sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Do hóquei no gelo a Robocop do futebol português. Quem se lembra de Fernando Aguiar?

Fernando Aguiar somou 45 jogos e três golos pelo Benfica
Nasceu em Chaves, emigrou para o Toronto com apenas dois anos e chegou a jogar hóquei no gelo, mas foi o futebol que fez dele um jogador internacional (canadiano) e que o fez regressar a Portugal.
 
Fernando Aguiar era um desconhecido que jogava no Toronto Wizard, na Canadian Soccer League e na American Professional Soccer League, quando, em 1994, teve a hipótese de ir à experiência para o Marítimo através de… Joe Berardo. “Não sei se tinha negócios também em Toronto. O meu pai tem um amigo que o conhece, esse amigo falou com ele, acho que ele tinha ligações ao Marítimo na altura, e disse: ‘Diz ao Carlos para levar o filho dele à Madeira à experiência, a ver se ele fica’. E foi assim que surgiu a minha primeira experiência em Portugal”, recordou à Tribuna Expresso em outubro de 2019, contando ainda que, antes de assinar contrato com os insulares, voltou para Toronto por não querer sair de lá e chegou a estar à experiência no Belenenses.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Os 10 melhores combates de Drew McIntyre na WWE

Drew McIntyre regressou à WWE em abril de 2017
O primeiro e por enquanto único britânico a conquistar um título mundial na WWE, Drew McIntyre foi apelidado de “The Chosen One” [“o escolhido”] e “futuro campeão mundial” em setembro de 2009, mas teve de passar pelas ruas da amargura, incluindo um despedimento, até finalmente cumprir todas as expetativas em 2020.
 
Nascido a 6 de junho de 1985 em Ayr, na Escócia, Andrew McLean Galloway IV de seu nome verdadeiro jogou futebol antes de começar a treinar wrestling aos 15 anos. Paralelamente, enquanto fazia o seu percurso em promotoras britânicas e irlandesas, tirou um mestrado em criminologia na Universidade Caledónia de Glasgow.
 
Em meados de 2007 assinou pela WWE, tendo feito a estreia no main roster a 12 de outubro desse ano, ao lado do britânico Dave Taylor. Porém, passou pelos territórios de desenvolvimento Ohio Valley Wrestling (OVW) e Florida Championship Wrestling (FCW) antes de regressar ao main roster, desta feita a solo, em agosto de 2009.
 
Desde essa altura até junho de 2014, quando foi despedido, conquistou o Intercontinental Championship e o WWE Tag Team Championship ao lado de Cody Rhodes, mas acabou por perder gás, tendo inclusivamente integrado a stable cómica 3MB juntamente com Heath Slater e Jinder Mahal, que somava derrotas atrás de derrotas.
 
Depois de passagens por várias promotoras, incluindo a TNA, antes de regressar à WWE em abril de 2017 pela porta do NXT. Daí para cá conquistou o NXT Championship (uma vez), o Raw Tag Team Championship (uma, ao lado de Dolph Ziggler) e o WWE Championship (duas), tendo ainda vencido o Royal Rumble match em 2020.
 
Vale por isso a pena recordar os dez melhores combates de Drew McIntyre na WWE, por ordem cronológica.

Ion Timofte, o romeno que conquistou a Invicta. Quem se lembra dele?

Timofte brilhou com a camisola do Boavista entre 1994 e 2000
Talentoso médio ofensivo esquerdino com elevada qualidade de passe e com faro para o golo, Ion Timofte foi figura de proa no campeonato português durante a década de 1990, tendo brilhado e conquistado títulos com as camisolas dos dois grandes da Invicta, FC Porto e Boavista.
 
Às Antas chegou no verão de 1991, por empréstimo do Poli Timisoara, poucos meses após ter somado as primeiras de apenas dez internacionalizações pela seleção da Roménia. “No FC Porto joguei sempre emprestado pelo Poli Timisoara. Eu não era muito conhecido, o FC Porto não quis arriscar um investimento definitivo”, recordou ao Maisfutebol em junho de 2018.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

O alinhamento cósmico que falta a um Sp. Braga com tiques de campeão

Sp. Braga conquistou a Taça da Liga no sábado
Foi nas épocas 2009-10 e 2010-11 que o Sp. Braga teve os seus momentos de maior notoriedade nacional e internacional, tendo sido vice-campeão e lutado pelo título até à última jornada na primeira e finalista da Liga Europa na segunda, com Domingos Paciência ao leme. Daí para cá, o melhor que os arsenalistas conseguiram no campeonato foi três terceiros lugares (2011-12, 2019-20 e 2022-23) e nas provas europeias mais duas presenças na fase de grupos da Liga dos Campeões (2012-13 e 2023-24) e duas caminhadas até aos quartos de final da Liga Europa (2015-16 e 2021-22).
 
No entanto, o projeto braguista está mais consolidado do que nunca, com academia, uma formação que tem dado muitos jogadores não só à equipa principal como às seleções nacionais e capacidade financeira e força negocial para reter os principais talentos, vender caro e comprar também mais caro. Este já não é o Sp. Braga que, a lutar pelo título, vendeu João Pereira ao Sporting no mercado de inverno por míseros três milhões de euros ou que era obrigado a reinventar meia equipa a cada verão. E este também não é o Sp. Braga que se reforçava a rapar o tacho, com um misto de sobras dos grandes e dos melhores do campeonato que os grandes não queriam – agora também recruta nos principais países futebolísticos, em clubes grandes, e que está cada vez mais perto de superar a fasquia dos dez milhões de euros num só jogador.

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Do festejo de Yekini à quase eliminação da Itália. Assim foi o primeiro voo mundial das super águias

Nigéria atingiu os oitavos de final no Mundial 1994
A Nigéria não foi além dos oitavos de final no Mundial 1994, mas saiu dos Estados Unidos com muitas histórias para contar. Comecemos pelo contexto: fazia a sua estreia num Campeonato do Mundo, mas começou o ano com a conquista da Taça das Nações Africanas e atingiu em abril a posição mais alta de sempre de uma seleção africana, o quinto lugar. Ainda hoje é o recorde continental.
 
Às ordens do neerlandês Clemens Westerhof estava uma geração de ouro, como o futuro guarda-redes de Farense e Gil Vicente, Peter Rufai; o ponta de lança do Vitória de Setúbal recém-sagrado melhor marcador da I Liga portuguesa, Rashidi Yekini; o futuro extremo do Sporting, Emmanuel Amunike; os talentosos médios George Finidi (Ajax) e Jay-Jay Okocha (Eintracht Frankfurt) e o avançado Daniel Amokachi (Club Brugge).

O clímax de uma geração irrepetível da Bulgária

Bulgária foi quarta classificada no Mundial 1994
Quando pensamos nos melhores jogadores búlgaros de todos os tempos, os nomes que nos vêm à cabeça são Hristo Stoichkov, Krasimir Balakov e Emil Kostadinov. E os três coincidiram no tempo e no espaço, aparecendo juntos e em grande forma no Mundial 1994, nos Estados Unidos, mostrando ao que vinham logo na fase de qualificação, quando deixaram a França de fora do torneio.
 
Antes desta geração, nunca a Bulgária havia vencido um jogo num Campeonato do Mundo, apesar de já ter participado em cinco (1962, 1966, 1970, 1974 e 1986). E, nos States, as coisas até nem começaram a correr de feição aos homens de Dimitar Penev, que arrancaram com uma estrondosa derrota aos pés da Nigéria (0-3).

Quem se lembra do “Maradona dos Cárpatos”, Gheorghe Hagi?

Hagi é considerado o melhor futebolista romeno de sempre
Venceu um troféu europeu pelo Steaua Bucareste (Supertaça 1987), os dois únicos títulos internacionais do Galatasaray (Taça UEFA e Supertaça Europeia 2000), engordou o palmarés com as camisolas do Real Madrid (1990 a 1992) e o Barcelona (1992 a 1994) e esteve nas melhores campanhas da Roménia em Mundiais (1994, quartos de final) e Europeus (2000, quartos de final). Não pode ser só coincidência.
 
Talentoso canhoto, driblador, com faro para o golo e espírito de liderança, ganhou a alcunha de “Maradona dos Cárpatos”. Eleito melhor futebolista romeno dos últimos 50 anos em 2003 e 25.º melhor jogador de futebol no século XXI pela revista World Soccer, foi ainda distinguindo como melhor futebolista romeno do ano sete ocasiões e melhor jogador do futebol turco por três vezes, tendo ainda sido escolhido para a equipa ideal do Mundial 1994.  

domingo, 28 de janeiro de 2024

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