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| Cândido Barbosa esteve perto de vencer a Volta entre 2005 e 2007 |
Figura incontornável da Volta ao
Portugal ao longo de década e meia, venceu 25 etapas, o segundo melhor registo
da história, atrás do recordista
Alves Barbosa (34) e à frente do lendário
Joaquim
Agostinho (24). Faltou apenas a vitória na classificação geral, que esteve
muito perto de acontecer entre 2005 e 2007, quando terminou sempre no pódio.
Conhecido como o “foguete da
Rebordosa”, em alusão à forma vigorosa como se impunha nos últimos metros de
etapas que terminavam em chegadas ao
sprint e à sua cidade-natal, nasceu
a 31 de dezembro de 1974, talvez num primeiro
sprint para vir ao mundo
ainda no ano da
Revolução dos Cravos.
Começou por se destacar em
circuitos na Rebordosa e em competições no norte do país, em localidades como Felgueiras,
Gondomar, Guimarães ou Canidelo, tendo vivido o primeiro grande momento da
carreira em 1996, quando conquistou o título de
campeão europeu de sub-23. “Não
tinha esse objetivo, só queria fazer um bom resultado. Não estava à espera de
ser campeão da Europa e foi das vitórias que mais me marcou. A minha rotina
após a prova foi a mesma de sempre, ao voltar para o hotel a pedalar”, recordou
ao
Diário
de Notícias em julho de 2017.
Antigo ciclista de W52-Paredes
Móvel (1996), Maia-Jumbo-CIN (1997),
Banesto/iBanesto.com (1998-2001), Liberty
Seguros (2002-2007),
Benfica
(2008) e Palmeiras Resort-Tavira (2009-2010), esteve perto de chegar ao final
da Volta a Portugal com a
camisola amarela em 2005 e 2007, quando foi segundo
classificado, e em 2006, quando terminou no último degrau do pódio.
Seria um prémio justo para um corredor
que tanto se destacou, com 25 vitórias em etapas, mas que não o deixa
frustrado. “Fiz o que estava ao meu alcance e sinto que tenho o reconhecimento
do público, que vale mais do que seja o que for”, frisou
Cândido
Barbosa, que faz questão de salientar que o recorde de Alves Barbosa foi
obtido noutros tempos, quando “a Volta tinha muitos mais dias”.
A alcunha de “foguete da
Rebordosa”, explica, “partiu da comunicação social”. “Eu era um ciclista
rápido, um
sprinter, e nas partes finais das etapas diziam que eu
arrancava como um foguete. Foguete não me diz nada, mas Rebordosa diz-me muito.
É giro e saudável”, recordou, assumindo que tinha bastantes dificuldades em
etapas de montanha e chegadas ao alto: “Eram os meus tendões de Aquiles.”
Após retirar-se, em 2011, foi
eleito vereador da
Câmara Municipal de Paredes, publicou o livro
À Volta de Cândido
Barbosa, tem participado em ações de solidariedade e mais recentemente
foi eleito presidente da
Federação Portuguesa de Ciclismo. Um dos seus filhos,
Diogo Barbosa, é ciclista profissional.
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