sábado, 1 de dezembro de 2018

A minha primeira memória de… um jogo entre Sporting e Rio Ave

Idalécio e Silva em disputa de bola no jogo de Alvalade
Os jogos entre Rio Ave e Sporting ainda não atingiram o estatuto de clássico de futebol português, mas jamais me esquecerei do primeiro duelo que vivenciei entre ambos os clubes. Porquê? Porque assisti ao encontro ao vivo, naquela que foi a primeira vez que entrei num dos estádios construídos para o Euro 2004, no caso o Estádio José Alvalade.

Os dez novos ou remodelados recintos que Portugal ganhava por essa altura primavam quase todos pela modernidade, nomeadamente pela maior proximidade entre relvado e bancadas e pela cobertura que protege os adeptos da chuva ou do sol, entre outras funcionalidades. No caso do então também conhecido como Alvalade XXI, destacavam-se igualmente as bancas coloridas, com o propósito de dar sempre a ideia de grandes assistências, e o não menos controverso fosso entre bancadas e o relvado.


Nessa noite de 1 de novembro de 2003, embora não tenha faltado emoção na partida, passei boa parte do tempo a admirar o estádio, inaugurado cerca de três meses antes e bastante diferentes de todos os que estavam operacionais no nosso país.

Quem também parecia admirar o estádio, apesar de o relvado dar imensos problemas, era a equipa do Sporting, então orientada por Fernando Santos, que na altura tinha somado vitórias nos cinco jogos disputados no novo palco, diante de Belenenses (4-2), Nacional (2-0), Gil Vicente (1-0) e Beira-Mar (3-1) para o campeonato e frente aos suecos do Malmö (2-0) na primeira eliminatória da Taça UEFA. Ainda houve um sexto encontro vitorioso, o da inauguração do recinto, com Cristiano Ronaldo a brilhar no triunfo sobre o Manchester United (3-1).




Já o Rio Ave regressava nessa época à I Liga, após três temporadas na II Liga. Orientados pelo emblemático Carlos Brito, os vila-condenses entravam em campo a poucos pontos dos lugares de despromoção. Ou seja, tudo indicava que com maior ou menor dificuldade a vitória caísse para o lado dos leões, que aquando no apito inicial ocupavam o segundo lugar, a oito pontos do líder FC Porto (de José Mourinho), que tinha mais um jogo.  

No entanto, e apesar de estar por cima e de criar frequentemente situações de perigo, o Sporting não conseguia chegar ao golo, e acabou por ficar em desvantagem no final da primeira parte, quando ao segundo poste Evandro deu a melhor sequência a um cruzamento de Gama a partir do flanco esquerdo, num lance de contra-ataque.


Na segunda parte, os leões voltaram à carga, mas o tempo ia passando e o empate não surgia. Estava à vista a primeira perda de pontos dos verde e brancos no novo Estádio José Alvalade. E o espectro da derrota pairava sobre os adeptos. Porém, um golo tardio do Elpídio Silva, num cabeceamento certeiro no coração da área na resposta a um livre lateral apontado por Fábio Rochemback (85 minutos), deu o empate ao Sporting, naquele que foi o primeiro de cinco golos de leão ao peito do pistoleiro contratado ao Boavista meses antes.


A divisão de pontos foi um mal menor para o Sporting, que depois desse encontro iniciou uma série de nove vitórias consecutivas para o campeonato, embora tenha sido eliminado da Taça UEFA (pelos turcos do Gençlerbirligi) e da Taça de Portugal (em Alvalade, por um Vitória deSetúbal então na II Liga) pelo meio. E o empate também fez bem ao Rio Ave, que fez um campeonato muito tranquilo e meritório, tendo terminado em 7.º lugar, com os mesmos pontos do Marítimo, que foi 6.º. A título de curiosidade, na segunda volta os vila-condenses atropelaram os leões no Estádio dos Arcos, goleando por 4-0 um Sporting que já não perdia há 19 jogos na I Liga.


























E para o caro leitor, qual foi o primeiro jogo entre Sporting e Rio Ave de que tem memória? E quais foram os melhores e mais marcantes jogos entre as duas equipas?

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