Nascido a 28 de fevereiro de 1985
em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, evoluiu sobretudo nas camadas jovens
do emblema
da Vila Belmiro, patenteando desde tenra idade a qualidade técnica e visão
de jogo que vieram a fazer dele um médio ofensivo importante no futebol
brasileiro e europeu. Estreou-se pela equipa principal
do Santos
no início de 2002, quando tinha apenas 16 anos, e fez parte de uma geração
talentosa, que incluía Robinho, que conquistou o campeonato brasileiro em 2002.
Logo nesse ano foi eleito para o onze ideal do Brasileirão.
A 30 de abril de 2003 estreou-se
pela seleção
brasileira, tendo sido convocado para a Gold Cup desse ano, e em 2004 fez
parte do elenco
que venceu a Copa América antes de se transferir para o FC
Porto, dando início a um percurso de 12 anos na Europa. Escolhido para suceder a Deco como
principal criativo dos dragões,
na ressaca da conquista da Liga
dos Campeões por parte do conjunto
azul e branco, tornou-se rapidamente um titular indiscutível para o
treinador Victor Fernández, às ordens do qual venceu a Supertaça
Cândido de Oliveira e a Taça
Intercontinental, tendo protagonizado um episódio insólito ao ser expulso
durante o… desempate por penáltis diante do Once Caldas. Manteve o estatuto sob
o comando de José
Couceiro, que sucedeu ao espanhol no início de fevereiro de 2005, mas nunca
fez esquecer o luso-brasileiro.
Em 2005-06 começou novamente como
titular no onze-base de Co
Adriaanse, mas após uma derrota às mãos do Estrela
da Amadora na Reboleira, no início da segunda volta do campeonato, deixou de
contar para o técnico
neerlandês, que passou a apostar num sistema de 3x3x4, com Paulo Assunção,
Raul Meireles e Lucho
González no meio-campo. Ainda assim, conquistou a dobradinha nessa
temporada.
“Essa opção do treinador foi uma surpresa
para mim. Eu estava a jogar regularmente como titular e depois de um jogo que
perdemos ele disse que ia mudar de sistema e que a minha posição ia deixar de
existir. Disse mesmo que eu não voltaria a ser utilizado. Apanhou-me completamente
de surpresa porque eu estava a atravessar um momento bom. Estranhei, mas os
treinadores têm o direito de escolher e a nós resta-nos respeitar. Tentei fazer
isso com o senhor Adriaanse”,
recordou ao Maisfutebol
em dezembro de 2019.
“Só posso estar grato por tudo o
que vivi no FC
Porto. Era um menino e em dois anos aprendi praticamente tudo. Vivi muitas
conquistas. A minha vida profissional e pessoal foi excelente. Tenho orgulho de
dizer que joguei no FC
Porto. O clube tem uma estrutura incrível e adeptos especiais. Foram dois
anos marcantes para mim, o início de tudo na Europa”, prosseguiu, nostálgico. Por ser um talento reconhecido e
ter mercado, despediu-se do FC
Porto no verão de 2006, ao fim de 63 jogos e sete golos, para se transferir
para o Werder
Bremen por uma verba a rondar os seis milhões de euros, menos um milhão do
que custou aos azuis
e brancos. Na Alemanha viveu o auge da
carreira, tornando-se uma das figuras da Bundesliga,
chegando mesmo a ser eleito melhor jogador do campeonato em 2006-07. Ajudou o Bremen
a vencer a Taça da Liga em 2006 e a Taça da Alemanha em 2008-09, época em que o
emblema
germânico foi também finalista vencido da Taça
UEFA. Valorizado, voltou a ser utilizado pela seleção
brasileira em novembro de 2006, após mais de dois anos de ausência, tendo
sido convocado para a edição de 2007 da Copa América e ajudado o escrete
a vencer a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008).
Passou ainda pelos turcos do Fenerbahçe,
na ponta final de um trajeto no futebol europeu marcado por altos e baixos,
antes de regressar ao Brasil em 2016 para representar o Flamengo.
No mengão
tornou-se um dos líderes de uma equipa que viria a conquistar títulos
importantes desde que Jorge
Jesus passou pelo comando técnico: dois campeonatos brasileiros (2019 e
2020), duas Libertadores
(2019 e 2022), uma Recopa Sul-Americana (2020), uma Copa do Brasil (2022) e
duas Supercopas do Brasil (2020 e 2021). Pelo meio, voltou a jogar pela seleção
principal do Brasil em janeiro de 2017, depois de cerca de nove anos de
fora das escolhas dos selecionadores.
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