Mario Bolatti nasceu a 17 de
fevereiro de 1985, em La Para, na província de Córdoba. Médio defensivo alto
(1,90 m), forte na marcação e com qualidade na construção de jogo, começou a
ganhar projeção no Belgrano, clube da sua região no qual fez toda a formação.
Estreou-se pela equipa principal em agosto de 2003, aos 18 anos, e três anos
depois contribuiu para a promoção ao patamar maior do futebol argentino. Os bons desempenhos valeram-lhe a
presença na pré-convocatória da seleção
argentina para a Copa América 2007 e chamaram a atenção do FC
Porto, que o contratou no verão de 2007 por cerca de dois milhões de euros,
numa altura em que os azuis
e brancos apostavam fortemente no mercado argentino, depois do êxito obtido
com Lucho
González e Lisandro
López. Contudo, a chegada de Bolatti ao FC
Porto aconteceu num contexto de forte concorrência no meio-campo, com Paulo
Assunção e depois Fernando
de pedra e cal na posição 6 e com Lucho
e Raul Meireles também com lugar cativo no trio de meio-campo do 4x3x3 de Jesualdo
Ferreira. Entre agosto de 2007 e janeiro de
2009 atuou em 22 jogos oficiais em todas as competições, oito dos quais como
titular, sem golos para amostra. Sagrou-se campeão em 2007-08 e a Taça
de Portugal em 2008-09, mas falhou o título de 2008-09 por não ter sido
utilizado no campeonato. Durante todo o ano de 2009 esteve
emprestado ao Huracán, do seu país, e foi precisamente durante esse período que
se estreou na seleção
principal da Argentina, em agosto, pela mão de Diego
Armando Maradona.
Em janeiro de 2010, transferiu-se
em definitivo para a Fiorentina
por cerca de 3,5 milhões de euros. Meio ano depois, foi convocado para o Mundial
da África do Sul, tendo atuado nas vitórias diante da Coreia
do Sul (4-1) e da Grécia
(2-0), na fase de grupos. Ainda assim, a sua afirmação em Florença não foi plena.
Em 27 jogos pelos viola,
somente 14 foram na condição de titular.
Em fevereiro de 2011 regressou à
América do Sul para representar o Internacional
de Porto Alegre, ao serviço do qual venceu dois campeonatos gaúchos e uma
Recopa Sul-Americana no espaço de dois anos. Porém, foi perdendo espaço na seleção
argentina, ao ponto de não ter sido convocado para a Copa América 2011 e de
ter sido chamado pela última vez à albicelesteem setembro desse ano.
No primeiro semestre de 2013
esteve emprestado ao Racing
Club de Avellaneda, do seu país, e durante o ano de 2014 esteve cedido ao Botafogo.
Seguiu-se uma discreta reta final
de carreira na Argentina, onde defendeu as cores de Belgrano e Boca Unidos, tendo
depois deixado de jogar durante quatro anos até voltar aos relvados para jogar
pelo General Paz Juniors em 2022 antes de pendurar as botas, aos 37 anos.
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