terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Hoje faria anos o polivalente que partiu cedo demais. Quem se lembra de Tengarrinha?

Vitória FC e Boavista foram os clubes em que Tengarrinha jogou mais
Internacional jovem português em 29 ocasiões, era um daqueles jogadores polivalentes capazes de desempenhar eficientemente várias posições. Jogou mais vezes como trinco, mas tanto poderia aparecer também numa linha intermédia a meio-campo como atuar como defesa central. E, ao longo da carreira, chegou a desenrascar também como lateral direito.
 
Nascido em Lisboa a 17 de fevereiro de 1989, Bernardo Tengarrinha começou a jogar futebol nas escolinhas do Odivelas, de onde saltou para o Benfica na transição para infantil, em 2000. Cinco anos depois somou as primeiras internacionalizações, pelos sub-16, e mudou-se para o FC Porto, clube no qual concluiu a formação.
 
Em 2008-09 foi integrado no plantel principal dos dragões, às ordens de Jesualdo Ferreira, mas não foi além de dois jogos disputados, ambos para a Taça de Portugal, o que fez dele um vencedor da competição nessa época, mas que não fez com que fosse considerado campeão nacional, pois não atuou no campeonato pelos azuis e brancos.
 
No segundo semestre de 2009 foi para o Estrela da Amadora ganhar minutos e experiência na I Liga, ajudando os tricolores, fustigados com problemas de salários em atraso que vieram até a motivar a despromoção administrativa à II Divisão B, a atingir as meias-finais da Taça de Portugal. No final da época, representou a seleção nacional de sub-21 no prestigiado Torneio de Toulon.
 
Ainda por empréstimo do FC Porto passou toda a temporada de 2009-10 no Olhanense antes de dividir a época seguinte entre Santa Clara na II Liga e Vitória de Setúbal no primeiro escalão. Continuou no Bonfim em 2011-12, já a título definitivo, mas nunca conseguiu afirmar-se como um titular indiscutível, não indo além de 25 jogos (14 dos quais como titular) em ano e meio à beira-Sado.
 
 
Seguiu-se a única aventura no estrangeiro, ao serviço dos búlgaros do CSKA Sófia, antes de um regresso a Portugal através da porta da II Liga, patamar competitivo no qual defendeu as cores de Freamunde e Desp. Chaves.
 
Entre 2014 e 2016 viveu a melhor fase da carreira no Boavista, chegando inclusivamente a capitão de equipa, mas aos 28 anos viu-se obrigado a suspender a carreira devido a um linfoma de Hodgkin, uma doença com sintomas similares aos da leucemia e que lhe ceifou a vida a 30 de outubro de 2021, aos 32 anos.
 
 
 
Após pendurar as botas colaborou com o Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) num projeto que visava combater o declínio da saúde mental dos atletas e voltou ao Vitória de Setúbal como treinador-adjunto da equipa de sub-23, tendo estado no cargo durante as temporadas 2018-19 e 2019-20.







 
  

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