quinta-feira, 11 de junho de 2020

Os 10 jogadores portugueses com mais jogos na Liga Espanhola

Dez jogadores portugueses que fizeram história na Liga Espanhola
O segundo dos cinco principais campeonatos europeus a regressar após a interrupção devido à pandemia de covid-19, a Liga Espanhola teve a primeira edição em 1929, já foi disputada por 62 clubes e coroou nove clubes como campeões: Real Madrid (33), Barcelona (26), Atlético Madrid (10), Athletic Bilbau (oito), Valência (seis), Real Sociedad (dois), Deportivo da Corunha, Sevilha e Betis.

Para encontrar pela primeira vez a presença de um jogador português na liga espanhola é preciso recuar até 1947-48, quando o médio Gomes Bravo, que em Portugal representou Estoril e Belenenses, vestiu a camisola da Real Sociedad. O centrocampista participou em 13 jogos pela equipa basca, seis na época de estreia e sete em 1949-50.


Seguiram-se Carlos Gomes (Granada e Oviedo), Jorge Mendonça (Atlético Madrid, Barcelona e Maiorca) e Emídio Graça (Sevilha) no final da década de 1950.

No total, 142 futebolistas portugueses atuaram na I Liga espanhola e 14 venceram a prova: Luís Figo (duas vezes pelo Barcelona e outras tantas pelo Real Madrid), Pepe (três pelo Real Madrid), Deco e Nélson Semedo (duas pelo Barcelona), Cristiano Ronaldo e Fábio Coentrão (duas pelo Real Madrid), Fernando Couto, Vítor Baía e André Gomes (uma pelo Barcelona), Pauleta (uma pelo Deportivo), Secretário e Ricardo Carvalho (uma pelo Real Madrid) e Jorge Mendonça e Tiago (uma pelo Atlético Madrid)

Vale por isso a pena recordar os 10 jogadores portugueses com mais jogos na Liga Espanhola.


10. Eliseu (173 jogos)

Eliseu
Extremo na altura, Eliseu chegou ao futebol espanhol no verão de 2007 para representar o Málaga, então na II Liga, ao lado dos compatriotas Hélder Rosário e Paulo Jorge. Na primeira época em Espanha subiu de divisão e conquistou o direito de jogar em La Liga.
Em 2008-09 foi bastante utilizado na I Liga Espanhola, tendo atuado em 36 das 38 jornadas (31 a titular) e apontado sete golos, um dos quais ao Real Madrid. O bom desempenho valeu-lhe a primeira chamada à seleção e a transferência para os italianos da Lazio no final da temporada, por 900 mil euros.
Porém, a experiência em Itália não correu bem e em janeiro de 2010 regressou à I Liga espanhola para representa o Saragoça, tendo disputado 21 encontros (19 a titular) e marcado dois golos, ambos diante do Villarreal.
Seguiu-se o regresso ao Málaga – que pagou dois milhões de euros - para quatro temporadas memoráveis, contribuindo não só para a consolidação dos andaluzes no primeiro escalão, mas também para a obtenção do quarto lugar em 2011-12 e para a caminhada até aos quartos de final da Liga dos Campeões na época seguinte, o que lhe permitiu regressar à seleção em outubro de 2011. Nesse período começou a ser mais utilizado como lateral esquerdo e participou em 116 encontros na Liga Espanhola (96 a titular) e marcou nove golos.
No verão de 2014, já numa fase de desinvestimento por parte dos responsáveis do Málaga, transferiu-se para o Benfica por 1,2 milhões de euros.



9. Miguel (174 jogos)

Miguel
Lateral direito internacional português, rumou ao Valência em litígio com o Benfica no verão de 2005, depois de se ter sagrado campeão de águia ao peito. Ainda assim, os che foram obrigados a pagar oito milhões de euros pelo passe do jogador.
Em sete temporadas no Mestalla foi sempre dono e senhor do corredor direito da formação valenciana, disputando um total de 174 jogos (158 a titular) no campeonato espanhol entre 2005 e 2012, tendo apontado dois golos nesse período: ao Deportivo logo na estreia, em setembro de 2005; e ao Betis, em setembro de 2007.
Paralelamente, esteve na caminhada coroada com a conquista da Taça do Rei em 2007-08.
Enquanto jogador do Valencia foi convocado para os Campeonatos do Mundo de 2006 e 2010 e para o Euro 2008.
Após deixar o clube, em 2012, não voltou a jogar futebol.



8. Tiago (175 jogos)

Tiago Mendes
Médio centro internacional português, reforçou o Atlético Madrid em janeiro de 2010 por empréstimo da Juventus, já depois de ter passado por Sp. Braga, Benfica, Chelsea e Lyon.
Logo nos primeiros meses no Vicente Calderón disputou 18 jogos (16 a titular) e marcou dois golos no campeonato, ao Deportivo e ao Sevilha, e ajudou a equipa a chegar à final da Taça do Rei, não podendo participar na campanha vitoriosa na Liga Europa. No final dessa época marcou presença no Mundial da África do Sul, onde foi um dos melhores jogadores da seleção nacional.
Seguiram-se mais sete anos no Atlético Madrid, a primeira ainda por empréstimo da Juventus, as seis seguintes a título definitivo na capital espanhola. Nesse período disputou 158 encontros (133 a titular) e apontou 15 golos, entre os quais dois em vitórias sobre o Real Madrid em 2014-15.
Pedra nuclear para Diego Simeone durante cinco anos e meio, sagrou-se campeão espanhol em 2013-14, venceu duas Supertaças Europeias (2010 e 2012), uma Liga Europa (2011-12), uma Taça do Rei (2012-13) e uma Supertaça de Espanha (2014), além de ter participado nas caminhadas até às finais da Liga dos Campeões em 2013-14 e 2015-16.
Em novembro de 2015 sofreu uma fratura na tíbia direita que lhe retirou o sonho de marcar presença no Euro 2016 e em maio de 2017 pendurou as botas, passando depois para a equipa técnica de Simeone.



7. Jorge Mendonça (206 jogos)

Jorge Mendonça
Um dos primeiros e mais marcantes jogadores portugueses a atuar na I Liga Espanhola, embora se fale pouco dele. Jorge Mendonça ainda era um jovem de 19 anos quando se mudou do Sp. Braga para o Deportivo da Corunha, que então militava nas divisões secundárias.
“O campeonato tinha acabado em Portugal, mas em Espanha ainda faltavam oito jornadas e o Deportivo da Corunha estava em risco de descer à III Divisão. Um amigo do meu pai, um galego que vivia em Braga, pediu quase de joelhos para nós irmos ajudar o clube. E como queria jogar em Espanha, aceitei”, contou o avançado ao Diário de Notícias em junho de 2019.
Ao fim de poucos meses mudou-se para o Atlético Madrid, clube pelo qual fez história ao longo de nove anos, entre 1958 e 1967. Nesse período disputou 168 jogos e marcou 58 golos no campeonato espanhol, sagrando-se campeão em 1965-6, vencendo a Taça do Rei [então Taça do Generalíssimo] em 1959-60, 1960-61 e 1964-65 e a Taça dos Vencedores das Taças em 1961-62, tendo marcado um dos golos na final que garantiu a conquista deste último troféu.
Em abril de 1967 transferiu-se para o Barcelona, permanecendo até ao verão de 1969 nos catalães. Com a camisola blaugrana participou em 33 encontros e marcou nove golos, tendo vencido a Taça do Rei em 1967-68.
Despediu do futebol espanhol em 1969-70, ao serviço em Maiorca, tendo apontado dois golos em cinco jogos no campeonato pelo conjunto insular. "O presidente do Maiorca deixou de me pagar e tive de andar a persegui-lo para que me pagasse", contou, explicando que acabou por denunciar o clube ao Tribunal do Trabalho. "Após dois anos, o juiz condenou o Maiorca a pagar-me uma quantia apreciável e essa decisão fez que fosse criada uma nova legislação para os futebolistas", revelou Jorge Mendonça, que deu então por terminada a carreira, até porque já andava a jogar "com o menisco fraturado".
Este caso fez que Mendonça fundasse a Associação de Futebolistas Espanhóis. "Fui eu que coloquei a primeira pedra, embora depois me tivessem tratado um bocado mal... mas isso agora não interessa", remata, ele que é considerado pelo jornal El País como possivelmente o melhor jogador, com mais classe, do Atlético Madrid.



6. Simão (219 jogos)

Simão Sabrosa
Extremo de baixa estatura, rápido e exímio executante de bolas paradas, transferiu-se do Sporting para o Barcelona no verão de 1999, rendendo três milhões de euros aos cofres leoninos.
Em duas épocas em Camp Nou, disputou 46 jogos (29 a titular) e marcou três golos no campeonato, entre os quais um no clássico frente ao Real Madrid marcado pelo regresso de Luís Figo à Catalunha.
Porém, não estava a ter a utilização desejada e por isso saiu para o Benfica no verão de 2001, por 12,9 milhões de euros. Após seis anos na Luz voltou a Espanha para representar o Atlético Madrid, para o qual se transferiu por 20 milhões de euros.
Desta vez, rapidamente assumiu o estatuto de titular, tendo disputado 113 jogos (102 a titular) e marcado 19 golos, entre os quais um ao Real Madrid em outubro de 2008 e outro ao Barcelona em fevereiro de 2010, durante os três anos e meio que passou na capital espanhola, entre o verão de 2007 e janeiro de 2011.
Nesse período ajudou a recolocar o Atlético na Liga dos Campeões após 12 anos de ausência, venceu a Liga Europa e foi finalista vencido da Taça do Rei em 2009-10 e conquistou a Supertaça Europeia em 2010, além de ter visto os seus bons desempenhos premiados com as chamadas ao Euro 2008 e ao Mundial 2010.
Em janeiro de 2011 rumou aos turcos do Besiktas, mas voltou a Espanha no verão de 2012, à beira de completar 33 anos, para mais duas épocas em La Liga, desta vez ao serviço do Espanyol, tendo atuado em 60 partidas (48 a titular) e marcado três golos no campeonato pelos catalães.
Depois fez uma pausa no futebol e regressou ao ativo em 2015-16 na Superliga Indiana com a camisola do NorthEast United.



5. Nunes (222 jogos)

Nunes
O único não internacional desta lista. Central contratado ao Sp. Braga por 2,5 milhões de euros em janeiro de 2006, foi titular indiscutível durante os sete anos e meio em que representou o Maiorca na I Liga Espanhola.
Durante esse período conquistou o estatuto de capitão, disputou 222 jogos (217 a titular) no campeonato e marcou 13 golos, entre os quais um ao Barcelona de Pep Guardiola em novembro de 2009. Nessa temporada de 2009-10 ajudou os maiorquinos a alcançar um bastante honroso quinto lugar. E na época anterior participou na caminhada até às meias-finais da Taça do Rei.
Após a despromoção à II Liga, em 2013, continuou no clube por mais uma época, antes de pendurar as botas aos 37 anos. Se não fosse essa descida de divisão, talvez conseguisse bater o recorde de Miguel Ángel Nadal, o futebolista com mais jogos pelo Maiorca na I Liga Espanhola (255).
“O Maiorca vai ser sempre o meu clube. Fui bem tratado em todos os emblemas que representei, mas estive lá nove anos. Quando estás assim tanto tempo no mesmo sítio, o sentimento tem de ser recíproco”, assumiu o antigo central, em conversa com o Maisfutebol.



4. Pepe (229 jogos)

Pepe
Defesa central contratado pelo Real Madrid ao FC Porto por 30 milhões de euros, nem sempre foi titular indiscutível durante os dez anos que passou na capital espanhola, mas foi parte integrante de algumas das melhores épocas da história merengue.
Ao longo de uma década formou dupla no eixo defensivo com jogadores como Fabio Cannavaro, Gabriel Heinze, Sergio Ramos, Raúl Albiol, Ezequiel Garay, Ricardo Carvalho e Raphael Varane, tendo disputado 229 jogos (222 a titular) e apontado 13 golos no campeonato, entre os quais um num clássico frente ao Barcelona em outubro de 2014 e outro num dérbi com o Atlético Madrid em abril de 2017.
Nesse período conquistou três campeonatos (2007-08, 2011-12 e 2016-17), duas Taças do Rei (2010-11 e 2013-14), duas Supertaças de Espanha (2008 e 2012), três Ligas dos Campeões (2013-14, 2015-16 e 2016-17), uma Supertaça Europeia (2014) e dois Mundiais de Clubes (2014 e 2016).
Foi já ao serviço do Real Madrid que se tornou internacional português, depois de conseguir a naturalização, tendo participado em três Europeus (2008, 2012 e 2016) e dois Mundiais (2010 e 2014) enquanto representava o colosso do Santiago Bernabéu.
Porém, nem tudo foram rosas. Em abril de 2009 perdeu a cabeça num jogo com o Getafe e depois de ter cometido grande penalidade sobre Javier Casquero pontapeou o adversário repetidamente, o que o levou a receber uma suspensão de dez jogos. E cerca de seis meses depois, já na época seguinte, sofreu uma rotura de ligamentos no joelho direito que o afastou dos relvados durante cerca de oito meses. Nas temporadas que se seguiram voltou a ter algumas atitudes violentas, ainda que com menos gravidade, que prejudicaram a imagem dele – talvez por isso Pepe nunca tenha feito parte do melhor onze anual da FIFA.
No verão de 2017 deixou o Real Madrid para reforçar o Besiktas.



3. Cristiano Ronaldo (292 jogos)

Cristiano Ronaldo
No verão de 2009 foi contratado pelo Real Madrid ao Manchester United por um valor recorde na altura de quase 100 milhões de euros, quando Cristiano Ronaldo envergava o estatuto de melhor jogador do mundo. Nove anos depois deixou a capital espanhola com cinco Bolas de Ouro, recordes atrás de recordes e como um forte candidato a melhor jogador… da história.
Em nove épocas no Santiago Bernabéu, disputou 292 jogos (284 a titular) e apontou 311 golos no campeonato, um registo impressionante. Em 2010-11, 2013-14 e 2014-15 sagrou-se melhor marcador de La Liga, conquistando nas três épocas a Bota de Ouro.
Enquanto jogador do Real Madrid conquistou dois campeonatos (2011-12 e 2016-17), duas Taças do Rei (2010-11 e 2013-14), duas Supertaças de Espanha (2012 e 2017), quatro Ligas dos Campeões (2013-14, 2015-16, 2016-17 e 2017-18), duas Supertaças Europeias (2014 e 2017) e três Mundiais de clubes (2014, 2016 e 2017).
Além dos títulos, amealhou recordes. Ainda não tinha disputado um único jogo pelos merengues e já o protagonista da transferência mais cara de sempre até então (94 milhões de euros) e da apresentação com mais público no estádio (80 mil adeptos). Depois tornou-se o melhor marcador de sempre da Liga dos Campeões (128 golos), o jogador mais vezes melhor marcador da época na Liga dos Campeões (sete), o jogador com mais golos numa só edição da Liga dos Campeões (17), o jogador mais rápido de sempre a atingir os 150, 200, 250 e 300 golos na I Liga Espanhola, o melhor marcador de sempre do Real Madrid em todas as competições (450 golos), no campeonato (311) e nas provas europeias (105), só para salientar os principais recordes.
Durante a estadia no Santiago Bernabéu, entre 2009 e 2018, marcou presença nos Mundiais de 2010, 2014 e 2018, nos Europeus de 2012 e 2016 e na Taça das Confederações de 2017.



2. Luís Figo (336 jogos)

Luís Figo
Extremo contratado pelo Barcelona ao Sporting no verão de 1995 por 2,5 milhões de euros, depois de ter assinado tanto por Juventus como por Parma e de ter estado perto do Manchester City.
Em Camp Nou rapidamente conquistou os estatutos de titular e de ídolo dos adeptos. Na primeira época disputou 35 jogos (33 a titular) e marcou cinco golos no campeonato, um dos quais ao Real Madrid numa vitória por 3-0, e ajudou a equipa a chegar às meias-finais da Taça UEFA e à final da Taça do Rei.
Em 1996-97 participou em 36 encontros (34 a titular) e marcou quatro golos na Liga Espanhola e venceu Supertaça Espanhola, Taça do Rei e Taça das Taças, brilhando ao lado do brasileiro Ronaldo.
Depois o fenómeno rumou ao Inter de Milão, mas Figo formou uma dupla fantástica com outro brasileiro, Rivaldo, sagrando-se bicampeão espanhol (1997-98 e 1998-99), vencendo uma Taça do Rei (1997-98) e uma Supertaça Europeia (1997) nas três temporadas que se seguiram, nas quais disputou um total de 101 partidas (todas a titular) e apontou 21 golos no campeonato. Durante a estadia na Catalunha marcou presença nos Campeonatos da Europa de 1996 e 2000.
Apesar de ter sido considerado o melhor estrangeiro de La Liga em 1999 e 2000, não se sentia feliz no Barcelona e acabou por ser contratado pelo Real Madrid no verão de 2000. Promessa eleitoral de Florentino Pérez, mudou-se para a capital através de uma transferência recorde na altura: 60 milhões de euros (pagos a pronto). “Foi uma decisão importante e difícil de tomar, porque me fez mudar de uma cidade que tanto me deu e na qual me sentia muito bem. Mas, quando não sentes que és reconhecido por aquilo que estás a fazer e tens uma proposta de outro clube, então acabas por pensar nela”, recordou.
O primeiro grande momento de Figo nos merengues foi o regresso a Camp Nou, onde foi alvo de uma vaia monumental. “Traidor”, “judas”, “escumalha” ou “mercenário” foram alguns dos insultos que lhe foram dirigidos em tarjas nessa noite de 21 de outubro de 2000. Laranjas, garrafas, isqueiros e telemóveis foram alguns dos objetos que lhe foram arremessados. O internacional português, habitual executante de bolas paradas no Real Madrid, não bateu pontapés de canto precisamente para não ser atingido. “A noite em que Figo regressou a Camp Nou foi incrível. Nunca ouvi algo assim. O Luís não merecia aquilo. Ele deu tudo pelo Barcelona. Ele não é um traidor, ele é um dos melhores da história do Barcelona. Aquela noite magoou-o, podia ver-se. Ele devia estar a pensa: ‘raios, eu estava aqui na última temporada…’ Mas a minha emoção predominante foi admiração: ele teve bolas”, afirmou o então companheiro de equipa Iván Campo.
A primeira época no Santiago Bernabéu também ficou marcada pela conquista do campeonato – que o Real Madrid já não vencia de 1996-97 -, no qual disputou 34 jogos (33 a titular) e marcou nove golos, e pelos prémios de melhor jogador do mundo para a revista World Soccer, melhor estrangeiro do ano na Liga Espanhola e sobretudo pela Bola de Ouro.
Em 2001-02 recebeu a companhia de outro galáctico, Zinédine Zidane, e juntos guiaram o colosso blanco à conquista da Liga dos Campeões. Na I Liga Espanhola participou em 28 partidas (27 a titular) e apontou sete golos. A meio da temporada recebeu o prémio de melhor jogador do mundo atribuído pela FIFA e no final da época marcou pela primeira vez presença num Campeonato do Mundo.
Em 2002-03 reencontrou o brasileiro Ronaldo no Santiago Bernabéu e viveu uma das melhores temporadas da carreira, tendo contribuído com 10 golos em 33 jogos (todos a titular) para a conquista de mais um título espanhol, além de ter vencido a Supertaça Europeia e a Taça Intercontinental. Porém, em mais um regresso a Camp Nou foi novamente alvo de uma vaia monumental, além de os adeptos catalães o terem tentado atingir com latas de cerveja, isqueiros, garrafas e… a cabeça de um leitão.
No arranque da temporada 2003-04 venceu a Supertaça de Espanha sob o comando técnico de Carlos Queiroz, mas nessa e na época seguinte foi caindo de produção, tal como toda a equipa, apesar da contratação de galácticos como os ingleses David Beckham e Michael Owen. Nesses dois anos disputou um total de 69 encontros no campeonato (60 a titular) e marcou 11 golos. Pelo meio, esteve na caminhada da seleção nacional até à final do Euro 2004.
No verão de 2005 transferiu-se para o Inter de Milão a custo zero, à beira de completar 33 anos.



1. Duda (344 jogos)

Duda
Duda ainda não se tinha estreado pela equipa principal do Vitória de Guimarães quando em 1999 trocou os minhotos pelo Cádiz, então a competir na II Divisão B.
Após duas épocas no Ramón de Carranza, o médio/extremo português mudou-se para o Málaga, onde teve a companhia dos compatriotas Litos e Edgar e estreou-se na I Liga Espanhola, tendo disputado nove jogos (um a titular) e marcado um golo no campeonato.
Em 2002-03 esteve emprestado ao Levante, então na II Liga do país vizinho, mas voltou na época seguinte para se afirmar em La Rosaleda. Em três épocas disputou 85 jogos (80 a titular) e apontou 11 golos no campeonato, despedindo-se do clube no verão de 2006 após a descida de divisão.
Depois mudou-se para o Sevilha, onde não teve tanto espaço. Ainda assim saboreou as conquistas da Taça UEFA, da Taça do Rei e da Supertaça de Espanha em 2007, ano em que ajudou a qualificar os andaluzes para a Liga dos Campeões após meio século de ausência. Em dois anos no Ramón Sánchez Pizjuán participou em 28 encontros (seis a titular) na Liga Espanhola. Nesse período foi chamado pela primeira vez à seleção nacional, ainda por Luiz Felipe Scolari.
No verão de 2008 voltou ao Málaga, que estava de regresso ao primeiro escalão do futebol espanhol. Depois de uma primeira época por empréstimo do Sevilha, seguiram-se oito a título definitivo. Nesse período disputou 222 jogos (144 a titular) e apontou 22 golos, entre os quais dois ao Barcelona de Guardiola, em novembro de 2008 e em janeiro de 2011, e outro ao Real Madrid em maio de 2010, tendo contribuído para a obtenção do quarto lugar em 2011-12 e para a caminhada até aos quartos de final da Liga dos Campeões na época seguinte. Durante esta segunda estadia em Málaga foi chamado regularmente à seleção nacional entre 2008 e 2010, tendo marcado presença no Mundial da África do Sul.
No verão de 2017 pendurou as botas, mas continuou em Málaga como diretor da academia. Porém, bateu o recorde de futebolista mais jogos pelo clube na I Liga espanhola: 316.















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