sábado, 28 de fevereiro de 2026

Hoje faz anos o maestro brasileiro que não encaixou no FC Porto de Adriaanse. Quem se lembra de Diego?

Diego somou sete golos em 63 jogos pelo FC Porto entre 2004 e 2006
Um dos melhores produtos da formação do Santos, que mostrou ao mundo Pelé, Neymar e Robinho. Reforçou o FC Porto campeão europeu no verão de 2004 com o intuito de suceder a Deco. Apesar de uma primeira época positiva, coroada com a conquista da Taça Intercontinental, nunca fez esquecer o luso-brasileiro e perdeu espaço após a chegada de Co Adriaanse ao comando técnico.  
 
Nascido a 28 de fevereiro de 1985 em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, evoluiu sobretudo nas camadas jovens do emblema da Vila Belmiro, patenteando desde tenra idade a qualidade técnica e visão de jogo que vieram a fazer dele um médio ofensivo importante no futebol brasileiro e europeu.
 
Estreou-se pela equipa principal do Santos no início de 2002, quando tinha apenas 16 anos, e fez parte de uma geração talentosa, que incluía Robinho, que conquistou o campeonato brasileiro em 2002. Logo nesse ano foi eleito para o onze ideal do Brasileirão.
 
 
A 30 de abril de 2003 estreou-se pela seleção brasileira, tendo sido convocado para a Gold Cup desse ano, e em 2004 fez parte do elenco que venceu a Copa América antes de se transferir para o FC Porto, dando início a um percurso de 12 anos na Europa.
 
Escolhido para suceder a Deco como principal criativo dos dragões, na ressaca da conquista da Liga dos Campeões por parte do conjunto azul e branco, tornou-se rapidamente um titular indiscutível para o treinador Victor Fernández, às ordens do qual venceu a Supertaça Cândido de Oliveira e a Taça Intercontinental, tendo protagonizado um episódio insólito ao ser expulso durante o… desempate por penáltis diante do Once Caldas. Manteve o estatuto sob o comando de José Couceiro, que sucedeu ao espanhol no início de fevereiro de 2005, mas nunca fez esquecer o luso-brasileiro.
 
 
Em 2005-06 começou novamente como titular no onze-base de Co Adriaanse, mas após uma derrota às mãos do Estrela da Amadora na Reboleira, no início da segunda volta do campeonato, deixou de contar para o técnico neerlandês, que passou a apostar num sistema de 3x3x4, com Paulo Assunção, Raul Meireles e Lucho González no meio-campo. Ainda assim, conquistou a dobradinha nessa temporada.
 
 
“Essa opção do treinador foi uma surpresa para mim. Eu estava a jogar regularmente como titular e depois de um jogo que perdemos ele disse que ia mudar de sistema e que a minha posição ia deixar de existir. Disse mesmo que eu não voltaria a ser utilizado. Apanhou-me completamente de surpresa porque eu estava a atravessar um momento bom. Estranhei, mas os treinadores têm o direito de escolher e a nós resta-nos respeitar. Tentei fazer isso com o senhor Adriaanse”, recordou ao Maisfutebol em dezembro de 2019.
 
 
“Só posso estar grato por tudo o que vivi no FC Porto. Era um menino e em dois anos aprendi praticamente tudo. Vivi muitas conquistas. A minha vida profissional e pessoal foi excelente. Tenho orgulho de dizer que joguei no FC Porto. O clube tem uma estrutura incrível e adeptos especiais. Foram dois anos marcantes para mim, o início de tudo na Europa”, prosseguiu, nostálgico.
 
Por ser um talento reconhecido e ter mercado, despediu-se do FC Porto no verão de 2006, ao fim de 63 jogos e sete golos, para se transferir para o Werder Bremen por uma verba a rondar os seis milhões de euros, menos um milhão do que custou aos azuis e brancos.
 
Na Alemanha viveu o auge da carreira, tornando-se uma das figuras da Bundesliga, chegando mesmo a ser eleito melhor jogador do campeonato em 2006-07. Ajudou o Bremen a vencer a Taça da Liga em 2006 e a Taça da Alemanha em 2008-09, época em que o emblema germânico foi também finalista vencido da Taça UEFA. Valorizado, voltou a ser utilizado pela seleção brasileira em novembro de 2006, após mais de dois anos de ausência, tendo sido convocado para a edição de 2007 da Copa América e ajudado o escrete a vencer a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008).
 
 
Seguiram-se passagens por clubes mais reputados como Juventus, Wolfsburgo e Atlético Madrid, ajudando os colchoneros a vencer a Liga Europa em 2011-12 e o campeonato espanhol em 2013-14, temporada em que também o Atleti atingiu a final da Liga dos Campeões, perdida para o vizinho e rival Real Madrid em Lisboa.
 
  
 
Passou ainda pelos turcos do Fenerbahçe, na ponta final de um trajeto no futebol europeu marcado por altos e baixos, antes de regressar ao Brasil em 2016 para representar o Flamengo. No mengão tornou-se um dos líderes de uma equipa que viria a conquistar títulos importantes desde que Jorge Jesus passou pelo comando técnico: dois campeonatos brasileiros (2019 e 2020), duas Libertadores (2019 e 2022), uma Recopa Sul-Americana (2020), uma Copa do Brasil (2022) e duas Supercopas do Brasil (2020 e 2021). Pelo meio, voltou a jogar pela seleção principal do Brasil em janeiro de 2017, depois de cerca de nove anos de fora das escolhas dos selecionadores.
 
 
Viria a encerrar a carreira em 2022, aos 37 anos.
 


 




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