terça-feira, 18 de dezembro de 2018

As minhas primeiras memórias de… José Mourinho

Mourinho e Maniche nos tempos de ambos no Benfica
2000 foi o ano em que me tornei adepto de futebol e também o ano que marcou o arranque da carreira de treinador principal de José Mourinho, que até então apenas tinha assumido as funções de adjunto na alta-roda do futebol.

Praticamente um autêntico desconhecido do grande público, chegou ao Benfica como escolha de Vale e Azevedo para substituir Jupp Heynckes praticamente um mês depois do início da temporada 2000/01, e não se pode dizer que tenha tido um começo propriamente auspicioso. À derrota no Bessa (0-1) na estreia oficial, seguiu-se um empate no antigo Estádio da Luz diante da modesta equipa sueca Halmstads (2-2), que ditou a eliminação da então Taça UEFA.



Apesar de ter deixado as águias menos de dois meses depois de ter assinado contrato, e após uma contundente vitória num dérbi com o Sporting (3-0), naquele que foi o quarto triunfo consecutivo em todas as competições, o seu saldo de seis vitórias, três empates e duas derrotas em 11 jogos não faziam prever uma carreira tão recheada de títulos. Pelo meio, polémicas com vários jogadores, com Sabry e Maniche à cabeça, tal como com o então recém-empossado presidente Manuel Vilarinho, que tinha feito de Toni uma promessa eleitoral.


Embora tenha estado com um pé no Sporting logo após sair do Benfica, acabou mesmo por dar um passo atrás na carreira e rumar à União de Leiria, onde começou a mostrar que era… especial.


 Afinal, deixou a equipa do Lis em quarto lugar à 19.ª jornada da I Liga 2001/02, a um ponto do Benfica (3.º), a cinco do Boavista (2.º), a seis do líder Sporting e com um ponto de vantagem sobre o FC Porto (5.º), após uma sequência de oito jogos sem perder. Também travou Sporting e Benfica na Marinha Grande - casa emprestada numa altura em que o Estádio Dr. Magalhães Pessoa estava em remodelação para receber encontros do Euro 2004 -, goleou o Salgueiros por uns incríveis 7-0 e ajudou a catapultar jogadores como Éder, Nuno Valente, Tiago, Silas, Derlei e Maciel para outros patamares.

A arrogância que exibia nas conferências de imprensa tinha efeitos positivos na forma de jogar da equipa, muito aguerrida, confiante e comprometida, o que sem grandes surpresas ajudou Mourinho a regressar a um dos grandes do futebol português, no caso o FC Porto.

Durante a sua apresentação como treinador dos dragões, prometeu o título nacional na época seguinte, o que viria a ser cumprido de forma categórica.


Construiu uma equipa alicerçada em pesos pesados do balneário portista como Vítor Baía e Jorge Costa, elevou o nível de jogadores como Ricardo Carvalho, Costinha, Deco e Hélder Postiga, recrutou valores emergentes como Pedro Emanuel, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Derlei, Marco Ferreira e César Peixoto no campeonato português e aproveitou a custo zero Maniche e Jankauskas, ambos em final de contrato com o Benfica.

Na altura, a sua comunicação externa visava a defesa dos jogadores, tirando-lhes a pressão de cima dos ombros, chegando a prejudicar-se em prol do grupo. A sua forma de liderar era considerada revolucionária e o seu sucesso levou-o a ser rosto de campanhas publicitárias e protagonista de documentários.


O seu FC Porto mostrava ser uma equipa bastante organizada, mas ao mesmo tempo esmagadora tanto em Portugal como na Europa, capaz de se bater com qualquer adversário, tendo conquistado dois campeonatos, uma Taça de Portugal, uma Supertaça e sobretudo uma Taça UEFA e uma Liga dos Campeões. Potenciava jogadores como se tivesse o dom de transformar água em ouro. As mesmas características foram evidenciadas na primeira passagem no Chelsea, onde ganhou ainda maior projeção internacional.










E para o caro leitor, quais são as suas primeiras memórias de José Mourinho? E quais foram os melhores e mais marcantes jogos e momentos da carreira do treinador português?

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