quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Hoje faria anos o talentoso médio do Barreiro que morreu a jogar futebol. Quem se lembra de Hugo Cunha?

Hugo Cunha chegou a estar vinculado ao Benfica
Protagonista de mais um triste caso de morte súbita no futebol português, despontou de tal forma no Barreirense, na II Divisão B, que deu o salto para o Benfica, clube pelo qual nunca chegou a jogar oficialmente. Esteve emprestado ao Campomaiorense, passou quatro anos no Vitória de Guimarães e representou ainda a União de Leiria antes de perder a vida num jogo com amigos.
 
Nascido a 18 de fevereiro de 1977, no Barreiro, fez todo o percurso formativo no Barreirense, estreando-se pela equipa principal ainda com idade de júnior, em 1995. Com o passar do tempo foi ganhando cada vez mais protagonismo no conjunto alvirrubro, no qual teve treinadores como Jean Paul, Mário Nunes e José Rachão. Em 1997-98 fechou a época com dez golos, um registo invejável para um médio ofensivo, o que lhe valeu a transferência para o Benfica no final da temporada, por 40 mil contos (cerca de 200 mil euros).
 
Em 1998-99 continuou no Barreirense por empréstimo dos encarnados, que se atrasaram a pagar a transação – algo habitual no mandato de Vale e Azevedo –, e esteve perto de ajudar a turma da margem sul a subir à II Liga, numa corrida perdida no photo finish para o Imortal.
 
 
Durante a mesma época atuou de águia ao peito em três jogos de caráter particular, o primeiro dos quais precisamente frente ao Barreirense no Dom Manuel de Mello, a 2 de setembro de 1998, tendo entrado ao intervalo e bisado num triunfo por 3-2 da equipa então orientada por Graeme Souness.
 
Na temporada seguinte foi cedido ao Campomaiorense, estreando-se na I Liga curiosamente pela mão de uma antiga glória do Barreirense e do Benfica, Carlos Manuel, tendo sido um habitual titular nos galgos em 1999-00, época em que foi utilizado em 26 jogos (21 a titular) e apontou dois golos, um dos quais ao Benfica numa derrota em Campo Maior (2-4).
 
No verão de 2000 transferiu-se para o Vitória de Guimarães no âmbito do negócio que levou Fernando Meira para a Luz. O primeiro ano no Dom Afonso Henriques ficou marcado pela escassa utilização e por uma fuga à despromoção concretizada somente na última jornada.
 
Nas épocas que se se seguiram, porém, reforçou o seu protagonismo no plantel vimaranense, contribuindo para a obtenção de um honroso quarto lugar no campeonato em 2002-03. Ao lado de médios como Rui Ferreira, Pedro Mendes ou Nuno Assis, conseguiu patentear todo o seu talento e visão de jogo.
 
  
 
No verão de 2004 despediu-se de Guimarães ao fim de 89 jogos e seis golos para assinar pela União de Leiria, mas a experiência na cidade do Lis até nem lhe correu propriamente de feição, uma vez que foi utilizado somente em 17 encontros (sete a titular) ao longo da temporada de 2004-05.
 
A 25 de junho de 2005, numa altura em que estava de férias antes de iniciar a sua segunda época em Leiria, jogava futebol com amigos no campo do União de Montemor, em Montemor-o-Novo, quando caiu inanimado. Foi socorrido pelos bombeiros, mas não resistiu, segundo o resultado da autópsia, a uma paragem cardiorrespiratória e um enfarte. Tinha 28 anos.
 
Em junho de 2024 foi anunciado que uma rua do Barreiro ia receber o seu nome.









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