sábado, 19 de setembro de 2020

Os 10 futebolistas com mais jogos no Campeonato de Portugal

Dez jogadores que já estão na história do Campeonato de Portugal
Implementado em 2013-14, o Campeonato de Portugal colocou um ponto final ao modelo que então vigorava imediatamente abaixo das ligas profissionais, surgindo como uma espécie de fusão entre as extintas II Divisão B e III Divisão que funciona como patamar intermédio entre a II Liga e as competições distritais.

Organizado pela Federação Portuguesa de Futebol, o inicialmente designado por Campeonato Nacional de Seniores terá em 2020-21 a sua 8.ª edição. Ao longo de quase uma década, a competição foi disputada por mais de sete mil jogadores que atuaram por um total de 181 clubes. Destes, cinco sagraram-se campeões: Mafra (2014-15 e 2017-18), Freamunde (2013-14), Cova da Piedade (2015-16), Real SC (2016-17) e Casa Pia (2018-19).

Numa altura em que o terceiro escalão está de regresso após mais de meio ano de ausência, vale a pena recordar os dez jogadores com mais jogos no Campeonato de Portugal.


10. Tiago Nogueira (194 jogos)

Tiago Nogueira
Disputou 194 jogos tal como Ângelo Oliveira (Gondomar, ex-Sousense, Cesarense e Fafe) e Diogo Braz (Lusitano Vildemoinhos), mas amealhou mais minutos em campo: 14 305.
Lateral/extremo esquerdo, jogou na antiga II Divisão B ao serviço de Fafe, FC Porto B, Sp. Espinho, Bragança e Tirsense e na II Liga com a camisola do Gil Vicente antes de se estrear no então recém-criado Campeonato Nacional de Seniores com as cores do Ribeirão.
Após nove jogos (sete a titular) pelo emblema do concelho de Vila Nova de Famalicão mudou-se para o Freamunde, tendo ajudado em onze partidas (três no onze inicial) os capões a conquistarem o título e a subirem à II Liga.
Na época seguinte transferiu-se para o Tirsense, ajudando a formação de Santo Tirso a garantir a permanência ao marcar três golos em 31 jogos (30 a titular).
Seguiram-se dois anos e meio no Amarante. Em 2015-16 atuou em 29 partidas (25 a titular), marcou um golo e na Taça de Portugal eliminou o Marítimo. Na temporada seguinte marcou presença em 31 encontros (30 a titular), apontou quatro golos e contribuiu para o apuramento para a fase de promoção. Por fim, disputou sete jogos (três a titular) nos primeiros meses de 2017-18, antes de rumar ao Pedras Salgadas.
Ao serviço da formação transmontana atuou em 19 desafios (18 a titular) e marcou três golos até ao final da época.
No verão de 2018 regressou ao Fafe, clube onde fez grande parte da formação e iniciou o seu trajeto no futebol sénior, tendo cumprido 57 encontros (50 a titular) e apontado três golos em dois anos ao serviço do clube da terra antes de encerrar a carreira.



9. Vítor Pinto (195 jogos)

Vítor Pinto
Defesa central formado no Vitória de Guimarães e com passagens na II Liga com as camisolas de Moreirense e Freamunde, trocou os capões pelo Felgueiras no verão de 2013 e manteve-se nos felgueirenses até 2019, sempre no Campeonato de Portugal.
Nesses seis anos disputou um total de 170 jogos (166 a titular), marcou 19 golos e contribuiu para o apuramento para a fase de promoção em 2017-18.
No verão de 2019 mudou-se para o Merelinense, emblema pelo qual atuou em (todas as) 25 partidas e faturou uma vez ao longo de uma temporada.
Em 2020-21 vai jogar com a camisola do Berço e será orientado por Manuel Machado, numa fase em que já conta com 34 anos.



8. Mário Pereira (197 jogos)

Mário Pereira
Um jogador em condições privilegiadas para chegar mais acima neste ranking, uma vez que vai entrar em 2020-21 com apenas 27 anos.
Médio defensivo que jogou na formação do Boavista ao lado de Bruno Fernandes e André Gomes, vestiu as cores do Cinfães na edição inaugural do Campeonato de Portugal, tendo atuado em 30 jogos (26 a titular) no campeonato e participado numa eliminatória da Taça de Portugal frente ao Benfica.
Seguiram-se dois anos no Salgueiros. Na primeira época no Velho Salgueiral foi titular nos 32 encontros em que atuou e marcou um golo, contribuindo para o apuramento para a fase de promoção. Na temporada seguinte foi menos utilizado, tendo participado em 22 partidas (18 a titular).
Depois voltou ao Cinfães, tendo atuado em 31 jogos (todos a titular) em 2016-17.
No final dessa época transferiu-se para o Coimbrões e desde então que está vinculado ao emblema de Vila Nova de Gaia, pelo qual já disputou 82 jogos (75 a titular) e marcou quatro golos no Campeonato de Portugal, tendo, entretanto, conquistado o estatuto de capitão. “É um clube onde me sinto muito feliz, onde toda a gente me trata bem, e penso que isso é muito importante para a nossa produção dentro do campo, faz-te sentir confiante e confortável. Salientando, também, o excelente apoio dos nossos adeptos, que nos seguem para todo o lado e nos dão uma força extra nas alturas mais complicadas”, afirmou em junho de 2019 em declarações ao portal Conversas Redondas.



7. Manuel Pedro (197 jogos)

Manuel Pedro
Disputou 197 jogos tal como Mário Pereira, mas amealhou mais 961 minutos em campo – 17 262 contra 16 301.
Mais um jogador com grande margem para progredir neste ranking, uma vez que vai entrar em 2020-21 com apenas 26 anos.
Defesa central e formado no Vitória de Guimarães tal como Vítor Pinto, representou o Lixa na época de estreia do então designado por Campeonato Nacional de Seniores, tendo atuado em 29 jogos (todos a titular).
Nas três temporadas seguintes esteve ao serviço da AD Oliveirense, ainda que pelo meio tivesse estado vinculado ao Desportivo das Aves. Nesse período participou em 86 partidas e marcou um golo no campeonato, contribuindo para o apuramento para a fase de promoção em 2016-17.
Em 2017 transferiu-se para o São Martinho, clube ao qual continua vinculado. Nos primeiros três anos no emblema de São Martinho do Campo, concelho de Santo Tirso, atuou em 82 partidas (todas a titular) e apontou três golos, ajudando os verde e brancos a consolidarem-se no primeiro terço da tabela classificativa da série mais a norte.



6. João Peixoto (200 jogos)

João Peixoto
Médio de características defensivas natural do distrito de Setúbal, mudou-se para os Açores em 2011, quando foi jogar para o Operário Lagoa, clube pelo qual se estreou no então designado por Campeonato Nacional de Seniores em 2013-14.
Em três anos ao serviço do clube da ilha de São Miguel no então recém-reformulado terceiro escalão acumulou um total de 88 jogos (todos a titular) e apontou 24 golos, contribuindo para o apuramento para a fase de promoção em 2014-15.
Em 2016 transferiu-se para o Praiense, da ilha Terceira, tendo atuado em 112 partidas e somado 27 remates certeiros ao longo de quatro temporadas, ajudando a formação de Praia da Vitória a chegar à fase de promoção em 2016-17 e 2018-19.
“Passar do continente para uma ilha é diferente. A verdade é que nos primeiros dois meses tive dificuldades e queria voltar para casa, mas a partir daí assim que me adaptei ao clube e à ilha, não quis sair de lá. Apesar de ter propostas de clubes superiores nunca quis sair porque também queria estabilizar a minha vida e carreira. Tive cinco anos fantásticos no Operário. Depois surgiu o Praiense que me apresentou talvez a melhor proposta a nível monetário enquanto sénior e o projeto em si era ambicioso. Foi isso que me fez mudar”, confessou em setembro de 2017, em entrevista ao portal Ambidestro.
Em 2020-21 vai manter-se na mesma ilha, mas jogará noutro clube, o Fontinhas.



5. Paulo Inácio (201 jogos)

Paulo Inácio
Depois de ter estado sete temporadas ao serviço do Torreense e de também ter passado por Portosantense, Olivais e Moscavide e Caniçal, mudou-se em 2011 para o Lourinhanense, quando a Loba militava nos distritais da AF Lisboa.
Porém, este médio natural de Torres Vedras não desceu de nível, deu apenas um passo atrás para dar dois em frente, uma vez que em dois anos somou duas promoções, primeiro à III Divisão e depois ao recém-criado Campeonato Nacional de Seniores.
Na edição inaugural do CNS, marcou presença nos 34 jogos (33 a titular) do campeonato, mostrando-se impotente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão rumou ao Caldas, onde ainda joga, aos 37 anos. Em seis temporadas ao serviço dos pelicanos no Campeonato de Portugal atuou em 167 partidas (164 a titular), mas, curiosamente, ainda não apontou qualquer golo. Em 2014-15 atingiu a fase de promoção e três épocas depois esteve na brilhante caminhada até às meias-finais da Taça de Portugal.



Luís Paulo

4. Luís Paulo (201 jogos)

Disputou 201 jogos tal como o companheiro de equipa Paulo Inácio, mas amealhou mais amealhou mais 1243 minutos em campo – 18 030 contra 16 787 –, até porque é guarda-redes.
Depois de um longo trajeto no Bombarralense, na III Divisão e nos distritais da AF Leiria, e de uma passagem de uma época na Associação Murteirense, reforçou o Caldas no verão de 2012, quando o clube se encontrava na III Divisão, e ainda por lá anda, aos 31 anos.
Em 201 partidas na baliza dos pelicanos (todas a titular) sofreu 187 golos no Campeonato de Portugal, tendo atingido a fase de promoção em 2014-15 e participado na brilhante caminhada até às meias-finais da Taça de Portugal três épocas depois.



3. Ragner (206 jogos)

Ragner
Médio ofensivo/extremo brasileiro esquerdino há muito radicado na zona do Ribatejo, jogou pelo Alcanenense na época de estreia do Campeonato de Portugal, tendo atuado em 30 jogos (28 a titular) e apontado quatro golos, ajudando a formação de Alcanena a assegurar a permanência.
Em 2014-15 representou o Benfica Castelo Branco, contribuindo para o apuramento para a fase de promoção com um golo em 30 partidas (25 a titular).
Apesar do estatuto que tinha num candidato à subida, voltou ao Alcanenense para somar mais 53 encontros (52 a titular) e marcar seis golos durante duas épocas, ajudando os ribatejanos a garantir a manutenção em ambas as temporadas.
No verão de 2017 transferiu-se para o Vilafranquense. Quase sempre titular, participou em 33 jogos (29 a titular) na época de estreia no Cevadeiro e apontou dois golos, contribuindo para o apuramento para o playoff de promoção. Na temporada seguinte esteve em 37 encontros e amealhou três remates certeiros, entre os quais um de penálti na fase final, na receção ao Vizela, ajudando os ribatejanos a subir à II Liga.
Após dois anos em Vila Franca de Xira rumou aos açorianos do Praiense, pelos quais atuou em 23 jogos (todos a titular), contribuindo para o primeiro lugar na Série C até à interrupção do campeonato devido à pandemia de covid-19.
Em 2020-21 vai jogar por outro candidato à subida à II Liga, o Torreense.



2. Fábio Santos (206 jogos)

Fábio Santos
Disputou 206 jogos tal como Ragner, mas amealhou mais 2717 minutos em campo – 18 335 contra 15 618.
Defesa polivalente, capaz de atuar no eixo defensivo e no lado direito da defesa, vinha a fazer carreira em clubes da região oeste, nomeadamente Lourinhanense e Torreense, mas foi ao serviço do Fátima que jogou na edição inaugural do então designado por Campeonato Nacional de Seniores, tendo atuado em 28 jogos (27 a titular) e ajudado a assegurar a permanência.
Em 2014-15 foi companheiro de equipa de Ragner no Benfica Castelo Branco, contribuindo para o apuramento para a fase de promoção com dois golos em 31 partidas (todas a titular).
Depois voltou ao Torreense, tendo atuado em 124 encontros (todos a titular) e apontado sete golos no Campeonato de Portugal entre 2015 e 2019, ajudando o emblema de Torres Vedras a chegar à fase de promoção e aos oitavos de final da Taça de Portugal em 2016-17.
Em 2019-20 começou a época no Marinhense, mas ao fim de 18 jogos (todos a titular) no campeonato e uma bonita caminhada até aos oitavos de fina da Taça de Portugal trocou a formação de Marinha Grande pelo Amora, tendo atuado em cinco partidas (sempre a titular) pelos amorenses até à paragem das competições devido à pandemia de covid-19.
Na temporada que está prestes a começar vai representar o Loures e poderá consolidar a posição nos lugares cimeiros desta lista, tendo ainda 30 anos.



1. Thomas Militão (212 jogos)

Thomas Militão
Em primeiro lugar nesta lista está um homem de um só clube e que, aos 28 anos, vai bem a tempo de reforçar o recorde e torna-lo ainda mais difícil de bater.
Embora tenha nascido em Cormeilles en Parisis, no norte de França, vive em Portugal desde tenra idade e está ligado ao Caldas desde a longínqua temporada 2001-02, quando atuava nas escolinhas – categoria atualmente designada por benjamins.
Desde 2011-12 de forma efetiva na equipa principal, estreou-se com uma descida à III Divisão, mas na época seguinte ajudou os pelicanos a assegurarem uma vaga no então designado por Campeonato de Portugal.
Desde então que este defesa central/lateral direito somou 212 jogos (todos a titular) e oito golos na competição, sempre ao serviço da equipa do Campo da Mata, palco onde continuará a jogar em 2020-21.
“Nas camadas jovens estive quase a ir para a União de Leiria, mas acabei por recusar. Nunca foi nada certo. Para trocar o Caldas tem de ser por um clube que tenha objetivos superiores. Sempre me senti muito feliz e agora nem tenho palavras”, explicou ao Record em fevereiro de 2018.









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