quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Os 10 jogadores com mais jogos pela Sanjoanense na I Divisão

Dez jogadores que ficaram na história da Sanjoanense
Fundado a 25 de fevereiro de 1924, quando São João da Madeira ainda fazia parte do concelho de Oliveira de Azeméis, a Associação Desportiva Sanjoanense participou por quatro vezes na I Divisão, em 1946-47 e entre 1966 e 1969.
 
Ainda assim, o emblema alvinegro é talvez mais conhecido pelo ecletismo especialmente expressivo em modalidades como andebol, basquetebol, atletismo e hóquei em patins, e por uma formação que é um autêntico viveiro de talentos: Rui Correia, Litos, Vermelhinho, Adelino Teixeira, Secretário, João Alves, António Sousa, Antonio Veloso, Cândido Costa, Ricardo Sousa e mais recentemente Xadas, Gil Dias, David Carmo e João Mário são alguns desses exemplos.
 
Presença assídua nas competições nacionais, a Sanjoanense milita desde 2014 no Campeonato de Portugal.
 
Em quatro participações, 67 futebolistas representaram o clube no primeiro escalão. Vale por isso a pena recordar os dez que o fizeram por mais vezes.
  
 

10. Louro (35 jogos)

Louro
Extremo esquerdo proveniente do Sporting, clube pelo qual venceu a Taça das Taças em 1963-64, reforçou a Sanjoanense no verão de 1965 e logo na primeira época em São João da Madeira conquistou o título da II Divisão Nacional.
Seguiram-se três anos ao serviço dos sapateiros na I Divisão. Em 1966-67 brilhou ao participar em 26 jogos e apontar oito golos no campeonato, diante de Sporting (dois), Atlético (dois), FC Porto, Beira-Mar, Leixões e Vitória de Guimarães, contribuindo para o alcançar da permanência e para a caminhada até aos quartos de final da Taça de Portugal.
Na temporada seguinte esteve ao serviço dos sul-africanos do Powerlines e em 1968-69 não foi além de nove partidas (oito a titular) e um golo ao Varzim, mostrando-se impotente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão continuou mais um ano no clube e depois rumou ao Sp. Espinho.
 
 

9. Zequinha (38 jogos)

Zequinha
Defesa central internacional brasileiro por cinco vezes, ingressou na Sanjoanense no início de 1967 depois de ter passado pelo Palmeiras e pelo Náutico no seu país.
Na primeira meia época participou em quatro jogos na I Divisão e na temporada seguinte disputou oito encontros, mas foi em 1968-69, quando os sapateiros foram despromovidos, que mais se destacou, ao atuar nas 26 partidas do campeonato.
Após a descida de divisão continuou mais um ano no clube e depois pendurou as botas. Contudo, haveria de ficar ligado ao emblema alvinegro nas décadas seguintes como treinador nas camadas jovens.
 
 

8. Álvarez (38 jogos)

Álvarez
Disputou o mesmo número de jogos de Zequinha, mas amealhou mais 25 minutos em campo – 3420 contra 3395.
Médio “armador” espanhol natural de Vigo e com passagem pelo Sp. Espinho, surgiu na equipa principal da Sanjoanense em 1965-66, época que culminou na conquista do título da II Divisão Nacional.
Na temporada seguinte estreou-se no primeiro escalão, tendo atuado em 22 jogos e marcado um golo à Académica, além de ter contribuído para a caminhada até aos quartos de final da Taça de Portugal.
Em 1967-68 ajudou a formação de São João da Madeira a alcançar a sua melhor classificação de sempre na I Divisão, o 10.º lugar, numa campanha em que foi utilizado em 16 encontros e apontou quatro golos, diante de CUF (dois), Sporting e Benfica.
No verão de 1968 mudou-se para o Cádiz, então a militar na II Divisão Espanhola.
 
 

7. Ferreira Pinto (46 jogos)

Ferreira Pinto
Outro médio-armador, definição que na altura se dava aos centrocampistas mais ofensivos, nasceu em Benguela e jogou durante seis anos no Sporting – clube pelo qual venceu um campeonato e a Taça das Taças – antes de se mudar para São João da Madeira no verão de 1967.
Na primeira época ao serviço da Sanjoanense foi utilizado em 25 jogos e apontou dois golos, diante de Sp. Braga e FC Porto, ajudando o emblema alvinegro a alcançar a melhor classificação da sua história, o 10.º lugar.
Na temporada seguinte participou em 21 encontros, mas foi impotente para evitar a despromoção.
Haveria continuar mais um ano no clube, na II Divisão, rumando depois ao emergente Farense.
 
 

6. Valter Ferreira (48 jogos)

Valter Ferreira
O melhor marcador de sempre da Sanjoanense na I Divisão, com 12 golos.
Médio de características ofensivas nascido em Angola e formado no Sporting ao lado de Vítor Damas, estreou-se no primeiro escalão com a camisola do Varzim antes de se mudar para São João da Madeira no verão de 1966, numa altura em que já era internacional jovem por Portugal.
Na primeira época no clube disputou 23 jogos no campeonato e marcou seis golos, frente a Varzim, Atlético (dois), Benfica, Belenenses e Beira-Mar, contribuindo ainda para a caminhada até aos quartos de final da Taça de Portugal.
Já em 1967-68 foi utilizado em 25 partidas e voltou a faturar por meia dúzia de vezes, diante de Sp. Braga, Belenenses, Tirsense, Varzim, Vitória de Guimarães e Barreirense, ajudando os sapateiros a alcançar a melhor classificação da sua história, o 10.º lugar.
Depois deu o salto para o Belenenses, passou por França, Holanda, Bélgica e Alemanha e representou o Portimonense antes de regressar à Sanjoanense em 1978-79, na altura para jogar na III Divisão.
Haveria de falecer precocemente em setembro de 2006, aos 60 anos.
 
 
 

5. Saturnino (55 jogos)

Saturnino
Defesa central nascido em Vila Franca de Xira, despontou no Palmense e passou por Caldas, Atlético e Sporting antes de reforçar a Sanjoanense no verão de 1965, tendo conquistado o título da II Divisão Nacional logo na época de estreia.
Em 1966-67 disputou 23 jogos no primeiro escalão e ajudou os sapateiros a chegar aos quartos de final, enquanto na temporada seguinte foi totalista no campeonato, tendo atuado nos 2340 minutos das 26 jornadas e contribuído para a obtenção do 10.º lugar, a melhor classificação de sempre do clube.
Já em 1968-69 participou em seis partidas (duas a titular) e foi impotente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão voltou a Lisboa para representar o Oriental, tendo ainda passado pelo Cova da Piedade antes de encerrar a carreira.
 
 

4. Moreira (62 jogos)

Moreira
Um filho da terra e um produto da formação do clube, que entrou na Sanjoanense em 1960-61 e ascendeu à equipa principal dois anos depois, tendo contribuído para a caminhada até aos quartos de final da Taça de Portugal em 1964-65 e conquistado o título da II Divisão Nacional na época seguinte.
Na estreia no primeiro escalão, em 1966-67, disputou 15 jogos e marcou um golo ao Vitória de Guimarães, tendo participado na caminhada até aos quartos de final da Taça de Portugal.
Na temporada seguinte foi totalista no campeonato, tendo atuado nos 2340 minutos das 26 jornadas e apontado um golo ao Barreirense e ajudando os sapateiros a alcançar a melhor classificação da sua história, o 10.º lugar.
Já em 1968-69 foi utilizado em 21 encontros, mas foi impotente para evitar a despromoção.
Depois da descida de divisão permaneceu no clube por mais alguns anos.
 
 

3. Jambane (63 jogos)

Jambane
Mais um médio-armador, este nascido em Moçambique, e que jogou no 1º de Maio de Lourenço Marques, no Régua, no Boavista e no Feirense antes de reforçar a Sanjoanense no verão de 1964, tendo contribuído para a caminhada dos sapateiros até aos quartos de final da Taça de Portugal em 1964-65 e para a conquista do título da II Divisão Nacional na época seguinte.
No regresso ao primeiro escalão, em 1966-67, disputou 25 jogos e apontou dois golos, diante de FC Porto e Vitória de Setúbal, ajudando ainda os alvinegros a chegar uma vez mais aos quartos de final da Taça de Portugal.
Na temporada seguinte participou em 20 encontros e marcou um golo à CUF, contribuindo para a obtenção da melhor classificação de sempre do clube na I Divisão, o 10.º lugar.
E na terceira e última época entre a elite, em 1968-69, atuou em 18 partidas (10 a titular), não conseguindo evitar a despromoção.
Após a descida de divisão voltou a Moçambique, tendo depois abraçado a carreira de treinador.
Haveria de falecer precocemente em dezembro de 2001, aos 62 anos.
 
 
 

2. Freitas (64 jogos)

Freitas
Defesa direito natural de Guimarães, chegou a São João da Madeira no verão de 1966 depois de um longo trajeto no Vitória de Guimarães e uma curta passagem pelo Famalicão.
Na primeira época na Sanjoanense disputou 25 jogos e contribuiu para a caminhada até aos quartos de final da Taça de Portugal.
Em 1967-68 foi utilizado em 22 encontros e ajudou os sapateiros a alcançar a melhor classificação de sempre na I Divisão, o 10.º lugar.
Na temporada que se seguiu participou em 17 partidas e marcou um golo ao Belenenses, insuficiente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão permaneceu mais um ano no clube.
 
 

1. Almeida (77 jogos)

Almeida
Mais um filho da terra e um produto da formação do clube, que entrou para os juvenis em 1954-55 e ascendeu à equipa principal quatro anos depois.
Lateral esquerdo e capitão, esteve ligado ao clube enquanto jogador durante duas décadas, tendo participado em momentos como a conquista do título da II Divisão Nacional em 1965-66 e contribuído para as caminhadas até aos quartos de final da Taça de Portugal em 1964-65 e 1966-67.
Em termos de I Divisão disputou 77 jogos em 78 possíveis (!) entre 1966 e 1969, falhando apenas 114 minutos em três anos, sendo que em 1967-68 foi totalista no campeonato e contribuiu para a obtenção do 10.º lugar, a melhor classificação da história do clube.
O seu neto, o defesa Ricardo Almeida, representou a equipa principal da Sanjoanense em 2015-16 e entre 2017 e 2020.











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