sexta-feira, 13 de março de 2020

Cinco jogadores apontados à estreia na Seleção Nacional em 2020

Uma mão cheia de candidatos à estreia pela Seleção Nacional
2020 é o ano em que pela primeira vez a Seleção Nacional vai entrar na fase final de uma grande competição na condição de campeã em título. O peso dessa responsabilidade e a companhia de França e Alemanha no Grupo F do Campeonato da Europa aparentam ser obstáculos complicados de contornar para os homens de Fernando Santos, que vão preparar o torneio com jogos particulares, frente a Eslovénia, Espanha e Malta (já no estágio do Euro 2020) - foram adiados os compromissos diante de Croácia e Bélgica, agendados para o final de março.


Por ser ano de uma grande competição, 2020 também poderá marcar o fim do ciclo de alguns jogadores na equipa das quinas, nomeadamente os mais veteranos, como Beto, Pepe, José Fonte ou... Cristiano Ronaldo, que poderão já não pertencer ao grupo aquando do início da primeira fase da Liga das Nações, agendado para setembro.

Além da necessidade de renovar algumas posições, estão a surgir sérios candidatos a intrometerem-se na luta por um lugar no lote dos convocados. Desde que está no cargo, Fernando Santos já promoveu 41 estreias na Seleção Nacional, um número que deverá certamente aumentar este ano. Eis os principais candidatos a somarem a primeira internacionalização.


José Sá
Comecemos pela baliza. Para as cinco datas FIFA de 2019 foi chamado o mesmo trio de guarda-redes: Rui Patrício, Beto e José Sá. Porém, este último não chegou a estrear-se. Convocado pela primeira vez por Fernando Santos em junho de 2017, aquando da preparação da Taça das Confederações, nunca foi além da condição de suplente não utilizado. Na altura, era suplente de Iker Casillas no FC Porto, mas hoje é a última barreira do Olympiacos, líder isolado do campeonato grego e ainda em prova na Liga Europa. Na última época e meia somou mais de 70 encontros e mais de 6.330 de competição ao serviço do clube do Pireu, na fase de mais fulgor na carreira. Aos 27 anos, e depois de 31 internacionalizações pelas seleções jovens, poderá receber a primeira oportunidade, até porque Beto está à beira de completar 38 anos e Rui Patrício poderá descansar em alguns jogos particulares.


Rúben Semedo
Continuemos no Olympiacos, desta vez com um defesa central, posição em que tem havido alguma carência de jogadores a atuar ao mais alto nível. A última convocatória de 2019 ficou marcada pela primeira chamada de Rúben Semedo, que não chegou a estrear-se, 15 meses após o jogador ter saído da prisão. Depois de se ter reabilitado com a camisola do Rio Ave na segunda metade da temporada passada, transferiu-se para o futebol grego e tem sido titular indiscutível na formação orientada por Pedro Martins, pela qual já leva cinco golos apontados nesta época. Atendendo o bom momento que atravessa, o facto de ter sido chamado em novembro do ano passado e a necessidade de juntar um quarto central ao trio habitual composto por Pepe, Rúben Dias e José Fonte, o antigo defesa do Sporting surge como grande candidato não só a ser incluído na lista de convocados para o Euro 2020. Aos 25 anos, seria o culminar de um trajeto de 14 internacionalizações nas seleções jovens.



Ferro
Porém, Rúben Semedo não é o único central na calha para a estreia pela Seleção Nacional. Tendo em conta a veterania de Pepe (37 anos) e José Fonte (36 anos), a juntar aos problemas físicos do luso-brasileiro. E neste âmbito, o nome do benfiquista Ferro surge de forma natural. É verdade que atravessa talvez a fase de menor fulgor desde que foi promovido há pouco mais de um ano, o que também ajuda a explicar o período menos positivo da organização defensiva da equipa de Bruno Lage, mas verdade seja dita que uma das possíveis explicações desse abaixamento de forma reside no facto de o central de 22 anos estar a ser sujeito a um grande desgaste, levando já 36 jogos nesta época. Seja como for, um titular do Benfica é sempre um forte candidato a ser chamado à equipa das quinas. A seu favor tem igualmente o histórico nas seleções jovens: 51 internacionalizações entre os sub-17 e os sub-21.


Sequeira
Ainda pela defesa, outra posição de deficitária é a de lateral esquerdo, embora essa posição possa ser cobrida por jogadores que atuem no lado direito. Nos últimos anos Raphael Guerreiro e Mário Rui têm sido as escolhas habituais e Antunes e Kévin Rodrigues as principais alternativas, mas não é de descartar a chamada do bracarense Sequeira. Aos 29 anos, é titular indiscutível no Sp. Braga pela segunda temporada consecutiva, exibindo grande consistência a fazer o corredor e qualidade de cruzamento bem acima da média às ordens dos diversos treinadores que têm passado pela Pedreira, desde Abel Ferreira a Custódio. A confirmar-se, seria um regresso às seleções nacionais 12 anos depois de ter representado os sub-18, quando pertencia ao Leixões.


Paulinho
Ainda no Sp. Braga saltamos diretamente da defesa para o ataque, onde tem brilhado Paulinho. Há dois anos, após a primeira época nos bracarenses, esteve pré-convocado para o Campeonato do Mundo, mas nessa altura havia um André Silva sempre muito inspirado na Seleção Nacional e um Éder que não assim há tanto tempo tinha sido o herói da final do Euro 2016. Agora, aos 27 anos, o avançado minhoto atravessa a melhor fase da carreira: é titular indiscutível e leva já 18 golos apontados nesta temporada, a terceira no clube. Se há cerca de um ano Dyego Sousa foi a grande novidade na convocatória de Fernando Santos, tudo aponta para que o emblema arsenalista catapulte mais um ponta de lança para a equipa das quinas. Em termos de seleções nacionais contabiliza apenas uma internacionalização pelos sub-21, um particular diante da Escócia em novembro de 2012.














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