sexta-feira, 19 de março de 2021

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Sacavenense na II Divisão B

Dez jogadores que ficaram na história do Sacavenense
Fundado a 19 de março de 1910, em pleno período de efervescência republicana, o Sport Grupo Sacavenense nunca atingiu as ligas profissionais, mas tem competido quase sempre nos campeonatos nacionais.
 
Ao longo da sua história, o emblema da cidade de Sacavém participou por 25 vezes na II Divisão, duas na II Divisão B, 32 na III Divisão e encontra-se a jogar pela sétima temporada (consecutiva) no Campeonato de Portugal.
 
Os rubro-negros, que também pautam pelo ecletismo, sagraram-se campeões nacionais da III Divisão em 1977-78 e atingiram os quartos de final da Taça de Portugal em 1960-61.
 
Paralelamente, o Sacavenense tem sido um autêntico viveiro de craques, tendo passado pela formação do clube jogadores como José Fonte, João Cardoso, Almami Moreira, Rúben Semedo, Rui Fonte, Marco Cláudio, João Palhinha, Rui Duarte, Zezinho e Pedro Amador.
 
Vale por isso a pena recordar os dez jogadores com mais jogos pelo Sacavenense na II Divisão B.
 
 

10. Tino (43 jogos)

Tino
Médio ofensivo que gostava de jogar solto nas costas do ponta de lança, ingressou no Sacavenense em 1988 para jogar nos juniores e terminou a carreira no clube em 2009. Pelo meio, só esteve cerca de ano e meio fora, ao serviço de União de Santarém, Fanhões e Olivais e Moscavide.
No primeiro ano de sénior competiu na II Divisão B, tendo atuado em 10 jogos (um a titular) e apontado três golos, diante de Juventude Évora, União de Santiago e Olivais e Moscavide, que contribuíram para a obtenção de um histórico 3.º lugar, a apenas três pontos do campeão Olhanense.
Na temporada seguinte impôs-se como titular, tendo disputado 33 encontros (27 a titular) e marcado oito golos, frente a Esperança de Lagos, Montijo (três), Alverca, Barreirense, Atlético, e Juventude Évora, ainda assim insuficientes para evitar a despromoção.
Em Sacavém desceu aos distritais em 2004, mas despediu-se dos relvados com a subida ao primeiro escalão da AF Lisboa em 2009, aos 37 anos.
O seu filho, Filipe Novo, também é médio ofensivo e integra atualmente o plantel principal do Sacavenense.
 
 
 

9. Paulo Lourenço (50 jogos)

Paulo Lourenço
Defesa central que jogou nos juniores do Benfica, passou ainda pelo Vilafranquense e pelo Samora Correia antes de reforçar o Sacavenense no verão de 1989.
Na primeira época de rubro-negro contribuiu para a subida à II Divisão B, patamar em que disputou 29 jogos (28 a titular) em 1990-91, ajudando a equipa a alcançar um histórico 3.º lugar.
Na temporada seguinte atuou em 21 partidas (20 a titular), mas mostrou-se impotente para evitar a despromoção.
Haveria ainda de permanecer mais um ano no clube, a jogar na II Divisão B, antes de se mudar para o Oriental.
 
 

8. Paulo Neto (54 jogos)

Paulo Neto
Extremo que jogou na formação do Belenenses ao lado de Rui Gregório e Taira, entre outros, não encontrou espaço na equipa principal dos azuis do Restelo e por isso iniciou a carreira de sénior no Loures em 1986, tendo um ano depois rumado ao vizinho Sacavenense.
As primeiras épocas em Sacavém ficaram marcadas por altos e baixos, com a descida à III Divisão em 1989 e a subida à II Divisão B no ano seguinte.
Em 1990-91, disputou 24 jogos (15 a titular) na II B e apontou quatro golos, frente a Montijo, Atlético, Juventude Évora e Olivais e Moscavide, contribuindo para a obtenção do histórico 3.º lugar.
Na temporada que se seguiu atuou em 30 encontros (27 a titular) e somou três remates certeiros, diante de Lusitânia, Silves e Esperança de Lagos, mas não evitou a despromoção.
Após a descida de divisão permaneceu mais um ano no clube, rumando depois ao Malveira na companhia de Carlos Pinto.
 
 

7. Rito (54 jogos)

Rito
Disputou o mesmo número de jogos de Paulo Neto, mas amealhou mais 752 minutos em campo – 4541 contra 3789.
Lateral esquerdo que começou a jogar futebol em clubes do distrito de Setúbal como Beira-Mar Almada, Pescadores, Trafaria e Almada, reforçou o Sacavenense no verão de 1986 na companhia do treinador Celestino Ruas.
Tal como Paulo Neto, desceu e subiu uma vez de divisão até 1990-91, a primeira época da II Divisão B, patamar em que disputou 37 jogos (sempre a titular) e apontou três golos, frente a Santa Clara, Sintrense e Juventude Évora.
Na temporada seguinte perdeu espaço, não indo além de 17 encontros (16 a titular), mostrando-se impotente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão transferiu-se para o Oriental.
 
 

6. Álvaro (57 jogos)

Álvaro
Ponta de lança formado em clubes da Linha de Sintra como o Rio de Mouro e o Sintrense, passou ainda pelo Vilafranquense antes de rumar ao Sacavenense na companhia de Paulo Lourenço no verão de 1989.
Na primeira época em Sacavém subiu à II Divisão B, patamar em que disputou 29 jogos (16 a titular) e marcou três golos, frente a Silves, Juventude Évora e Lusitano Évora, em 1990-91, contribuindo para a obtenção do histórico 3.º lugar.
Na temporada seguinte atuou em 28 encontros (25 a titular) e faturou por quatro vezes, diante de Silves, O Elvas, Alverca e Vasco da Gama de Sines, não conseguindo evitar a despromoção.
Após a descida à III Divisão permaneceu mais um ano no clube, regressando depois ao Sintrense.
 
 

5. Vasques (61 jogos)

Vasques
Defesa central/médio defensivo formado e revelado pelo Algés, passou por clubes como Odivelas, Pescadores e a Amora antes de se mudar para o Sacavenense no verão de 1989 na companhia de Nelo, que também tinha deixado os amorenses.
Na primeira época de rubro-negro ajudou o clube a subir à II Divisão, patamar em que disputou 35 jogos (todos como titular) e marcou dois golos, aos vizinhos Loures e Olivais e Moscavide, em 1990-91, contribuindo para a obtenção do histórico 3.º lugar.
Na temporada que se seguiu atuou em 26 partidas (19 a titular), mas foi impotente para evitar a despromoção.
Após a descida à III Divisão transferiu-se para o Oriental juntamente com Rito.
 
 

4. Descalço (61 jogos)

Descalço
Disputou o mesmo número de jogos de Vasques, mas amealhou mais 646 minutos em campo – 5490 contra 4844.
Carismático guarda-redes de baixa estatura (1,76 m), foi formado e lançado no futebol sénior pelo Amora, tendo ainda passado pelo Almancilense antes de reforçar o Sacavenense no verão de 1989.
Na primeira temporada em Sacavém ajudou o clube a alcançar a subida à II Divisão B, patamar em que foi totalista em 1990-91, tendo cumprido os 3420 minutos referentes às 38 jornadas. Guardião menos batido do campeonato da zona sul, sofreu apenas 31 golos, ajudando os rubro-negros a conseguirem um honroso 3.º lugar.
A época seguinte já não correu tão bem. Descalço foi utilizado em 23 encontros, todos nas primeiras 24 jornadas – só falhou a 11.ª, por castigo –, sofreu 28 golos e não conseguiu evitar a despromoção.
Após a descida de divisão transferiu-se para o Sintrense.
 
 

3. Luís Costa (66 jogos)

Luís Costa
Defesa central natural do Barreiro e formado no Barreirense, trocou a casa-mãe pelo Sacavenense no verão de 1984 na companhia de Rogério e Chelas.
Na primeira época de rubro-negro subiu da III à II Divisão, em 1989 desceu à III Divisão e um ano depois ascendeu à então recém-criada II Divisão B, patamar em que participou nas 38 jornadas do campeonato em 1990-91, ajudando a equipa a alcançar o histórico 3.º lugar.
Na temporada seguinte atuou em 28 partidas (25 a titular), mas foi impotente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão permaneceu mais um ano no clube, rumando depois ao Loures, mas haveria de voltar em 1994 para contribuir o regresso aos patamares nacionais e em 1997 para jogar na III Divisão. Pelo meio representou o SL Olivais, tendo posteriormente encerrado a carreira no Real SC em 2000.
 
 

2. Bolinhas (67 jogos)

Bolinhas
O melhor marcador de sempre do Sacavenense na II Divisão B, com 22 golos.
Extremo natural de Almada, fez a formação no Almada e passou pelos seniores do Pescadores antes de reforçar o emblema rubro-negro aquando da subida à II Divisão B, no verão de 1990.
Na primeira temporada em Sacavém disputou 36 jogos (33 a titular) e apontou 12 golos, diante de Santa Clara (dois), Lusitano Évora, Campomaiorense (dois), Alverca, Oriental, Loures (dois), Esperança de Lagos, Seixal e Quarteirense, contribuindo para a obtenção do histórico 3.º lugar.
Já em 1991-92 atuou em 31 encontros (29 a titular) e somou uma dezena de remates certeiros, marcados a O Elvas, Atlético, Esperança de Lagos (dois), Juventude Évora, Vasco da Gama de Sines, Imortal, Montijo, União de Santiago e Quarteirense, ainda assim insuficientes para evitar a despromoção.
Valorizado pelas boas campanhas ao serviço do Sacavenense, permaneceu na II Divisão B com a camisola do Quarteirense, dando depois o salto para o Sp. Espinho, clube que o haveria de catapultar para as ligas profissionais.
 
 

1. Bento (67 jogos)

Paulo Bento
Disputou o mesmo número de jogos de Bolinhas, mas amealhou mais 548 minutos em campo – 5993 contra 5445.
Lateral direito com um percurso ascendente em clubes do distrito de Lisboa, reforçou o Sacavenense no verão de 1990, proveniente do Sintrense tal como Renato e Jorge Conceição.
Titular indiscutível em Sacavém, disputou 36 jogos (todos como titular) e marcou um golo ao Loures no campeonato na primeira época no clube, contribuindo para a obtenção do histórico 3.º lugar.
Já em 1991-92 atuou em 31 encontros (todos a titular) e apontou três golos, frente a O Elvas, Lusitano VRSA e Montijo, ainda assim insuficientes para evitar a despromoção.
Após a descida à III Divisão permaneceu mais um ano no clube, voltando depois ao Sintrense na companhia de Álvaro.














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