
David Pereira – Senhoras e senhores, mais uma vez tenho comigo um convidado especial, ele é uma pessoa controversa no wrestling em Portugal que já não fazia aparições pela comunidade de wrestling online há algum tempo, ele é… RAVEL! Sê bem-vindo! Ravel, diz-nos o teu nome verdadeiro, a tua idade, onde vives e o que fazes da tua vidinha…
Ravel - Bom, tu sabes o meu nome, e quem o souber também, ótimo e bom para essas pessoas! Espero que não me levem a mal, e me entendam, mas prefiro não andar a dizê-lo em entrevistas. Se fosse há uns anitos dizia-o na boa, mas tenho de pensar que a minha vida é diferente, e por isso mesmo, não posso pensar só em mim, mas também na privacidade que hoje em dia quero ter, e que devo á minha esposa, por isso vamos diferenciar, o Ravel, a personagem, da pessoa que sou.
Quanto há idade, tenho 26 anos. Sou natural de Lisboa, e neste momento sou gestor de um Call Center.
Eventualmente quando posso, dou um pulo á união zoófila, para dar uma mãozinha aos voluntários.
Deixo aqui o pedido, a quem quiser contribuir com sacos de rações, e mantas, para ajudar essa instituição que entre em contacto comigo através do Dave Pereira aqui do site!
DJP – Quando e como te tornaste fã de wrestling?
R - Eu já via wrestling casualmente em 88-90 através da parabólica como é óbvio, mas só me tornei mesmo fanático, a partir de aproximadamente, 1991. Se não estou em erro, já com o Sky one.
Quanto o Sky one deixou de transmitir, aliás, ficou codificado, a minha única opção foi seguir através da RTP 1 e às vezes na 2. Também cheguei a acompanhar a NWA na SIC com comentários do Jorge Perestrelo, mas achava que aquilo era a 2ª divisão, então não me transmitia muito interesse (Obrigado Tarzan Taborda!) E o produto estava muito atrasado em relação ao da WWE em Portugal.
Um dia eu andava a ver o Cartoon Network, e vi um anúncio que apontava para a estreia do Nitro, e quando falaram em Hulk Hogan, captaram a minha atenção. A partir dai, todas as sextas-feiras, lá estava eu sentado á espera que terminasse o Johnny Quest, para ver a alteração do Cartoon Network para TNT, e ver O Monday (Friday) Nitro. Às vezes eram três horas de programa!
Mas, como tudo o que é bom, também isto acabou, quando o Cartoon/TNT que dava em Portugal, foi alterado (para quem não sabe, os canais que temos são a versão europeia dos mesmos em muitos casos, logo isto tem a ver com direitos de transmissão, quer em Parabólicas normais, quer através de serviço de subscrição por cabo. Por exemplo, já tivemos MTV's Inglesas, que fora substituída por uma versão, que não me recordo se era Holandesa ou turca, antes de termos a versão Portuguesa).
A minha única opção para seguir o produto agora era através da DSF canal germânico que continha: WCW Monday Nitro, e WCW Thunder, e WCW Saturday Night. Tinham também um programa onde davam alguns combates antigos. Por um tempinho ainda transmitiam ECW (que não me chamou muito atenção na altura), e WWE (onde ainda acompanhei a fase Undertaker vs Mankind, Bret Hart “heel turn”, o inicio da DX, a elevação do Austin a superstar, etc.
Depois, também isso terminou, (especificamente, quando a WWE comprou a WCW, logo a DSF ficou sem os direitos da programação. Tenho inclusivamente uma história engraçada sobre isso, mas já lá vou). Resumi-me então a ler spoilers na Net. Só obtive Internet em casa em finais de 2001 aliás. Até ai, de 2000 a 2001 eu andava em cyber cafés, para ir ao #WWF do IRC, para falar com outros, e ler spoilers.
Foi lá que conheci o WWFanatic, aka Ricardo Feliciano que foi um rapaz 100% cinco estrelas para qualquer fã português da época. O Ricardo, vendia cassetes de wrestling e DVD’s de Wrestling. Qualquer coisa que lhe pedisses, ele era o dealer. Praticamente 1 vez por mes, recebia umas três cassetes de wrestling, com os últimos PPV’s e mais uns quantos que eu não tinha para compor a colecção. Um Grande ABRAÇO e um muito obrigado ao Ricardo, pelo serviço prestado a toda a comunidade de Wrestling Nacional da altura.
Ainda experimentei mandar vir umas cassetes oficiais, pela Fnac, mas era muito mais caro do que pelo Ricardo.
Voltando ao WWF, éramos pouquíssimos, contava-se pelos dedos, mas foi efectivamente um esforço nosso, de diversos apelos, e guerras que tivemos, que hoje existe Wrestling em Portugal. Sabem quantas vezes fecharam os fóruns da SIC Radical por causa de guerras WWF vs gajos do Anime que não queriam wrestling? Quatro ou cinco.
Tantas guerras que tivemos com gajos como Miguedro ou Homem do Talho (que raio de nicks). Não vou dizer que o devem a mim, devem a todos daquele canal, apesar de poucos. Desde o Gonçalo Dias (Hulkster), Dipil Parimal (Dipz) etc. etc., e aos e-mails que a curtíssima comunidade enviou com N vídeos meses e meses ao Sr. Director Francisco Penim, para e-pombo@sic.pt (acho que era esse o e-mail.)
Quanto à historia engraçada. Em 2003, quando fui convidado a ir ao Curto Circuito falar de wrestling Português, levei comigo um amigo, André C. C., (também ele mais tarde, um aluno da Escola Tarzan Taborda). O outro rapazolas, era um rapaz que ligava diariamente a pedir por wrestling na SIC Radical, Fernando José. Tive uma conversa com o rapaz, e fiquei admirado quando ele me disse que acha que a WCW estava a ficar estúpida, porque estavam a repetir os mesmos combates de há anos atrás. Ele ficou admirado quando eu lhe expliquei que eram mesmo repetições porque a WCW havia terminado. Também ficou pasmado quando lhe disse que o Wrestling "não era real".
DJP - Fala-nos um pouco da tua carreira, conta-nos tudo desde o inicio, qual o teu percurso no mundo do wrestling?
R - Controverso!
Não, a sério, eu como qualquer outra pessoa, comecei como um mero adepto, mas fartei-me de brincar aos bonequinhos, e simplesmente jogar o WCW Mayhem ou o Smackdown, na consola, e decidi ir a procura de treino. Na minha ingenuidade, eu pensava que ia treinar com o Tarzan, e ia depois para a América. Sim, eu era mesmo muito ingénuo. O Tarzan deu-me o número de um rapaz, o Korvo, Bruno Almeida, e eu resolvi contactá-lo. Falei umas quantas vezes com o Korvo ao telefone e pareceu-me um rapaz às maneiras. Eu já não sonhava com o ir para a América. Eu sonhava com fazer parte deles. Ser respeitado por eles. Lutar com o Korvo, e com os outros que na altura formavam a FPW, liderada pelo Axel. Mas... eu não tinha 18 anos, e teria de esperar. E assim, foi, quase um ano e meio de espera até poder treinar.
Foi num sábado, em 2001 se não estou em erro. Como combinado, sai na estação de metro de Sete Rios, e há minha espera tinha Bammer com uma t-shirt do Benoit (a prove me wrong t-shirt), Pedro Pavão (o tipo mais simpático do wrestling nacional), e Duke.
De novo tive mais uns quantos momentos de ingenuidade. Sabem quando estão perante ídolos? Pois, eu não conhecia aquela malta de lado nenhum a não ser da Net, nunca os tinha visto e estava perante pessoas que já idolatrava por fazerem o que eu gostava. Mas lembro-me de ter feito perguntas tão ingénuas como "onde estão os outros" (O BMV - Bernardo Martim de Vasconcelos aka, Danny Hell, ou o Mad Dog, ou o Miguel Adónis, o pessoal da FPW, que estava no site, sem saber sequer tinha havido uma ruptura entre os dois grupos de certa forma, e que um grupo não tinha nada a ver um com o outro. Eu até pensava, que se tinha de passar pela ETT, Escola Tarzan Taborda, e depois tinhas uma espécie de graduação e passavas para a FPW, onde faziam shows que eu nem sequer conhecia. Aliás até pensava que se ia da ETT para a WWE. Ridículo não é?
O Korvo foi de facto o ultimo a chegar. "A vedeta, chega sempre mais tarde" dizia o Pavão, demonstrando uma grande amizade e respeito que tem pelo Korvo. Ali estava ele, aquele que me ia treinar. Senti-me uma formiga ao pé dele, e tudo o que eu queria dizer, sai-me ao contrário. Eu era o típico “over reacting mark”, que ali estava. (De facto eu não tinha mesmo muitos atributos que tenho hoje. Não era tão sociável, era mais fechado, mais miúdo, mais criança, mais acanhado, e isso se calhar era interpretado como meramente ser estúpido).
Se calhar não interpretaram a o facto de ser um tipo ingénuo, da mesma forma que eu, e isso levou a um pouco de gozo. Ora pelo que dizia, ora pelos golpes que fazia mal. E depois isso era filmado, e eu não gostava, respondia, "é pá, não metam isso na Net, é pá ensinem-me melhor, é pá desculpem-me etc". Não era humilde na opinião deles por estas coisas. Será que humildade é estar em casa do Tarzan Taborda, e filmarem o homem ás escondidas, ora a procura de um par de chaves para abrir uma porta que continha colchões desportivos, dentro de uma caixa de ferramentas, ou filmar o homem a fazer dorsais com um capacete das obras amarelo, pois trazia o ferro á cabeça, em vez de ás suas costas? Não sei se isso é, nem tenciono criar guerrinhas com um assunto mais que morto, apenas mostrar o meu ponto de vista. Eu realmente admirava aqueles gajos, que não punham os pés no WWF, por acharem o canal constituído por “marks”, e que tinham o seu próprio canal Wrestling Fans, onde eles mantinham o canal moderado (somente operadores e vocês podiam falar, todos os outros eram silenciados e não podiam falar), e em maior parte dos gajos, apenas tinham permissão para conversar abertamente no canal, para serem gozados, ou, quando falavam em privado com algum deles, e a sua mensagem era exposta no canal, para gozarem com a pergunta/afirmação.
De certa forma, por um certo tempo tentei até ser como eles, mas eu tinha uma personalidade pouco marcante, muito fraca, e não deu. Optei por desistir ao invés de ser gozado.
Felizmente, tinha um primo meu a viver comigo, e pensei, "olha vou tentar algumas coisas que aprendi contigo".
Assim foi, e íamos a um ginásio aqui perto de mim, da Junta de Freguesia, treinar algumas coisitas básicas.
Conheci nesta altura o Ultra Psycho na Net, e ele veio "treinar comigo". Senti-me mal, ele com vontade de aprender, eu com vontade de ensinar o pouquíssimo que sabia, mas sem possibilidade para muita coisa, a interromper o treino passado uma hora se tanto. Bom, ainda deu para fazer uns golpes, e ele ver que era isto que queria, após um combate com o homem invisível onde o mesmo ganhou ao Ultra, pois o resultado final foi o Ultra com sangue nos dentes.
Mais tarde, fui então ao Curto Circuito representar o canal WWE, por termos sido influentes no regresso de Wrestling á televisão Portuguesa, e o Korvo até gostou do meu desempenho, e convidou-me a ir treinar. Eu tinha estado um ano antes no exército, e a minha capacidade física, era um bocadinho melhor, isto para um tipo com dificuldades respiratórias, e limitações físicas, que nunca fui muito além das dez flexões é dizer muito.
Os treinos eram em casa do Tarzan Taborda na Fonte da Telha. O Pavão apanhava-mos em Sete Rios, e levava-nos para a outra margem. O Ultra Psycho também fazia parte do grupo agora, o que ajudou um pouco á integração no grupo, pois eu agora tinha alguém que estava mais ou menos ao mesmo nível que eu para me acompanhar, e tentarmos ajudar-nos um ao outro.
Conseguem dizer, aquecimento do Korvo durante uma hora seguida senão mais?
Já fazia as coisas melhorzito, mas lá está, quando as personalidades chocam, se calhar devido a termos uma primeira opinião das pessoas, mesmo que errada, tudo o que virmos dessas pessoas, será sempre igual, e ai, continuei a ter alguns choques com algumas pessoas lá, e discussões, e decidi sair. Sim, sai, se me iam convidar a sair ou não, não sei, mas sai por mim mesmo.
Bom, agradeço de qualquer forma, as tentativas de hacking, e mandarem sempre terceiros para virem sacar infos, ou gozarem etc. Não vale a pena mencionar nomes, mas nesta altura, muitas vezes andavam a gozar porque eu dizia, que tinha contratos de merchandising e iam lançar canecas minhas e tudo, e action figures da mattell, quando qualquer pessoa com dois dedos na testa percebe que o "enviado" é que saiu gozado!
Resolvi dedicar-me então á pesca, ou então não. Dediquei-me um pouco mais á minha outra paixão de infância. Comic Books. Banda Desenhada. Marvel e DC Comics. Numa visita a uma casa de banda desenhada, ali na feira da Ladra (Abração forte Wagner), conheci um rapaz que lá trabalha, o João, e ele falou-me de amigos, que faziam wrestling. A princípio, pensei "boa, de certeza que é a malta da ETT", mas o João disse-me os nomes e eu fiquei um bocadito admirado por não serem os mesmos. Pensei, oh no! Backyarders!
Encontrei então Adam Hate (Afonso Malheiro) e o Twister, um colega dele. Convidei o Dipz para vir treinar comigo, pois inicialmente ainda tive medo que fossem brutamontes que praticassem Vale tudo em vez de Pro Wrestling.
Gostei pela primeira vez de treinar wrestling. Dai ainda apareceu um aluno da escola onde treinávamos semanalmente, o Liceu Camões, João Sena, Kid Joe, aka Pegasus.
Acho que inconscientemente, criei o primeiro site da NWR, não só para dar oportunidade a outros de treinarem wrestling, mas também porque queria que o povo da ETT visse que mudei.
Foi nesta altura que um amigo meu, de Inglaterra, dono de uma federação, 1PW UK (refiro-me a Daniel Edler) me convidou a ir a Londres. Foi algo que fiz em uma semana. Comprei o bilhete do nada, e fui para Londres com apenas 100 euros no bolso sem ter bem onde de dormir. Ainda menti aos meus pais e disse que tinha um amigo que me dava casa. Qual quê! Se fosse para dormir no aeroporto, que fosse, eu queria era ir ver Wrestling. Mas lá tinha um amigo de familiares meus, que me deu estadia, e ainda me levou a ver o The Wrestling Channel Super Show. Vi gajos desde Raven a Mick Foley etc. Mas não era esse o show a que eu ia, foi maior, mais explosivo, mas eu fui por outro motivo e ainda queria esse show. No dia seguinte, lá fui para Orpington, em Kent. Dirigi-me á Arena á espera do Daniel, mas encontrei apenas uns putos mitras, que por pouco me fanavam a carteira apesar de terem pouco menos de 10 anos. Lá apareceu o Daniel que me levou para sua casa. As primeiras figuras que vi, foram o Stevie Douglas sentado ao computador, o El Generico a acordar, e o Super Dragon deitado no chão a dormir (sem mask, é muito parecido ao Bryan Danielson mas sem cabelo). Falaram mal da WWE, da TNA não ter dinheiro para os contratar, de piadas sobre Iron (ferros de engomar) matches, da Bam Bam Bambi etc.
Apareceu entretanto um amigo do Daniel, com pouco menos de 17 anos, que era o storywriter, para falar com os gajos sobre detalhes do match deles com o Aviv Maiyan. Umas duas horas depois fomos para arena. Levei o meu fato de treino. Andava para lá o Joe, e o Cary Silken que também fora muito simpático.
Foi daqui que surgiu outra situação muito controversa. Que já passo a explicar.
Estavam todos no ringue a treinar spots, ou a falar deles, eu pedi autorização ao wrestler Martin Stone, se podia entrar no ringue para treinar um pouco. Ele disse que sim, bom resumi-me a quedas, e umas brincadeiras com o povo lá. Quando voltei a Portugal obviamente, sabendo que tinha pessoas sempre atrás de mim para me chatear a cabeça, não sei se bem ou mal, exagerei a cena, e disse que treinei com eles. De facto treinei. Se estávamos todos a treinar no mesmo espaço, treinámos todos juntos. Após o show, ainda fomos jantar a um chinês do outro lado da rua, pago pela família do Edler, com o roster todo. Estavam separados por ilhéus no restaurante. Spud, Martin Stone, Andy Boy Simmons, Aviv etc, noutra mesa estava eu, os Edlers, os Matt, e noutra, o Dragon, o Generico, 2 tipas que ele estava a engatar a dizer que sabia todas as línguas do mundo, mas que na altura lhe cortei o raciocínio porque ele não percebeu o que eu lhe disse em Português, e o Joe.
Dormi em casa do Daniel, e no dia seguinte, ainda foram amáveis em me dar boleia ao aeroporto. Não foi o melhor show em que estive, mas foi de facto dos melhores a nível de experiência!
Bom, regressando a Portugal, já nem sei bem como, mas graças ao site, de 4 pessoas, já éramos umas 10, e de 10 éramos 20.
Acabei por levar o grupo para outros lados. O Liceu Camões já não era suficiente, e após MUITO esforço, conseguimos o espaço do ringue do Sporting as sextas-feiras, mais tarde aos sábados de manha.
Nunca me intitulei professor, ou treinador, mas como o tipo que começou o grupo, e que treinava há mais tempo que eles, e que, queria ensinar-lhes o pouco que sabia, mas também aprender com eles, mas, e há sempre um mas, era o líder do grupo, e se calhar devia-me ter preocupado em tentar dar o meu melhor nessa posição. Se calhar falhei redondamente graças... a mim. Por motivos que falarei na tua próxima pergunta.
Continuei com a NWR até ao final do grupo.
Mais tarde, uns 2 anos depois, aprendi um pouco mais, de coisas que não tinha acesso antes, (Obrigado Ricky Knight, Prophet of Death, Hugo Lobo Andrade, e Youtube!)
E pensei, bolas, falhei com os outros, mas devo a mim mesmo desta vez tentar algo de jeito. Era complicado, porque nunca fui muito punho de ferro, e ter coisas como sapatos a voar num treino, quando se tentava dar uma aula, não ajudava. Felizmente, consegui ter uma pessoa aplicada, o Seth, e com vontade de APRENDER. Fui também a primeira pessoa a dizer ao pessoal "olhem, nós não temos condições, trouxe-vos até onde posso, agora é altura de mudarmos de vida, já estão minimamente preparados para irmos para outras bandas. E assim foi, fomos para a FPW. A Mione deixou o grupo devido a outras situações, a MK e a Kelly ainda foram apresentadoras de cerimónias no show da FPW mas seguiram para o WP, o Samuel dedicou-se á greco-romana, enquanto Seth veio comigo e aprendeu bastante.
Depois com o fecho da FPW, não me preocupei muito mais com o Wrestling Nacional. Treinei na APW, onde reatei amizade com o Ultra Psycho, e enterrámos o machado de guerra. Mas lá está, a vidinha era outra, e apenas voltei ao wrestling pelas mãos do Vanhell e do Seth no grupo de treinos deles da Venda Nova! (Sou maçador nos testamentos não sou?)
DJP - De onde surgiu o “ring name” Ravel?
R - Ora um dia andava eu a procura de nomes, e ouvi uma musica já não me lembro se na rádio ou na TV, do Maurice Ravel, o Bolero. O nome Ravel, calhou bem no meu ouvido, e dava para N combinações e brincadeiras, e lá o adoptei.
DJP - Qual é o teu estilo de luta?
R - Na minha opinião, ninguém tem um estilo de luta. Um “headlock” não é mais técnico que por exemplo um murro no focinho para demonstrar que não gosto do gajo de quem estou a lutar.
Mas um estilo de luta não se define por um golpe, como alguém um dia me explicou, de forma gozona ali num ginásio em Sete Rios, onde queria que eu enumerasse golpes técnicos em menos de um minuto.
De facto hoje tenho uma visão do wrestling muito diferente, e sei as minhas limitações. Se tanto, considero-me alguém que tenta seguir uma vertente de “technical wrestling”. Mas considerar-me um technical wrestler, é um insulto a quem o é, pois neste momento, nem wrestler sou, se é que algum dia o fui.
DJP - Para os leitores do blog saberem com o que podem contar quando virem um combate teu, quais são os principais moves que constituem o teu move-set e como é a tua gimmick?
R- Podem contar com um tipo que gosta de fazer figura de heel, que interage bastante com eles. Que lhes dará o melhor de si na medida do possível. Golpes? Gosto de usar “Snap Suplexes”, “Northern Light Suplexes”, “Dropkicks”, “Oklahoma Roll”, algum chain wrestling. Tenho bastantes golpes que uso, mas estes são talvez aqueles que mais uso com frequência.
Tenho bastante orgulho a nível do meu selling, e acho que sou credível a nível de “stryking” (pontapés e murros). Não vou estar a desvendar muito de mim a nível de golpes, prefiro guardar surpresa para quando e se quando, voltar a combater outra vez.
Já a minha gimmick, é uma mistura de rock and roll/grunger. Aliás era. Neste momento ainda não sei bem. Estou a tentar perceber ainda o que fazer com o pneu que tenho na barriga após ter-me casado.
A minha gimmick das vezes que estive no ringue, é de um gajo que se veste de preto num fato muito parecido ao do Iceborg, e berra com o publico porque não lhe tem respeito e que devia apreciar um wrestler decente.
DJP – Já tiveste alguma lesão grave?
R - De facto já tive lesões. Desde torcicolos devido a quedas mal efectuadas. As dores de estômago fortes por me alimentar mal antes de um treino (se é que isso pode ser considerado uma lesão), ou andar á rasca da coluna durante umas duas semanas em 2006. Mas grave, não. Penso que não.
Mas o facto de não ter tido uma lesão grave não significa que elas não existam. Temos de ter em conta que em Portugal, raramente há eventos, e o ritmo como atletas cá não é o mesmo de lá de fora. Por isso mesmo é que também estou afastado dos ringues. Tenho de pensar que um golpe mal dado, ou recebido, é o suficiente para deixar-me numa cadeira de rodas, a mim, e a qualquer outro. Claro que é um risco com que todos contamos. Por isso mesmo é que existem escolas de Wrestling. Para os riscos se tornarem mínimos, e aprendermos em segurança, e como deve ser. Mas no meu caso, também tenho de pensar, como seria, se ficasse impossibilitado de andar devido ao wrestling. Que peso isso traria para minha esposa, filhos, etc.
DJP - Qual foi o combate que mais te prazer deu fazer?
R - Definitivamente o meu match com o Seth. Pois foi o meu primeiro match a sério, e também porque ajudei a lançar aquele que para mim será o melhor wrestler nacional. Aliás, eu era para ganhar o combate com ordens do “booker”. Mas lá para o meio do final do combate, deixei-me estar no show, e mandei ao Seth fazer o Pin. Porque? Porque ele mereceu!
Teve três semanas de treino. Dessas três semanas, eram apenas três sábados. Desses três sábados apenas umas míseras horas. E conseguiu, com pouquíssimo treino adaptar-se a um combate, com quase 100 pessoas a ver ao vivo, e sair-se bem se tivermos em consideração tudo em volta desse combate.
DJP - Qual foi o melhor wrestler que já defrontaste?
R- Seth. Sem dúvida.
DJP - Geralmente, todos os lutadores têm os seus ídolos do mundo do pro wrestling e aqueles lutadores que querem seguir as pisadas, quais são os teus?
R - Tu pedes mesmo testamentos hein. Bom, como qualquer puto quando comecei, era o Hulk Hogan, mas evolui e passei a gostar muito do Randy Savage, Mr Perfect, Marty Janetty, 123 Kid etc, e especialmente do tipo de cor de rosa que dava os óculos aos meninos da minha idade, que tinha um ar muito cool. Bret Hart!
Com a WCW, o meu ídolo era o Sting. E do Sting, passei a admirar o Goldberg porque era um monstro. Mas havia lá no meio, um sujeito que captou o meu interesse, num combate em que andava a bater com a cabeça do seu adversário nas paredes de um Sanitário. Era o Benoit. Eu admirei-o desde ai. Mas só se tornou o meu ídolo, quando o vi finalmente como estrela, em 1999, com o “push” que o Russo deu aos talentos "mais novos". Aquelas luzes verdes quando ele entrava, a música nova, o talento que ninguém lhe roubava por mais títulos que lhe faltassem á cintura, etc. Era o “full package”.
Foi sem dúvida aquele que eu considerei O MEU IDOLO. Pelo seu talento nato.
Mas sei lá hoje em dia, olho para trás e vejo aqueles que eu admirava dentro do ringue e são tantos que nunca mais saiamos daqui.
Ted DiBiase, Mr Perfect Curt Hennig, HBK, HHH, Kurt Angle, Kerry Von Erich, Randy Savage, Vader, Johnny B Badd, Jericho, Dean Malenko, Benoit, AJ Styles, Samoa Joe etc. etc. etc.
Aliás para mim o Sting é o melhor Wrestler de sempre, sem ter sido o meu ídolo nº1.
Ora temos aqui um tipo grande e musculado, o protótipo perfeito do WWE “type of Superstar”. Um tipo que sabia fazer alguns “aerial moves” e não era “Cruiserweight”. Que era ágil demais para ser simplesmente um “Heavyweight”. Que não era técnico mas não era também só 1 brawler. Que era carismático mas também sabia falar. Que tinha uma óptima “gimmick” e soube adaptá-la consoante as necessidades e os tempos. Que chegou a ser o wrestler mais badalado do mundo, acima até do Hogan e do Austin, e nunca precisou de ir para a WWE para atingir esse estatuto e patamar de lenda!
DJP - Para quando um regresso aos ringues?
R - Para quando a mulher deixar.
Mas confesso que o meu interesse no wrestling Nacional, já não é o mesmo. Sou bom no micro. Dêem-me um microfone e um lutador para ser manager dele, e eu ajudo-o a ficar “over” na boa!
Mas hoje em dia tenho outras prioridades, quer familiares, quer a nível de trabalho.
Wrestling, nunca me vai pagar uma renda, ou um pacote de arroz para por na mesa.
DJP - Se te dessem a oportunidade de escolher um wrestler de todo o mundo para um combate, quem escolherias?
R - Um Wrestler apenas? Max Boyer. É um crime um lutador tão talentoso, não ser conhecido como devia.
DJP - Já tiveste em mãos projectos de federações de wrestling, o mais marcante foi mesmo a NWR. Porque razão é que estes projectos não tiveram sucesso?
R - Não tive federações em mãos. Tive um projeto. Apenas a NWR. Acho que a NWR, como eu disse a cima, ia falar sobre isso nesta questão, falhou por vários motivos, e os principais por minha culpa.
Apesar de eu sempre ter dito, "eu não sou professor", eu não estava, nem nunca estive preparado para liderar o grupo. Mas quem entrava tinha expectativas muito altas quando olhava para mim e saia se calhar desiludido.
Se calhar também por minha culpa, porque na altura eu misturava muito o wrestling com a minha vida pessoal. De tal forma, que até tive algumas que mais tarde depois dos namoros terminados, andaram com uma outra pessoa, que não sei se tinha interesse, mas não as conhecia anteriormente. Se calhar era só para me chatear. Hoje nem levo a mal, até estou grato a essa pessoa e já lhe disse isso! Na altura odiava-o porque ele se divertia ás minhas custas, e hoje respeito-o muito pela pessoa que é e tem sido para comigo de há dois anos para cá, sem ter essa necessidade.
Não era só isso. Eram ataques que outros grupos faziam ao nosso. Eram ataques pessoais que faziam á minha pessoa, se calhar porque eu estava a frente do grupo e não gostavam de mim. Não era mais fácil trabalharmos todos em prol de um sonho do que andarmos todos ás turras? Foi por esse motivo que convidei a ETT a vir a um treino nosso no inicio da NWR (National Wrestling Revolution), mas que apenas o Pedro Pavão compareceu e nem deve ter gostado do que viu.
As coisas chegaram ao ponto de pessoas que sempre TRATEI BEM, e respeitei saírem do grupo de bem comigo, irem para outro lado e me tratarem mal sem nunca lhes ter faltado ao respeito, e ainda os tratar como amigos.
O Pégaso foi um desses casos. O Malheiro chegou um dia ao pé de mim, e disse-me que devido a trabalho tinha de sair da NWR. Também me disse que era porque não queria ser responsável por menores, o que compreendi, e tentei dividir o grupo em dois na altura, porque por mais que quisesse o Afonso comigo, eu também sabia o que era um castigo privar os outros de "brincarem" aos wrestlers, quando gostavam bastante de Wrestling, e não queria priva-los de terem onde praticar. O sítio mais próximo era na margem sul.
Propostas que recebemos da APW na altura que eu fui o ultimo a saber.
Discussões desnecessárias, porque A e B iam treinar com o Bammer e voltavam e em vez de falarem com os lideres do grupo, quererem do nada dar aulas, a pessoas dentro do grupo criarem sub-grupos, alguns que só iam lá para se divertir, pessoal que queria tirar-me de lá para ficar com o controlo do grupo. Um sem número de coisas! As pressões de pessoas de fora do grupo eram sem dúvida um dos factores mais importantes. Se calhar, porque já viam isto na perspectiva de business, e tínhamos o grupo mais numeroso.
Mas tínhamos planos muito bons para o grupo. A ideia, era fazermos mini shows e tentar sacar dinheiro daí. Ainda pensámos em DVD's.
Com o dinheiro feito, iríamos ou mandar alguém ao estrangeiro para obter treino, ou mandar vir alguns wrestlers de fora, para nos treinarem, e já tínhamos alguns contactos e preços acessíveis. Jimmy Rave não pedia muito mais do que 500 euros por dois dias, para nos treinar fosse em que condições fossem.
Não vale a pena martelar na mesma tecla.
Mas acho que o factor mais importante naquela altura, foi a pessoa que me destabilizou e a outros, e criou conflitos no seio do grupo. A minha ex-namorada da altura. Mhara. E até posso falar sobre essa pessoa sem problema. Deixo-te isso para a próxima questão!
De qualquer das formas, deixo aqui um grande agradecimento a todos os que fizeram parte do grupo, que tinham as melhores intenções na maior parte dos casos, e também um pedido humilde de desculpas. Desculpem-me por não ter sido o que esperavam de mim. Mas tinha mesmo as melhores intenções sobre todos vocês.
Afonso Malheiro, Twister, João Sena, Aranha, Poeta, Lobo, Mod, Sonny Maddox, DVD, Jindrak, Murcão, Pexe, Petey, Double D, Ali Maloudah, Bloody Mary, Prophet of Death, Bess, Namath, Foley, El Gordito, Slayer, Andy, Vampiro, Ragsmesesis, Edgar "Jeremias", Jorge Feio, Diogo Velmont V1, Vanhell, Insane Miguez, Mike Lee, David Cougar Batista, Mione, Dione, Samuel, Seth Bollinger, Kelly, Sara MK, Eduardo, Itachi, Ceifadas, Mordis.
As Minhas desculpas, e o meu obrigado a todos vós!
Quanto a outros projectos. Estive envolvido com a FPW. Eu fui bem recebido por todos. E agradeço a todos os que me aceitaram tão bem.
O problema da FPW, foi que o Lobo, abandonou o grupo ao deus dará. Aquilo acabou com a FPW sem sitio onde treinar, e resumido a apenas 4 ou 5 pessoas a treinar num espaço que arranjei, mas que devido a falta de liderança perderam. Ainda propus irmos treinar em casa do Tarzan Taborda, e cheguei até a falar com a defunta, que nos deu autorização, mas não quiseram. Acho que a FPW morreu de vez, quando me mandam 1 e-mail, a pedir para levar o dinheiro da mensalidade, e que o novo local de treinos, seria ali num relvado pelas 10 horas num sábado, na zona do Parque das Nações. Pagar para treinar na rua? Nah!
DJP - Quem é a tal Mhara?
R- A Mhara como te disse é uma ex-namorada minha. Lá está a tal história de misturar wrestling com vida privada. Mas neste caso nada teve a ver com ter namoro mal acabado e ir-me lamentar, ou pavonear-me que namoro tal acabou, e estou muito triste, ou que estou a namorar com gaja tal assim e assim.
Conheci a pessoa na Net, e ela era do distrito da Guarda. Espero que estejas preparado. Aliás acredito "que estejas preparado para tudo, mas não estivesses preparado para isto" que aí vem.
A rapariga dizia-me que ia para a Hungria de férias, mas conheceu-me e já me adorava, e quis vir a Lisboa conhecer-me. Ficou hospedada numa pousada da Juventude, e logo no primeiro dia que me viu "espetou-me" um beijo literalmente. Eu encarei aquilo como uma curte. Mas a pessoa acabou "sem querer" por conhecer os meus pais. Não apresentei como namorada ou algo do género, apenas como amiga, mas ela fez uma questão tremenda, por revelar o que era nas minhas costas.
Ela voltou á terra dela, e voltou duas semanas depois a Lisboa novamente, para a pousada da Juventude, desta feita, já não era em Picoas, mas sim ali no Parque das Nações.
Desta vez, acabou por passar mais tempo com a minha família, nomeadamente, a minha irmã e a minha mãe. Isto porque os meus pais tinham um estabelecimento comercial, de onde esta pessoa fazia questão de comer e beber á borla durante toda a sua estadia connosco, e até se possível, sacar umas gorjetas.
Posso dizer que a minha mãe gosta de falar de tudo em geral, é uma pessoa bastante culta, e esta pessoa de que estamos a falar, Mhara (na altura ainda conhecida como Ambika), conquistou-a falando das suas experiências ocultas. Runas, Tarot's, passaram a ser tema de conversa. Vim a saber mais tarde que a gajinha, até de ter feito rituais em cemitérios comentou, mas "que já se tinha deixado disso".
A minha mãe acabou por simpatizar com ela, e para minha surpresa convidou-a a ficar uns tempos cá em casa, para não gastar dinheiro em pousadas. Só nunca pensámos que uns quantos fins-de-semana se traduzissem na pessoa vir de malas e bagagens para cá definitivamente sem ter sido convidada. Ao que sei, os pais dela são bancários e dão-lhe bastante dinheiro para ela sobreviver, sem saberem ao que a filha gasta. Andei três meses a pensar que os pais dela sabiam que ela vivia comigo, quando afinal, pensavam que ela estava num quarto alugado. Que até existia. Andou a ser pago, (foi a minha família que viu o anuncio no jornal, e o alugou com ela e até o mobilou), para estar vazio esses três meses.
A vida dessa pessoa era acordar de manhã, ir para o meu computador, falar com N gajos, e quando tinha fome, ia para o café dos meus pais. Depois á noite voltava comigo para cá. Boa vida não é?
Certo dia, fui a procura já não sei do quê nos registos do MSN, e encontrei um log dela, com o tal tipo da Hungria. Em que ela dizia que estava a falar com ele mas estava no hospital a fazer quimioterapia mas que era um cancro benigno.
A minha casa não se assemelha em nada a um hospital. E ela não tinha queda de cabelo, e ainda hoje não é careca.
Começaram então os problemas. Manteve a peta do cancro quando a confrontei, e passou a tratar-me abaixo de cão, mas era ainda um miminho de pessoa, com prendinhas sempre, para a minha família.
Lembro-me de um dia, num domingo á tarde, ela se meter a ler tarot para alguns clientes do café, que nos deixou a todos com ar de parvos, e a rapariga, quando chegámos a casa começar a recusar abraços ou beijos meus. Dizia que tinha energias negativas depois de ler o tarot, e que por isso para não mas passar teria de tomar um banho de sal grosso. Obrigou-me também a tomar um banho com o dito sal. Claro está, pus o sal num balde, e fiz de conta que o usei. Obviamente não resultou, pois os efeitos da energia negativa claramente permaneceram na personagem durante muito tempo.
Eu tinha os treinos da NWR. E as coisas andavam quentes por lá.
Mesmo que lhe dissesse, não, não te quero lá, a pessoa ia para lá, ou nas minhas costas, ou aparecia lá com os meus pais, o que era chato. Começou a ver ali uma oportunidade de ganhar dinheiro dali, e quis tentar controlar o grupo, coisa que não deixei, pois a comediante nunca alguma vez havia visto wrestling até estar comigo. O primeiro show de wrestling que viu, foi Wrestlemania 18, e assim que viu Drowning Pool, pôs-se para lá a dizer que esteve ao colo do vocalista há uns anos atrás.
Se calhar até é verdade. Tão verdade quanto ela estar ligada á musica lá na terra dela, e ter burlado umas quantas bandas, num concerto na Guarda, e as bandas terem colocado a historia, o nome completo dela, a morada, o numero de telemóvel, e e-mail pessoal na internet até que ela pagasse, coisa que nunca fez como é obvio. Apesar desse site não estar mais disponível, ainda aparecesse nas pesquisas do Google. Não vou descer ao seu nível de colocar aqui o seu nome real, mas se procurarem o e-mail gehennariot@msn.com encontram certamente, os dados que esse website continha, na pesquisa do Google.
Comecei a descobrir cada vez mais podres da personagem. Desde fumar charros na rua e dizer que não tem problemas com isso ou ser apanhada pois é militante do Bloco de Esquerda e logo tem imunidade política, a dizer que conhecia e era amiga de pessoas como Miguel Portas e Francisco Louçã, que passavam por ela na rua e por mim e nem a conheciam de lado algum, a ser prima da Odete Santos etc etc.
Descobri inclusivamente que a pessoa andava a ter uns encontros a que me mandava “petas” sobre isso, ao qual acabei por descobrir que não houve traição, porque o homem coitado além de mais velho era casado e tinha um filho e não queria nada com ela, e só a conhecia há duas semanas.
Desde trocar mensagens com uma pessoa que tinha efectivamente cancro, que mais tarde, me revelou que nunca teve o número desta Mhara.
Foi nesta altura que a pessoa começou a afastar-se mais ainda de mim, mas ainda a viver ás custas dos meus pais, mas sabia que eu tinha problemas com o Ultra Psycho, e que tinha planos muito bons para um bom amigo daquela altura, o Cougar.
Foi também nesta altura que andava a tal proposta da APW para nós a rodar por todos nas minhas costas, não sei se teve alguma coisa a ver.
Mas sei sim, que ela após três meses, antes de sair de cá de casa, finalmente arranjou trabalho. Vender livros escolares a escolas. Aguentou-se lá duas semanas. Conheceu uma rapariga que também saiu com ela de lá.
Tal como com esta pessoa a minha relação se estava a deteriorar e baseado em mentiras dela, também a minha relação com o Cougar, em muito devido a ela, o estava, e sei que ele em pouquíssimo tempo ou curtiu ou namorava já nem sei, com a amiga nova dela. Dai, já eu e o Cougar não nos falávamos e o Cougar já estava como dizia o outro “de malas aviadas para Portimão”.
O último dia dela no seio da NWR foi também o ultima treino da NWR daquela época. Curiosamente, eu havia recebido um e-mail dela, (ela saiu de minha casa, uma semana antes), a dizer que me ia fazer sentir muito pequeno. Primeiro vejo o Cougar, que quando me vê, em vez de falar comigo, põe-se a fugir de mim pelo estádio do Sporting, e depois encontro o Cougar com a Mhara... e com o Ultra Psycho, o qual ela deve ter apanhado um “ganda” melão pois o intuito era ele e eu andarmos á batatada, e não aconteceu, e convidei-o a vir treinar connosco na desportiva.
Bom se me fez sentir muito pequeno ou não, não sei, mas sei que colocou um “skin” a viver lá no quarto dela, que agrediu a minha mãe após convidarem-na a ir falar com ela para resolver as coisas porque a considerava uma segunda mãe etc. Sei é que ela realmente entrou na APW, e manteve uma relação com o Ultra. E depois do Ultra com o Mad e já era a dirigente da escola da APW... e há "conflicting reports" porque ela nesta altura supostamente andava com o ex-namorado lá da terra dela, e com um tipo gótico do Barreiro, e com outro gajo qualquer. Depois desta malta toda, sei que andou com um outro “skin head”. E depois deste andou com um da Irlanda. E depois do irlandês voltou corrida para cá. Agora não sei a quantas anda, mas eu e o Ultra encontrámo-la, a trabalhar num “call center”, ali para a zona dos anjos com o nome Ana Sofia Mil Homens. Ela até tem Cartão Único. O pessoal lá do call center mostrou-me cópias dos documentos. Só há um problema. A foto é dela. O nome não.
Sei que o “Skin Head” da fase da Irlanda, era para bater no Mad Dog a mando dela, mas que simpatizou com o Carlos.
E também soube pelo Ultra, que ela pagou a um outro “skin head”, para bater em mim, no Cougar, e no Ultra, só que esse tipo fugiu-lhe com o dinheiro.
Mhara, ou como lá te chamas, vê lá se me pagas os 1500 euros que me deves. Alimentar-te saiu caro, fora lavar a tua roupa. A juntar á agua e luz que gastasses, á utilização "do quarto alugado" (já que a tua mãe nem sabia que cá moravas) ao dinheiro que roubaste do estabelecimento dos meus pais, penso que é uma quantia satisfatória. Até porque também deves dinheiro a mais pessoal do mundo do wrestling!
DJP - Qual era a relação do teu grupo com a APW?
R- Um pouco de conflito, e quase sempre por causa de terceiros. Recebi um vídeo de um tipo que era o Ace com imagens de um vídeo promocional da APW, Portugal Slam.
Um pouco na minha ingenuidade da época, mostrei isso aos meus colegas da altura da ETT, mas alguém "se abriu" á APW, que viu o vídeo e fiquei visto como pessoa “non grata”.
A historia do "oferecemos isto e isto" á NWR, e o "Ravel foi o ultimo a saber" foi também muito crucial no péssimo relacionamento entre nós na altura. Eu tinha visão deturpada do grupo e admito, na altura não dava um cêntimo porque tinha ideia que eles não estavam a ir no caminho certo.
Acredito piamente que a Mhara na APW, só piorou a minha relação com o grupo. Mas sempre tive pessoas que respeitei e me dava bem dentro da APW. Nunca tive problemas com o Tony, e o Axel também sempre me tratou bem.
E fui muito bem aceite quando lá treinei.
Se estava errado ou não isso é outra historia, fica para comigo e com eles, pois são temas antigos, e acredito que determinadas situações devem ficar para os próprios intervenientes discutirem entre si, e além do mais, passado é passado, e temos é de viver do futuro.
DJP - Actualmente, qual é a tua posição no panorama do wrestling nacional?
R - Afastado. E planeio continuar assim. Não ponho de parte um combate ocasional ou outro dependendo da situação.
Mas adorava outro tipo de função. Já pensei em criar uma coluna semanal num website. Adorava ser manager, ou mesmo comentador. Mas, só o futuro o dirá. Para já, não penso muito nisso.
Tal como disse, o wrestling não me põe comer na mesa.
DJP - Em Agosto entrevistei o Seth Bollinger, e ele em toda a entrevista demonstrou-se muito grato a ti. O que tens a dizer sobre isso e sobre ele em geral?
R- Acho que ele é um cromo e cheira mal dos pés! Estou a brincar. O Seth e eu temos uma ligação profunda. Penso que é recíproco. Tentei ajuda-lo o melhor que pude no inicio da carreira dele. Só gostava que às vezes me ouvisse um pouco mais. Eu e o Seth temos uma ligação fora do wrestling. Quase como irmãos nesse aspecto. Amigos comuns, saídas juntos, etc. Além disso quer ele quer a sua namorada, sempre me apoiaram a mim, e á minha esposa, e sempre estiveram lá por nós quando precisamos quer nos melhores quer nos piores momentos. Ele sabe a todos os momentos a que me refiro. Vamos sempre ter uma ou outra opinião que possamos discordar aqui ou ali, mas respeitamo-nos. Para mim, não temos o mesmo sangue, mas temos algo que vai além da amizade. Podes nascer numa família, mas ao longo da vida, escolhes 1 ou 2 amigos que te acompanharão para sempre como parte dela. O Seth é dessas pessoas, e espero que se vá mentalizando para uma função para a qual já há uns anos lhe propus, pois isso poderá acontecer.
Como talento, não penso mandar ninguém abaixo, e ele tem mesmo muito ainda que aprender. Mas pensa bem, tem convivido e aprendido com alguns dos melhores wrestlers nacionais, e internacionais que visitam a WSW. Tenta aprender tudo de tudo e todos. Não foi ao estrangeiro treinar, nem anda a treinar há dez anos. Anda nisto há dois. E já faz as coisas que faz no ringue. Imagina daqui a 2 anos. Pode muito bem ser dos melhores atletas nacionais da modalidade, se souber afastar-se de maus caminhos e souber os caminhos certos a percorrer a cada etapa.
DJP – O que achas que há entre WP e APW/WSW: Rivalidade ou simplesmente guerras parvas?
R- Olha, na minha opinião é das coisas mais parvas que existe. Não é meu intuito lançar aqui lenha para a fogueira, mas quando tens um show de wrestling, e tens um indivíduo que seja lá pelo que for, do WP, causa uma situação constrangedora, onde pelo que me contaram, não aguentou com uma chapada de uma senhora já de meia-idade, e necessitou da namorada para o apoiar alguma coisa vai má. Principalmente quando essa pessoa, a cada novo talento que apareça na APW, é a mesma conversa. Procurar o MSN da pessoa, adiciona-la, dizer que a WSW e os seus treinadores são bosta de cavalo, e que o WP é bom, e que é para lá que devia de ir, é negativo. Tal como considero pouco ético andar a pedir-me para dar recados a X e Y, e que fica indignadíssimo por lhe dar como resposta, que não ando aqui para ser moço de recados ou andar metido em intrigas, ou que agradeço que não me venha falar mal de pessoas com quem me dou bem e fica ofendido, e me diz para também não o chatear com apelos de adopção e ajuda para cães e gatos... (até a mãe do Ultra se ri desta aposto). (E não, não estou a falar do Ultra, ele não é do WP).
Comparar animais a intriguices, é triste, e reflecte o estado em que isto anda.
Digo isto, porque ás vezes há que falar das coisas como elas são para que os intervenientes, possam olhar para a própria ferida, e em vez de a abrir mais, saber como sará-la, o que é mais prioritário. Porque senão vamos ter sempre as mesmas pessoas do WP a picar as mesmas da APW, a bola de neve vai crescer mais e mais, e andamos sempre assim.
Portugal é talvez o único pais, onde o talento local é independente, ou abaixo disso, e em vez de andar de fed em fed, tem "acordos de exclusividade" apenas e somente por estas guerras parvas, quando todos podiam ganhar, mesmo os rosters, quer em experiencia, quer em rotatividade e melhor ambiente com isto terminar com todos a darem-se bem. Fala-se tanto em “Wrestlers Union”, mas faz ainda mais falta isso em Portugal, para todos se sentarem e tentarem dar-se bem.
Só espero que percebam definitivamente, que se não devem isso a eles mesmos devem isso aos seus fãs, que os têm, pois o talento nasce com eles, mas não é para eles, é para o darem ao mundo.
Mas se me permites, acho engraçado, aqueles que me apontavam o dedo destas confusões todas por me defender de ataques casuais na Net, são os mesmos que hoje andam ás turras entre eles. Isso diz-me uma coisa, eu nunca fui o problema. Existe um problema sim. Mas esse penso que se tem de perceber o que é, e qual é, para a rivalidade ser saudável. Por muito que se diga que o é, não é, e vão sempre existir elementos de ambas as partes a piorar essa situação.
Repara, não estou a pôr culpas no WP por causa de um ou dois elementos. Ou na APW.
Aliás, nem nesses intervenientes eu estou a por as culpas. Estou a mencionar situações, porque de facto, elas têm de ser alteradas.
Para o bem de todos!
DJP - Que opinião tens tu sobre essas duas federações?
R- São contextos diferentes. O WP é muito mais pequeno que a WSW. O WP é mais “indy”, e a WSW é mais “main-stream”. O WP tem feito um excelente trabalho, conseguindo manter-se com uma equipe "de tostões" á Jaime Pacheco, apostando por motivos óbvios nos talentos nacionais. Já a WSW, tem mais possibilidades económicas, e apesar de terem também óptimos lutadores portugueses, a aposta é mais nos talentos internacionais. Um fã casual vai mais depressa ver o ROB VAN DAM, de quem tem o boneco, e era da WWE, do que ver um miúdo lingrinhas de 16 anos á porrada com outro ainda mais lingrinhas também de 16. É um exemplo e não uma ofensa e espero que seja interpretado da melhor forma.
Seja como for, adoro o trabalho que ambos os grupos têm apresentado. Os meus parabéns ao trabalho que tanto a APW, WSW, e WP têm apresentado.
DJP - Quem são, para ti, as verdadeiras estrelas do wrestling nacional da actualidade? E quais serão as do futuro?
- Na APW: Ultra Psycho, Iceborg, (não sei do que esperam para pôr o titulo nestes dois que têm das melhores gimmicks em Portugal), Seth Bollinger e Tony de Portugal. Tenho também uma grande admiração pela perseverança e dedicação e carinho pela modalidade no Vanhell, e no POD.
Gosto bastante também do Juan Casanova, é um rapaz super simpático, com aparência de atleta, esforçado e com vontade de aprender. E não nos podemos esquecer do único lutador (ao contrario do que se diz por ai, há mais a lutar no estrangeiro do que se pensava, ou a terem treinado la fora, a exemplo de Ariel, Ruy Batello, Portuguese Stallion, Carlos Rocha, e JD Santos) como Mad Dog. Fosse por que motivo fosse é o único a partilhar o ringue com Booker T, Vito, e Ultimo Dragon. É dos mais reconhecidos pelo público. ELE VENDE. Logo é uma estrela.
- No WP, além do famoso trio ETT, Hugo Santos, Ricky, Pégaso, e Cougar. Aliás, agradeço muito ao Korvo, Bammer, e especialmente a Pedro Pavão, o pouco que possa ter aprendido com eles.
- Existe ainda uma pessoa que penso que poderá ser uma estrela em todos os aspectos que descobri á pouco tempo. Não o treinei, mas ajudei-o. Encaminhei-o para as pessoas correctas, e espero que ele aprenda com elas. O seu nome é Murat. Se ele se dedicar e souber ouvir essas pessoas pode ir longe.
DJP - Como vês o wrestling nacional daqui a dez anos? O que terá sucesso?
R- A pergunta correcta, é, será que vai ter sucesso?
Não sei. Sei é que quando o wrestling nacional começa a descolar, o produto que atrai os fãs, para o nacional, a WWE, deixou de ter o mesmo interesse que tinha há uns anos atrás, e lembro-me de ter dito numa entrevista antiga, que em 2005/2006 era a altura ideal para apostar em força nos projectos nacionais.
A WWE na TVI, não tem tanta visibilidade com o horário, a SIC e a Eurosport vivem de resumos, e o resto, o principal, está tudo na Sport TV, e como sabemos, a maioria dos fãs são de tenra idade. Duvido que em épocas de crises económicas, seja fácil a um pai, pagar mais dinheiro, para o filho ver WWE, que ainda por cima o põe a imitar aquilo na escola com os amigos.
DJP – Uns elogiam, outros criticam, e tu, que opinião tens sobre o actual momento da WWE?
R- Fraquíssimo. Tenho acompanhado muito mais a TNA (que sigo desde o seu primeiro show).
O problema ali, além do roster “split” estar mais que gasto, é que alguém percebeu "é pá, temos perdido fãs, que deixaram de ver isto porque cresceram" e resolveram vender o peixe a um público bem mais jovem. Essa mudança foi muito rápida, e foi ainda mais quando começaram a lançar novos talentos assim do nada. Por mais renome que o Randy Orton, ou Cena tenham eles não têm o mesmo brilho ou “star power”, que o Hogan, e Austin tinham, por isso vai ser muito complicado para eles, conseguirem dar um “pushzito” do seu próprio brilho, e fazer funcionar estes novos gajos a 100%.
Acho que é mais um caso de tentarem as coisas muito rapidamente e do nada.
O Roster split, eu via mais sucesso em voltarem a ter apenas um único roster a lutar tanto no RAW como no Smackdown coisa que já tem sucedido aos poucos, e terem apenas a ECW com outro nome, separada do “major roster”, para desenvolvimento de novas estrelas antes de as atirarem aos leões. O “roster split” só serve para confundir novos fãs, quem começar a ver hoje, acredito que tenha dificuldade a perceber qual a diferença do RAW para o Smackdown, e porque raio há dois campeões principais numa única federação.
DJP – O que achaste do mais recente PPV, o TLC?
R- Sinceramente não tenho acompanhado PPV’s da WWE. Vejo os big ones e pronto. (Rumble, Mania, Survivor Series, e SummerSlam)
Estou mais interessado no FINAL RESOLUTION da TNA, onde vou poder ver AJ STYLES VS CHRISTOPHER DANIELS, e KURT ANGLE VS DESMOND WOLF, o “debut” do HULK HOGAN em PPV, com musica do PPV tocada por OTEP, “Smash the control machine”!
Queres melhor que isto?
DJP – Sheamus, que ainda há dois anos participou num evento da APW como um mero desconhecido entre os fãs portugueses esteve em um dos “Main-Events” do TLC. Tão rápida ascensão surpreendeu-te? Que futuro prevês para ele?
R- Não me aquece nem arrefece. Penso que se o homem não tivesse passado por Portugal, nós como tantos outros fãs, não saberíamos quem era o Sheamus. Posso comparar isso com a TNA. Lançaram o Desmond Wolf é verdade, assim do nada, mas o Desmond é o Nigel, tem um maior numero de fãs, um maior e mais extenso percurso nas “indys”, já vinha preparado, o Sheamus não o vejo assim. Porque não usar o Swagger? Tanto tempo a trabalhá-lo como a nova “Next Big Thing” na ECW, e vai para o RAW e é só mais um?
DJP – Em quem apostas para a vitória no Royal Rumble Match?
R- Penso que o vencedor seja um “Outsider”. Consigo ouvir a musica "You think you know me...", e de lá vir o Edge, como candidato surpresa, e limpar a casa e ir á Wrestlemania defrontar o Jericho, que consigo ver a derrotar o Undertaker, também ele no Royal Rumble, e sagrar-se campeão.
Também acredito que possa haver uma co-vitória no Rumble, do Edge... e do Christian.
DJP – Recentemente Hulk Hogan ingressou na TNA e uma das consequências desta nova contratação foi o Impact ter mudado para as segundas-feiras, fazendo concorrência directa para o Monday Night Raw. As “21st Century Monday Night Wars” vão ter o seu primeiro episódio no próximo dia 4 de Janeiro. Que previsão fazes em termos de consequências que isto possa ter?
R - O Hogan só vai trazer coisas boas. Se olhares para o Hogan que lutou no Japão é um lutador muito diferente do Hogan que vês nos USA, se calhar porque nunca ninguém exigiu que se esforçasse em ringues americanos como lhe pediram no Japão, mas isso demonstra que é um óptimo business man e entende o Wrestling muito bem. É ver os talentos que ele e o Jimmy Hart recrutaram há uns anos atrás para a sua XWF, e para os talentos que usou tendo em conta quem tinha ou não disponível, para a sua tour.
Seja como for, o simples facto de ele lá estar vai ser suficiente, para ajudar a TNA a ganhar reconhecimento maior, e a prova disso é, que tem conseguido obter ratings de 1.2 sem ele estar sequer presente.
Acredito ainda que o problema das ratings da TNA, é não só a mentalidade dos fãs pro-WWE, na sua maioria muito jovens e com uma ideia diferente do wrestling, como também poderá ser do dia da semana. Repara, tens RAW na margem dos 3.0, e Smackdown nos 2.5
Seguindo a mesma ideia de lógica, ECW e Superstars deveriam de atingir resultados semelhantes só por terem a marca WWE neles.
Mas ao contrario do esperado a TNA tem melhores ratings que esses 2 shows.
Por isso o problema pode ser o dia da semana. Segunda-feira é o dia tradicional para ver wrestling na América. Ponto final. Podem ser até esmagados pela WWE, mas pode ser que roubem fãs a eles. Vejo a TNA a conseguir um bom 2.0
Mas também acredito que não é coisa que se faça com 1 dia apenas. Mas pelo menos já captaram atenção do público quer pelo nome HOGAN, quer pela publicidade na UFC. E para quem tem medo que o Hogan de cabo daquilo, lembrem-se que ele quer ganhar dinheiro e por isso não tem desejo algum que a TNA morra, e não me parece que ele ou o Bischoff queiram enterrar a TNA, quando podem ganhar muito mais com ela, ou até mandar uma bofetada á moda da Ajuda, ao Vince McMahon.
Contudo há que não esquecer. A WCW não morreu por causa do Hogan nem do Bischoff por mais DVD's que a WWE lance sobre a WCW.
E os Carters, principalmente a Dixie, não são tão parvinhos assim, e penso que foi por isso até que a Dixie deu a palestra ao roster e incluiu esse segmento no Impact. "O Hogan vem, mas não se preocupem, sou eu quem manda aqui"
DJP - Numa entrevista que concedeste em Março de 2007 ao XBooker, afirmaste que o teu wrestler preferido era Chris Benoit. O que mais admiravas nele e como reagiste quando soubeste da triste noticia do seu falecimento?
- É e continua a ser o meu ídolo. Eu sempre admirei a sua capacidade como lutador a nível técnico. É daqueles lutadores que raramente tinha falhas. Less Talk, more action. Isso era o Benoit na sua essência. Fiquei triste como é óbvio sobre o que aconteceu, mas também sei separar o que o lutador nos deixou no ringue, do que a pessoa fez na sua vida pessoal, num acto de loucura.
DJP - Nessa mesma entrevista disseste que estavas a adorar Alex Shelley, dizendo que o achavas "não só um bom lutador, mas um wrestler carismático e com um futuro brilhante á frente", comparando-o mesmo com Chris Jericho. Ainda manténs a mesma opinião? O que estás a achar da sua utilização por parte da TNA?
R- Continuo a adorar o Shelley, mas já não o consigo ver como um wrestler da divisão de singles. A tag dele com o Sabin é das melhores coisas que tenho visto a nível de tag team. Agora só espero que os aproveitem um pouco mais, pois são uma combinação perfeita de talento e carisma. Coisa que falta a muitas tag teams. Lembram-me bastante os Hollywood Blondes em inicio de carreira.
DJP – O AWP Wrestling, blog para o qual é concedida esta entrevista, tem como principal objetivo neste seu terceiro ano de existência promover mais o wrestling nacional, queres aproveitar para deixar aqui algum conselho ou sugestão?
R- Existem muitos jovens por ai fora que procuram fazer wrestling. Alguns acabam por enveredar pelo backyard e fazem uma imitação muito má de wrestling, que põe em risco não só a sua vida, como também a das pessoas com quem "lutam".
No meu tempo as opções eram poucas ou nenhumas, mas o pessoal de agora, tem variadas opções. Têm duas escolas em Lisboa, e uma no Algarve. Admito, para pessoas que moram longe, nem sempre as economias são fáceis, e pode ser complicado a nível de deslocação. Não é por um ou dois poderem vir a Lisboa, que todos podem vir com a mesma facilidade.
A essas pessoas, o meu maior conselho, é investirem um pouco na aprendizagem, existe N informação útil na Net, para vos ajudar a nível de aprendizagem e métodos de treino. Depois, procurem um espaço em condições, mesmo que seja com colchões de ginástica, para vos amparar a queda. O melhor era dizer: "não treinem, venham a escola tal e tal". Era útil, mas lá está, dizer isso ou não dizer vai dar ao mesmo, e por isso se calhar o conselho devia ser um pouco mais virado, para já que fazem, procurem um pouco mais de segurança, pois também fomos assim.
DJP – O que estás a achar desta série de entrevistas a wrestlers das federações nacionais promovida pelo AWP?
R- Acho uma excelente iniciativa pois dará a conhecer melhor os intervenientes do Wrestling Português e espero que continuem a apoiar da melhor forma, todos os projetos nacionais, aos quais, desejo desde já, muita saúde e alegria.
DJP - E ficamos por aqui, foi um prazer poder-te entrevistar, muito obrigado pela paciência e desejo-te as maiores felicidades tanto a nível pessoal como para a tua carreira de wrestler.
R- Sou eu que agradeço. Contudo, eu não sou um wrestler. Acho que nunca fui um desses. Sou apenas uma pessoa que gosta disto. E o meu nome é Ravel. Abraço a todos!
Aos leitores, não tenho muito mais a dizer. Espero não ter ofendido ninguém ao relatar experiências, e que saibamos aproveitar o hoje, e não o ontem.
Não tenho muito a dizer mas há uma frase que sempre gostei, que vos deixo como presente Natalício.
"A vida um dia deu-me um limão...não sabia o que fazer com ele, então espremi-o nos olhos de alguém, e pisguei-me".
A vida é feita de amarguras, mas até com elas, podemos aprender, e rir um pouco. Sorriam, e Feliz Natal!
Publicado originalmente a 21 de dezembro de 2009


