Hoje faz anos o autor de um dos mais icónicos golos da história do FC Porto. Quem se lembra de Vermelhinho?
Vermelhinho venceu seis troféus ao serviço do FC Porto
Disputou mais de 120 jogos pelo FC
Porto, foi internacional A por Portugal
e marcou presença no Euro 1984,
mas é essencialmente recordado por ser o autor de um dos mais icónicos golos da
história dos dragões,
um chapéu ao guarda-redes do Aberdeen que confirmou o apuramento para a final
da Taça das Taças de 1983-84.
Nascido a 9 de março de 1959 em
São João da Madeira, no distrito de Aveiro, Carlos Manuel Oliveira da Silva,
conhecido no mundo de futebol pela alcunha Vermelhinho, fez a formação e os
primeiros anos de sénior no clube da terra, a Sanjoanense,
tendo vivido um curto empréstimo ao Paços de Brandão pelo meio (1978-79). A meio da sua terceira época ao
serviço do Recreio
de Águeda, em 1982-83, numa altura em que os Galos
do Botaréu lutavam pela liderança na Zona Centro da II Divisão e
consequente subida à I
Divisão (que viriam a conseguir), o extremo esquerdo deu o salto para o FC
Porto. Na temporada seguinte agarrou a
titularidade na equipa orientada por José
Maria Pedroto – que viria a ser substituído, por motivos de saúde, pelo seu
eterno adjunto António
Morais – e foi parte ativa no primeiro troféu que conquistou de dragão ao
peito, a Supertaça
Cândido de Oliveira, ao ter apontado o golo da vitória sobre o Benfica
(2-1) na Luz,
na segunda-mão. Também em 1983-84 venceu a Taça
de Portugal, tendo faturado no triunfo sobre o Rio
Ave na final (4-1) e em três eliminatórias na caminhada para o Jamor, mas
foi no percurso
até à final da Taça das Taças, perdida para a Juventus
em Basileia, que assinou o seu momento mais delicioso enquanto jogador dos portistas.
Sob um denso nevoeiro escocês, na segunda-mão das meias-finais diante do
Aberdeen de Alex
Ferguson, pegou na bola ainda no seu meio-campo, ultrapassou um primeiro
adversário em velocidade, driblou um segundo e, à saída do guarda-redes
Leighton, fez-lhe um chapéu monumental, ainda a uma distância considerável da
baliza, confirmando o apuramento para o jogo decisivo (no qual cumpriu os 90
minutos).
Os bons desempenhos nessa época
(33 jogos/oito golos) valeram-lhe não só a estreia pela seleção
nacional, numa derrota no Jamor ante a Jugoslávia
a 2 de junho de 1984 (2-3), como a convocatória para o Euro 1984,
tendo sido escolhido pela comissão técnica de quatro treinadores em detrimento
de, por exemplo, Paulo
Futre. A 12 de setembro desse ano somou
a segunda e última internacionalização que tem no currículo, numa vitória na Suécia
(1-0), no início de mais uma grande temporada a nível individual (39 jogos/11
golos) e coletivo, coroada com a conquista do título nacional e de mais uma Supertaça.
Contudo, foi perdendo
protagonismo durante os anos seguintes, tendo tido uma contribuição discreta
para a conquista do bicampeonato (1985-86) e da Taça
dos Campeões Europeus (1986-87), tendo apenas participado numa partida na prova
da UEFA, na primeira-mão das meias-finais, diante do Dínamo Kiev nas Antas (2-1).
Em plena curva descendente, foi
emprestado ao Desp.
Chaves em 1987-88, tendo feito parte da primeira equipa dos flavienses
a participar nas competições europeias. Marcou, inclusivamente, dois golos que
ajudaram os transmontanos
a eliminar os romenos do Universitatea Craiova, na primeira ronda. Ao longo
dessa época somou três internacionalizações pela seleção olímpica.
Ainda voltou ao FC
Porto em 1988-89, mas deixou os azuis
e brancos no fim dessa temporada, tendo ainda passado por Sp.
Braga e Sp.
Espinho antes de terminar a carreira na casa-mãe, a Sanjoanense,
tendo pendurado as botas em 1995, aos 36 anos.
Após colocar um ponto final ao
trajeto como futebolista esteve ligado à indústria do calçado, tendo sido dono
de uma fábrica na zona de São João da Madeira.
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