quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

O chileno que marcou pouco no Sporting, mas venceu a Copa América por duas vezes. Quem se lembra de Pinilla?

Pinilla apontou sete golos em 28 jogos pelo Sporting
Tinha a alcunha de “Pinigol”, mas não foi além de sete remates certeiros em 28 jogos pelo Sporting. Era daqueles avançados que mostrava qualidade em vários aspetos, mas que teimava em não se encontrar com as balizas adversárias. Foi pouco feliz em Alvalade, tal como na maioria dos clubes em que jogou.
 
Mauricio Pinilla nasceu em Santiago, capital do Chile, a 4 de fevereiro de 1984, e começou a jogar futebol no Universidad de Chile, tendo ascendido à equipa principal em 2002. No ano seguinte estreou-se pela seleção principal do seu país, a 30 de março, e transferiu-se para o Inter de Milão, em julho.
 
Contudo, foi imediatamente transferido para o Chievo, que adquiriu 50 por cento dos seus direitos desportivos, tendo sido emprestado ao Celta de Vigo na segunda metade da temporada 2003-04.
 
 
 
Apesar de ter marcado apenas dois golos em 18 jogos no espaço de um ano, o Sporting comprou metade do passe do avançado, supostamente a percentagem que pertencia ao Inter, por uma verba a rondar o milhão de euros.
 
Iniciou a aventura em Alvalade como titular ao lado de Liedson na dupla de ataque do 4x4x2 losango de José Peseiro, mas foi-se mostrando perdulário na finalização, o que o levou a perder espaço na equipa. Ao nono jogo oficial, finalmente marcou, numa goleada caseira sobre o Boavista (6-1), a 14 de novembro de 2004, o que coincidiu com uma mudança de… penteado.
 
 
No encontro seguinte, duas semanas depois, voltou a faturar numa vitória gorda na receção ao Moreirense (4-1).
 
 
Estaria finalmente aberto o ketchup? Nada disso. Pinilla fez os sportinguistas esperar até 28 de abril de 2005 por marcar mais um golo, e que golo, um remate extraordinário de fora da área no triunfo em Lisboa sobre o AZ Alkmaar (2-1), na primeira-mão das meias-finais da Taça UEFA.
 
 
O momento alto da passagem do chileno por Portugal, porém, ficou guardado para quatro dias depois, quanto apontou um hat trick numa vitória contundente numa visita ao Sp. Braga (3-0), num jogo em que os leões pouparam os habituais titulares a pensar na segunda-mão das meias-finais da prova europeia.
 
 
Em 2005-06 perdeu ainda mais espaço, em virtude da chegada de Deivid, não indo além de sete jogos na primeira metade da época, todos como suplente utilizado, tendo marcado um golo numa derrota no terreno da Udinese (2-3), na segunda-mão da terceira pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões.
 
 
Seguiu-se um empréstimo aos espanhóis do Racing Santander antes de ser transferido para os escoceses do Hearts no verão de 2006.
 
 
A passagem por Edimburgo ficou marcada por lesões e por apenas oito jogos em ano e meio, o que o levou a ser emprestado à Universidad de Chile.
 
 
 
Passou também sem grande sucesso pelos brasileiros do Vasco da Gama e pelos cipriotas do Apollon Limassol, numa altura em que já se tinha retirado da seleção chilena, após ser apanhado num hotel com a mulher… do capitão Luis Antonio Jiménez.
 
 
 
Tudo parecia indicar que Pinilla se transformasse numa espécie de promessa que ficou por cumprir, mas relançou a carreira ao regressar a Itália em 2009-10 para representar o Grosseto, da Serie B. Nessa época apontou 24 golos em 24 jogos no campeonato, tendo chegado a faturar durante 12 jogos consecutivos, um recorde da competição.
 
 
Valorizado, deu o salto para o Palermo no verão de 2010, tendo somado nove remates certeiros em 31 jogos na primeira época no emblema siciliano, na altura um crónico candidato aos lugares europeus na Serie A. Paralelamente, regressou à seleção do Chile, pela mão de Marcelo Bielsa, em agosto de 2010.
 
No segundo semestre de 2011 perdeu algum espaço no plantel, o que o fez rumar ao Cagliari em janeiro de 2012, primeiro por empréstimo e posteriormente a título definitivo. Na Sardenha viveu alguns dos melhores anos da carreira, tendo faturado por 25 vezes em 68 jogos, o que lhe valeu a convocatória para o Mundial 2014, no qual o Chile atingiu os oitavos de final, fase em que Pinilla rematou à trave e falhou um penálti diante do Brasil.
 
 
Ainda no futebol transalpino vestiu as camisolas de Génova (segundo semestre de 2014 e primeiro de 2017) e Atalanta (entre janeiro de 2015 e dezembro de 2016), tendo vivido bons momentos como um golo de pontapé de bicicleta frente ao Torino em abril de 2015. Pelo meio fez parte da seleção chilena que venceu a Copa América, uma competição que la roja nunca havia conquistado, tanto em 2015 como em 2016.
 
 
Em julho de 2017 regressou ao seu país, aos 33 anos, para voltar à Universidad de Chile, tendo ainda representado o Coquimbo Unido antes de terminar a carreira no início de 2021, aos 37.
 
 



  




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