quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Sp. Braga na Liga Europa

Dez futebolistas que fizeram história pelo Sp. Braga na Liga Europa

Uma vez finalista, o Sp. Braga está entre os 60 clubes com mais participações na competição que outrora era denominada por Taça UEFA e que desde 2009 se chama Liga Europa, sendo que 12 das 15 presenças – a contar com a de 2020-21 – foram registadas já em pleno século XXI.

 

Estreantes em 1978-79, os minhotos atingiram o jogo decisivo em 2010-11, quando perderam para o FC Porto (0-1) em Dublin, naquela que foi a única final exclusivamente portuguesa da história das provas europeias. Antes, nas meias-finais, os bracarenses afastaram o Benfica, nos primeiros jogos 100% portugueses da história da UEFA.

 

Os arsenalistas chegaram ainda aos quartos de final em 2015-16 e aos oitavos em 2006-07 e 2008-09.

 

No total, 180 futebolistas representaram o Sp. Braga na Taça UEFA/Liga Europa. Vale por isso a pena recordar os dez que o fizeram por mais vezes.

 

 

10. Paulo César (20 jogos)

Paulo César
Extremo/avançado móvel com praticamente toda a carreira feita em Portugal até então, reforçou o Sp. Braga então orientado por Jorge Jesus no verão de 2008, depois de passagens por Gil Vicente, Vitória de Guimarães, Rio Ave e União de Leiria.

Na Pedreira nem sempre foi titular indiscutível, mas foi sempre um jogador muito utilizado, ainda que a partir do banco. Exemplo disso foi a primeira época no clube, em 2008-09, quando foi titular em apenas dois dos sete jogos que disputou na então ainda designada por Taça UEFA, tendo ajudado os bracarenses a atingir os oitavos de final.

Duas épocas depois ganhou protagonismo na caminhada até à final da então já reformulada e renomeada Liga Europa, participando em seis jogos (cinco a titular).

Por fim, em 2011-12, atuou em sete partidas (uma a titular), contribuindo para o apuramento para a fase a eliminar.

 

 

9. Paulo Jorge (20 jogos)

Paulo Jorge
Disputou 20 jogos tal como Paulo César, mas amealhou mais 806 minutos em campo – 1668 contra 862 -, beneficiando do facto de ser defesa central, uma posição menos suscetível às substituições.

Jogador formado no clube, chegou à equipa principal em 2002, ainda antes de António Salvador ser eleito presidente e de o Sp. Braga se ter tornado presença habitual nas competições europeias.

Após não ter conseguido ultrapassar a primeira eliminatória em 2004-05 e 2005-06, Paulo Jorge foi um dos esteios da equipa que em 2006-07 atingiu os oitavos de final, no culminar de uma campanha meritória em que os bracarenses venceram os italianos do Chievo e do Parma, entre outros. O central marcou dois golos nessa caminhada, ao Chievo e ao Tottenham.

Na época seguinte voltou a estar em bom plano, ajudando os bracarenses a chegar aos 16 avos de final.

Em 2008-09 não foi utilizado nas competições europeias e depois rumou aos cipriotas do APOEL.

Após pendurar as botas tornou-se treinador e desde 2017 que trabalha na estrutura dos arsenalistas.


8. Wilson Eduardo (21 jogos)

Wilson Eduardo
Atacante formado no Sporting, rompeu a ligação com a casa-mãe e assinou a título definitivo pelo Sp. Braga no verão de 2015, tornando-se imediatamente numa figura importante nos bracarenses.

Na temporada de estreia na Pedreira, além de ter vencido uma Taça de Portugal ajudou os minhotos a alcançarem a sua segunda melhor participação de sempre da Liga Europa, ao atingir os quartos de final. Nessa caminhada Wilson Eduardo disputou dez jogos (quatro a titular) e marcou dois golos, diante de Marselha e Shakhtar Donetsk.

Na época seguinte marcou um golo ao Konyaspor e foi titular nos seis encontros da fase de grupos, etapa que os arsenalistas não conseguiram ultrapassar.

Já em 2017-18 e 2019-20 ajudou o Sp. Braga a chegar aos 16 avos de final, tendo na última época apontado dois golos ao Besiktas e conquistado ainda a Taça da Liga.

Em 2020 terminou contrato e rumou ao Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos. Numa nota de agradecimento ao jogador no seu sítio oficial, o emblema minhoto considera que “há atletas que deixam a sua marca na história de um clube” e que o jogador luso-angolano “é, sem dúvida, um deles”.


7. Marcelo Goiano (22 jogos)

Marcelo Goiano
Lateral proveniente da Académica em 2014, demorou algum tempo, mas conquistou o seu lugar no onze do Sp. Braga com Paulo Fonseca, à direita ou até mesmo à esquerda, e chegou a capitão de equipa.

Na estreia europeia, em 2015-16, foi titular em dez jogos na caminhada dos bracarenses até aos quartos de final, tendo ainda desempenhado um papel importante na conquista da Taça de Portugal.

Na temporada seguinte esteve no onze inicial em todos os encontros da fase de grupos, mas conseguiu o apuramento para as eliminatórias.

Por fim, em 2017-18, foi um dos esteios da equipa que chegou aos 16 avos de final, tendo marcado um golo ao Hoffenheim em seis partidas (todas como titular).


 

 

6. Hassan (24 jogos)

Ahmed Hassan

Um dos melhores marcadores de sempre do Sp. Braga na Liga Europa, com seis golos – os mesmos de Fransérgio e Luis Aguiar.

Após ter brilhado ao serviço do Rio Ave entre 2012 e 2015 mudou-se para a Pedreira, onde inicialmente até manteve a veia goleadora exibida em Vila do Conde.

Na época de estreia no Minho, às ordens de Paulo Fonseca, foi titular nos 11 jogos que disputou na Liga Europa e apontou três golos, diante de Groningen, Marselha e Fenerbahçe, ajudando os bracarenses a chegar aos quartos de final. O golo aos marselheses foi um bonito chapéu um dia após saber da morte do pai, tendo chorado durante a dedicatória. “Foi um momento especial para mim e para a minha família. O golo foi para o meu pai, que foi a pessoa que sempre me ajudou. Foi com ele que aprendi muitas coisas. Este golo é para ele. Espero que descanse em paz”, afirmou o jogador na altura.

Em 2016-17 manteve a importância na equipa e até marcou dois golos, frente ao Konyaspor e ao Gent, mas os arsenalistas não ultrapassaram a fase de grupos da competição.

Na época que se seguiu perdeu algum espaço no onze, devido às contratações de Paulinho e Dyego Sousa, mas na Liga Europa ainda conseguiu faturar uma vez, diante do Basaksehir, em sete jogos (três a titular) na prova.

Depois acabou por rumar ao Olympiacos, primeiro por empréstimo e depois a título definitivo.


5. Rodríguez (24 jogos)

Alberto Rodríguez

Defesa central peruano, trocou o Sporting Cristal do seu país pelo Sp. Braga em janeiro de 2007 e teve impacto imediato na equipa, tornando-se rapidamente titular indiscutível, estatuto que manteria até sair para o Sporting em 2011.

Na época de estreia ainda foi a tempo de participar em quatro jogos da fase a eliminar, ajudando os bracarenses a eliminarem os italianos do Parma e a chegarem pela primeira vez aos oitavos de final.

Nas duas temporadas que se seguiram foi um dos esteios das equipas que conseguiram passar à fase a eliminar.

Em 2010-11 começou na Liga dos Campeões, mas foi repescado para a Liga Europa e ajudou os arsenalistas a atingir a final, participando em sete jogos dessa caminhada histórica, numa altura em que já estava a contas com alguns problemas físicos.


4. Vukcevic (25 jogos)

Nikola Vukčević
Médio montenegrino de características defensivas contratado ao FK Buducnost no verão de 2013, começou pela equipa B e demorou a conquistar o seu espaço, conseguindo finalmente impor-se já em 2015-16, com Paulo Fonseca no comando técnico, numa altura em que até já era internacional pelo seu país.

Nessa temporada foi titular nos 11 jogos que disputou na caminhada até aos quartos de final da Liga Europa e também venceu a Taça de Portugal.

Na época seguinte participou nos seis encontros (cinco a titular) da fase de grupos e até marcou um golo ao Shakhtar Donetsk, mas não evitou que os bracarenses caíssem logo nessa etapa da competição.

Em 2017-18, no último ano que passou na Pedreira, foi capitão e titular nos oito jogos dos arsenalistas, numa campanha que termino nos 16 avos de final.


3. Matheus (28 jogos)

Matheus Magalhães

O único elemento desta lista que ainda se encontra no clube e que por isso é candidato a ascender ao topo deste ranking.

Proveniente do América Mineiro, chegou à Pedreira no verão de 2014 e assumiu logo a titularidade na baliza bracarense.

Em 2015-16 foi por isso um dos pilares da belíssima caminhada do Sp. Braga até aos quartos de final da Liga Europa, tendo atuado em 12 jogos e sofrido 15 golos.

Na época seguinte não foi tão feliz, sofrendo cinco golos em quatro encontros numa participação dos arsenalistas que terminou na fase de grupos.

Em 2017-18 e 2019-20 voltou a ajudar o Sp. Braga a chegar à fase a eliminar, tendo somado no conjunto das duas campanhas 12 partidas e 16 golos sofridos.


2. Vandinho (30 jogos)

Vandinho
Médio brasileiro de características defensivas que entrou no futebol português pela porta do Rio Ave, mudou-se para o Sp. Braga no verão de 2004, quando os minhotos ainda não se tinham estabelecido como quarta força futebolística no país.

Nas duas primeiras épocas na Pedreira não conseguiu levar os bracarenses à fase de grupos da Taça UEFA, mas as coisas começaram a mudar a partir de 2006-07, quando os arsenalistas atingiram os oitavos de final.

Em 2007-08 e 2008-09 voltou a contribuir para o apuramento dos guerreiros do Minho para a fase a eliminar, mas foi em 2010-11 que definitivamente fez história. Juntamente com Custódio e Hugo Viana formou um sólido trio de meio-campo que, às ordens de Domingos Paciência, guiou o Sp. Braga até à final da Liga Europa, tendo inclusivamente marcado um golo decisivo ao Benfica na primeira-mão das meias-finais, em pleno Estádio da Luz.

A final de Dublin, frente ao FC Porto, foi precisamente o último jogo de Vandinho pelos bracarenses, numa altura em que era capitão de equipa. “Sofremos o golo numa falha nossa e depois não conseguimos recuperar. Estou satisfeito por ter chegado com o Braga à final, mas infelizmente não conseguimos a vitória”, lamentou na altura. “Foram sete temporadas inesquecíveis no Sp. Braga. Ninguém dava nada por nós. Todos apostavam que iríamos ser eliminados a qualquer instante, mas a equipa estava mais unida do que nunca”, afirmou em março de 2016.


1. Alan (37 jogos)

Alan
Extremo brasileiro de grande qualidade, veio para Portugal em 2001 para representar o Marítimo, deu o salto para o FC Porto em 2005 e ainda passou pelo Vitória de Guimarães antes de reforçar o Sp. Braga no verão de 2008.

Talvez o principal símbolo dos anos dourados do clube, tornou-se inclusivamente o jogador com mais jogos da história dos bracarenses (347), superando nomes como Barroso, Artur Correia, Quim e José Nuno Azevedo.

Logo na primeira época na Pedreira ajudou os arsenalistas a chegar aos oitavos de final da Liga Europa, tendo participado em nove jogos (oito a titular) e apontado um golo numa vitória claríssima em casa sobre os ingleses do Portsmouth (3-0) na jornada inaugural da fase de grupos.

Porém, teve de esperar mais dois anos para viver o melhor momento dos minhotos nas competições europeias, ao atingir a final da prova. Alan, que na época anterior se tinha sagrado vice-campeão nacional, marcou um golo ao Lech Poznan e outro ao Liverpool durante a caminhada até Dublin.

Em 2011-12 atuou em oito jogos e faturou diante do Maribor, ajudando o Sp. Braga a ultrapassar a fase de grupos.

Seguiu-se um hiato sem jogar na Liga Europa, mas em 2015-16 voltou em grande, participando em sete partidas e apontando um golo ao Marselha na caminhada até aos quartos de final, numa temporada que ficou marcada pela conquista da Taça de Portugal, troféu que escapava ao clube há 50 anos.

Na época seguinte, a última da carreira, disputou quatro jogos (um a titular) na competição e não evitou a eliminação ainda na fase de grupos.

Após pendurar as botas, à beira dos 38 anos, continuou no emblema bracarense no cargo de diretor de relações institucionais. Para trás ficou uma carreira cujas melhores recordações são de Braga: “O 2.º lugar, a final da Liga Europa, mas também a vitória da Taça de Portugal com o Paulo Fonseca. Foi incrível, depois de termos perdido no ano anterior a final com o Sporting. O futebol tem essa loucura. Mas também a nossa primeira taça, a Taça da Liga com o José Peseiro.”












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