terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Pedro Santos recorda época no Vitória: “Falaram-me em três anos de contrato, mas quando fui assinar era só um…”

Pedro Santos marcou quatro golos em 34 jogos pelo Vitória FC
Numa conversa em que passou toda a carreira em revista, o médio ofensivo/extremo Pedro Santos recordou no programa Ukra By Night, da Sport TV, a época 2012-13, na qual representou o Vitória de Setúbal.
 
O jogador até tinha começado a temporada no Leixões, clube no qual vivia salários em atraso, mas a uma semana do início do campeonato ficou acertada a mudança para o Bonfim. “Acabei por rescindir com o Leixões e o Leixões chegou a acordo com o Vitória de Setúbal, onde estava o mister José Mota. Houve um acordo em que me deixaram ir e receberam dois jogadores por empréstimo do Vitória de Setúbal”, começou por contar, em meados de janeiro deste ano.
 
Inicialmente foi-lhe falado num contrato de três anos, mas na hora de assinar só lhe foi apresentado um ano. Ainda que de pé atrás, não desperdiçou a oportunidade de se mudar de um clube da II Liga com salários em atraso para outro que lhe iria possibilitar a estreia no patamar maior do futebol português.
 
 
“Muita gente não sabe, mas agora acho que já posso falar, porque já muita coisa passou. Acusaram-me de muita coisa, e o clube também fez de forma a eu parecer o culpado das coisas, mas quando eu assino pelo Vitória de Setúbal, o Vitória oferece-me três anos de contrato, a receber no primeiro ano a mesma coisa que eu estava a receber no Leixões, nem mais nem menos… mas quando chego para assinar, apresentam-me um ano de contrato e dizem-me: ‘vamos assinar por um ano e depois lá mais para a frente assinamos por mais dois’. Achei aquilo um bocado estranho, mas disse que estava bem, que podia ser. Quando cheguei, era a uma semana de começar o campeonato, não tinha feito pré-época, e viajámos para a Madeira para jogar com o Nacional. Assinei e deixaram aquilo andar. Nesse primeiro jogo, estávamos a perder 2-0, eu entrei a faltar 30 minutos, sofri penálti e empatámos 2-2. Depois comecei a titular com o Benfica, mas aos onze minutos o Amoreirinha levou vermelho e sobrou para mim. Depois jogámos com o Gil Vicente lá, entrei com energia e empatámos 0-0. A partir daí as coisas foram começando a correr bem, o mister começou a apostar em mim a titular. Começou a aproximar-se dezembro e começou-se a falar que havia interessados. A partir daí o Vitória passou a estar sob pressão, e começaram a prometer-me a renovação, a dar muito mais do que aquilo que estavam a dar, quase para ser um dos mais bem pagos do plantel, e em conversa com os meus empresários concluímos que naquela altura não valia a pena, para esperarmos o que dava o mercado de janeiro. Depois foi a minha vez de adiar. Pensaram: ‘se correr bem a gente renova, se não correr não gastamos mais dinheiro’. Mas as coisas começaram a correr-me muito bem. Em janeiro acabou por não aparecer nada. Depois houve um momento em que me podem apontar alguma coisa, porque aceitei renovar e quando ia para renovar apareceu o Sp. Braga, que naquela época tinha jogado na Liga dos Campeões. A minha prioridade foi o Sp. Braga”, lembrou Pedro Santos, autor de quatro golos e três assistências pelos sadinos na I Liga em 2012-13, ajudando a equipa a assegurar a permanência.
 
 
À beira-Sado, o antigo futebolista do Casa Pia teve companheiros de equipa jogadores como “o Ricardo Silva, que já era o dinossauro da equipa; o Zé Pedro, o Amoreirinha, o Miguel Pedro, o Meyong…”
 
 
Foi precisamente Ricardo Silva, na altura com 37 anos, o protagonista da história mais hilariante que Pedro Santos viveu no Vitória: “Estávamos no meeting a rever o jogo anterior, que tínhamos perdido por 0-3 com o Estoril. O jogo não tinha corrido nada bem e o mister José Mota, na azia, estava a dar uma dura no balneário, a mandar vir, e quase que a culpar o Ricardo pelo resultado. Começaram os dois a discutir. O Ricardo já estava a perder a cabeça e disse: ‘o mister está aí a querer arranjar bode expiatório, mas em quatro centrais que nós temos, eu sou o quinto’. Vira-se o José Mota: ‘O quê, rapaz? Vou-te já dizer: tu não és o quinto, tu até atrás do roupeiro estás!’. Estava tudo em silêncio e nós num cantinho só a rir, com a mão à frente.”
 
 









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