terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Hoje faz anos o argentino que não vingou no FC Porto mas que Maradona convocou para um Mundial. Quem se lembra de Bolatti?

Bolatti disputou 22 jogos com a camisola do FC Porto
Viveu na sombra de Paulo Assunção e Fernando durante o tempo em que esteve vinculado ao FC Porto, mas foi ainda enquanto jogador dos dragões que se estreou pela seleção principal da Argentina, pela mão de Diego Maradona, que o convocou para o Mundial 2010.  
 
Mario Bolatti nasceu a 17 de fevereiro de 1985, em La Para, na província de Córdoba. Médio defensivo alto (1,90 m), forte na marcação e com qualidade na construção de jogo, começou a ganhar projeção no Belgrano, clube da sua região no qual fez toda a formação. Estreou-se pela equipa principal em agosto de 2003, aos 18 anos, e três anos depois contribuiu para a promoção ao patamar maior do futebol argentino.
 
Os bons desempenhos valeram-lhe a presença na pré-convocatória da seleção argentina para a Copa América 2007 e chamaram a atenção do FC Porto, que o contratou no verão de 2007 por cerca de dois milhões de euros, numa altura em que os azuis e brancos apostavam fortemente no mercado argentino, depois do êxito obtido com Lucho González e Lisandro López.
 
Contudo, a chegada de Bolatti ao FC Porto aconteceu num contexto de forte concorrência no meio-campo, com Paulo Assunção e depois Fernando de pedra e cal na posição 6 e com Lucho e Raul Meireles também com lugar cativo no trio de meio-campo do 4x3x3 de Jesualdo Ferreira.
 
Entre agosto de 2007 e janeiro de 2009 atuou em 22 jogos oficiais em todas as competições, oito dos quais como titular, sem golos para amostra. Sagrou-se campeão em 2007-08 e a Taça de Portugal em 2008-09, mas falhou o título de 2008-09 por não ter sido utilizado no campeonato.
 
Durante todo o ano de 2009 esteve emprestado ao Huracán, do seu país, e foi precisamente durante esse período que se estreou na seleção principal da Argentina, em agosto, pela mão de Diego Armando Maradona.
 
 
Em janeiro de 2010, transferiu-se em definitivo para a Fiorentina por cerca de 3,5 milhões de euros. Meio ano depois, foi convocado para o Mundial da África do Sul, tendo atuado nas vitórias diante da Coreia do Sul (4-1) e da Grécia (2-0), na fase de grupos. Ainda assim, a sua afirmação em Florença não foi plena. Em 27 jogos pelos viola, somente 14 foram na condição de titular.
 
 
Em fevereiro de 2011 regressou à América do Sul para representar o Internacional de Porto Alegre, ao serviço do qual venceu dois campeonatos gaúchos e uma Recopa Sul-Americana no espaço de dois anos. Porém, foi perdendo espaço na seleção argentina, ao ponto de não ter sido convocado para a Copa América 2011 e de ter sido chamado pela última vez à albiceleste em setembro desse ano.
 
 
No primeiro semestre de 2013 esteve emprestado ao Racing Club de Avellaneda, do seu país, e durante o ano de 2014 esteve cedido ao Botafogo.
 
 
Seguiu-se uma discreta reta final de carreira na Argentina, onde defendeu as cores de Belgrano e Boca Unidos, tendo depois deixado de jogar durante quatro anos até voltar aos relvados para jogar pelo General Paz Juniors em 2022 antes de pendurar as botas, aos 37 anos.
 



 




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