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| Pinto da Costa exaltado por penhora das Antas e a retrete do árbitro |
A década de 1990 foi agitada no
futebol português, com muitos líderes carismáticos e/ou populistas a dirigir os
principais clubes e dívidas avultadas. No caso do
FC
Porto, houve um episódio que cheirava particularmente mal: a penhora da
retrete do árbitro no Estádio das Antas.
O
FC
Porto tinha dívidas ao fisco na ordem de 200 mil contos (1 milhão de euros)
e
Pinto
da Costa desafiou o Estado ao entregar como garantia do pagamento da dívida
duas cadernetas prediais: uma relativa ao Estádio das Antas e outra referente à
retrete do balneário do árbitro.
Quem não gostou da afronta foi o
governo de Cavaco Silva, nomeadamente o ministro das Finanças, Eduardo Catroga,
que através de uma repartição de finanças do Porto emitiu um auto de penhora da
retrete do árbitro. O caso foi noticiado internacionalmente e levou a que
várias figuras, como o antigo Presidente da República Ramalho Eanes, vários
presidentes de câmara e os presidentes de clubes rivais (
Sousa
Cintra e Manuel Damásio) manifestassem apoio aos
dragões.