domingo, 8 de dezembro de 2019

Os 11 jogadores algarvios mais valiosos da atualidade

Lista dos 11 algarvios mais valiosos avaliada em €15,4 milhões
Do Barlavento ao Sotavento e das encostas da serra de Monchique às praias de água quente de Vila Real de Santo António, o Algarve não se tem distinguido propriamente por ser um viveiro de craques, mas já produziu vários internacionais português, entre os quais um campeão da Europa, e catapultou quatro clubes para a elite do futebol nacional: Farense, Olhanense, Portimonense e Lusitano VRSA.

Os de Olhão chegaram a vencer o extinto campeão nacional, fazendo-o até antes do Benfica, mas foram os de Portimão e os de Faro que participaram em competições europeias.

Porque a região mais a sul do país não é apenas um destino turístico de eleição, vale a pena conhecer a lista dos 11 jogadores algarvios mais valiosos da atualidade, segundo o transfermarkt. No total, estão avaliados em 15,425 milhões de euros.


Diogo Mendes

11. Diogo Mendes (300 mil euros)

Central/médio defensivo de 21 anos natural de Faro, deu os primeiros passos no futebol nas camadas jovens do Louletano, entre 2006 e 2010. Depois transferiu-se para o Benfica, clube onde fez a maioria da sua formação e pelo qual renovou no último verão até junho de 2024. De águia ao peito venceu o título nacional de juvenis em 2014-15 e joga atualmente na equipa B, que milita na II Liga, embora já tenha treinado às ordens de Bruno Lage no plantel principal.
No currículo contabiliza ainda uma internacionalização pelos sub-16 e três pelos sub-18.


10. Rúben Fernandes (300 mil euros)

Rúben Fernandes
Filho do antigo jogador José Fernandes, que passou por clubes como Portimonense, Olhanense, Juventude Évora, Académico Viseu e Silves, fez toda a formação no clube da terra, o Portimonense. Estreou-se pela equipa principal em agosto de 2004, ainda com idade de júnior, pela mão do conterrâneo e antigo extremo internacional português António Pacheco.
Apesar da estreia precoce e de já levar três épocas na II Liga, ganhou rodagem no Varzim entre 2007 e 2009 antes de ajudar os alvinegros a regressar ao patamar maior do futebol português após duas décadas de ausência, em 2010.
Depois de se ter estreado no principal escalão e de ter continuado no clube por mais duas temporadas, transferiu-se para o Estoril no verão de 2013, tendo tido a oportunidade de atuar nas competições europeias ao serviço do emblema da linha de Cascais.
Entre 2015 e 2017 jogou na liga belga com a camisola do Sint-Truiden antes de mais um regresso a Portimão, envergando a braçadeira de capitão na I Liga durante duas épocas. No último verão este central/lateral esquerdo de 33 anos mudou-se para Barcelos para reencontrar Vítor Oliveira e capitanear o Gil Vicente.


9. Vasco Fernandes (300 mil euros)

Vasco Fernandes
Filho do antigo central guineense Herculano, que representou o Olhanense na década de 1980, nasceu em Olhão durante esse período, em novembro de 1986. Defesa, tal como o pai, fez toda a formação nos rubro-negros, tendo se estreado pela equipa principal em setembro de 2016, já depois de ter estado emprestado ao Bordéus B e de ter conquistado o estatuto de internacional pelas seleções jovens: jogou de quinas ao peito pelos sub-19, sub-20, sub-21 e sub-23.
Deixou a casa-mãe em definitivo no verão de 2007 para representar o Salamanca, na II liga espanhola. Depois regressou a Portugal pela porta do Leixões, clube pelo qual se estreou no patamar maior do futebol luso em 2008-09, tendo voltado depois ao segundo escalão do país vizinho para jogar por Celta de Vigo e Elche.
Em 2011 regressou ao Olhanense para duas épocas na I Liga, antes de novas aventuras no estrangeiro: primeiro na Grécia, ao serviço de Platanias Chania e Aris, depois na Roménia, com a camisola do Pandurii.
No verão de 2016, à beira de completar 30 anos, transferiu-se para o Vitória de Setúbal, tendo passado três épocas nos sadinos, as duas últimas envergando a braçadeira de capitão. Chegou a iniciar esta temporada no Bonfim, mas um convite dos turcos Umraniyespor levou-o novamente a emigrar.


8. Mica Silva (325 mil euros)

Mica Silva
Médio natural de Silves tal como o antigo internacional português Rui Bento, fez grande parte da formação no clube local, o Silves, tendo passado pelos iniciados do Imortal e pelos juniores do Portimonense, clube que acabou por o catapultar para o futebol sénior.
Estreou-se pela equipa principal dos alvinegros aos 19 anos, em setembro de 2012. Após duas épocas de bom nível na II Liga, transferiu-se para os polacos Zawisza Bydgoszcz, tendo jogado uma temporada a primeira época na I Divisão e a segunda no escalão secundário.
No verão de 2016 regressou a Portugal pela porta da União da Madeira e dois anos volvidos mudou-se para o Sp. Covilhã, sempre na II Liga, patamar competitivo em que já cumpriu mais de uma centena de jogos.


7. Pedro Eugénio (350 mil euros)

Pedro Eugénio
Filho de Eugénio, histórico lateral direito do Farense, fez parte da formação nos leões de Faro, embora com passagens por Olhanense, Sporting e Benfica, tendo ainda representado a seleção nacional de sub-17. Ainda assim, foi no Messinense, nos campeonatos distritais, que se estreou no futebol sénior, em 2009-10
Jogador polivalente, que pode atuar a lateral e a extremo, dividiu os primeiros anos na carreira entre o Algarve e a Bulgária. Depois de Louletano na II Divisão B e de Farense na III Divisão, passou pelo Beroe Stara Zagora antes de voltar à terra onde nasceu, Faro, para jogar na II Liga em 2013-14.
Essa foi a última aventura em Portugal para o futebolista algarvio, que desde então tem disputado a liga búlgara, ao serviço de clubes como Haskovo, Cherno More, Vereya e novamente o Beroe, que atualmente representa, aos 29 anos. A exceção foi na primeira metade da época 2018-19, quando jogou pelo Altay, na II liga turca.


6. Pedro Delgado (450 mil euros)

Pedro Delgado
Mais um filho de peixe que sabe nadar. O pai deste médio ofensivo de 22 anos é Amílcar Delgado, que durante a década de 1990 vestiu a camisola do Portimonense. Foi precisamente em Portimão que Pedro Delgado nasceu e o clube da terra que o acolheu ainda em criança.
Entre 2010 e 2012 esteve nos iniciados do Sporting, mas voltou aos alvinegros para prosseguir a sua formação até que ter emigrado ainda em idade de juvenil para o Inter de Milão. Em 2015-16 chegou a fazer a pré-época a disputar alguns jogos particulares sob a orientação de Roberto Mancini, mas acabou por não se estrear oficialmente pela equipa principal dos nerazzurri.
Na temporada seguinte regressou ao Sporting para dois anos na equipa B, na II Liga, antes de se mudar no verão de 2018 para os chineses do Shandong Luneng. Ao fim de um ano no gigante país asiático tornou-se no primeiro futebolista a naturalizar-se chinês sem ter qualquer ligação anterior à China, depois de ter somado 44 internacionalizações pelas seleções jovens portuguesas.


5. Vítor Gonçalves (600 mil euros)

Vítor Gonçalves
Natural de São Bartolomeu de Messines, no concelho de Silves, deu os primeiros passos no futebol no Messinense. Rapidamente captou a atenção do Benfica, que o foi buscar com 12 anos, mas após três anos de águia ao peito regressou ao Algarve pela porta do Portimonense, para integrar a equipa de juvenis.
Em Portimão completou a sua formação, lançou-se no futebol profissional e tornou-se internacional sub-21, tendo atuado duas épocas na II Liga antes de se transferir para o Gil Vicente, que na altura militava no primeiro escalão. Após três anos em Barcelos, onde conheceu o dissabor da despromoção em 2014-15, mudou-se para o Nacional da Madeira, clube que representa desde o verão de 2016, tendo somado já uma descida e uma subida de divisão. É na Choupana que vai evoluindo este médio de 27 anos.


4. Guga Rodrigues (700 mil euros)

Guga Rodrigues
Médio defensivo natural de Vila Real de Santo António, iniciou o seu trajeto no futebol ao serviço do clube local, o Lusitano VRSA. Seguiu-se uma temporada no Ferreiras antes de dar o salto para o Benfica no verão em que comemorou 11 anos de idade.
Foi de águia ao peito que fez praticamente toda a formação, tendo sido campeão nacional de juvenis em 2012-13. A ascensão ao futebol profissional, em 2016-17, coincidiu com o aparecimento de uma rotura dos ligamentos cruzados que o afastou dos relvados durante sete meses. Quando regressou à competição, no final dessa época, sofreu uma recaída e voltou a ser operado, não tendo disputado um único minuto em jogos oficiais na temporada seguinte.
Voltou à ação no início de 2018-19, época dividida entre o Benfica (sub-23 e equipa B) e os gregos do Panetolikos. Após a experiência na Grécia, regressou a Portugal no último verão pela porta do Famalicão, clube que lhe possibilitou a estreia na I Liga.


3. Diogo Viana (1 milhão de euros)

Diogo Viana
Nascido em Lagos, começou a jogar futebol no Burgau e no Esperança de Lagos, dois emblemas do concelho lacobrigense. Aos 12 anos convenceu o Sporting a recrutá-lo para a equipa de infantis, e tendo ficado meia dúzia de épocas antes de se transferir para o FC Porto, no âmbito do negócio que levou Hélder Postiga para Alvalade, embora o então extremo (e hoje lateral) fosse uma das grandes promessas leoninas.
Chegou a vestir a camisola da equipa principal dos dragões em quatro jogos na Taça da Liga em 2009, sob a orientação de Jesualdo Ferreira, quando ainda era júnior, mas nas duas épocas que se seguiram foi emprestado aos holandeses do VVV-Venlo e ao Desp. Aves.
Após dois anos em Penafiel, entre 2011 e 2013, entrou na I Liga pela porta do Gil Vicente. A descida de divisão do conjunto barcelense levou-o a emigrar no verão de 2015 para a Bulgária, onde esteve época e meia, ao serviço de Litex Lovech e CSKA Sófia.
Em janeiro de 2017 regressou a Portugal para representar o Belenenses, clube pelo qual se afirmou enquanto lateral, nomeadamente no período em que foi orientado por Silas. Duas temporadas e meia de bom nível levaram-no a dar o salto para o Sp. Braga no último verão, aos 29 anos.
Internacional jovem por todos os escalões entre os sub-16 e os sub-21, soma um total de 52 jogos de quinas ao peito.


2. Diogo Amado (1,1 milhões de euros)

Diogo Amado
Mais um representante de Lagos neste pódio e curiosamente da mesma geração de Diogo Viana (1990), com que coincidiu no Esperança de Lagos e na formação do Sporting. Se o lateral/extremo deu os primeiros passos no Burgau antes de chegar ao Esperança, no caso deste médio defensivo os primeiros toques na bola foram no Centro de Educação Desportiva de Lagos.
Diogo Amado esteve nove anos ligado ao emblema de Alvalade, tendo conquistado um título nacional de juvenis (2006-07) e dois de juniores (2007-08 e 2008-09). No último ano de júnior foi convocado por Paulo Bento para um jogo da equipa principal na última jornada do campeonato, mas não chegou a estrear-se.
Seguiram-se empréstimos a Real e Odivelas, antes de assinar em definitivo pela União de Leiria. Após uma época de pouca utilização, foi cedido ao Estoril, tendo ajudado a equipa da Linha de Cascais a subir à I Liga, com Marco Silva no comando técnico.
O médio lacobrigense chegou a vincular-se aos ingleses do Sheffield Wednesdey, mas acabou por assinar em definitivo pelo Estoril, tendo atuado cinco temporadas seguidas no patamar maior do futebol português ao serviço dos canarinhos.
40 vezes internacional português pelas seleções jovens (desde os sub-16 aos sub-21), está desde o verão de 2017 no Al-Gharafa, clube pelo qual conquistou duas Taças da Liga do Qatar.


1. João Moutinho (10 milhões de euros)

João Moutinho
Quem mais? João Moutinho é sem dúvida alguma o futebolista algarvio mais bem sucedido de sempre: 120 internacionalizações para seleção principal (e 163 contabilizando as seleções jovens), campeão europeu pelos sub-17 em 2003 e pelos AA em 2016, vencedor da Liga das Nações, duas presenças em Campeonatos do Mundo e três participações em Campeonatos da Europa de quinas ao peito, além de uma Liga Europa e títulos nacionais em Portugal e França.
Tudo começou em Portimão, de onde é natural este médio que é filho do antigo avançado Nélson Moutinho, que representou clubes como Portimonense, Beira-Mar, União de Leiria, Barreirense, Olhanense e Silves entre o final da década de 1970 e princípios dos anos 1990.
Após ter começado a jogar futebol no Portimonense, João Moutinho captou interesse do Sporting, tendo estado ligado ao emblema de Alvalade durante cerca de uma década. Foi de leão ao peito que venceu um título nacional de juniores e se estreou no futebol sénior aos 16 anos, na equipa B, que militava na II Divisão B. Na época seguinte, em 2004-05, estreou-se pela formação de plantel aos 18 anos, pela mão de José Peseiro, e ajudou os verde e brancos a chegar à final da Taça UEFA.
Entretanto tornou-se capitão, venceu duas Taças de Portugal e outras tantas Supertaças, mas a falta de títulos da formação leonina e o facto de não ter sido chamado ao Mundial da África do Sul levaram-no a querer mudar de ares no verão de 2010, transferindo-se para o FC Porto por 11 milhões de euros.
Campeão nacional em todas as (três) épocas em que jogou de dragão ao peito, além de ter conquistado três Supertaças, uma Taça de Portugal e uma Liga Europa, emigrou pela primeira vez em 2013, com o Mónaco como destino. Em cinco anos na liga francesa, ajudou os monegascos a sagrarem-se campeões em 2016-17 e a participarem regularmente na Liga dos Campeões.
No verão de 2018, após o Mundial da Rússia, transferiu-se para os ingleses Wolverhampton, clube pelo qual vai brilhando aos 33 anos.





































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