quarta-feira, 14 de abril de 2021

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Trofense na II Liga

Trofense participou por sete ocasiões na II Liga
Vencedor da Série C do Campeonato de Portugal após uma reviravolta surpreendente na última jornada, o Clube Desportivo Trofense vai agora lutar para vencer o playoff de promoção à II Liga.
 
Caso venham a regressar ao segundo escalão após seus anos de ausência, os nortenhos voltarão a um patamar no qual competiram por oito vezes, tendo alcançado a melhor classificação em 2007-08, quando se sagrou campeão, numa época o homem do leme era Toni Conceição.
 
Entre 2006-07 e 2014-15, o emblema da Trofa só não esteve presente na II Liga em 2008-09, quando participou pela primeira (e por enquanto única) vez na I Liga.
 
Em 280 jogos na II Liga, somou 90 vitórias, 79 empates, 111 derrotas e um saldo de 295-367 em golos.
 
Ao longo dessas oito presenças, 177 futebolistas jogaram pelo Trofense na prova. Vale por isso a pena recordar os dez que o fizeram mais vezes.
 
 

10. Matheus (51 jogos)

Matheus
Lateral esquerdo que entrou no futebol português pela porta das camadas jovens do Sp. Braga, esteve cedido pelos bracarenses ao Vizela antes de reforçar o Trofense no verão de 2012.
Na primeira época na Trofa sentiu dificuldades para se assumir como titular indiscutível, não indo além de 17 jogos (todos no onze inicial) na II Liga.
Na temporada seguinte assumiu-se como dono e senhor do lado esquerdo da defesa, tendo atuado em 34 partidas (29 a titular) no campeonato, ajudando umas vezes mais os nortenhos a assegurar a permanência.
Depois regressou ao seu país para representar o Doze.
 
 

9. Igor Rocha (51 jogos)

Igor Rocha
Disputou o mesmo número de jogos de Matheus, mas amealhou mais 314 minutos em campo – 4456 contra 4142.
Possante lateral esquerdo (1,86 m) natural de Mafamude, no concelho de Vila Nova de Gaia, jogou ao lado de Raul Meireles na formação do Boavista, chegou a jogar na I Liga pela Naval antes de reforçar o Trofense no verão de 2009.
Nas duas temporadas que passou na Trofa foi dono e senhor do lado esquerdo da defesa, tendo amealhado um total de 51 jogos (todos a titular) em 60 possíveis, ficando perto da promoção ao primeiro escalão em 2011.
Valorizado pelas boas campanhas no emblema nortenho, deu o salto para o Vitória de Setúbal no verão de 2011.
 
 

8. Filipe Gonçalves (52 jogos)

Filipe Gonçalves
Médio de características defensivas natural de Espinho e internacional jovem português, passou por Sp. Espinho, Sp. Braga, Leixões, ganhou uma Taça da Liga pelo Vitória de Setúbal e foi a uma final da Taça de Portugal com o Paços de Ferreira antes de assinar pelo Trofense no verão de 2009.
Nas duas temporadas que passou na Trofa foi maioritariamente titular, tendo começado de início em 44 dos 52 encontros que disputou na II Liga e apontou nove golos, tendo ficado perto da promoção ao primeiro escalão em 2011.
Depois transferiu-se para o Moreirense, clube pelo qual haveria de voltar a jogar na I Liga.
 
 
 

7. Diogo Freire (53 jogos)

Diogo Freire
Guarda-redes alentejano, natural de Vendas Novas, representou a seleção nacional de sub-16 e passou pelas camadas jovens de Vitória de Setúbal e Benfica. Enquanto sénior representou clubes como Estrela Vendas Novas e União de Montemor antes de reforçar o Trofense no verão de 2013.
Na primeira época na Trofa começou como suplente de Conrado, mas ganhou a titularidade nos derradeiros meses da temporada, indo a tempo de disputar 15 jogos (14 a titular) e sofrer nove golos na II Liga.
Já em 2014-15 foi dono e senhor da baliza dos nortenhos, tendo atuado em 38 encontros e sofrido 68 golos, não conseguindo evitar a despromoção.
Após a descida de divisão mudou-se para o Desp. Aves.
 
 
 

6. Marco (59 jogos)

Marco
Guarda-redes formado no Boavista e internacional sub-17 português, representou o Trofense pela primeira vez em 2006-07 por empréstimo dos axadrezados, mas nas cinco temporadas que se seguiram teve vinculado ao clube a título definitivo.
Nas duas primeiras épocas na Trofa não foi além de um total de nove jogos (sete a titular) e oito golos sofridos, porém, deu um pequeno contributo para a conquista do título de campeão da II Liga em 2007-08.
Seguiu-se a estreia no primeiro escalão e o regresso ao segundo. Ainda que nem sempre titular, amealhou um total de 50 partidas e 63 golos sofridos entre 2009 e 2012, tendo ficado perto de nova subida à I Liga em 2011.
No verão de 2012 mudou-se para o Feirense na companhia de João Viana.
 
 

5. Luiz Alberto (72 jogos)

Luiz Alberto
Defesa central brasileiro que entrou no futebol português pela porta do Carregosense em 2005-06, passou ainda por Ribeirão, Estoril, Belenenses e Desp. Chaves antes de ingressar no Trofense no verão de 2012, numa altura em que já tinha quase 30 anos.
Já com grande experiência de II Liga, impôs-se com naturalidade no clube da Trofa, tendo amealhado um total de 72 jogos (71 a titular) e três golos em duas temporadas no segundo escalão.
Embora fosse um titular indiscutível num clube da II Liga, Luiz Alberto resolveu mudar-se para o Famalicão em 2014, numa altura em que o emblema famalicense disputava o Campeonato de Portugal.
No entanto, o defesa voltou ao Trofense em 2017-18, também para jogar no Campeonato de Portugal.
 
 
 

4. André Rateira (94 jogos)

André Rateira
Extremo natural de Paços de Ferreira e formado no clube da terra, passou por clubes como Leça, Aliados Lordelo e Macedo de Cavaleiros antes de reforçar o Trofense no verão de 2012.
Embora viesse das divisões secundárias, conseguiu rapidamente impor-se na equipa da Trofa, tendo totalizado 94 partidas (75 a titular) e dez remates certeiros ao longo de três temporadas. Ainda assim, mostrou-se impotente para evitar a despromoção ao Campeonato de Portugal em 2015.
Valorizado apesar da descida de divisão, manteve-se na II Liga, mas com a camisola do Leixões.
 
 
 

3. Reguila (115 jogos)

Reguila
Um dos primeiros nomes que nos vem à cabeça quando se fala de Trofense.
Avançado natural de Cabanelas, no concelho de Vila Verde, foi subindo a pulso no futebol, tendo começado no Laje, do terceiro escalão da AF Braga. Ao Trofense chegou pela primeira vez em 2002, para contribuir para a subida à II Divisão B.
Em 2004-05 estreou-se na II Liga com a camisola do Gondomar, mas na época seguinte regressou à Trofa para contribuir para a promoção ao segundo escalão, patamar em que disputou 39 jogos (30 a titular) e apontou 15 golos entre 2006 e 2008, sagrando-se campeão em 2007-08.
Seguiu-se uma temporada na I Liga, na qual brilhou ao marcar um dos golos numa vitória sobre o Benfica de Quique Flores. “Não direi que foi o [golo] mais marcante, mas o mais mediático. Nunca escondi: sempre fui benfiquista. E ainda hoje as pessoas abordam-me na rua para falar desse golo. Recordo com satisfação. Irá ficar para a vida”, afirmou ao Maisfutebol em fevereiro de 2018. Ainda assim, mostrou-se impotente para evitar a despromoção, numa altura em que já tinha 30 anos.
Após a descida de divisão manteve-se no Trofense, clube que representou ao longo de mais três épocas na II Liga. Entre 2009 e 2012 amealhou 76 encontros (51 a titular) e 25 golos no segundo escalão. Em 2009-10 foi o melhor marcador do campeonato, com 15 golos, e na temporada que se seguiu esteve à beira de alcançar nova subida de divisão.
Depois de sete anos ininterruptos e nove intercalados na Trofa, transferiu-se para o Santa Clara no verão de 2012.
 
 
 

2. Hélder Sousa (118 jogos)

Hélder Sousa
Médio de características ofensivas, teve cinco (!) passagens pelo Trofense, clube em que viveu uma das melhores fases do seu trajeto profissional. Proveniente do Padroense, que na altura militava no segundo escalão distrital da AF Porto, passou pela primeira vez pelo clube da Trofa entre 1998 e 2000, tendo jogado na II Divisão B.
Entretanto deu o salto para o Sp. Braga e jogou na II Liga em emblemas como Ovarense, Feirense e Vizela antes de reforçar novamente o Trofense em 2009-10, temporada em que atuou em 25 partidas (16 a titular) e marcou um golo ao Portimonense.
Seguiram-se três anos e meio no futebol de Chipre, país em que representou o poderoso APOEL Nicósia antes de voltar à Trofa em janeiro de 2013. Titular indiscutível independentemente do treinador, amealhou 93 encontros (92 a titular) e 19 golos na II Liga ao longo de dois anos e meio, não conseguindo impedir a descida de divisão em 2015.
Após a despromoção permaneceu mais meio ano no clube, no Campeonato de Portugal, tendo regressado ao Trofense em 2016-17 e 2019-20, esta última antes de pendurar as botas, aos 42 anos.
Presentemente continua ligado ao emblema nortenho, mas nas funções de coordenador técnico. “Costumo dizer às pessoas da Trofa: ‘Não nasci do Trofense, mas aprendi a gostar muito do clube'. Sempre apanhei pessoas sérias, desde que cheguei aqui para o meu primeiro ano como profissional. Cheguei com 19 e foi sempre um clube que eu admirei, os anos foram passando e fiquei sempre adepto do clube”, afirmou ao Maisfutebol em outubro de 2016.
 
 
 

1. Tiago (197 jogos)

Tiago
Quando se fala em Trofa e Trofense, é automaticamente um dos primeiros jogadores em quem se pensa.
Médio aguerrido, de características mais defensivas do que ofensivas, entrou no Trofense no final da década de 1980 para ingressar nas camadas jovens. “Comecei a jogar nos torneios entre as freguesias da Trofa e o meu pai que dizia que eu tinha um certo jeito para a bola, levou-me para o Trofense, com 11 anos. Fiz lá toda a minha formação”, recordou à Tribuna Expresso em março de 2019.
Em 1992-93 transitou para a equipa principal, quando tinha apenas 17 anos. “Lembro-me dos primeiros dias, de entrar no balneário e ver os meus ídolos. Por sistema ia ver os jogos dos seniores aos domingos. Cheguei a ser apanha bolas no Trofense e a colocar no placard os números dos golos. Antigamente era assim. Estávamos ali ao pé dos nossos ídolos, para nós só havia o Trofense. Por isso quando surge a possibilidade de passar a sénior e me cruzo com alguns deles no balneário, foi uma satisfação enorme, até pedi autógrafos”, lembrou.
Nessa temporada o Trofense desceu à III Divisão Nacional, mas Tiago valorizou-se e deu o salto para o Famalicão, que na altura militava na I Liga.
Seguiram-se quase 15 anos a jogar ao mais alto nível, em clubes como Marítimo, Benfica, União de Leiria, FC Porto e Boavista e os espanhóis do Rayo Vallecano e do Tenerife. Ao serviço dos dragões foi bicampeão nacional e venceu a Taça UEFA e a Taça de Portugal.
No verão de 2009, quando já tinha 34 anos, regressou ao seu Trofense e por lá se manteve até ao final da carreira, sete anos depois. “Quando voltei pensei que iria jogar mais dois anitos e depois acabava. Nesse ano subi com a União de Leiria à I Liga e o Trofense desceu à II Liga. Eu tinha uma proposta do Rio Ave, mas optei pelo Trofense porque já ia com a ideia de acabar a minha carreira lá, como sempre quis”, assumiu ao Maisfutebol em maio de 2016.
Entre 2009 e 2015 amealhou um total de 197 encontros (195 a titular) e quatro golos. Em 2011 esteve perto de subir à I Liga, mas em 2015 não conseguiu impedir a despromoção.
Após a descida de divisão permaneceu mais um ano no clube, no Campeonato de Portugal, pendurando as botas em seguida. “A maioria dos jogadores ganhavam para a gasolina, para as despesas do dia a dia. E mesmo assim o clube tinha dificuldades em pagar. Chegamos a estar com seis meses a receber ajudas de custo. Não era propriamente um vencimento. Tudo isso não é fácil. Mas sendo o clube da minha terra, onde nasci para o futebol… só nós sabemos o que passamos. Fomos uns campeões”, revelou no final dessa época.
 



 







1 comentário:

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