sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Barreirense no Campeonato de Portugal

Dez jogadores importantes na história recente do Barreirense
Líder isolado da I Distrital da AF Setúbal, ainda que com mais um jogo que o Comércio e Indústria, o Futebol Clube Barreirense está na pole position para assegurar o primeiro lugar no campeonato e consequente subida ao Campeonato de Portugal.
 
Caso venham a regressar ao terceiro escalão após quatro anos de ausência, os alvirrubros vão regressar a uma prova na qual competiram por três vezes, sendo que apenas uma delas (2015-16) não culminou na descida aos distritais.
 
O emblema do Barreiro, que também participou por 24 vezes na I Divisão, 30 na II Divisão, 15 na II Divisão B e quatro na III Divisão, procura regressar aos patamares nacionais
 
Em 98 jogos no Campeonato de Portugal, o Barreirense somou 25 vitórias, 35 empates, 38 derrotas e um saldo de 103-119 em golos.
 
Ao longo dessas três presenças, 70 futebolistas jogaram pelo Barreirense na competição. Vale por isso a pena recordar os dez que o fizeram por mais vezes.
  
 

10. Rúben Casimiro (36 jogos)

Rúben Casimiro
Central filho do antigo lateral esquerdo Casimiro, que jogou no Barreirense nas décadas de 1980 e 1990, passou pelas camadas jovens dos alvirrubros entre 2005 e 2009, antes de concluir a formação no Belenenses e de se iniciar no futebol sénior com a camisola do Pinhalnovense.
Em 2013-14 voltou ao Barreirense para competir na edição inaugural do então designado por Campeonato Nacional de Seniores, mas passou grande parte da época na sombra do veterano Bruno Costa e do jovem Fábio Fragoso, tendo disputado 18 jogos (15 a titular) e marcado um golo ao Esperança de Lagos, insuficiente para evitar a despromoção.
Entretanto esteve três dois anos e meio no Real SC, mas voltou à Verderena em novembro de 2016, a tempo de participar em mais 18 encontros (17 a titular) e marcar um golo ao… Real SC, insuficiente para evitar nova descida de divisão.
Depois rumou ao Armacenenses, mas deixou o emblema algarvio em dezembro de 2017 e não voltou a jogar futebol.
 
 
 

9. Janita (38 jogos)

Janita
Mais um central com selo da formação do Barreirense, tendo entrado no clube em 2008 para jogar nos infantis e chegado à equipa principal sete anos depois.
Apesar da juventude, assumiu a titularidade a meio da primeira época de sénior e foi a tempo de participar em 14 jogos (13 a titular) e marcar um golo ao Castrense até final do campeonato, ajudando os alvirrubros a assegurar a permanência.
Na temporada seguinte estabeleceu-se em definitivo como titular, tendo atuado em 24 partidas (22 a titular) no Campeonato de Portugal, mas foi impotente para evitar a despromoção.
Ainda ao serviço do clube, conquistou a Taça AF Setúbal em 2017-18 e persegue agora o regresso aos patamares nacionais.
 
 
 

8. Amadeu (46 jogos)

Amadeu
Ponta de lança cabo-verdiano, já tinha 30 anos quando chegou ao Barreirense, mas nem isso o impediu de vingar na Verderena, apresentando sempre um registo de golos bastante assinalável.
Após ter sido fundamental para a conquista do título distrital da AF Setúbal em 2012 e para a subida ao então designado por Campeonato Nacional de Seniores no ano seguinte, disputou 26 jogos (25 a titular) e apontou 14 golos no CNS em 2013-14, mas não evitou a despromoção. Quarteirense (dois), Almodôvar (seis), Moura (dois), União de Montemor (dois) e Cova da Piedade (dois) foram as vítimas de Amadeu.
Entretanto teve uma curta passagem pela União de Santiago, mas regressou à Verderena em dezembro de 2014, a tempo de marcar 22 golos que contribuíram para nova conquista do título distrital e que fizeram dele o melhor marcador da I Distrital da AF Setúbal.
Na temporada seguinte voltou a jogar no Campeonato de Portugal, aos 36 anos, tendo atuado em 20 partidas (16 a titular) e faturou por quatro vezes, diante de Juventude Évora, Cova da Piedade, Castrense e Almancilense, ajudando a assegurar a permanência.
No verão de 2016 despediu-se do Barreirense como melhor marcador de sempre do clube no Campeonato de Portugal, com 18 golos, e mudou-se para o Moitense, clube pelo qual continuou a fazer o que tão bem sabe: marcar golos.
 
 
 

7. Ricardo Bulhão (50 jogos)

Ricardo Bulhão
Lateral esquerdo formado no Benfica ao lado de jogadores como Sílvio, Tiago Gomes e Manuel Fernandes, passou por clubes como Sintrense, Atlético, Carregado, Oeiras, Loures e Cova da Piedade antes de reforçar o Barreirense no verão de 2015.
Titularíssimo no lado canhoto da defesa alvirrubra, disputou 27 jogos (todos como titular) e marcou um golo ao Juventude Évora no Campeonato de Portugal em 2015-16, ajudando a assegurar a permanência.
Na temporada seguinte atuou em 23 partidas (sempre a titular) e apontou três golos, diante de Malveira (dois) e 1º Dezembro, insuficientes para evitar a despromoção.
Ricardo Bulhão haveria de permanecer mais dois anos na Verderena, tendo conquistado a Taça AF Setúbal em 2017-18.
No verão de 2019 mudou-se para o Alcochetense.
 
 
 

6. Nélson Torres (51 jogos)

Nélson Torres
Jogador de ascendência cabo-verdiana capaz de fazer todo o flanco esquerdo, foi orientado por Paulo Fonseca no Odivelas e passou ainda por clubes como Malveira, União de Leiria, Futebol Benfica e Vitória de Sernache antes de reforçar o Barreirense no verão de 2015.
Na primeira época na Verderena foi utilizado em 30 jogos (19 a titular) no Campeonato de Portugal e marcou três golos, frente a Almancilense e Castrense (dois), ajudando a assegurar a permanência.
Na temporada seguinte foi utilizado em 21 partidas (14 a titular) e apontou dois golos, diante de Atlético e Real SC, mas foi impotente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão mudou-se para o Sacavenense.
 
 
 

5. David Pinto (53 jogos)

David Pinto
Médio de características ofensivas que passou pela formação de clubes como Estrela da Amadora e Atlético, jogou nos distritais da AF Setúbal ao serviço de Alfarim e Cova da Piedade antes de reforçar pela primeira vez o Barreirense em 2012-13, época em que ajudou os alvirrubros a ascender ao então designado por Campeonato Nacional de Seniores.
Entretanto voltou ao Cova da Piedade, mas regressou à Verderena em janeiro de 2015 para se sagrar campeão distrital.
Em 2015-16 participou em 28 jogos (24 a titular) no Campeonato de Portugal e apontou quatro golos, diante de Castrense, Pinhalnovense, Almancilense e Atlético de Reguengos, ajudando a formação do Barreiro a assegurar a permanência.
Na temporada seguinte disputou 25 encontros (18 a titular) e faturou por duas vezes, frente a Malveira e Atlético, mas não conseguiu evitar a despromoção.
Após a descida de divisão permaneceu no clube até ao verão de 2019, quando se mudou para o Alcochetense, tendo regressado ao Barreirense um ano depois.
 
 
 

4. Rúben Guerreiro (56 jogos)

Rúben Guerreiro
Avançado possante (1,85 m) e móvel, capaz de fazer várias posições no ataque, jogou ao lado de Rui Patrício, Daniel Carriço e Fábio Paim na formação do Sporting e passou por Cova da Piedade, Casa Pia e Fabril antes de reforçar o Barreirense no verão de 2013.
Com impacto imediato na equipa logo na primeira época na Verderena, disputou 26 jogos (24 a titular) no então denominado Campeonato Nacional de Seniores e apontou seis golos, diante de Almodôvar, Ferreiras, Cova da Piedade, Quarteirense, Moura e Louletano, insuficientes para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão permaneceu no clube e sagrou-se campeão distrital logo em 2014-15, garantindo assim a promoção ao Campeonato de Portugal, patamar em que atuou em 30 partidas (26 a titular) e faturou por oito vezes na época seguinte, frente a Lusitano VRSA, Louletano, Castrense (dois), Almancilense (dois), Atlético Reguengos e Juventude Évora, ajudando os alvirrubros a assegurar a permanência.
Entretanto sofreu uma grave lesão que o afastou dos relvados durante ano e meio. Regressou a tempo de conquistar a Taça AF Setúbal em 2017-18, mas no verão de 2019 mudou-se para o Alcochetense, reencontrando o treinador Pedro Duarte.
 
 
 

3. Bailão (58 jogos)

Bailão
Um dos melhores e mais marcantes futebolistas do Barreirense na última década, senão mesmo o melhor e mais marcante.
Formado no Vitória de Setúbal, teve dificuldades em impor-se nos primeiros anos de sénior, mas mostrou a sua melhor versão quando em 2011 trocou o Alfarim pelo Barreirense, tendo conquistado o título distrital e a Taça AF Setúbal logo na primeira época na Verderena.
Em 2012-13 fez parte da equipa que alcançou a segunda promoção consecutiva, desta vez ao então denominado Campeonato Nacional de Seniores, patamar em que na época seguinte disputou 29 jogos (28 a titular) e apontou três golos, frente a Quarteirense (dois) e Cova da Piedade, insuficientes para evitar a despromoção.
Em 2014-15 voltou a sagrar-se campeão distrital e na temporada que se seguiu voltou ao Campeonato de Portugal para brilhar, tendo atuado em 29 partidas (27 a titular) e apontado onze golos, diante de Louletano, Pinhalnovense (três), Juventude Évora (dois), Lusitano VRSA (quatro) e Atlético Reguengos, ajudando os alvirrubros a assegurar a permanência.
Valorizado, deu o salto para o Casa Pia. No entanto, voltou ao Alfarim ao fim de meio ano e regressou ao Barreirense no verão de 2018 para jogar mais uma temporada na Verderena antes de pendurar as botas.
Em 2020-21 voltou ao clube para assumir a função de treinador adjunto na equipa principal.
 
 
 

2. Carlos André (67 jogos)

Carlos André
Lateral direito bastante consistente, que iniciou a sua formação no Barreirense, fez parte da geração de Marco Véstia, Marco Soares, Vasco Firmino e Bruno Severino, mas quando subiu a juvenil mudou-se para o Vitória de Setúbal, onde concluiu a formação. Quando ascendeu a sénior rumou a norte para representar o Joane, mas entre 2005 e 2013 esteve ao serviço do Fabril.
Após a descida dos fabrilistas aos distritais, Carlos André regressou ao Barreirense, clube pelo qual disputou 28 jogos (todos como titular) e marcou um golo à União de Montemor, insuficiente para evitar a despromoção.
Em 2014-15 sagrou-se campeão distrital da AF Setúbal e nas duas épocas que se seguiram voltou a competir no Campeonato de Portugal, tendo participado em 27 jogos na primeira e 12 na segunda, sempre no onze inicial.
Após nova descida aos distritais, em 2017, regressou ao Fabril para encerrar a carreira.
 
 
 

1. Crisanto (84 jogos)

Crisanto
Médio luso-cabo-verdiano que fez toda a formação e os primeiros anos de sénior no Fabril, passou por 1º Maio Sarilhense, Sesimbra e Eléctrico antes de ingressar no Barreirense no verão de 2013, aquando da promoção ao recém-criado Campeonato Nacional de Seniores.
Com impacto imediato na equipa, tornou-se desde cedo titular indiscutível, tendo em 2013-14 disputado 30 jogos (todos no onze inicial) no CNS e apontado dois golos, diante de Ferreiras e Almodôvar, ainda assim insuficientes para evitar a despromoção.
Após a descida permaneceu no clube e sagrou-se campeão distrital em 2014-15, repetindo (tal como Carlos André) um feito que já tinha alcançado no Fabril em 2006-07.
Na temporada seguinte regressou ao Campeonato de Portugal para atuar em 28 partidas, marcar um golo ao Louletano e outro ao Castrense, e ajudar os alvirrubros a assegurar a permanência.
Já em 2015-16 foi utilizado em 26 encontros (25 a titular), mas foi impotente para evitar a despromoção.
Embora seja um futebolista com um passado extenso no clube rival, está na Verderena há cerca de oito anos e conquistou o estatuto de capitão. Em 2017-18 venceu a Taça AF Setúbal.
 













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