quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Já há onzes! Siga aqui o Benfica-Sp. Braga da Taça da Liga

Hoje faz anos o avançado do Benim que marcou pelo Vitória FC à Sampdoria. Quem se lembra de Tchomogo?

Tchomogo representou os dois Vitórias e o Portimonense
Uma das descobertas francófonas que Luís Norton de Matos levou para o Vitória de Setúbal no verão de 2005. Acabou por ficar só meia época no Bonfim, rescindindo na sequência de salários em atraso, mas deixou boa imagem, tendo apontado um golaço à Sampdoria para a Taça UEFA.
 
Avançado móvel nascido a 7 de janeiro de 1978 em Bohicon, no Benim, começou a jogar futebol num clube local, o ASPAC, que o catapultou para a seleção principal do seu país e de onde saltou para o futebol europeu, mais precisamente para o Grenoble, do quarto escalão francês.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Morreu Manuel Gomes, histórico guarda-redes eborense. Quem o conhecia?

Gomes no Juventude de Évora em 1975-76
Guarda-redes natural de Évora, fez uma boa e longa carreira, passada maioritariamente no futebol eborense, mas com passagens também por Norte e Centro do país, onde representou Desp. Chaves e Benfica Castelo Branco, respetivamente.
 
Tal como muitos guardiões, começou a jogar à… frente, como avançado, mas como mostrava aptidões para defender entre os postes, os treinadores indicaram-lhe o caminho da baliza.
 
Produto das camadas jovens do Lusitano de Évora, transitou para sénior em 1969-70, quando ainda era júnior, beneficiando da lesão do habitual titular, o consagrado Antoninho. Nessa altura chegou a treinar no Vitória de Setúbal, mas os lusitanistas não autorizaram a transferência.

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O mundialista colombiano contratado pelo Belenenses por WhatsApp. Quem se lembra de Abel Aguilar?

Abel Aguilar disputou nove jogos pelo Belenenses em 2015-16
Uma daquelas contratações surpresa, dignas de videojogo. Afinal, falamos de um habitual convocado e por vezes titular de uma grande seleção colombiana na qual pontificavam nomes como Radamel Falcao, James Rodríguez ou Juan Cuadrado, a reforçar um Belenenses a lutar pela permanência. Mas aconteceu mesmo, no final de janeiro de 2016.
 
Verdade seja dita que o contexto ajudou, porque este médio de características defensivas, que atuou em três jogos na caminhada cafetera até aos quartos de final do Mundial 2014, estava sem jogar há cerca de meio ano e tinha acabado de rescindir os franceses do Toulouse. E também ajudou o facto de o treinador dos azuis, o espanhol Júlio Velásquez, conhecer bem o jogador. “O Júlio conhecia Aguilar dos tempos em que ele jogava em Espanha e até têm amigos em comum, por isso o mérito é todo do nosso treinador, que fez um excelente trabalho”, adiantou ao Diário de Notícias o presidente da SAD, Rui Pedro Soares, revelando que as negociações foram “bastante fáceis” e até… originais. “O empresário do jogador estava em Londres e as negociações foram todas feitas através de mensagens de WhatsApp. Nós dissemos o que podíamos oferecer e eles aceitaram de imediato”, contou o dirigente, acrescentando que “foi determinante a influência do treinador e o facto de o Abel Aguilar gostar muito de Lisboa”.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Neste dia em 2009, o Trofense colocou um ponto final à invencibilidade do Benfica de Quique Flores no campeonato. Quem se lembra?

Benfiquista Rúben Amorim disputa a bola com Mércio
A minha primeira memória de um jogo entre Benfica e Trofense remonta precisamente ao primeiro duelo de sempre entre ambos os clubes – o que não é difícil, porque só foram dois e na mesma temporada (2008-09) –, a 4 de janeiro de 2009, na única presença do conjunto da Trofa na I Liga.
 
As águias, comandadas pelo espanhol Quique Flores, vinham de um quarto lugar na época anterior e já em 2008-09 tinham sido precocemente eliminadas da Taça de Portugal pelo Leixões em Matosinhos e protagonizado uma campanha desastrosa na Taça UEFA, com apenas um ponto em quatro jogos na fase de grupos. Ainda assim, os encarnados lideravam o campeonato ainda sem derrotas, com mais dois pontos do que Leixões e FC Porto e mais três do que o Sporting. No plantel, pontificavam nomes como Quim, Luisão, Maxi Pereira, David Luiz, Katsouranis, Pablo Aimar, Di María, Rúben Amorim, Carlos Martins, José Antonio Reyes, Óscar Cardozo, Nuno Gomes e David Suazo.

sábado, 3 de janeiro de 2026

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Os quatro internacionais cabo-verdianos que jogaram pelo Benfica

Quatro tubarões azuis jogaram de águia ao peito
A ligação entre Portugal e Cabo Verde continua a ser umbilical. E o futebol é reflexo disso: há jogadores nascidos nas ilhas cabo-verdianas que são internacionais por Portugal e há futebolistas que vieram ao mundo em solo português que jogam pela seleção de Cabo Verde.
 
Talvez por ainda haver uma certa cultura que faz com que muitos jogadores priorizem a equipa das quinas em detrimento dos tubarões azuis, a maior dos elegíveis para jogar por Cabo Verde que têm passado pelo Benfica optaram por representar Portugal. Porém, antes do recém-contratado Sidny Lopes Cabral houve outros quatro futebolistas internacionais A por Cabo Verde que jogaram pela equipa principal das águias.
 
Vale por isso a pena recordá-los.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Riachense no Campeonato de Portugal

Riachense competiu no Campeonato de Portugal em 2013-14 e 2014-15
Fundado no Dia de Ano Novo de 1932, o Clube Atlético Riachense é designado pelos seus sócios por “Atlético” mas mais reconhecido a nível nacional regional e nacional por Riachense e desde meados da década de 1990 que é cliente habitual dos campeonatos nacionais.
 
Desde 1995-96 que soma 13 presenças na extinta III Divisão Nacional e duas no Campeonato de Portugal, a última das quais em 2014-15, quando desistiu da prova a meio devido a questões financeiras e desportivas.
 
Campeão distrital da AF Santarém em 2000-01, 2009-10 e 2012-13, conquistou ainda a Supertaça Dr. Alves Vieira em 2000-01 e 2013-14, a Taça do Ribatejo em 1979-80, 2008-09 e 2009-10 e a Divisão de Honra em 2008-09.
 
Paralelamente, o emblema localizado na freguesia de Riachos, concelho de Torres Novas, atingiu a quarta eliminatória da Taça de Portugal em 1988-89 (goleado na Luz pelo Benfica por 14-1), 1996-97 e 2014-15 (goleado em Paços de Ferreira por 9-0).
 
Vale por isso a pena conferir os dez jogadores com mais jogos pelo Riachense no Campeonato de Portugal.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

O fiel adjunto de Pedroto que guiou o FC Porto à final da Taça das Taças. Quem se lembra de António Morais?

António Morais venceu uma Supertaça e uma Taça pelo FC Porto em 1983-84
Foi, durante década e meia, o fiel adjunto de José Maria Pedroto, acompanhando-o em quatro clubes entre 1967 e 1983: FC Porto, Vitória de Setúbal, Boavista e Vitória de Guimarães. Mas também escreveu história em nome próprio, tendo guiado os dragões à final da Taça das Taças em 1983-84 e orientado o Sporting em 1987-88.
 
António Morais nasceu em Vila Nova de Gaia a 30 de dezembro de 1934 e começou o seu trajeto futebolístico enquanto jogador, tendo integrado o plantel principal do FC Porto entre 1952 e 1962. Nesse período sagrou-se campeão nacional em 1958-59 e venceu a Taça de Portugal em 1957-58, além de cinco taças da Associação de Futebol do Porto (1956-57, 1957-58, 1959-60, 1960-61 e 1961-62). Depois passou por Sp. Braga e Tirsense, ajudando os arsenalistas a conquistar o título de campeão nacional da II Divisão em 1963-64.

Mostrou o rabo aos escoceses, passou pelos três grandes e foi a um Mundial. Quem se lembra de Paulo Santos?

Paulo Santos brilhou na baliza do Sp. Braga entre 2004 e 2008
Passou por Sporting, Benfica e FC Porto, mas foi enquanto guarda-redes do Sp. Braga que se tornou internacional A e mundialista, quase duas décadas depois de ter iniciado um percurso nas seleções jovens.
 
Paulo Santos nasceu em Odivelas a 11 de dezembro de 1972 e começou a ir à baliza nas camadas jovens do Sporting, entre 1984 e 1989. Pelo meio somou 15 internacionalizações pela seleção de sub-16, tendo marcado presença no Europeu e no Mundial da categoria em 1989 ao lado de Figo, Abel Xavier, Peixe, Capucho, Gil ou Bino.
 
No Campeonato da Europa, realizado na Dinamarca, ergueu o troféu de campeão continental e foi eleito melhor guarda-redes da prova. Já no Campeonato do Mundo, disputado na Escócia, teve uma atitude que lhe custou caro. Num jogo tenso diante da Guiné Conacri no fecho da fase de grupos, no qual Portugal esteve desde cedo a perder e reduzido a nove unidades, o guarda-redes, que passou o encontro a ser insultado por adeptos locais, baixou os calções e mostrou o rabo aos escoceses durante os festejos o golo do empate.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

A primeira aposta de Mourinho no Benfica virou economista e comentador. Quem se lembra de Diogo Luís?

Diogo Luís disputou 28 jogos pela equipa principal do Benfica
Foi a primeira aposta de José Mourinho como treinador principal. Quando chegou ao Benfica, o técnico encontrou um grupo amorfo de jogadores e quis agitar ás águas com a chamada de três jogadores da equipa B: Geraldo, Nuno Abreu e Diogo Luís. O trio ficou conhecido por “Irmãos Metralha”, mas no caso do último, um promissor lateral esquerdo algo franzino e sem o mesmo nível de combatividade dos dois primeiros, levou com o rótulo por tabela.
 
Nascido a 10 de agosto de 1980 em Lisboa, com quase toda a formação feita de águia ao peito e mais de uma dezena de internacionalizações pelas seleções jovens, vinha de mais de um ano a jogar com regularidade nos bês encarnados quando Mourinho o decidiu lançar.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

O vice-campeão africano enquanto suplente da Académica. Quem se lembra de Fouhami?

Fouhami defendeu a baliza da Académica em 2003-04
Passou discreto por Portugal, mas currículo não faltava a este gigante guarda-redes marroquino (1,96 m). Venceu uma Liga dos Campeões de África pelo Wydad Casablanca em 1992 e uma dobradinha da Roménia pelo Dínamo Bucareste em 1999-00 e chegou a ser titular do Standard Liège em 2001-02, mas na Académica foi sobretudo suplente de Pedro Roma.
 
Khalid Fouhami nasceu a 25 de dezembro de 1972 em Casablanca e começou por se notabilizar ao serviço do clube local, ao serviço do qual conquistou a já citada Champions Africana e um campeonato (1992-93).
 
Num percurso nem sempre ascendente, chegou a jogar no segundo escalão marroquino antes de representar o Dínamo Bucareste entre 1998 e 2000. Na Roménia, além de vencer uma dobradinha, redimensionou a sua imagem em… Marrocos, ao ponto de ter somado a primeira de 35 internacionalizações pela seleção principal em 1999.

O fenómeno do Championship Manager que treinou à experiência no Marítimo. Quem se lembra de Tsigalko?

Tsigalko estava sobrevalorizado no Championship Manager 01-02
Na realidade paralela do Championship Manager, foi um dos melhores do mundo. Na vida real, ainda chegou a internacional A da Bielorrússia, mas manteve-se sempre longe do patamar que atingiu virtualmente.
 
Avançado nascido em Minsk a 27 de maio de 1983, tornou-se conhecido devido à edição de 2001-02 do videojogo, no qual era um dos jogadores com mais potencial, um desconhecido e barato atacante supervalorizado no simulador, com pontuações muito elevadas em variados atributos como aceleração, criatividade ou finalização.
 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

O major que foi presidente do Boavista e da Liga. Quem se lembra de Valentim Loureiro?

Valentim liderou os axadrezados entre 1978 e 1980 e entre 1983 e 1997
Excêntrico, arrojado e polémico, mas também versátil e pai de um Boavistão que se intrometeu entre os três grandes e veio a ganhar o título nacional em 2000-01. Foi militar, político, empresário e dirigente desportivo.
 
Nasceu a 24 de dezembro de 1938 em Calde, no concelho de Viseu, onde estudou na Escola Comercial e Industrial, mas foi na área metropolitana do Porto que ganhou notoriedade entre as décadas de 1970 e 2000.
 
Embora se tivesse matriculado no Instituto Comercial do Porto, acabou por ingressar na Academia Militar, onde terminou o Curso Superior de Administração Militar em 1959. Como oficial do Exército Português fez duas comissões de serviço em Angola, onde em 1965 foi implicado no Caso das Batatas, a sua primeira grande polémica. Em causa o roubo de rações (as tais “batatas”) do Exército para proveito próprio durante a Guerra Colonial, numa altura em que era capitão – ficou então conhecido como o “capitão das batatas”. Na sequência desse escândalo, foi expulso da vida militar, mas acabou reintegrado em 1980, tendo passado à situação de reserva com a patente de major.

O campeão pelo FC Porto e internacional A que começou e acabou no Desp. Aves. Quem se lembra de Neves?

Neves foi campeão nacional pelo FC Porto por três vezes
Começou e acabou a carreira no Desportivo das Aves, clube no qual também foi vice-presidente e candidato à presidência, mas foi ao serviço do FC Porto que conquistou títulos e na condição de jogador do Belenenses que se tornou internacional A.
 
Joaquim Silva das Neves, ou simplesmente Neves, nasceu a 24 de dezembro de 1970, em Santo Tirso, e entrou para as camadas jovens do emblema avense em 1984-85, na altura para jogar na equipa de iniciados.
 
Em 1988-89 ascendeu ao plantel principal e por lá permaneceu durante três temporadas, as duas primeiras na II Divisão e a terceira na recém-criada II Liga. Em maio de 1990 tornou-se internacional sub-21 ao participar no Torneio de Toulon e um ano depois deu o salto para o FC Porto.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

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Da seleção argentina e dos 255 jogos na Serie A à despromoção no Olhanense. Quem se lembra de Santana?

Mario Santana foi sete vezes internacional A pela Argentina
Tem um currículo à prova de bala: sete internacionalizações pela seleção principal da Argentina, foi finalista vencido da Taça das Confederações em 2005, venceu um campeonato argentino (2001) e uma Copa Mercosul (2001) pelo San Lorenzo e disputou 255 jogos na Serie A italiana, 14 na Liga dos Campeões e 17 na Liga Europa ao serviço de clubes como Fiorentina, Nápoles e o Palermo dos tempos áureos.
 
Jogou ao lado de Lionel Messi, Carlos Tévez, Juan Román Riquelme, Diego e Gabriel Milito, Walter Samuel, Gabriel Heinze, Javier Zanetti, Maxi Rodríguez, Estebán Cambiasso, Pablo Aimar, Javier Saviola, Hernán Crespo, Pablo Zabaleta, Andrea Barzagli, Simone Perrotta, Luca Toni, Christian Vieri, Alberto Gilardino, Marek Hamsik, Goran Pandev, Ezequiel Lavezzi, Edinson Cavani, Antonio Candreva e Matteo Darmian, só para tentar sintetizar a lista.

Do Brasil de 82 e de maior goleador do São Paulo ao Marítimo. Quem se lembra de Serginho Chulapa?

Serginho Chulapa disputou cinco jogos pelo Marítimo em 1987
Nada ganhou, mas há muitos que defendem que a seleção brasileira de 1982 era a que melhor futebol jogou. Era uma equipa que tinha Zico, Sócrates, Falcão, Toninho Cerezo e… Serginho Chulapa, avançado titular que se viria a tornar nesse ano no melhor marcador de sempre da história do São Paulo, com 242 golos. Cinco anos depois, teve uma curtíssima, mas bem-sucedida passagem pelo Marítimo: cinco jogos, quatro golos.
 
Ponta de lança de elevada estatura (1,94 m), nasceu a 23 de dezembro de 1953 e cresceu no bairro da Casa Verde, em São Paulo. Chegou a passar pelas camadas jovens da Portuguesa, mas foi no São Paulo que concluiu a formação e fez história na equipa principal, entre 1973 e 1982. Os registos indicam que nesse período apontou 242 golos em 399 jogos, o que faz dele o melhor marcador de sempre da história do clube, tendo ainda conquistado um campeonato brasileiro (1977) e três paulistas (1975, 1980 e 1981).
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