quarta-feira, 24 de março de 2021

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Benfica Castelo Branco na II Liga

Dez jogadores que ficaram na história do Benfica Castelo Branco
Fundado a 24 de março de 1924 inicialmente com a designação Onze Vermelho Albicastrense, a sétima filial do Sport Lisboa e Benfica passou a chamar-se Sport Benfica e Castelo Branco, nome que ainda mantém, em 1952-53, e viveu o seu período áureo no início da década de 1990, quando participou por três vezes na II Liga.
 
Pelo meio, em 1936 o emblema beirão uniu-se a mais alguns das cidades para criar os alicerces da Associação de Futebol de Castelo Branco e passou a ter a designação de Sport Lisboa e Castelo Branco. Em 1949-50 apresentou-se com outro nome, AD Castelo Branco.
 
Campeão distrital da AF Castelo Branco por dez vezes (1953-54, 1954-55, 1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1963-64, 1968-69, 1973-74 e 1975/76) e campeão nacional da III Divisão em quatro ocasiões (1959-60, 2000-01, 2003-04 e 2011-12), participou três vezes (consecutivas) na II Liga, tendo obtido a melhor classificação de sempre na época de estreia, em 1990-91, quando concluiu o campeonato em 5.º lugar, a apenas um ponto da zona de promoção.
 
Numa altura em que o emblema albicastrense persegue uma vez mais o regresso ao segundo escalão, vale a pena recordar os dez jogadores com mais jogos pelo Benfica Castelo Branco na II Liga.
 
 

10. Carlos (38 jogos)

Carlos
Disputou o mesmo número de jogos que Joaquim Peres, mas amealhou mais 656 minutos em campo – 3391 contra 2735.
Guarda-redes nascido em Dortmund, na Alemanha, e que passou por Vitória de Guimarães e Trofense, reforçou o Benfica Castelo Branco no verão de 1990.
Na única temporada que passou no Municipal Vale do Romeiro foi utilizado nas 38 jornadas do campeonato da II Liga e sofreu 31 golos, registo que fez das águias beirãs a defesa menos batida da prova e que contribuiu para a obtenção do 5.º lugar.
Valorizado pela boa campanha, voltou ao Vitória de Guimarães e depois sagrou-se campeão do segundo escalão ao serviço do Estrela da Amadora.
 
 

9. Tavares (39 jogos)

Tavares
Mais um guarda-redes, neste caso um algarvio que passou por Farense, Portimonense, Estrela da Amadora, Olhanense e Desp. Chaves antes de se comprometer com o Benfica Castelo Branco no verão de 1991, para suceder a Carlos.
Na primeira época no Municipal Vale do Romeiro foi totalista na II Liga, tendo atuado nos 3060 minutos referente às 34 jornadas do campeonato e sofrido 51 golos, ajudando os albicastrenses a assegurar a permanência.
Em 1992-93 até começou como titular, mas Gorriz destronou-o, não indo além de cinco encontros e sete golos sofridos numa campanha que culminou na descida à II Divisão B.
Após a despromoção voltou ao Algarve para representar o Louletano.
 
 

8. Entchev (41 jogos)

Entchev
Avançado búlgaro proveniente do Dunav Ruse, do seu país, reforçou o Benfica Castelo Branco em outubro de 1991.
Na primeira época em Portugal só começou a jogar à 6.ª jornada, mas foi a tempo de atuar em 20 encontros (todos a titular) e apontou quatro golos, diante de Feirense, União de Leiria, Desp. Aves e Académica, ajudando a alcançar a permanência.
Já em 1992-93 disputou 21 jogos (16 a titular) e faturou por três vezes, frente a Desp. Aves, Felgueiras e Louletano, mostrando-se impotente para evitar a despromoção.
Após a descida à II Divisão B permaneceu mais alguns meses no clube.
 
 

7. Babá (47 jogos)

Babá
Defesa central angolano de elevada estatura (1,92 m) e com um longo trajeto no futebol algarvio ao serviço de Imortal, Silves e Quarteirense, mudou-se para Castelo Branco no verão de 1991.
Com impacto imediato na equipa, apesar de se estar a estrear na II Liga, disputou 29 jogos (28 a titular) e marcou um golo ao Feirense na época de estreia no Municipal Vale do Romeiro.
Na temporada seguinte atuou em 18 partidas (sempre a titular), mas foi impotente para evitar a descida à II Divisão B.
Após a despromoção do Benfica Castelo Branco permaneceu no segundo escalão com a camisola do Nacional.
 
 

6. Nunes (60 jogos)

Nunes
Mais um jogador algarvio conhecido do treinador Bernardino Pedroto, neste caso um médio natural de Odeceixe, concelho de Aljezur, bem perto da fronteira com o distrito de Beja. Após ter jogado por Portimonense, Académico Viseu e Penafiel na I Divisão reforçou o Benfica Castelo Branco no verão de 1990.
Na edição inaugural da II Liga foi titularíssimo nas águias beirãs, tendo disputado 36 jogos (todos no onze inicial) e apontado dois golos, frente a Desp. Aves e União de Leiria, contribuindo para a obtenção de um honroso 5.º lugar.
Na temporada seguinte atuou em 24 encontros (16 a titular) e ajudou os albicastrenses a assegurar a permanência.
No verão de 1992 rumou a Trás-os-Montes para representar o Vila Real.
 
 

5. Dito (61 jogos)

Dito
O melhor marcador de sempre das águias beirãs na II Liga, com 13 golos.
Avançado internacional sub-16 natural de São João da Madeira e que jogou nos juniores do Sporting ao lado de Fernando Mendes, Litos e Futre, não encontrou espaço na equipa principal dos leões e por isso procurou a sorte noutras paragens. Já depois de ter passado por União da Madeira e Vitória de Guimarães ingressou no Benfica Castelo Branco em 1989.
Na primeira época no clube contribuiu com 15 golos para o 7.º lugar na Zona Centro que valeu o apuramento para a edição inaugural da II Liga.
Em 1990-91, no primeiro ano após a reformulação do segundo escalão, foi utilizado nas 38 jornadas (36 a titular) e apontou 10 golos do campeonato, frente a Varzim (dois), Freamunde, Torreense, Lusitano VRSA, Leixões, Paços de Ferreira, Louletano, Académico Viseu e Portimonense, contribuindo para a obtenção do honroso 5.º lugar.
Na temporada seguinte atuou em 23 encontros (17 a titular) e faturou por três vezes, diante de Sp. Espinho, Belenenses e Olhanense, ajudando a assegurar a permanência.
Após três anos no Municipal Vale do Romeiro mudou-se para o Fafe, tendo regressado a Castelo Branco em 1993-94 para jogar na II Divisão B.
 
 

4. César Vaz (63 jogos)

César Vaz
Defesa central lisboeta formado no Belenenses, passou por Olhanense, Atlético e pela equipa de reservas do Vitória de Guimarães antes de assinar pelo Benfica Castelo Branco no verão de 1989, tendo ajudado as águias beirãs a garantir um lugar na edição inaugural da II Liga.
Em 1990-91 disputou 36 jogos (todos a titular) no reformulado segundo escalão e contribuiu para a obtenção de um honroso 5.º lugar.
Na temporada seguinte manteve-se de pedra e cal no onze beirão, tendo participado em 27 encontros (sempre a titular) no campeonato e ajudado os albicastrenses a assegurar a permanência.
No verão de 1992 mudou-se para a União de Leiria e um ano depois voltou ao Vitória de Guimarães, clube pelo qual haveria de jogar 68 minutos na I Liga.
 
 

3. Zarro (86 jogos)

Zarro
Lateral/extremo direito internacional sub-18 natural da Nazaré e formado no Sporting ao lado de Amaral, Cadete e Secretário, passou pela equipa de reservas do Vitória de Guimarães e pelo Seixal antes de se comprometer com o Benfica Castelo Branco no verão de 1990, aquando da subida à II Liga.
Na primeira época no Municipal Vale do Romeiro disputou 28 jogos (três a titular) e marcou um golo à Académica, ajudando os albicastrenses a alcançarem um brilhante 5.º lugar.
Na temporada que se seguiu foi ganhando espaço no onze inicial, tendo atuado em 27 encontros (17 a titular) e contribuído para que a equipa assegurasse a permanência.
Já em 1992-93 tornou-se titular indiscutível, tendo participado em 31 partidas (sempre a titular) e apontado um golo ao Felgueiras. Contudo, não evitou a descida à II Divisão B.
Após a despromoção mudou-se para o Portimonense, tendo ainda passado pelo Sp. Covilhã antes de voltar a Castelo Branco no início de 1997 para jogar durante cerca de três meses na II Divisão B.
Depois voltou a deixar o clube, mas prosseguiu a carreira na Beira Baixa com a camisola do Alcains.
 
 

2. Luís Filipe (87 jogos)

Luís Filipe
Extremo esquerdino internacional sub-18 que passou pela prestigiada formação e pelos seniores do Barreirense e que atuou na I Divisão com as camisolas de Belenenses e Farense, ingressou no Benfica Castelo Branco no verão de 1989, por indicação de Miguel Quaresma, com quem tinha jogado no Restelo.
Logo na primeira época no clube, contribuiu para o apuramento para a edição inaugural da II Liga. “Tínhamos uma boa equipa e o objetivo era ficar no primeiro terço da tabela, porque sabíamos que no ano seguinte iria ser criada a II Liga do futebol profissional”, contou ao portal Desportivo Transmontano em fevereiro de 2021.
No reformulado segundo escalão disputou 35 jogos (30 a titular) e apontou quatro golos, diante de Freamunde, Académico Viseu, Estoril e Recreio de Águeda, em 1990-91, ajudando as águias beirãs a alcançar um honroso 5.º lugar. “Grande equipa. Humilde, aguerrida e com muita qualidade, E com um grande comandante: Bernardino Pedroto. Curiosamente, na pré-época não conseguimos ganhar jogo nenhum. Levantaram-se muitas dúvidas. Começou o campeonato e fomos vencer ao Varzim. Embalámos para uma grande temporada”, lembrou, ainda que com um amargo de boca por não ter subido à I Liga: “Foi futebol! Houve dois jogos marcantes. A derrota em casa com o Leixões (0-2) e, na semana seguinte, o desaire totalmente inesperado em Vila Real de Santo António (1-0), com o último classificado. A equipa sentiu muito esse resultado e não conseguiu reagir. Era um campeonato muito forte e o Benfica Castelo Branco cedeu num momento crucial. Mas fez um grande campeonato.”
Na época seguinte atuou em 28 encontros (26 a titular) e contribuiu para que a permanência fosse assegurada, mas em 1992-93 foi impotente para evitar a despromoção, numa temporada em que apenas marcou presença em 24 partidas (22 a titular).
Após a descida de divisão permaneceu mais um ano no clube, rumando depois para o Mealhada antes de voltar ao distrito de Setúbal para representar Montijo, Palmelense e Marítimo Rosarense.
“Castelo Branco é una cidade maravilhosa. Ficou no coração de toda a família, da minha esposa e das minhas filhas. Adorámos viver lá. Construi amizades para a vida e um afilhado, o Zarro”, recordou.
 

1. Chico Lopes (93 jogos)

Chico Lopes
Nesta lista não podia faltar um nativo da Beira Baixa, neste caso um defesa central natural de Idanha-a-Nova, representou Idanhense, Alcains e Caldas antes de ingressar no Benfica Castelo Branco no verão de 1989, tendo logo na primeira época contribuído para o apuramento para a edição inaugural da II Liga.
Na estreia no reformulado segundo escalão disputou 32 jogos (todos a titular) e apontou três golos, diante de Torreense, Lusitano VRSA e Académico Viseu, ajudando as águias beirãs a obter um brilhante 5.º lugar.
Em 1992-93 atuou em 33 partidas (sempre a titular), marcou um golo ao Vitória de Setúbal e outro ao Académico Viseu, tendo sido importante para que os albicastrenses assegurassem a permanência.
Na temporada que se seguiu foi utilizado em 28 encontros (todos no onze inicial), mas foi impotente para evitar a despromoção.
Após a descida à II Divisão B mudou-se para o Feirense, tendo voltado a vestir a camisola do Benfica Castelo Branco em 1995 e 2003.



 

 

 



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