Salgueiros. Quem se lembra de Jorge Silva?

Jorge Silva defendeu a baliza do Salgueiros em 125 jogos
Em tempos um promissor guarda-redes que saltou do Sp. Lamego para os juniores do FC Porto, foi internacional jovem português, precisou de cerca de quatro minutos em campo para conquistar um título nacional pelos dragões e de um para se tornar internacional A… enquanto jogador do Salgueiros.
 
Guardião nascido a 13 de janeiro de 1972 em Lamego, no distrito de Viseu, dava nas vistas por um cabelo comprido que em determinado momento transformou em rabo de cavalo. Mas certamente terão sido nas suas qualidades entre os postes que o FC Porto reparou antes de o recrutar para os juniores em 1988.
 
Uma vez internacional pelos sub-18 e outra pelos sub-20, em jogos realizados em abril e dezembro de 1990, respetivamente, integrou pela primeira vez o plantel principal portista em 1990-91, com Artur Jorge como treinador, mas teve de esperar mais meia década para se estrear oficialmente.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

O açoriano vencedor da Taça das Taças e campeão pelo Sporting como jogador e treinador. Quem se lembra de Mário Lino?

Mário Lino é uma das maiores lendas vivas do Sporting
Uma das maiores lendas vivas do Sporting, que ajudou a estabelecer a tradição do leão campeão em ano de Mundial. Como jogador venceu dois campeonatos e uma Taça de Portugal e foi um dos heróis da conquista da Taça da Taças; e como treinador ganhou um título nacional e a duas Taças de Portugal, além de um campeonato e uma Taça na condição de adjunto.
 
Nascido a 9 de janeiro de 1937 na cidade da Horta, na ilha açoriana do Faial, foi o primeiro futebolista de relevo natural dos Açores. Começou a jogar no Fayal Sport como médio ofensivo com apenas 13 anos e chegou a atuar pela equipa principal, mas em 1954 mudou-se para o Lusitânia, tornando-se no primeiro futebolista a transferir-se entre clubes açorianos, numa transação avaliada em… 15 contos.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Mostrou o rabo aos escoceses, passou pelos três grandes e foi a um Mundial. Quem se lembra de Paulo Santos?

Paulo Santos brilhou na baliza do Sp. Braga entre 2004 e 2008
Passou por Sporting, Benfica e FC Porto, mas foi enquanto guarda-redes do Sp. Braga que se tornou internacional A e mundialista, quase duas décadas depois de ter iniciado um percurso nas seleções jovens.
 
Paulo Santos nasceu em Odivelas a 11 de dezembro de 1972 e começou a ir à baliza nas camadas jovens do Sporting, entre 1984 e 1989. Pelo meio somou 15 internacionalizações pela seleção de sub-16, tendo marcado presença no Europeu e no Mundial da categoria em 1989 ao lado de Figo, Abel Xavier, Peixe, Capucho, Gil ou Bino.
 
No Campeonato da Europa, realizado na Dinamarca, ergueu o troféu de campeão continental e foi eleito melhor guarda-redes da prova. Já no Campeonato do Mundo, disputado na Escócia, teve uma atitude que lhe custou caro. Num jogo tenso diante da Guiné Conacri no fecho da fase de grupos, no qual Portugal esteve desde cedo a perder e reduzido a nove unidades, o guarda-redes, que passou o encontro a ser insultado por adeptos locais, baixou os calções e mostrou o rabo aos escoceses durante os festejos o golo do empate.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

O campeão pelo FC Porto e internacional A que começou e acabou no Desp. Aves. Quem se lembra de Neves?

Neves foi campeão nacional pelo FC Porto por três vezes
Começou e acabou a carreira no Desportivo das Aves, clube no qual também foi vice-presidente e candidato à presidência, mas foi ao serviço do FC Porto que conquistou títulos e na condição de jogador do Belenenses que se tornou internacional A.
 
Joaquim Silva das Neves, ou simplesmente Neves, nasceu a 24 de dezembro de 1970, em Santo Tirso, e entrou para as camadas jovens do emblema avense em 1984-85, na altura para jogar na equipa de iniciados.
 
Em 1988-89 ascendeu ao plantel principal e por lá permaneceu durante três temporadas, as duas primeiras na II Divisão e a terceira na recém-criada II Liga. Em maio de 1990 tornou-se internacional sub-21 ao participar no Torneio de Toulon e um ano depois deu o salto para o FC Porto.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

O defesa que dedicou a vida ao Benfica. Quem se lembra de António Bastos Lopes?

Bastos Lopes jogou 387 vezes pelo Benfica entre 1973 e 1986
Um exemplo de devoção a um clube, o Benfica. Chegou à Luz como júnior em 1970 após ter começado a jogar futebol no Odivelas, subiu à equipa principal dois anos depois e por lá se manteve durante 15 temporadas, até ao final da carreira. Mais tarde voltou aos encarnados como treinador nas camadas jovens – atualmente é adjunto de Pedro Faria nos juvenis.
 
Nascido a 19 de dezembro de 1953 em Lisboa, António Bastos Lopes era um fiável defesa que começou como lateral direito e passou pelo lado esquerdo do setor mais recuado, mas que se tornou num central de qualidade. Depois de uns três primeiros anos na equipa principal marcados por uma escassa utilização, beneficiou da saída de Humberto Coelho para o Paris Saint-Germain em 1975 para se estabelecer como titular, resistindo à concorrência de Eurico Gomes, Carlos Alhinho e João Laranjeira. Já numa fase mais adiantada da carreira foi importante para a integração de centrais como Oliveira e Samuel.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Vítor Gonçalves, o campeão pelo Sporting e internacional A que só começou a andar aos cinco anos

Vítor Gonçalves representou o Sporting entre 1966 e 1973
Só começou a andar com cinco anos devido a uma doença óssea rara e aos 21 anos ainda jogava nos campeonatos regionais de Lisboa, mas foi a tempo de se tornar campeão pelo Sporting e duas vezes internacional A por Portugal.
 
Nascido em Lisboa a 25 de fevereiro de 1944, Vítor Gonçalves iniciou-se no futebol em 1960 nos juniores do Santa Catarina, mas foi no Linda-a-Pastora Sporting Clube que se começou a destacar, nos regionais lisboetas, entre 1962 e 1965. Em 1965-66 foi cedido ao Atlético e fez parte da equipa que garantiu a subida à I Divisão.
 
Valorizado pelos bons desempenhos, assinou pelo Sporting no verão de 1966, num negócio que rendeu 360 contos ao clube de Queijas, que aproveitou o encaixe para comprar o edifício onde instalou a sua sede social.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

O herói do Belenenses na final da Taça de Portugal de 1989. Quem se lembra de Juanico?

Juanico representou o Belenenses entre 1987 e 1991
Entre os adeptos do Belenenses, ninguém esquece aquela tarde de 28 de maio de 1989, sobretudo o golo da vitória por 2-1 sobre o Benfica, que valeu a conquista da terceira e última Taça de Portugal aos azuis do Restelo, ao minuto 81: na execução de um livre direto, Juanico encheu o pé direito e fez a bola embater na trave e entrar na baliza de Silvino. “Já tinha feito golos do género, mas este ainda hoje é falado”, disse o autor da proeza ao Diário de Notícias em março de 2018.
 
Embora tenha apontado o golo decisivo, não se considera um herói. “Fomos todos heróis, porque só com a vontade e humildade que tínhamos é que podíamos ganhar ao Benfica. O Jorge Martins [guarda-redes do Belenenses] fez uma exibição tremenda. Curiosamente, os autores dos golos, eu e o Chico Faria, fomos do Rio Ave para o Belenenses”, lembrou, recordando a festa que se seguiu. “Não dá para explicar. Foi uma alegria tremenda, que só quem passa por ela é que pode explicar. No final desse jogo, tinha 14 pessoas à minha espera para jantar, mas o presidente do Belenenses [Mário Rosa Freire] marcou mesa num restaurante. Eu disse-lhe que não ia jantar com eles, porque tinham vindo pessoas do Norte para me ver jogar e estar comigo, mas o presidente disse para eu levar essas pessoas, e levei”, afirmou, puxando a cassete atrás.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

O único gilista na seleção e herói improvável de um dérbi. Quem se lembra de Luís Loureiro?

Luís Loureiro jogou no Sporting e foi internacional A
Num século de existência, o Gil Vicente apenas colocou um jogador na seleção principal de Portugal. Quem? Luís Loureiro, um possante (1,86 m) e combativo médio, dotado de alguma qualidade técnica, que foi seis vezes a jogo de quinas ao peito pela mão de Luiz Felipe Scolari no primeiro semestre de 2003, durante o longo período de preparação para o Euro 2004.
 
Nascido em Sintra a 4 de dezembro de 1976, começou a jogar futebol nas camadas jovens do Mucifalense, da pequena aldeia de Mucifal, situada em pleno Parque Natural de Sintra-Cascais. De lá passou para o Sintrense, clube no qual concluiu a formação e iniciou o percurso como sénior em 1995. Lançado por Daúto Faquirá, competiu na III Divisão durante os primeiros três anos na equipa principal e na II Divisão B na quarta e última época na Portela de Sintra.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Foi futebolista, treinador, dirigente, árbitro, fundador de A Bola e militar. Recorde Ribeiro dos Reis

Ribeiro dos Reis foi jogador, treinador e dirigente no Benfica
Só viveu 65 anos, mas teve uma vida que deu para tudo: foi futebolista, treinador, árbitro, dirigente, jornalista e militar. E em quase todas essas funções se evidenciou ao mais alto nível.
 
Nascido a 19 de julho de 1896 em Lisboa, António Ribeiro dos Reis começou a jogar futebol na Casa Pia e no Liceu Pedro Nunes, mas em 1913 ingressou no Benfica e por lá ficou até terminar a carreira, em 1925. Enquanto futebolista disputou o primeiro jogo de sempre da seleção nacional, diante de Espanha, em dezembro de 1921, e venceu três Campeonatos de Lisboa (1915-16, 1917-18 e 1919-20) de águia ao peito.
 

terça-feira, 25 de novembro de 2025

O canhoto da geração de ouro com pé-canhão. Quem se lembra de Paulo Torres?

Paulo Torres disputou 85 jogos pelo Sporting e dois pela seleção A
Há quem diga que faltou um grande canhoto à geração de ouro. Poderia ter sido este lateral esquerdo alentejano dotado de um pontapé fortíssimo que chegou a ser titularíssimo do Sporting e internacional A, mas cuja carreira precocemente empalideceu.
 
Nascido em Évora a 25 de novembro de 1971, despontou numa filial do Benfica, Sport Lisboa e Évora, mas foi o Sporting que o recrutou quando tinha apenas 13 anos, numa altura em que a força do seu remate já se fazia sentir.
 
Enquanto crescia nas camadas jovens leoninas e aparecia paulatinamente na equipa principal, ia integrando a chamada geração de ouro do futebol português. Estreou-se de quinas ao peito pelos sub-16, em fevereiro de 1988, tendo nesse mesmo ano feito parte da seleção nacional da categoria que se sagrou vice-campeã da Europa. Dois anos depois voltou a ser vice-campeão europeu, mas pelos sub-18. Já em 1991 conquistou o título mundial de sub-20, numa competição realizada em Portugal, o que também lhe vale um prémio Stromp.

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

O antigo extremo veloz de FC Porto e Académica. Quem se lembra de José Alberto Costa?

José Alberto Costa representou o FC Porto entre 1978 e 1985
Um extremo à antiga: rápido, habilidoso e que atuava no flanco do lado do seu pé mais forte, no caso o esquerdo. Brilhou sobretudo na Académica e no FC Porto e mais tarde teve uma longa carreira de treinador, quase sempre como adjunto e/ou ligado à formação.
 
Mas comecemos pelo início. José Alberto Costa nasceu na cidade do Porto a 31 de outubro de 1953, mas cresceu em Vila Real, onde começou a praticar futebol, mas também atletismo e andebol, demonstrando desde tenra idade ser detentor de grande vigor físico.
 
Como futebolista começou pelas camadas jovens do Vila Real, tendo transitado em 1970-71 para a equipa principal, na III Divisão Nacional.

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

O “Eusébio branco” de Guimarães campeão por Benfica e Sporting. Quem se lembra de Pedras?

Pedras foi três vezes internacional A por Portugal
Nasceu em Guimarães e começou a jogar no Vitória local, mas foi ao serviço de Benfica e Sporting que festejou campeonatos nacionais e com a camisola de outro Vitória, o de Setúbal, que se catapultou para a seleção nacional A.
 
José Maria Freitas Pereira veio ao mundo a 29 de outubro de 1941, filho de Maria Amélia de Freitas e Armando Pereira, relojoeiro na cidade-berço de quem herdou a alcunha de Pedras. Rapidamente se destacou em relação aos demais nos jogos de rua, o que tornou inevitável o ingresso dele e do irmão mais velho no principal clube da cidade.
 
Em abril de 1960 tornou-se no primeiro jogador do Vitória de Guimarães a jogar por uma seleção nacional, no caso a de sub-18, tendo participado no Campeonato da Europa da categoria ao lado de, entre outros, António Simões.

O capitão do Belenenses que ergueu a Taça de Portugal em 1989. Quem se lembra de José António?

José António representou o Belenenses entre 1983 e 1991
Um dos maiores símbolos da história do Belenenses no pós-Matateu, um jogador umbilicalmente ligado ao período mais próspero da equipa do Restelo no último meio século, um capitão e central que transportava a mística de que tantas vezes se fala.
 
Nascido no concelho de Cascais a 29 de outubro de 1957, começou a jogar futebol nas camadas jovens do Grupo Sportivo de Carcavelos, mas foi no Benfica que concluiu a formação e iniciou o percurso como futebolista sénior, ao mesmo tempo que ia somando internacionalizações pelas seleções nacionais de sub-16 (uma) e sub-18 (seis).
 
Após dois anos sem jogar de águia ao peito, estabeleceu-se como jogador profissional com a camisola do Estoril Praia entre 1978 e 1983, tendo no início dessa fase no António Coimbra da Mota amealhado cinco internacionalizações pelos sub-21. Nesse período desceu de divisão em 1980, mas subiu no ano seguinte.

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Os nove internacionais A por Portugal nascidos em… Cabo Verde

Oito dos jogadores nascidos em Cabo Verde que jogaram por Portugal
País independente de Portugal desde 5 de julho de 1975, Cabo Verde teve, antes e depois da declaração da independência, nove jogadores nascidos no seu território a jogar pela seleção portuguesa.
 
Numa altura em que os tubarões azuis acabaram de carimbar o primeiro apuramento da sua história para um Campeonato do Mundo, vale a pena recordar os jogadores nascidos em solo cabo-verdiano que atuaram pela principal equipa das quinas.

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

O recordista de precocidade que despontou no Belenenses. Quem se lembra de Gonçalo Brandão?

Gonçalo Brandão somou duas internacionalizações pela seleção A
Defesa central que também podia desenrascar como lateral esquerdo, foi lançado por Manuel José na equipa principal do Belenenses num dérbi em Alvalade (2-4) em 23 de agosto de 2003, quando tinha apenas 16 anos, 10 meses e 14 dias. Quase dois meses depois, a 18 de outubro, estreou-se como titular numa receção ao FC Porto (1-4) e marcou, aos 17 anos e nove dias, batendo um recorde de precocidade do campeonato português.
 
Na altura, tornou-se no quinto mais jovem de sempre a atuar na I Liga, apenas atrás de José Fernandes (16 anos e 31 dias pelo Olhanense em 1950-51), Carlos Sim Sim (16 anos, quatro meses e oito dias pelo Atlético em 1954-55), Gabriel Gaspar (16 anos, sete meses e cinco dias pelo Atlético em 1966-67) e Rui Pereira (16 anos, sete meses e dez dias pela União de Leiria em 1995-96). E passou também a ser o mais jovem jogador de sempre a marcar na I Divisão, tendo sido somente destronado no final de 2021, quando Roger Fernandes faturou pelo Sp. Braga aos 16 anos, um mês e 19 dias. Quando alcançou esses feitos já era um internacional jovem por Portugal, mas durante essa época reforçou essa condição.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

O avançado móvel que o Vitória de Guimarães catapultou para a seleção. Quem se lembra de Romeu?

Romeu somou duas internacionalizações pela seleção nacional A
Não era um goleador e apenas superou a fasquia da dezena de golos numa época, em 2002-03, mas fez render a melhor fase da carreira: ajudou o Vitória de Guimarães então orientado por Augusto Inácio a alcançar o quarto lugar no campeonato, uma das melhores classificações dos minhotos neste século, e convenceu o interino Agostinho Oliveira a convoca-lo para a seleção nacional A.
 
Nascido a 8 de outubro de 1974 em Santa Maria da Feira, emigrou em tenra idade para a Suíça, onde jogou nas camadas jovens do Neuchâtel Xamax. Voltou a Portugal já no último ano de júnior, a tempo de integrar a equipa do FC Porto campeã nacional da categoria em 1992-93.
 
Sem espaço na equipa principal dos dragões, iniciou o percurso como sénior no Infesta, que na altura militava na II Divisão B e era comandado pelo eterno Augusto Mata, que esteve no cargo ininterruptamente entre 1983 e 2003, depois de uma primeira passagem entre 1973 e 1982.

terça-feira, 30 de setembro de 2025

O extremo à moda antiga que chegou a ser treinador interino do Sporting. Quem se lembra de Marinho?

Marinho somou 86 golos em 323 jogos pelo Sporting entre 1967 e 1977
Com a velocidade como principal arma, era um extremo à moda antiga, mas a elevada capacidade de finalização fez também dele um jogador capaz de atuar muitas vezes como uma espécie de falso ponta de lança.
 
Produto da formação do Atlético, ascendeu à equipa principal em 1962-63, época em que se estreou na I Divisão. Nas três temporadas que se seguiram jogou na II Divisão, sempre ao lado do já veterano Matateu, e brilhou de tal forma que despertou a cobiça dos principais emblemas nacionais, acabado por ser o Sporting a contratá-lo no verão de 1967.
 
Em Alvalade ganhou imediatamente um lugar no onze de Fernando Caiado, mas nem sempre foi um titular indiscutível durante os dez anos que passou de leão ao peito. Foi campeão nacional em 1969-70 e 1973-74, numa altura em que os verde e brancos teimavam em vencer o campeonato em ano de Mundial, e conquistou a Taça de Portugal em 1970-71, 1972-73 e 1973-74.

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

“Vai buscar Tibi!”. Quem se lembra do bebé do Mar que viveu os melhores anos no FC Porto?

Tibi esteve ligado ao FC Porto entre 1972 e 1983
“Vai buscar Tibi!”. A frase ficou na memória de uma geração, que se ouvia recorrentemente em peladas entre amigos nas ruas e descampados de Portugal no final da década de 1970. A culpa foi de Gomes Amaro, locutor de rádio luso-brasileiro que narrava os jogos do FC Porto no Quadrante Norte, dos Emissores Reunidos, que reproduzia a frase a cada golo na baliza portista, somando-a a outra expressão icónica: “agora não adianta chorar.”
 
Talvez a paródia em torno do seu nome não tenha feito justiça ao bom guardião que António José de Oliveira Meireles (seu nome verdadeiro) foi. Era elástico, ainda que por vezes inconstante, o típico guarda-redes de engate.
 
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