quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Torreense na II Liga

Dez jogadores que ficaram na história do Torreense
Líder isolado da Série F do Campeonato de Portugal, o Sport Clube União Torreense está em posição privilegiada para assegurar uma vaga na fase de promoção à II Liga.
 
Caso venha a regressar ao segundo escalão após 23 anos de ausência, a formação de Torres Vedras irá a voltar a um patamar no qual competiu por cinco vezes, sendo que a primeira, logo na edição inaugural (1990-91), culminou na promoção à I Liga. Por outro lado, as duas últimas participações (1994-95 e 1997-98) traduziram-se em descidas à II Divisão B.
 
Em 174 jogos na II Liga, o SCUT somou 48 triunfos, 48 empates, 78 derrotas e um saldo de 188-255 em golos.
 
Ao longo dessas cinco presenças, 104 futebolistas jogaram pelos Torreense na II Liga. Vale por isso a pena recordar os dez que o fizeram mais vezes.
  

10. Evandro (51 jogos)

Evandro
Médio brasileiro que reforçou o Torreense no final de 1990, proveniente do Joinville, chegou, viu e venceu, conquistando rapidamente a titularidade e ajudando a formação de Torres Vedras a alcançar a promoção à I Divisão, tendo contribuído com quatro golos, frente a Desp. Aves, O Elvas (dois) e Freamunde, em 17 jogos (16 a titular).
Na temporada seguinte apresentou-se a bom nível no primeiro escalão, mas não evitou a despromoção à II Liga.
Apesar da descida de divisão, permaneceu mais um ano em Torres Vedras, tendo atuado em 34 partidas (26 a titular) e faturado por cinco vezes, diante de Penafiel (dois), União de Leiria, Feirense e Nacional.
No verão de 1993 mudou-se para o Tirsense, tendo ainda representado Sp. Braga e Marco no futebol português.
 
 

9. Sérgio Camacho (51 jogos)

Sérgio Camacho
Disputou o mesmo número de jogos de Evandro, mas amealhou mais 471 minutos em campo – 4307 contra 3836.
Lateral direito nascido em Angola, mas desde tenra idade radicado em Portugal, chegou ao Torreense no verão de 1993 depois de um longo percurso de mais de uma década no Amora, incluindo os anos em que jogou nas camadas jovens.
Com entrada direta no onze da equipa de Torres Vedras, disputou 24 jogos (todos a titular) na II Liga na época de estreia, ajudando a formação da região Oeste a assegurar a permanência.
Já em 1994-95 atuou em 27 partidas (sempre a titular) e marcou um golo ao… Amora, insuficiente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão mudou-se para a Ovarense, tendo depois voltado ao Amora e representado Portimonense e Esperança de Lagos antes de pendurar as botas.
 
 

8. Rui Melo (51 jogos)

Rui Melo
Disputou o mesmo número de jogos de Evandro e Sérgio Camacho, mas amealhou mais minutos em campo: 4315.
Mais um jogador nascido em Angola recrutado ao Amora no verão de 1993, neste caso um defesa central.
Presença assídua no onze de Rui Mâncio, disputou 24 jogos (23 a titular) na II Liga ao longo da época de estreia no Campo Manuel Marques, ajudando o Torreense a assegurar a permanência.
Em 1994-95 atuou em 27 partidas (sempre a titular) e marcou um golo ao Sp. Espinho, insuficiente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão voltou ao Benfica Castelo Branco, clube em que fez parte da formação e iniciou o seu percurso no futebol sénior.
 
 

7. Elísio (55 jogos)

Elísio
Guarda-redes internacional jovem por Portugal e formado no Benfica ao lado de Samuel e José Carlos, entre outros, passou por clubes como Gil Vicente, Estoril e O Elvas antes de reforçar o Torreense no verão de 1991, quando a formação da região Oeste subiu à I Divisão.
Titular indiscutível nessa que foi a última participação do clube de Torres Vedras no primeiro escalão, foi impotente para evitar a descida à II Liga, patamar em que disputou 33 jogos e sofreu 44 golos em 1992-93.
No verão de 1993 mudou-se para o Felgueiras, mas um ano depois regressou ao emblema grená para atuar em 22 encontros (20 a titular) e sofrer 37 golos em 1994-95, não evitando a descida à II Divisão B.
Após a despromoção transferiu-se para o Beira-Mar.
 
 
 

6. Rosário (61 jogos)

Rosário
O melhor marcador de sempre do Torreense na II Liga, com 20 golos.
Extremo de baixa estatura (1,65 m) natural de Castanheira do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira, chegou pela primeira vez ao Torreense no verão de 1987, proveniente do Monte Agraço, saltando assim dos distritais da AF Lisboa para um clube importante na II Divisão Nacional.
Em 1990-91, sete anos após ter deixado de jogar na III Divisão Distrital, ajudou o emblema de Torres Vedras a regressar à I Divisão depois de quase três décadas de ausência, tendo apontado onze golos em 37 jogos (36 a titular). Sp. Espinho (dois), Benfica Castelo Branco, Barreirense (dois), Freamunde, Maia (três), Académico Viseu e Paços de Ferreira foram as vítimas de Rosário.
Na temporada seguinte apontou idêntico número de golos no primeiro escalão, mas sofreu uma lesão na fase final da época e foi impotente para evitar a descida à II Liga, patamar em que atuou em 24 partidas (17 a titular) e faturou por nove vezes, diante de Louletano, Benfica Castelo Branco, União de Leiria (dois), Feirense, Desp. Aves (dois), Rio Ave e Nacional.
No verão de 1993 mudou-se para o Vitória de Setúbal, tendo ainda passado por Boavista e Felgueiras antes de regressar ao Torreense em 1996-97 para contribuir para a obtenção do primeiro lugar na Zona Centro da II Divisão B e para a consequente promoção à II Liga.
“O Rosário era uma referência para nós e ainda bem que veio. Ele, o Teixeira e o Vítor Martins funcionavam quase como os nossos pais, foram de extrema importância porque o plantel era muito jovem e eles trouxeram o equilíbrio de que precisávamos. O Rosário era realmente a estrela da equipa, mesmo sendo um dos palhacinhos do balneário (juntamente comigo). Era um exemplo a seguir, respeitado por todos os colegas e adversários e claro que a entrega, a humildade, a alegria contagiante e a qualidade que tinha foram uma mais valia, não só pelos golos que marcou, mas pelo que ajudou no crescimento dos jogadores mais jovens”, contou o antigo guarda-redes Nélson ao portal Curiosidades sobre o Torreense.
Consumada a subida de divisão, transferiu-se para o Vila Real.
Rosário tem um filho que tem dado cartas no futebol, Diogo Figueiras, antigo lateral de Paços de Ferreira, Sevilha, Olympiacos e Sp. Braga, entre outros.
 
 
 

5. Jorge Mota (63 jogos)

Jorge Mota
Defesa central nascido em Abrantes, iniciou-se no futebol sénior ao serviço do Estrela da Amadora, tendo ainda passado pelo Louletano antes de reforçar o Torreense no verão de 1991, numa altura em que o emblema da região Oeste tinha regressado à I Divisão.
Embora fosse titular indiscutível, não evitou que a equipa então orientada por Manuel Cajuda descesse à II Liga, patamar em que disputou 33 jogos (todos como titular) e apontou dois golos, frente a Campomaiorense e União da Madeira.
Na temporada seguinte atuou em 30 partidas (29 a titular) e somou três remates certeiros, frente a União de Leiria, Leça e Académico Viseu.
No verão de 1993 deixou Torres Vedras e rumou ao Nacional da Madeira.
 
 

4. Andrade (64 jogos)

Andrade
Lateral esquerdo natural de Elvas, internacional jovem português e que jogou nos juniores do Sporting, passou pelos seniores de Juventude Évora, Ginásio Alcobaça e Peniche antes de reforçar pela primeira vez o Torreense em 1985-86, quando o emblema grená militava na II Divisão.
Entretanto deu o salto para a I Divisão, onde jogou ao serviço de Farense e Marítimo, tendo regressado a Torres Vedras em 1990-91 para ajudar a formação da região Oeste a regressar ao primeiro escalão após 26 anos de ausência, tendo atuado em 35 jogos (31 a titular) e apontado três golos, frente a Louletano e Barreirense (dois), nessa época que culminou na subida de divisão.
Embora tivesse mantido o estatuto de titular indiscutível no patamar maior do futebol português, foi impotente para evitar a despromoção à II Liga, patamar em que atuou em 29 partidas (todas como titular) em 1992-93.
Após essa temporada mudou-se para o Sp. Espinho, tendo voltado a jogar na I Liga em 1994-95 ao serviço do Sp. Braga de Manuel Cajuda, treinador que já o tinha orientado no Campo Manuel Marques.
 
 

3. Baltazar (67 jogos)

Baltazar
Médio ofensivo natural de Castelo Branco, internacional jovem português e que jogou ao lado de Fernando Mendes, Litos e Futre na formação do Sporting, passou por Vitória de Setúbal, União da Madeira, Académica e Olivais e Moscavide antes de reforçar o Torreense no verão de 1989. Em quatro anos no clube, assumiu rapidamente o estatuto de capitão de equipa e jogou em três campeonatos diferentes: II Divisão Nacional, II Liga e I Divisão.
Em 1990-91 disputou 33 jogos (32 a titular) e apontou oito golos na II Liga, diante de Académico Viseu, Recreio de Águeda (dois), Varzim, Barreirense, Freamunde, União de Leiria e Maia, contribuindo assim para a promoção ao primeiro escalão.
Entre a elite do futebol português manteve o estatuto de titular indiscutível, mas foi impotente para evitar a descida à II Liga, patamar em que foi utilizado nas 34 jornadas (sempre a titular) e somou uma mão cheia de golos, frente a Campomaiorense, Penafiel, União de Leiria, Nacional e Vitória de Setúbal, em 1992-93.
No verão de 1993 rumou ao Louletano, mas um ano depois voltou à I Liga para reencontrar Manuel Cajuda no Sp. Braga.
 
 

2. Bruno Vaza (94 jogos)

Bruno Vaza
Um filho de Torres Vedras e um produto da formação do Torreense, que foi lançado na equipa principal pela mão de Mário Wilson aos 18 anos, em abril de 1989, na II Divisão.
O crescimento de Bruno Vaza coincidiu com a ascensão do clube no início da década de 1990, tendo contribuído para a promoção à I Divisão com um golo ao Louletano em 33 jogos (31 a titular) na edição inaugural da II Liga, em 1990-91. “Foi 27 anos depois de o meu pai e os seus companheiros de equipa terem subido de divisão em 1964-65. Essa equipa do Torreense de 1964-65 era formada, quase na totalidade, por jogadores formados em Torres. Foi lindo, único, e Torres Vedras inteira estava a receber-nos. Foi muito bonito o que fizemos, para a alegria dos adeptos e restantes Torrenses, assim como foi muito gratificante o seu apoio. Foi um dia que nos vai acompanhar sempre, com um brilho nos olhos”, recordou ao portal Curiosidades sobre o Torreense.
Após se ter estreado no primeiro escalão, regressou à II Liga em 1992-93 para atuar em 31 encontros (todos como titular) e apontar dois golos, frente a Feirense e Benfica Castelo Branco.
Na temporada seguinte participou em 30 partidas (29 a titular) e somou dois remates certeiros, diante de Desp. Chaves e Leça.
No verão de 1995 deu o salto para o Sp. Braga, tal como Hélder, tendo reencontrado Manuel Cajuda.
Após sete anos no Minho, regressou ao Torreense em 2001-02 para jogar na II Divisão B naquela que foi a última temporada da carreira. “O meu regresso foi o que sempre quis, acabar no Torreense. Com a lesão que tive em Braga, isso levou-me a terminar mais cedo. Foi apenas um ano, como podiam ter sido mais, caso as pessoas na altura tivessem sido sérias. Mas é passado”, contou.
O seu filho, Rodrigo Vaza, passou pela formação do emblema da região Oeste e chegou a jogar pela equipa principal em 2019-20.
 
 
 

1. Sérgio Santos (111 jogos)

Sérgio Santos
Mais um jogador natural de Torres Vedras e formado no Torreense, que se estreou pela equipa principal aos 19 anos, na II Divisão, em 1987-88.
Na quarta época de sénior disputou 31 jogos (todos como titular) na edição inaugural da II Liga e contribuiu para a subida à I Divisão.
No regresso do emblema da região Oeste ao primeiro escalão, em 1991-92, viveu na sombra de Nuno Damas, mas voltou a assumir-se como do lado direito da defesa na temporada seguinte, mais uma vez na II Liga, ao atuar em 29 encontros (27 a titular) e marcar um golo à Ovarense.
Já em 1993-94 foi utilizado em 24 partidas (18 a titular) e marcou um golo ao Leça, transferindo-se no final dessa época para o Nacional, onde reencontrou o treinador Rui Mâncio.
Entretanto passou por União de Leiria e Câmara de Lobos, tendo regressado ao Torreense no verão de 1997 para jogar mais uma temporada na II Liga, tendo participado em mais 27 jogos numa campanha que culminou em despromoção.
Seguiram-se mais dez anos ao serviço do clube, sempre a jogar na II Divisão B, antes passar as últimas épocas no Encarnacense, onde se haveria de retirar. Em 1998-99 participou na brilhante caminhada até aos quartos de final da Taça de Portugal, ainda que não tivesse marcado presença no jogo em que o conjunto de Torres Vedras eliminou o FC Porto em pleno Estádio das Antas, em dia de Carnaval.
Segundo o antigo companheiro de equipa e antigo internacional português Filipe Ramos, Sérgio Santos “era um fantástico jogador, com uma alma incrível”. “Jogava em várias posições, lateral direito e médio”, acrescentou ao portal Curiosidades sobre o Torreense.
 










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