segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Sesimbra na II Divisão B

O plantel do Sesimbra que competiu na II Divisão B em 1999-00
Fundado a 10 de agosto de 1947, fruto da fusão entre o União Futebol Sesimbra (fundado em 1915), o Vitória Futebol Club (1927) e o Ases Futebol Clube (1931) que tinha como objetivo criar um único clube na vila que tivesse mais projeção no desporto nacional, o Grupo Desportivo de Sesimbra foi presença assídua na antiga II Divisão (Zona Sul) entre o final da década de 1960 e início da de 1980, tendo depois participado por três vezes na também extinta II Divisão B (Zona Sul), em 1997-98, 1999-00 e 2000-01.


Campeão distrital da AF Setúbal por cinco ocasiões (1949-50, 1950-51, 1952-53, 1966-67, 1995-96 e 2009-10) e vencedor da sua série na III Divisão por quatro vezes (1962-63, 1966-67, 1996-97 e 1998-99), o Sesimbra esteve perto de subir à I Divisão em 1970, quando foi segundo classificado da Zona Sul da II Divisão, a apenas um ponto do Farense, que acabou por ser promovido pela primeira vez ao patamar maior do futebol português.

Numa altura em que a equipa principal compete (desde 2013) na I Distrital da AF Setúbal, vale por isso a pena recordar os 10 futebolistas com mais jogos pelo Sesimbra na antiga II Divisão B.


10. Pelé (60 jogos)

Pelé
Médio formado no clube, representou a equipa principal entre 1993 e 2007 – com um intervalo de dois anos ao serviço do Seixal -, tendo subido consecutivamente de divisão em 1996 e 1997, em virtude dos primeiros lugares na I Distrital da AF Setúbal e na Série F da III Divisão.
Na época de estreia na II Divisão B, em 1997-98, disputou 29 jogos (28 a titular) e marcou oito golos, apontados diante de Oriental (dois), Casa Pia (dois), Juventude Évora, Estrela Vendas Novas (dois) e Lusitânia, não evitando a despromoção.
Na temporada seguinte foi campeão da Série F da III Divisão e em 1999-00 atuou em 31 partidas (30 a titular) e somou sete remates certeiros na II Divisão B, ajudando os pexitos a assegurar a permanência – Ribeira Brava, União da Madeira, Nacional, Amora e Benfica B (três) foram as vítimas de Pelé.
Seguiram-se dois anos ao serviço do Seixal, também na II B, regressando ao Estádio Vila Amália em 2002 para mais cinco anos com a camisola do clube da terra – os quatro primeiros na III Divisão, o último na I Distrital.


9. Calhau (61 jogos)

José Calhau
Médio ofensivo com passagem por vários clubes do distrito de Setúbal, como Trafaria e Cova da Piedade, assim como por Amarante, Atlético e Peniche na II Divisão, reforçou o Sesimbra no verão de 1994, ajudando os pexitos a conquistar o título distrital dois anos depois e a vencer a Série F da III Divisão em 1997.
Entretanto passou uma época no Amora, mas voltou ao Vila Amália em 1998-99 para contribuir para mais um primeiro lugar na III Divisão – Série F. Seguiram-se duas épocas ao serviço dos sesimbrenses na II Divisão B – Zona Sul, tendo participado num total de 61 jogos (50 a titular) e marcou cinco golos: frente a Portimonense, Estoril e Alcochetense em 1999-00 e diante de União Micaelense e Operário na temporada seguinte.
Após a despromoção à III Divisão, em 2001, mudou de ares, tendo representado Estrela Vendas Novas, Montijo e Pescadores antes de encerrar a carreira.


8. Albasini (61 jogos)

Albasini
Disputou 61 jogos tal como Calhau, mas amealhou mais 921 minutos em campo – 5014 contra 4093.
Lateral/extremo direito com experiência nos campeonatos nacionais adquirida ao serviço de clubes como Pescadores, União de Montemor, Atlético, Estrela Vendas Novas ou Almada, reforçou o Sesimbra no verão de 1999, quando já tinha 30 anos.
Na primeira época contribuiu para a permanência com um golo na visita ao Olhanense, em 30 jogos (25 a titular). Em 2000-01 até melhorou os registos, tendo atuado em 31 partidas (todas como titular) e apontado quatro golos, diante de Atlético, Operário, União da Madeira e Benfica B, mas não evitou a despromoção.
Após a descida de divisão rumou ao Pinhalnovense, na altura a militar na III Divisão.


7. Toninho (62 jogos)

Toninho
Lateral esquerdo natural de Setúbal e com uma formação dividida entre vários clubes da cidade do Sado, chegou ao Sesimbra no verão de 1998, proveniente do Pinhalnovense, clube que representou durante grande parte da carreira.
Em 1998-99 ajudou os sesimbrenses a vencerem a Série F da III Divisão e na época seguinte contribuiu para a permanência na II Divisão B ao disputar 35 jogos e marcar dois golos, diante de Benfica B e Portimonense.
Em 2000-01 voltou a ser muito utilizado, tendo atuado em 27 partidas (26 a titular), mas não evitou a despromoção.
Após a descida de divisão voltou ao Pinhalnovense.


6. Henrique (64 jogos)

Henrique
Lateral direito formado no Vitória de Setúbal ao lado de Marco Tábuas, Sandro, João de Deus, Mário Loja e Frechaut, fez parte de uma geração de ouro dos sadinos, à qual chegou a ser atribuído na secretaria o título nacional de juniores em 1994-95, embora o tenha perdido entretanto, após o Boavista ter vencido o recurso.
Porém, chegou ao Sesimbra no verão de 1998 proveniente de outro emblema setubalense, o Comércio e Indústria, que na altura competia na III Divisão. Logo na primeira época no Vila Amália ajudou os pexitos a vencerem a Série F da III Divisão.
Seguiram-se duas temporadas ao serviço dos sesimbrenses na II Divisão B. Titular indiscutível, disputou 27 jogos na primeira época e 37 na que se seguiu, contribuindo para a permanência em 1999-00.
Manteve-se no clube após a despromoção até à III Divisão, permanecendo até 2004-05. Entre 2005 e 2008 fez uma pausa na carreira, mas depois reapareceu no vizinho ACRUT Zambujalense.


5. Parada (69 jogos)

Parada
Médio que começou a jogar futebol nas camadas jovens do Sesimbra, jogou ao lado de Hélio na formação do Vitória de Setúbal e ganhou experiência nos campeonatos nacionais ao serviço de Quimigal, Olivais e Moscavide, Alcacerense, Alcains, Freamunde e Recreio de Águeda antes de regressar aos pexitos em 1997-98.
Nessa temporada disputou 23 jogos (13 a titular) e marcou um golo ao Camacha na II Divisão B, mas não evitou a despromoção.
Na época seguinte ajudou os sesimbrenses a vencer a Série F da III Divisão e a conseguir a promoção à II B. Em mais dois anos no Vila Amália atuou num total de 46 partidas (23 a titular) e marcou um golo ao Machico em 2000-01.
Após nova despromoção à III Divisão continuou no clube por mais temporadas, até 2004, tendo feito uma pausa na carreira antes de uma última época ao serviço do Sesimbra, nos distritais, em 2006-07.


4. Nuno Silva (75 jogos)

Nuno Silva
Médio de características defensivas, conheceu um único clube durante toda a carreira: Grupo Desportivo de Sesimbra. Desde que entrou para os infantis até pendurar as botas, foram 25 anos, um quarto de século ao serviço do emblema sesimbrense.
No que concerne à equipa sénior, fez a estreia em 1994-95, na I Distrital da AF Setúbal, fazendo parte da caminhada que culminou com duas promoções consecutivas em 1996 e 1997, primeiro à III Divisão e depois à II B.
Na época de estreia na II Divisão B, em 1997-98, disputou 26 jogos (25 a titular) e marcou um golo ao Estrela Vendas Novas, não evitando a despromoção.
Na época seguinte sagrou-se campeão da Série F da III Divisão e no regresso à II B atuou num total de 49 partidas (30 a titular) entre 1999 e 2001, ajudando a assegurar a permanência em 1999-00.
Haveria de continuar nos pexitos até 2012, tendo conquistado o título distrital da AF Setúbal em 2009-10.


3. José Albano (86 jogos)

José Albano
Extremo de baixa estatura (1,69 m) e muito rápido, foi uma espécie de amuleto da sorte para muitas equipas que procuravam subir à I Divisão: Desp. Chaves em 1985, Sp. Espinho em 1987, 1992 e 1996, Estrela da Amadora em 1993 e Campomaiorense em 1995. Seis promoções! É obra!
Natural de Sesimbra, teve quatro passagens pelo clube da terra: a primeira no futebol juvenil, a segunda nos primeiros anos de sénior entre 1979 e 1981 na III Divisão, a terceira em 1983-84 na II Divisão numa época em que marcou ao Sporting na Taça de Portugal e a quarta já em fim de carreira, entre 1996 e 2001.
Nesta derradeira passagem pelos pexitos, sagrou-se campeão da Série F da III Divisão em 1996-97 e na época seguinte disputou 27 jogos (26 a titular) e marcou quatro golos na II Divisão B, diante de Seixal, Estrela Vendas Novas, Barreirense e Casa Pia, mas foi impotente para evitar a despromoção.
Em 1998-99 volta a ajudar o Sesimbra a obter o primeiro lugar na III Divisão – Série F e nas duas épocas que se seguiram atuou num total de 59 partidas (45 a titular) e faturou por 13 vezes – Alcochetense (dois), Marítimo B, Camacha (três), Amora e Ribeira Brava em 1999-00 e Portimonense, Oriental, Câmara de Lobos (dois) e Benfica B na temporada seguinte foram as vítimas de José Albano.
Em 1997-98 e 2000-01 desempenhou as funções de jogador-treinador, mas não obteve grandes resultados, somando um total de quatro vitórias, três empates e 12 derrotas.
Após a descida à III Divisão pendurou as botas, à beira de completar 41 anos, mas não prosseguiu a carreira de treinador.


2. Falica (88 jogos)

Falica
Mais um filho da terra, um defesa central que se formou e despontou no futebol sénior ao serviço do Sesimbra durante a década de 1990.
Entretanto jogou na II Liga com as camisolas de Académico Viseu, Académica, Rio Ave, Paços de Ferreira e Beira-Mar, voltando ao Vila Amália aos 29 anos para ajudar os pexitos a sagrarem-se campeões da III Divisão – Série F e a ascender à II Divisão B, patamar no qual disputou 29 jogos e marcou dois golos, ao Lusitânia e ao União de Montemor, em 1997-98.
Impotente para evitar a despromoção, voltou a contribuir para uma subida à II B em 1998-99. Seguiram-se duas épocas na zona sul daquele que era o terceiro escalão do futebol português, tenho alinhado num total de 59 partidas (58 a titular) e apontado seis golos – Amora, Ribeira Brava, Lusitânia, Machico e Camacha em 1999-00 e Louletano na temporada seguinte foram as vítimas de Falica.
Após nova despromoção continuou no clube por mais dois anos, encerrando a carreira em 2003.


1. Bruno (92 jogos)

Bruno Pereira
Médio sesimbrense de características ofensivas, jogou na formação do Belenenses ao lado de Pedro Amora e do antigo internacional angolano Figueiredo e passou por Sintrense, Atlético e Castrense antes de se estrear na equipa principal do Sesimbra em 1997-98.
Logo na época de estreia jogou na II Divisão B, tendo disputado 28 jogos (26 a titular) e marcado um golo, ao seu ex-clube, o Atlético, não evitando ainda assim a despromoção.
Na temporada seguinte sagrou-se campeão da III Divisão – Série F e entre 1999 e 2001 contabilizou mais 64 partidas (52 a titular) e três golos pelos pexitos na II B. Amora e Lusitânia em 1999-00 e Estoril na época que se seguiu foram as vítimas de Bruno, que apesar de nova descida de divisão continuou no Vila Amália até 2004.


















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