sábado, 31 de janeiro de 2026

Neste dia em 1999, Alvalade vestiu-se de luto devido à “morte da verdade desportiva”

Alvalade trajado de negro durante o Sporting-Académica
A contestação aos erros das equipas de arbitragem não é coisa recente. Uma das maiores manifestações de que há memória aconteceu a 31 de janeiro de 1999, quando o Sporting tomou a decisão de fazer luto devido à “morte da verdade desportiva”.
 
A visita da Académica a Alvalade, a contar para a 20.ª jornada do campeonato, coincidiu com uma tarde de luto na casa do leão, instaurada pelo presidente José Roquete, na sequência de uma série de jogos em que as arbitragens foram desfavoráveis aos verde e brancos.
 
Os adeptos leoninos aderiram ao repto e nas bancadas foi evidente uma mancha negra sobre as cadeiras verdes, com algumas tarjas de apoio à decisão da direção. As bandeiras foram colocadas a meia haste e os jogadores envergaram fumos negros no braço durante a entrada em campo e até a Académica se mostrou solidária, vestindo o equipamento alternativo branco pela primeira vez na longa história de confrontos entre os dois clubes.
 
Na génese da contestação sportinguista estavam lances como o golo limpo anulado a Edmilson no último minuto da visita a Coimbra, na terceira jornada, penáltis não assinalados numa deslocação a Chaves e decisões polémicas no nulo polémico com o Beira-Mar em Alvalade. As críticas subiram de tal forma de tom que Paulo Costa se recusou a arbitrar o Farense-Sporting.
 
 
Apesar da conjuntura negativista, a tarde acabou por ser de alegria para as hostes leoninas, uma vez que a equipa então orientada pelo croata Mirko Jozic assinou uma belíssima exibição e goleou por 5-0, com golos de Beto (22 minutos), Edmilson (28’), Simão Sabrosa (58’) e Acosta (62’ e 67’).
 
 
Apesar disso, o Sporting manteve o quarto lugar na classificação, a nove pontos do líder FC Porto, a sete do Boavista e a seis do rival Benfica, que, no entender dos leões, eram os principais beneficiados por uma “verdade desportiva minada”.
 
Os efeitos do luto não se fizeram sentir. Logo na jornada seguinte, o Sporting empatou a zero em Campo Maior, num jogo em que o árbitro Isidoro Rodrigues não assinalou penálti nem agiu disciplinarmente para punir uma mão na bola do defesa local Quim Machado.
  





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