sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

O “foguete da Rebordosa” que venceu 25 etapas da Volta a Portugal. Quem se lembra de Cândido Barbosa?

Cândido Barbosa esteve perto de vencer a Volta entre 2005 e 2007
Figura incontornável da Volta ao Portugal ao longo de década e meia, venceu 25 etapas, o segundo melhor registo da história, atrás do recordista Alves Barbosa (34) e à frente do lendário Joaquim Agostinho (24). Faltou apenas a vitória na classificação geral, que esteve muito perto de acontecer entre 2005 e 2007, quando terminou sempre no pódio.
 
Conhecido como o “foguete da Rebordosa”, em alusão à forma vigorosa como se impunha nos últimos metros de etapas que terminavam em chegadas ao sprint e à sua cidade-natal, nasceu a 31 de dezembro de 1974, talvez num primeiro sprint para vir ao mundo ainda no ano da Revolução dos Cravos.
 
Começou por se destacar em circuitos na Rebordosa e em competições no norte do país, em localidades como Felgueiras, Gondomar, Guimarães ou Canidelo, tendo vivido o primeiro grande momento da carreira em 1996, quando conquistou o título de campeão europeu de sub-23. “Não tinha esse objetivo, só queria fazer um bom resultado. Não estava à espera de ser campeão da Europa e foi das vitórias que mais me marcou. A minha rotina após a prova foi a mesma de sempre, ao voltar para o hotel a pedalar”, recordou ao Diário de Notícias em julho de 2017.
 
Antigo ciclista de W52-Paredes Móvel (1996), Maia-Jumbo-CIN (1997), Banesto/iBanesto.com (1998-2001), Liberty Seguros (2002-2007), Benfica (2008) e Palmeiras Resort-Tavira (2009-2010), esteve perto de chegar ao final da Volta a Portugal com a camisola amarela em 2005 e 2007, quando foi segundo classificado, e em 2006, quando terminou no último degrau do pódio.
 
Seria um prémio justo para um corredor que tanto se destacou, com 25 vitórias em etapas, mas que não o deixa frustrado. “Fiz o que estava ao meu alcance e sinto que tenho o reconhecimento do público, que vale mais do que seja o que for”, frisou Cândido Barbosa, que faz questão de salientar que o recorde de Alves Barbosa foi obtido noutros tempos, quando “a Volta tinha muitos mais dias”.
 
A alcunha de “foguete da Rebordosa”, explica, “partiu da comunicação social”. “Eu era um ciclista rápido, um sprinter, e nas partes finais das etapas diziam que eu arrancava como um foguete. Foguete não me diz nada, mas Rebordosa diz-me muito. É giro e saudável”, recordou, assumindo que tinha bastantes dificuldades em etapas de montanha e chegadas ao alto: “Eram os meus tendões de Aquiles.”
 
Após retirar-se, em 2011, foi eleito vereador da Câmara Municipal de Paredes, publicou o livro À Volta de Cândido Barbosa, tem participado em ações de solidariedade e mais recentemente foi eleito presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo. Um dos seus filhos, Diogo Barbosa, é ciclista profissional.



 




 
  

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