terça-feira, 3 de novembro de 2020

Os 10 jogadores com mais jogos pela Académica na I Divisão

Dez jogadores que ficaram na história da Académica

Fundada a 3 de novembro de 1887, a Associação Académica de Coimbra – Organismo Autónomo de Futebol é o clube mais antigo em atividade em Portugal e na Península Ibérica, tendo nascido da fusão entre o Clube Atlético de Coimbra (fundado em 1861) e a Academia Dramática (fundada em 1837).

 

Logo na segunda edição do extinto Campeonato de Portugal os estudantes mostraram que estavam no futebol português para deixar uma marca, sagrando-se vice-campeões nacionais em 1922-23.

 

Depois foi criada a I Divisão, competição em que a briosa já amealhou 64 presenças – é o oitavo clube com mais participações -, a última das quais em 2015-16. Quase meio século antes, em 1966-67, a formação de Coimbra alcançou o segundo lugar no campeonato.

 

Também na Taça de Portugal a Académica tem feito história, contando no seu museu com dois troféus, relativos às épocas 1938-38 e 2011-12. Pelo meio, foi finalista em 1950-51, 1966-67 e 1968-69, tendo esta última final ficado marcada por uma gigantesca manifestação estudantil contra o regime.

 

Em 64 participações na I Divisão, 601 futebolistas jogaram pela Académica. Vale por isso a pena recordar os dez que o fizeram por mais vezes.

 

 

10. Melo (197 jogos)

Melo
Defesa natural de Bustelo, concelho de Penafiel, foi jogar para a Académica em 1945-46, alcançado nessa época a estreia na I Divisão, aos 19 anos.

Para a temporada seguinte estava reservada a estreia a marcar, e logo em dose dupla, frente a Sporting e SL Elvas, em 15 jogos. Em 1947-48 também faturou, diante do Boavista, mas não evitou a despromoção.

Na época que se seguiu conquistou o título nacional da II Divisão, foi ganhando paulatinamente o seu espaço e ajudou a briosa a consolidar-se no primeiro escalão, tendo permanecido na equipa de Coimbra até 1957, quando pendurou as botas. Em mais onze anos ao serviço dos estudantes amealhou mais 167 encontros no patamar maior do futebol português, foi finalista da Taça de Portugal em 1950-51 e contribuiu para dois sextos lugares no campeonato, em 1954-55 e 1956-57.

 

 

9. Manuel António (203 jogos)

Manuel António

Avançado natural de Santo Tirso, saltou do Tirsense para a Académica ainda com idade de júnior, em 1964, e logo na primeira época em Coimbra mostrou créditos de goleador, tendo apontado 20 golos em 26 jogos no campeonato – apenas os benfiquistas Eusébio (28) e José Torres (23) faturaram mais. Nessa temporada os estudantes obtiveram um honroso quarto lugar que, na altura, passou a ser a melhor classificação da história do clube na I Divisão.

Valorizado, transferiu-se para o FC Porto, clube que representou entre 1965 e 1968.

Porém, tinha o objetivo de tirar uma licenciatura e por isso voltou a Coimbra para representar os estudantes entre 1968 e 1977. Na época de regresso à Académica, em 1968-69, sagrou-se melhor marcador do campeonato, com 19 golos, o que valeu quatro internacionalizações pela seleção nacional “AA”. Também nessa temporada foi finalista vencido da Taça de Portugal e apurou os coimbrenses para a Taça das Taças apesar de… não treinar com a equipa, devido à tropa. “Estive primeiro nas Caldas da Rainha, depois em Tavira e em Mafra. Fazia bastante ginástica, mas tinha de treinar-me sozinho, ao fim do dia, dar mais umas corridas. Jogava ao fim-de-semana e voltava ao quartel”, contou ao Maisfutebol em maio de 2012.

Em 1969-70 ajudou a briosa a chegar aos quartos de final da Taça das Taças e na época seguinte contribuiu para a obtenção de um quinto lugar que valeu o apuramento para a Taça UEFA, mas em 1971-72 não evitou uma surpreendente despromoção.

Porém, manteve-se na Académica e contribuiu para um rápido regresso à I Divisão, coroado com a conquista do título nacional da II Divisão em 1972-73. Ao longo dessa década foi perdendo algum gás, mas contribuiu sempre para a permanência dos coimbrenses no primeiro escalão.

Em 1977, após a obtenção de um honroso quinto lugar, mudou-se para a União de Leiria, onde colocou um ponto final da carreira. No total, somou 203 jogos (177 a titular) e marcou 81 golos pela Académica na I Divisão. “Ser jogador da Académica nessa altura era especial. Os jogadores eram quase todos estudantes e tínhamos a possibilidade de tirar uma licenciatura”, recordou à Rádio Renascença em janeiro de 2016.

Após pendurar as botas terminou o curso de medicina, tornou-se médico e chegou a administrador do IPO de Coimbra.


8. Pedro Roma (231 jogos)

Pedro Roma

Histórico guarda-redes da Académica, formado no clube, rodou na Naval antes de estabelecer na equipa principal, defendeu a baliza da briosa durante dois anos na II Liga, tornou-se internacional sub-21 e depois deu o salto para o Benfica em 1992.

Sem espaço na Luz, foi cedido ao Gil Vicente e ao Famalicão e regressou à Académica por empréstimo em 1994-95 antes de voltar em definitivo a Coimbra em 1996 para se estabelecer como dono e senhor da baliza dos estudantes.

Na época de regresso aos coimbrenses, em 1996-97, foi um dos esteios da equipa que assegurou a promoção à I Liga após nove anos de ausência do primeiro escalão.

Em dois anos entre a elite do futebol português foi sempre titular indiscutível na formação da região Centro, tendo disputado 60 jogos e sofrido 90 golos, não evitando a despromoção em 1998-99, uma época depois de ter sido totalista no campeonato.

Pedro Roma permaneceu no clube após a despromoção, mas, curiosamente, foi numa temporada em que não chegou a jogar na II Liga e em que até esteve cedido temporariamente ao Sp. Braga depois de Quim ter testado positivo num contro antidoping, que a Académica subiu de divisão, em 2001-02 – Márcio Santos defendeu a baliza dos estudantes durante essa temporada.

Porém, o então já experiente guardião de 32 anos recuperou a titularidade no regresso à I Liga e manteve-a até quase ao final da carreira, encerrada em 2009, aos 39 anos – Peskovic remeteu-o para o banco de suplentes a partir de 2008. Nesses sete anos disputou um total de 171 jogos e encaixou 223 golos, ajudando os estudantes a assegurar sempre a permanência ao longo dessas temporadas.

“Foram 20 anos, muitos jogos - quase 400 -, mais de uma centena deles em que tive a suprema honra de ser capitão de equipa. Como o foram antes Alberto Gomes, Mário Wilson, Bentes, Gervásio, Tomás e Miguel Rocha e tantas outras figuras do imaginário Briosa ao longo de décadas. Nunca me imaginei ao pé de homens tão ilustres. Não dá para equacionar a honra que se sente e simultaneamente a responsabilidade que nos pesa sobre os ombros”, recordou, após pendurar as luvas.

Depois tornou-se treinador de guarda-redes, tendo trabalhado no staff de André Villas Boas na Académica antes de se mudar em 2011 para os quadros da Federação Portuguesa de Futebol.


7. Rui Rodrigues (243 jogos)

Rui Rodrigues

Havia quem lhe chamasse o Beckenbauer português. Defesa central nascido em Moçambique, jogou no seu país ao serviço do 1.º de Maio e estreou-se pela equipa principal da Académica em 1962-63, aos 19 anos, e foi um dos rostos dessa que foi a década dourada da história do clube. Além disso, praticava basquetebol e chegou a jogar essa modalidade nos coimbrenses.

“Vim de Lourenço Marques jogar para Portugal diretamente para a Seleção Nacional de juniores que ia ao Campeonato da Europa, na Roménia, em 1962, e de imediato fui convidado pelo Benfica e pela Académica. Optei pela Académica, já a pensar no que poderia fazer depois do futebol. Fui contactado por pessoas de Coimbra que me fizeram ver que o futebol, naquela altura, era quase só Benfica, Sporting, FC Porto e CUF, e a Académica não pagava muito, mas dava a possibilidade de estudarmos. No fundo, estava já a pensar no que seria a vida depois de acabar o futebol. Quase a falar da reforma antes de começar a carreira...”, recordou ao Record em abril de 2013.

Em 1966-67 foi um dos esteios da equipa que foi vice-campeã nacional e que foi finalista vencida da Taça de Portugal. Nas épocas seguintes contribuiu para honrosas classificações no campeonato, mais uma caminhada até ao Jamor em 1968-69, três qualificações para as competições europeias e uma campanha meritória até aos quartos de final da Taça das Taças em 1969-70.

Pelo meio tornou-se internacional “B” em 1966 e estreou-se pela seleção nacional “AA” no ano seguinte.

Valorizado após 210 jogos e 17 golos em nove anos de briosa na I Divisão, mudou-se em 1971 para o Benfica, clube que lhe deu a possibilidade de se sagrar campeão nacional por duas vezes. “Fui para o Benfica porque há nove anos que estava sempre a ser convidado e eu também gostava do clube e acabei por assinar”, contou.

Em 1974 rumou ao Vitória de Guimarães e dois anos depois regressou a Coimbra. Quando voltou a casa, já a Académica se tinha transformado em Académico e perdido algum fulgor, até porque em 1972-73 passou pela II Divisão. Em mais três anos nos estudantes, Rui Rodrigues amealhou mais 33 partidas e um golo ao patamar maior do futebol português, deixando o clube em 1979 após a despromoção à II Divisão.

 

 

6. Vítor Campos (248 jogos)

Vítor Campos

Médio de qualidade nascido em Torres Vedras, fez toda a carreira na Académica, clube que representou entre 1963 e 1976.

Um dos símbolos da era dourada dos estudantes, contribuiu para acontecimentos marcadas na história do emblema coimbrense como a obtenção do segundo lugar em 1966-67, as caminhadas até à final da Taça de Portugal em 1966-67 e 1968-69, os três primeiros apuramentos europeus e a campanha que culminou na chegada até aos quartos de final da Taça das Taças em 1969-70.

Por outro lado, esteve na surpreendente despromoção em 1972 e na conquista do título nacional da II Divisão no ano seguinte e viveu a transformação de Académica para Académico, tendo desempenhado um papel importante nessa fase. Terminou a carreira em 1976, depois de 248 jogos (239 a titular) e 22 golos pela briosa na I Divisão.

Vítor Campos tem ainda a particularidade de ter feito grande parte da carreira ao lado do irmão mais novo, o também talentoso centrocampista Mário Campos.

Em março de 1967 jogou pelas seleções nacionais “A” e “B”. Pela principal equipa das quinas substituiu Mário Coluna já na reta final de um encontro de preparação frente à Itália de Facchetti, Rivera e Mazzola em Roma.

Mais tarde, quando já tinha pendurado as botas, integrou a comissão responsável pela integração do Clube Académico na Associação Académica como organismo autónomo.

Formado em medicina pela Universidade de Coimbra e médico de profissão, viria a falecer em março de 2019, a poucos dias de completar 75 anos. “Um dos jogadores mais emblemáticos da história da nossa instituição, um homem ímpar que transportava consigo os valores e os princípios da Briosa, o símbolo da mística e um exemplo em todos os sentidos”, recordou a Académica aquando da morte.

“Vítor Campos não foi só um grande jogador da Académica e da Seleção Nacional de Futebol, foi e será sempre um símbolo de uma certa cultura de Coimbra, que é um modo de ser e conviver, mas, sobretudo, um estilo de vida, de solidariedade, uma forma de viver com os outros e para os outros, uma partilha”, escreveu Manuel Alegre, num artigo de opinião no Público.

 

 

5. Mário Wilson (250 jogos)

Mário Wilson
O velho capitão, uma das figuras mais carismáticas de sempre do futebol português.

Defesa central nascido na então capital moçambicana Lourenço Marques, começou a jogar em 1948-49 no Desportivo, de onde saiu para o Sporting. Após dois excelentes anos de leão ao peito mudou-se para a Académica em 1951 e foi importantíssimo para estabilizar os estudantes na I Divisão.

Entre 1951 e 1963 disputou um total de 250 jogos e apontou 15 golos, tendo contribuído para honrosos sextos lugares em 1954-55, 1956-57 e 1959-60. Pelo meio disputou dois jogos pela seleção nacional “B” em 1955.

Após pendurar as botas tornou-se treinador, tendo dirigido a equipa principal da briosa entre 1964 e 1968 e entre 1980 e 1983, alcançado feitos como o histórico segundo lugar no campeonato em 1966-67 e o primeiro apuramento do clube para as competições europeias, neste caso concreto para a Taça das Cidades com Feiras. Chegou a orientar o filho, também Mário Wilson, que jogou na Académica nas décadas de 1970 e 1980.

Viria a falecer em outubro de 2016, a poucos dias de completar 87 anos.

 

 

4. Bentes (270 jogos)

Bentes
O melhor marcador de sempre da Académica na I Divisão, com 134 golos.

Extremo esquerdo de baixa estatura (1,67 m) nascido em Braga e apelidado de “rato atómico” pela sua velocidade, drible rápido e curto e forte pontapé, começou a jogar ainda em miúdo em clubes de Portalegre, mas passou os 15 anos da carreira em Coimbra, ajudando os estudantes a consolidarem-se no primeiro escalão durante a década de 1950.

Os primeiros três anos na briosa ficaram marcados por sobressaltos na tabela classificativa, mas também por muitos golos, tendo apontado 43 em 60 jogos entre 1945 e 1948, quando não evitou a despromoção. E esses 43 golos poderiam ser 44, uma vez que em maio de 1947 um árbitro validou-lhe um golo ao O Elvas, uma vez que a bola estava dentro da baliza, mas Bentes tomou a iniciativa de esclarecer o juiz da partida que o esférico entrou por um buraco da rede lateral, num encontro em que os alentejanos venceram por 3-2.

Um ano antes, em junho de 1946, quando tinha apenas 18 anos e 291 dias, somou a primeira de três internacionalizações pela seleção nacional “AA” – é ainda hoje um dos 20 mais jovens a estrear-se de quinas ao peito.

Em 1948-49 conquistou o título nacional da II Divisão e depois ajudou os coimbrenses a manterem-se entre os grandes do futebol português durante as onze temporadas em que continuou a jogar. Nesse período amealhou mais 210 partidas e 136 golos, tendo ainda sido finalista vencido da Taça de Portugal em 1950-51 e somado mais duas internacionalizações pela seleção nacional “AA”.

Manuel Alegre dedicou-lhe um poema, Balada do Bentes, especialmente criado para o livro Académica, no ano de 1995. “Nem tudo era só bota de elástico/havia alguém capaz de alguns repentes/a fuga para a frente e o fantástico/a festa e a alegria: havia o Bentes/Mais tarde tornou-se professor do ensino primário”, podia ler-se nos primeiros versos.

Viria a falecer em fevereiro de 2003, aos 75 anos.

 

 

3. Augusto Rocha (304 jogos)

Augusto Rocha

Chamavam-lhe o “pequeno tigre”, porque tigre fora alcunha do seu pai, que deixou Alcobaça para se casar com uma chinesa. Médio/atacante de baixa estatura (1,65 m) natural de Macau, chegou a Portugal para representar o Sporting, precisamente o clube que defrontou na estreia pela Académica, em setembro de 1956, tendo apontado um golo numa vitória por 3-1 no terreno do leão.

Foi apenas de uma bonita história de década e meia nos estudantes, todas na I Divisão, tendo feito parte do período áureo do clube, conseguindo feitos como o segundo lugar no campeonato em 1966-67, duas presenças na final da Taça de Portugal (1966-67 e 1968-69), três apuramentos para as competições europeias e a caminhada até aos quartos de final da Taça das Taças em 1979-71.

Relativamente ao percurso no primeiro escalão, disputou um total de 304 jogos (292 a titular) e marcou 46 golos entre 1956 e 1971, tendo envergado em boa parte desses encontros a braçadeira de capitão.

Em termos internacionais representou por sete vezes a seleção nacional “AA” entre 1958 e 1963, estreando-se numa derrota em Madrid frente à Espanha de Alfredo Di Stéfano e Paco Gento, e disputou três jogos e marcou um golo pela seleção “B” entre 1956 e 1966.

 


2. Mário Torres (320 jogos)

Mário Torres

Defesa central nascido em Angola, é mais um caso de um jogador que fez toda a carreira na Académica, entre 1950 e 1966, depois de se ter sagrado campeão nacional de juniores pela briosa em 1949-50.

Jogador que ficou associado à consolidação dos estudantes na I Divisão durante as décadas de 1950 e 1960, foi finalista vencido da Taça de Portugal logo na época de estreia pela equipa sénior. Em 1964-65 ajudou os coimbrenses a obter o quarto lugar no campeonato, na altura a melhor classificação de sempre do clube no primeiro escalão, mas não foi a tempo de participar nos anos dourados que se seguiram.

Ao longo de 16 anos ao serviço da Académica no patamar maior do futebol português disputou 320 jogos e marcou 25 golos, tendo ainda representado a seleção nacional “AA” por cinco vezes entre 1957 e 1959.

Também praticante de atletismo, licenciou-se em medicina e dedicou-se por inteiro à carreira de médico após deixar os relvados, tendo sido diretor da maternidade dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Viria a falecer em junho de 2020, aos 88 anos. Para o antigo defesa dos estudantes, José Belo, Mário Torres tratava-se de um “médico de mão cheia e de um futebolista, que, pela forma como se entregava ao jogo, foi capaz de criar e alimentar a paixão por ele de tantos devotos, que nele viam uma verdadeira lenda da Académica”.

 

 

1. Gervásio (330 jogos)

Gervásio

Médio natural da Malveira, concelho de Mafra, saiu dos juniores do Benfica em 1961 e um ano depois surgiu na equipa principal da Académica para iniciar um percurso de 17 anos ao serviço do clube.

Demorou a conquista o seu espaço, é verdade, mas foi a tempo não só de se tornar numa das principais figuras dos anos dourados dos estudantes como também no futebolista com mais jogos pela briosa na I Divisão, tendo apontado 39 golos nesses 330 encontros (221 a titular e muitos deles na condição de capitão de equipa).

Durante as décadas de 1960 e 1970 Gervásio participou em feitos como a obtenção do histórico segundo lugar em 1966-67, as caminhadas até às finais da Taça de Portugal de 1966-67 e 1968-69, os apuramentos europeus de 1968, 1969 e 1971 e a conquista do título nacional da II Divisão em 1972-73. Mais tarde, em 1974, viveu a transformação da Académica para Clube Académico de Coimbra. Por outro lado, não conseguiu impedir a despromoção ao segundo escalão em 1972 e 1973, esta última na derradeira temporada da carreira.

Embora não tenha jogado pela principal equipa das quinas, representou a seleção nacional “B” num jogo frente à Bélgica em março de 1967. Antes, enquanto ainda pertencia aos quadros do Benfica, jogou pelos sub-18.

Após pendurar as botas tornou-se treinador, tendo levado a Académica à subida à I Divisão em 1984. Entretanto passou pelo comando técnico da União de Coimbra e voltou a dirigir os estudantes a segunda metade da época 1990-91, na II Divisão.

Viria a falecer em julho de 2009, aos 65 anos, poucos anos depois de ter sido vice-presidente das direções lideradas por João Moreno e José Eduardo Simões. “Foi sempre um exemplo para todos nós. Foi um desportista que esteve nos momentos áureos da Académica, por onde jogou durante 17 anos. É uma perda difícil de superar, porque era um bom amigo”, afirmou o presidente do Núcleo dos Veteranos da Académica naquela altura, Frederico Valido.













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