Nascido a 18 de fevereiro de 1977,
no Barreiro, fez todo o percurso formativo no Barreirense,
estreando-se pela equipa principal ainda com idade de júnior, em 1995. Com o
passar do tempo foi ganhando cada vez mais protagonismo no conjunto
alvirrubro, no qual teve treinadores como Jean Paul, Mário Nunes e José
Rachão. Em 1997-98 fechou a época com dez golos, um registo invejável para um
médio ofensivo, o que lhe valeu a transferência para o Benfica
no final da temporada, por 40 mil contos (cerca de 200 mil euros). Em 1998-99 continuou no Barreirense
por empréstimo dos encarnados,
que se atrasaram a pagar a transação – algo habitual no mandato de Vale
e Azevedo –, e esteve perto de ajudar a turma
da margem sul a subir à II
Liga, numa corrida perdida no photo finish para o Imortal.
Durante a mesma época atuou de
águia ao peito em três jogos de caráter particular, o primeiro dos quais
precisamente frente ao Barreirense
no Dom
Manuel de Mello, a 2 de setembro de 1998, tendo entrado ao intervalo e
bisado num triunfo por 3-2 da equipa então orientada por Graeme
Souness. Na temporada seguinte foi cedido
ao Campomaiorense,
estreando-se na I
Liga curiosamente pela mão de uma antiga glória do Barreirense
e do Benfica,
Carlos Manuel, tendo sido um habitual titular nos galgos
em 1999-00, época em que foi utilizado em 26 jogos (21 a titular) e apontou
dois golos, um dos quais ao Benfica
numa derrota em Campo Maior (2-4). No verão de 2000 transferiu-se
para o Vitória
de Guimarães no âmbito do negócio que levou Fernando Meira para a Luz.
O primeiro ano no Dom Afonso Henriques ficou marcado pela escassa utilização e por
uma fuga à despromoção concretizada somente na última jornada. Nas épocas que se se seguiram,
porém, reforçou o seu protagonismo no plantel
vimaranense, contribuindo para a obtenção de um honroso quarto lugar no
campeonato em 2002-03. Ao lado de médios como Rui Ferreira, Pedro
Mendes ou Nuno
Assis, conseguiu patentear todo o seu talento e visão de jogo.
No verão de 2004 despediu-se de
Guimarães ao fim de 89 jogos e seis golos para assinar pela União
de Leiria, mas a experiência na cidade do Lis até nem lhe correu
propriamente de feição, uma vez que foi utilizado somente em 17 encontros (sete
a titular) ao longo da temporada de 2004-05. A 25 de junho de 2005, numa
altura em que estava de férias antes de iniciar a sua segunda época em Leiria,
jogava futebol com amigos no campo do União
de Montemor, em Montemor-o-Novo, quando caiu inanimado. Foi socorrido pelos
bombeiros, mas não resistiu, segundo o resultado da autópsia, a uma paragem
cardiorrespiratória e um enfarte. Tinha 28 anos. Em junho de 2024 foi anunciado
que uma rua do Barreiro ia receber o seu nome.
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