terça-feira, 1 de setembro de 2020

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Montijo na I Divisão

Dez futebolistas que fizeram história ao serviço do Montijo
Fundado a 1 de setembro de 1948, o Clube Desportivo Montijo nasceu da junção de três outros clubes da terra, o Onze Unidos, o Avenida e o Aldegalense, e viveu o período de maior fulgor durante a década de 1970, quando somou três participações na I Divisão.

Além das presenças no primeiro escalão, o Montijo tem no palmarés dois títulos de campeão nacional da III Divisão (1965-66 e 1989-90) e venceu por uma vez a II Divisão – Zona Sul (1971-72).

Após muitas glórias e dissabores, o clube cessou atividade devido a dificuldades financeiras em 2007. No mesmo ano foi fundado o Olímpico Montijo, herdeiro dos adeptos, da imagem e das instalações desportivas do antecessor.


Durante três participações na I Divisão, 51 futebolistas representaram o Montijo. Vale por isso a pena recordar os 10 que o fizeram por mais vezes.


10. Patrício (31 jogos)

Patrício
Lateral direito que fez grande parte da carreira no Montijo, estreou-se na I Divisão naquela que também foi a época de estreia no clube, 1973-74.
Nessa temporada atuou em 20 partidas (18 a titular) e marcou um golo ao Benfica, não evitando o último lugar e a consequente despromoção.
Porém, continuou no clube, contribuiu para a subida de divisão em 1975-76 e na época seguinte voltou a jogar no primeiro escalão, somando mais 11 jogos (oito a titular), voltando a ser despromovido.
Haveria de permanecer nos aldeanos até 1981, quando se mudou para o Barreirense, mas voltou em 1983 para mais quatro anos no Campo Luís de Almeida Fidalgo.


Rangel

9. Rangel (36 jogos)

Atacante natural de Setúbal e formado no Vitória, transitou para o Montijo em 1969 e esteve na promoção à I Divisão em 1971-72.
Seguiram-se duas temporadas no primeiro escalão no futebol português. Na primeira época disputou 20 jogos (14 a titular) e marcou dois golos, ao Barreirense e ao FC Porto, ajudando a assegurar a permanência. Na segunda atuou em 16 partidas (13 a titular) e foi impotente para evitar a despromoção.



8. Rachão (47 jogos)

José Rachão
Centrocampista que dava nas vistas pela farta cabeleira, jogou ao lado de Bastos Lopes, Shéu, João Alves e Jordão na formação do Benfica, mas foi no Peniche que iniciou o seu trajeto no futebol sénior em 1971-72, tendo transitado para o Montijo, então recém-promovido à I Divisão, na época seguinte.
“Hoje [o Montijo] é a minha segunda cidade. Vivo aqui há quarenta e muitos anos. As minhas filhas são daqui, a minha mulher é daqui e os meus netos são daqui. Esta terra está no meu coração”, contou ao Maisfutebol em novembro de 2017.
Na primeira temporada no Campo Luís de Almeida Fidalgo foi utilizado nas 30 jornadas, 29 das quais na condição de titular, e marcou três golos, diante de Atlético, Leixões e Barreirense. Em 1973-74 perdeu algum espaço, tendo disputado 17 encontros (cinco a titular), não evitando a despromoção.
Haveria de continuar no clube por mais dois anos, contribuindo para a promoção à I Divisão em 1975-76, e depois transferiu-se para a Académica. “Nessa altura, entre o Montijo e a Académica, para onde saí em 1976, ganhava 5 contos”, recordou.
Entretanto tornou-se treinador e em 2019-20 chegou a orientar o Olímpico Montijo, mas sem grande sucesso.



7. Carolino (49 jogos)

Carolina
Defesa central natural de Pinhal Novo e formado no vizinho Pinhalnovense, também foi formado no Benfica, tendo feito parte da geração de Artur Correia, Humberto Coelho, Vítor Martins e Nené. Porém, fez a estreia no futebol sénior com a camisola do Peniche, clube ao qual foi contratado pelo Montijo no verão de 1972, tal como José Rachão.
Em duas temporadas no emblema aldeano, ambas na I Divisão, disputou um total de 49 jogos – 22 na primeira e 27 na segunda -, tendo apontado um golo à Académica em 1973-74, não evitando a despromoção.
Apesar da descida de divisão, saiu valorizado e rumou ao Boavista, indo a tempo de vencer duas Taças de Portugal pelos axadrezados e somar dois jogos pela seleção nacional AA.
Após pendurar as botas tornou-se treinador e veio a falecer em agosto de 2001, aos 50 anos.


6. Moreira (49 jogos)

Moreira
Disputou 49 jogos tal como Carolino, mas amealhou mais 166 minutos – 4344 contra 4178.
Defesa central que jogou nos juniores do Benfica ao lado de José Henrique e Simões, fez a estreia na I Divisão ao serviço da Académica e passou pelos moçambicanos do Sporting de Lourenço Marques antes de reforçar o Montijo em 1969.
Fez parte da equipa que conseguiu a primeira promoção de sempre dos aldeanos ao primeiro escalão, em 1971-72, tendo atuado entre a elite do futebol português nas duas épocas seguintes.
Na primeira temporada não fez a coisa por menos e foi totalista da competição, cumprindo os 2700 minutos referentes às 30 jornadas e marcado um golo ao Boavista. Em 1972-73 perdeu espaço, não indo além de 15 jogos (14 a titular), mostrando-se impotente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão continuou no clube, contribuindo para nova promoção em 1975-76, seguindo-se uma época em que disputou apenas quatro partidas (todas como titular) e marcou um golo ao Beira-Mar.



José Martins

5. José Martins (51 jogos)

Guarda-redes natural de Setúbal, iniciou a carreira nos juniores do Vitória, passou por União de Santiago do Cacém e regressou aos sadinos antes de chegar ao Montijo, tendo contribuído para a subida à I Divisão em 1971-72.
Seguiram-se duas épocas no primeiro escalão, nas quais disputou um total de 51 encontros e sofreu 81 golos, ajudando a assegurar a permanência em 1972-73, numa temporada em que foi totalista no campeonato, tendo atuado nos 2700 minutos referentes às 30 jornadas.
Haveria ainda de voltar à I Divisão pela porta do seu Vitória de Setúbal, mas sem grande sucesso, tendo depois representado Sesimbra e Amora.



4. Francisco Mário (55 jogos)

Francisco Mário
Extremo natural de Sesimbra, começou a jogar no clube da terra, de onde saltou para o Montijo no verão de 1972, para se estrear na I Divisão.
Em duas temporadas bastante positivas a nível individual ao serviço dos aldeanos amealhou 55 jogos na I Divisão (52 a titular) e apontou 13 golos, ajudando a assegurar a permanência em 1972-73, mas sem conseguir evitar a despromoção na época seguinte. Relativamente aos remates certeiros, Atlético (dois), Beira-Mar, União de Coimbra e Barreirense na primeira época e CUF, Beira-Mar, Boavista (dois), Leixões (dois), Oriental e Farense em 1973-74 foram as vítimas de Francisco Mário.
Após a descida de divisão rumou ao Boavista, clube pelo qual venceu duas Taças de Portugal e que lhe deu a possibilidade de somar quatro internacionalizações pela seleção nacional “AA”.


3. Louceiro (63 jogos)

Louceiro
Médio natural do Montijo, começou a jogar no clube da terra, depois passou pelos juniores do Benfica, foi internacional sub-18 e regressou aos aldeanos para ficar.
Em 1969 iniciou o trajeto na equipa sénior, tendo contribuído para a promoção à I Divisão em 1971-72.
Seguiram-se duas temporadas no primeiro escalão. Na primeira não foi além de nove partidas (duas como titular), porém, redimiu-se na segunda, quando atuou em 25 jogos (23 a titular) e marcou dois golos, ambos na goleada por 8-1 ao Oriental, mas ainda assim insuficientes para evitar a despromoção.
Haveria de continuar no clube, contribuir para nova promoção em 1976 e disputar 29 encontros (27 a titular) na I Divisão em 1976-77, voltando a ser relegado.
Após a despromoção permaneceu no clube até 1981, quando esteve uma temporada ao serviço do vizinho Alcochetense. Porém, regressou ao Campo Luís de Almeida Fidalgo para mais dois anos ao serviço dos montijenses, numa fase em que a equipa já tinha caído na III Divisão.
Em 1984 pendurou as botas, mas à beira dos 40 anos regressou ao ativo para jogar duas épocas com a camisola do Águias Negras nos distritais da AF Setúbal.



2. Gijo (72 jogos)

Gijo
Avançado franco-brasileiro com grande parte da carreira feita em Portugal, nomeadamente em clubes do distrito de Setúbal, transferiu-se do Sport Recife para o Montijo no verão de 1972.
Na primeira época nos aldeanos, na I Divisão, disputou 24 jogos (todos a titular) e apontou oito golos, frente a Leixões, União de Coimbra, Barreirense, Farense (dois), Vitória de Setúbal e União de Tomar (dois).
Em 1973-74 voltou a ser utilizado em 24 partidas (22 a titular) e faturou por quatro vezes, diante de Vitória de Setúbal, Vitória de Guimarães, Sporting e Olhanense, não evitando a despromoção.
Após a descida de divisão continuou ao serviço dos montijenses, tendo contribuído para a promoção ao primeiro escalão em 1975-76 e atuado em 23 partidas (15 a titular) e marcado dois golos entre a elite, diante de Sporting e Académica, na temporada seguinte.
Depois de deixar os canarinhos passou ainda por Barreirense e Sesimbra, nas divisões secundárias.


1. Celestino (74 jogos)

Celestino
Lateral algarvio, natural de São Brás de Alportel, começou a jogar nas camadas jovens do Montijo ainda no final da década de 1950, tendo ascendido à equipa principal em 1960, permanecendo até 1965, sempre na II Divisão.
Entretanto jogou na I Divisão com as camisolas de Académica e Sporting, foi campeão, tornou-se internacional “B” e em 1971 voltou ao Campo Luís de Almeida Fidalgo para contribuir para a promoção ao primeiro escalão em 1972.
Seguiram-se duas épocas entre a elite do futebol português, nas quais disputou um total de 47 partidas (todas a titular) e marcou sete golos. Atlético, Sporting e União de Tomar em 1972-73 e Beira-Mar, FC Porto, Académica e Farense na temporada seguinte foram as vítimas de Celestino.
Haveria de continuar no clube após a descida de divisão e contribuir para a promoção ao patamar maior do futebol nacional em 1976, amealhando mais 27 encontros (26 a titular) e dois golos, apontados a Beira-Mar e Portimonense.
Após mais uma despromoção permaneceu nos montijenses por mais um ano, tendo representado ainda os açorianos dos Oliveirenses e os alentejanos do Estrela de Vendas Novas antes de pendurar as botas.
Mais tarde, orientou a equipa na II Divisão durante dois meses, entre dezembro de 1988 e em fevereiro de 1989.
O seu filho, Ricardo Jorge, jogou no Montijo entre 1988 e 1990, entre 1991 e 1993 e entre 2000 e 2003.




















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