Possante (1,87), sóbrio no
comando da defesa, viril na disputa de cada lance, forte na marcação, rápido e
dotado de espírito de liderança, qualidade que chegou a fazer dele capitão de equipa
do Vitória
de Guimarães durante alguns meses, após a saída de Fernando Meira.
Já a torcida do Botafogo
nunca mais perdoou o central, que perdeu espaço no plantel e acabou por se
mudar para Portugal em 1996-97, inicialmente para representar o Marítimo,
por indicação do treinador Marinho
Peres. Nos Barreiros afirmou-se como um titular indiscutível, mesmo nas
fases da época em que os insulares
foram orientados por Manuel José e Augusto
Inácio, tendo atuado em 26 jogos na I
Liga e apontado um golo, logo na estreia, na receção ao Desp.
Chaves (2-2). Seguiram-se três anos e meio no Vitória
de Guimarães, na altura uma equipa com presença assídua nas competições
europeias. Logo na primeira temporada no Dom Afonso Henriques contribuiu para a
obtenção de um fantástico 3.º lugar no campeonato, à frente do Sporting,
e logo com o estatuto de defesa menos batida da prova (25 golos). As épocas que se seguiram não
foram tão conseguidas coletivamente, mas cimentou o seu estatuto nos vimaranenses,
ao ponto de se ter tornado capitão de equipa após a transferência de Fernando
Meira para o Benfica
no verão de 2000. Contudo, em janeiro de 2001,
quando os minhotos
estavam envolvidos numa impensável luta pela permanência, Márcio Theodoro
despediu-se de Guimarães ao fim de 100 jogos e cinco golos e rumou ao Felgueiras,
que procurava assegurar a manutenção na… II
Liga. Já entre 2001 e 2004 foi o xerife
da defesa do Portimonense
no segundo
escalão, tendo somado 97 jogos e quatro golos pelos algarvios
e ficado perto da subida à I
Liga em 2002-03. Porém, na temporada seguinte só não desceu à II Divisão B
porque o Salgueiros
foi despromovido administrativamente. Pendurou as botas em 2004, aos 36
anos, e depois regressou ao Brasil, onde ingressou no ramo imobiliário.
Sem comentários:
Enviar um comentário