Hoje faz anos o guarda-redes que se fez internacional A no Salgueiros. Quem se lembra de Jorge Silva?
Jorge Silva defendeu a baliza do Salgueiros em 125 jogos
Em tempos um promissor
guarda-redes que saltou do Sp. Lamego para os juniores do FC
Porto, foi internacional jovem português, precisou de cerca de quatro
minutos em campo para conquistar um título nacional pelos dragões
e de um para se tornar internacional A… enquanto jogador do Salgueiros.
Guardião nascido a 13 de janeiro
de 1972 em Lamego, no distrito de Viseu, dava nas vistas por um cabelo comprido
que em determinado momento transformou em rabo de cavalo. Mas certamente terão
sido nas suas qualidades entre os postes que o FC
Porto reparou antes de o recrutar para os juniores em 1988. Uma vez internacional pelos
sub-18 e outra pelos sub-20, em jogos realizados em abril e dezembro de 1990,
respetivamente, integrou pela primeira vez o plantel principal portista
em 1990-91, com Artur
Jorge como treinador, mas teve de esperar mais meia década para se estrear
oficialmente. Antes da ansiada estreia passou
por empréstimos ao Rio
Ave, na altura um destino de eleição para os ex-juniores dos dragões:
primeiro em 1991-92, época praticamente toda passada na sombra do brasileiro
Joel; e de uma forma mais afirmativa em 1993-94 e 1994-95, depois de um
regresso às Antas, sem jogar, em 1992-93.
Em 1995-96 começou por ser
emprestado ao Salgueiros,
mas após cerca de meio ano sem jogar voltou ao FC
Porto à entrada para o último terço da temporada, no final de março, a
tempo de ser lançado por Bobby
Robson nos derradeiros minutos da penúltima jornada da I
Liga, num empate diante do Estrela
da Amadora na Reboleira (1-1), o que fez dele campeão nacional. Depois despediu-se dos azuis
e brancos e assinou a título definitivo pelo emblema
de Paranhos. Começou a aventura em Vidal Pinheiro como titular, mas a meio
da primeira época foi destronado por Pedro Espinha e viveu a segunda na sombra
de Silvino.
Porém, foi dono e senhor da baliza salgueirista
entre as temporadas 1998-99 e 2000-01, ajudando a equipa a assegurar a
permanência.
Numa fase em que já tinha esse
estatuto consolidado e a baliza da seleção
nacional vivia um período de alguma instabilidade devido à lesão de Vítor
Baía e à condição de suplente de Pedro Espinha no FC
Porto, numa altura em que Ricardo ainda não tinha aparecido de quinas ao
peito, tornou-se internacional A 14 de novembro de 2000. Nessa noite, em Braga,
foi lançado pelo selecionador António
Oliveira para o lugar de Quim nos últimos minutos de uma vitória
sobre Israel (2-1), num jogo de caráter particular.
No verão de 2001 transferiu-se
para o Santa
Clara e, na hora da despedida, foi elogiado por José António Linhares, o
presidente do Salgueiros:
“O Jorge Silva prestou grandes serviços ao Salgueiros,
foi durante muitos anos um grande capitão. Só podíamos facilitar-lhe a vida e
permitir-lhe um contrato compensador em termos financeiros. Ele é a nossa
grande referência.” Nos Açores começou como suplente
de Fernando, guarda-redes da seleção
angolana, mas ganhou o lugar a meio da época 2001-02 e manteve-o até deixar
Ponta Delgada no verão de 2004, um ano após a despromoção à II
Liga.
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