terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Tirsense no Campeonato de Portugal

Dez futebolistas que marcaram a passagem do Tirsense pelo CNS
Promovido ao Campeonato de Portugal por decisão da Federação Portuguesa de Futebol em virtude de se encontrar em primeiro lugar da Série 2 da Divisão de Elite da AF Porto à data da suspensão dos campeonatos devido à pandemia, o Futebol Clube Tirsense regressou a um patamar competitivo no qual já tinha competido entre 2013 e 2016.

Fundado a 5 de janeiro de 1938, o emblema de Santo Tirso é um histórico do futebol português, em virtude das oito presenças na I Divisão, tendo obtido como melhor classificação de sempre o oitavo lugar obtido em 1994-95.


Entretanto os jesuítas sofreram uma queda abrupta até aos distritais da AF Porto, tendo procurado recuperar algum ímpeto na segunda década do século XXI, quando participaram na antiga II Divisão B e por três vezes no recém-criado Campeonato de Portugal. Em 2013-14 obteve o terceiro lugar na Série B, mas duas épocas depois foi despromovido novamente aos patamares competitivos portuenses.

Em quatro participações no reformulado terceiro escalão do futebol nacional, 101 jogadores atuaram pelo Tirsense na prova. Vale por isso a pena recordar os dez que o fizeram por mais vezes.


10. Hugo Cruz (33 jogos)

Hugo Cruz
Médio de elevada estatura (1,87 m), internacional português nas camadas jovens e campeão europeu de sub-16 em 1996 e de sub-18 em 1999, foi formado no FC Porto ao lado de Ricardo Carvalho e Tonel, jogou pelo Leça e pelo Arouca na II Liga, mas fez grande parte do seu trajeto no futebol nos campeonatos nacionais, tendo passado nove anos no Tirsense.
Durante a primeira passagem, entre 2003 e 2010, contribuiu para a subida à II Divisão B e para a consolidação dos jesuítas nesse patamar competitivo.
Depois passou por Arouca, Ribeirão e Felgueiras, tendo regressado a Santo Tirso em janeiro de 2014 para época e meia no Campeonato de Portugal, tendo disputado um total de 33 jogos (32 a titular) e apontado três golos, frente a Ribeirão e Joane em 2013-14 e diante de Gouveia no playoff de manutenção na temporada seguinte, ajudando a assegurar a permanência.
Em 2015 pendurou as botas, aos 35 anos, e iniciou a carreira de treinador, tendo sido adjunto da primeira equipa e técnico principal dos bês do Tirsense em 2015-16.


Tiago Marques

9. Tiago Marques (35 jogos)

Defesa central de elevada estatura (1,93 m) formado no Vitória de Guimarães ao lado de Miguel Silva, não encontrou espaço na equipa B dos vimaranenses e rumou ao Tirsense em janeiro de 2015.
Em época e meia no emblema de Santo Tirso foi utilizado em 35 partidas (32 a titular) e apontou dois golos, ambos em 2014-15, diante de Amarante e Vizela, ajudando a assegurar a permanência. Porém, na temporada seguinte não evitou a despromoção aos distritais.
Depois prosseguiu a carreira em clubes como Caçadores das Taipas, Amarante, Maria da Fonte e Brito, mas desde 2019, quando tinha 24 anos, que não joga futebol.



8. Nera (37 jogos)

Nera
Lateral esquerdo que passou pela formação do Vitória de Guimarães, passou por Serzedelo, Limianos e Felgueiras antes de reforçar o Tirsense no final de janeiro de 2014.
Desde que chegou a Santo Tirso que se impôs como titular, tendo atuado em 13 jogos (12 a titular) e marcado um golo ao Lixa até ao final da época 2013-14.
Na temporada seguinte foi utilizado em 24 partidas (23 a titular), ajudando uma vez mais a assegurar a permanência.
Entretanto voltou ao Limianos, passou pelo Bragança e teve a oportunidade de jogar na II Liga com a camisola do Famalicão. Em 2017-18 representou o Vizela e desde então que não voltou a competir.


7. Paulo Cunha (37 jogos)

Paulo Cunha
Disputou 37 jogos tal como Nera, mas amealhou mais 221 minutos em campo – 3330 contra 3109 –, até porque é guarda-redes.
Guardião que jogou ao lado de Bruno Gama na formação do Sp. Braga e de Fábio Coentrão nos juniores do Rio Ave, ganhou rodagem de campeonatos nacionais ao serviço de Valenciano, Marinhas, Vianense e Ribeirão antes de reforçar o Tirsense no verão de 2014.
Na primeira época na baliza jesuíta atuou em 31 jogos e sofreu 25 golos, ajudando a assegurar a permanência. Já na segunda temporada perdeu espaço para o veterano Rui Faria, não indo além de seis encontros e nove golos sofridos até janeiro, rumando depois ao Varzim.
Nos varzinistas jogou sobretudo pela equipa B, mas também chegou a jogar pela equipa principal na II Liga.


6. Dani Cerdeira (42 jogos)

Dani Cerdeira
Médio de características ofensivas formado no Boavista ao lado de Ricardo Costa, Filipe Anunciação, Bosingwa e Ednilson e internacional pelas camadas jovens, teve duas passagens pelo Tirsense: a primeira entre 2009 e 2011, na II Divisão, já depois de passagens por Feirense, Gondomar e Fafe; a segunda já no Campeonato de Portugal, após ter passado por Ribeirão e AD Oliveirense.
Aos 34 anos, voltou a Santo Tirso em janeiro de 2015 e ainda foi a tempo de participar em 14 jogos (11 a titular) e marcar um golo ao Felgueiras até ao final da temporada.
Em 2015-16 defendeu as cores dos jesuítas desde o início ao fim da época, tendo atuado em 28 partidas (26 a titular) e apontado dois golos, diante de Sousense e Coimbrões, insuficientes para evitar a despromoção.
Depois prosseguiu a carreira nos distritais da AF Porto com as camisolas de Sobrado e Folgosa Maia.



5. Gilmar (44 jogos)

Gilmar
Possante avançado brasileiro (1,93 m) há muito radicado no norte de Portugal, jogou nos juniores do FC Porto ao lado de Sérgio Oliveira e Christian Atsu e depois passou por Ribeirão, Rio Ave e Trofense antes de reforçar o Tirsense no verão de 2013.
Em dois anos em Santo Tirso, nunca foi titular indiscutível, mas foi sempre bastante utilizado, tendo atuado em 18 jogos (cinco a titular) em 2013-14, época em que marcou seis golos, frente a Joane (dois), Felgueiras, Ribeirão e Varzim (dois). Na temporada seguinte participou em 26 encontros (13 a titular), mas não marcou qualquer golo. Ainda assim, ajudou os jesuítas a manterem-se no Campeonato de Portugal.
Em 2015-16 esteve ao serviço dos franceses do Grenoble e depois voltou a Portugal para atuar nos distritais, primeiro no Sampedrense (AF Viseu) e depois no Aliados Lordelo (AF Porto). Em 2020-21 está a representar o Vila Caiz.


4. André Pinto (51 jogos)

André Pinto
Defesa central/médio defensivo natural de Santo Tirso e formado no Tirsense, subiu à equipa principal em 2004 e contribuiu para a promoção à II Divisão B em 2007.  Em 2007-08 esteve ao serviço do Cinfães, mas regressou a casa logo a seguir, entre 2009 e 2010, voltando a sair durante a temporada 2011-12 para representar o Aliados Lordelo.
Em 2012 voltou aos jesuítas e entre 2013 e 2016 atuou no Campeonato de Portugal com a camisola do clube da terra. Nessas três temporadas disputou um total de 51 partidas (47 a titular), ajudando a assegurar a permanência em 2013-14 e na época seguinte, mas mostrando-se impotente para evitar a despromoção em 2015-16, curiosamente na campanha em que jogou menos (nove encontros).
Após a descida de divisão prosseguiu a carreira nos distritais da AF Porto ao serviço do Aliados Lordelo, clube com o qual já está comprometido para 2020-21.


3. Paulo Sampaio (54 jogos)

Paulo Sampaio
Defesa central de elevada estatura (1,91 m), chegou pela primeira vez ao Tirsense, então na III Divisão, já depois de ter adquirido experiência nos campeonatos nacionais ao serviço de Vilanovense e AD Oliveirense.
Logo na primeira época em Santo Tirso, em 2006-07, ajudou o clube a assegurar a promoção à II Divisão B, tendo ajudado os jesuítas a consolidarem-se no terceiro escalão, permanecendo no plantel até 2012.
Depois voltou à AD Oliveirense, passou pelo Ribeirão e voltou ao Tirsense no início de 2014, indo a tempo de disputar 12 jogos (todos a titular) e marcou um golo à AD Oliveirense até ao final da temporada.
Seguiram-se mais duas épocas em Santo Tirso. Em 2014-15 voltou a ser titular em todos os (23) encontros em que atuou, tendo apontado dois golos, diante de Vila Real e Ribeirão, ajudando uma vez mais a garantir a permanência. Na temporada participou em 19 partidas (18 a titular) e faturou por quatro vezes, frente a Amarante, Sobrado (dois) e Sousense, ainda assim insuficientes para evitar a despromoção.
Embora fosse defesa e tivesse apontado apenas sete golos, é o melhor marcador de sempre do Tirsense no Campeonato de Portugal.
Após a descida de divisão prosseguiu a carreira no Santa Eulália de Vizela, nos distritais da AF Braga, tendo pendurado as botas em 2018.



2. Pedro Maurício (77 jogos)

Pedro Maurício
Avançado madeirense, representou União da Madeira, Camacha e Ribeira Brava na pérola do Atlântico antes de radicar na zona norte de Portugal continental em 2012, precisamente quando reforçou o Tirsense.
Na primeira época em Santo Tirso disputou na antiga II Divisão B, mas nas três que se seguiram atuou pelos jesuítas no Campeonato de Portugal, tendo disputado um total de 77 jogos (47 a titular) e apontado seis golos, ajudando a equipa a assegurar a permanência nas duas primeiras temporadas, mas não evitando a despromoção na terceira.
Em termos de remates certeiros, faturou diante de Vitória de Guimarães B e Lixa (dois) em 2013-14 e frente a Cinfães, Coimbrões e Sobrado em 2015-16.
Após a descida de divisão rumou ao Aliados Lordelo tal como André Pinto. Desde o verão de 2019 que atua no Aliança de Gandra, nos distritais da AF Porto.



1. Pinheiro (78 jogos)

Diogo Pinheiro
Por último, mas nem por isso menos importante, um filho da terra e um produto da formação do clube, que se estreou na equipa principal ainda como júnior de primeiro ano, aos 17 anos, numa vitória sobre o Aliados Lordelo (2-1) em fevereiro de 2010, a contar para a II Divisão B.
Nas temporadas seguintes foi ganhando o seu espaço e consolidou o estatuto de titular precisamente após a reformulação do terceiro escalão e consequente introdução do então denominado Campeonato Nacional de Seniores.
Em três épocas bastante regulares no lado direito da defesa jesuíta disputou um total de 78 jogos (71 a titular) e marcou um golo ao Vila Real em 2014-15, ajudando a assegurar a permanência nessa e na temporada anterior, mas não conseguindo evitar a despromoção em 2015-16.
Após a descida de divisão rumou ao Rebordosa, dos distritais da AF Porto, tendo regressado ao Tirsense em 2018-19. Porém, após uma época em Santo Tirso mudou-se para o Paredes, clube que vai continuar a representar em 2020-21.





















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