terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Hoje faz anos o guarda-redes que se fez internacional A no Salgueiros. Quem se lembra de Jorge Silva?

Jorge Silva defendeu a baliza do Salgueiros em 125 jogos
Em tempos um promissor guarda-redes que saltou do Sp. Lamego para os juniores do FC Porto, foi internacional jovem português, precisou de cerca de quatro minutos em campo para conquistar um título nacional pelos dragões e de um para se tornar internacional A… enquanto jogador do Salgueiros.
 
Guardião nascido a 13 de janeiro de 1972 em Lamego, no distrito de Viseu, dava nas vistas por um cabelo comprido que em determinado momento transformou em rabo de cavalo. Mas certamente terão sido nas suas qualidades entre os postes que o FC Porto reparou antes de o recrutar para os juniores em 1988.
 
Uma vez internacional pelos sub-18 e outra pelos sub-20, em jogos realizados em abril e dezembro de 1990, respetivamente, integrou pela primeira vez o plantel principal portista em 1990-91, com Artur Jorge como treinador, mas teve de esperar mais meia década para se estrear oficialmente.
 
Antes da ansiada estreia passou por empréstimos ao Rio Ave, na altura um destino de eleição para os ex-juniores dos dragões: primeiro em 1991-92, época praticamente toda passada na sombra do brasileiro Joel; e de uma forma mais afirmativa em 1993-94 e 1994-95, depois de um regresso às Antas, sem jogar, em 1992-93.
 
 
Em 1995-96 começou por ser emprestado ao Salgueiros, mas após cerca de meio ano sem jogar voltou ao FC Porto à entrada para o último terço da temporada, no final de março, a tempo de ser lançado por Bobby Robson nos derradeiros minutos da penúltima jornada da I Liga, num empate diante do Estrela da Amadora na Reboleira (1-1), o que fez dele campeão nacional.
 
Depois despediu-se dos azuis e brancos e assinou a título definitivo pelo emblema de Paranhos. Começou a aventura em Vidal Pinheiro como titular, mas a meio da primeira época foi destronado por Pedro Espinha e viveu a segunda na sombra de Silvino. Porém, foi dono e senhor da baliza salgueirista entre as temporadas 1998-99 e 2000-01, ajudando a equipa a assegurar a permanência.
 
 
Numa fase em que já tinha esse estatuto consolidado e a baliza da seleção nacional vivia um período de alguma instabilidade devido à lesão de Vítor Baía e à condição de suplente de Pedro Espinha no FC Porto, numa altura em que Ricardo ainda não tinha aparecido de quinas ao peito, tornou-se internacional A 14 de novembro de 2000. Nessa noite, em Braga, foi lançado pelo selecionador António Oliveira para o lugar de Quim nos últimos minutos de uma vitória sobre Israel (2-1), num jogo de caráter particular.
 
 
No verão de 2001 transferiu-se para o Santa Clara e, na hora da despedida, foi elogiado por José António Linhares, o presidente do Salgueiros: “O Jorge Silva prestou grandes serviços ao Salgueiros, foi durante muitos anos um grande capitão. Só podíamos facilitar-lhe a vida e permitir-lhe um contrato compensador em termos financeiros. Ele é a nossa grande referência.”
 
Nos Açores começou como suplente de Fernando, guarda-redes da seleção angolana, mas ganhou o lugar a meio da época 2001-02 e manteve-o até deixar Ponta Delgada no verão de 2004, um ano após a despromoção à II Liga.
 
 
Depois voltou ao norte de Portugal Continental para representar Dragões Sandinenses, Paredes, Trofense, Vila Meã e UD Oliveirense antes de pendurar as luvas em 2010, aos 38 anos.
 
Após encerrar a carreira de jogador iniciou a de treinador de guarda-redes, tendo já trabalhado em clubes como UD Oliveirense, Gil Vicente, Belenenses, Leixões, Vitória de Guimarães, Académico de Viseu e Boavista, entre outros, incluindo emblemas sauditas. 







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