segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Os 10 futebolistas com mais jogos na Taça da Liga

Taça da Liga vai jogar-se esta época pela 14.ª vez
Implementada em 2007-08, a Taça da Liga deu ao futebol profissional português uma nova competição que, ainda que sempre muito marcada por controvérsias e alterações de formato.
 
Organizada pela Liga Portugal, a Taça da Liga terá em 2020-21 a sua 14.ª edição. Ao longo de quase década e meia, a prova foi disputada por mais de 3300 jogadores que atuaram por um total de 52 clubes. Destes, cinco sagraram-se vencedores: Benfica (sete vezes), Sporting e Sp. Braga (ambos em duas ocasiões) e Vitória de Setúbal e Moreirense (ambos uma).
 
Numa altura em que a Taça da Liga está de regresso após 11 meses de ausência, vale a pena recordar os dez jogadores com mais jogos na competição.
 
 

10. Edgar Costa (32 jogos)

Edgar Costa
Comecemos pela ilha da Madeira, de onde é originário Edgar Costa, extremo que participou pelas primeiras vezes na prova com a camisola do Nacional, entre 2009-10 e 2012-13. Com a camisola alvinegra disputou um total de sete jogos e marcou um golo na Taça da Liga, tendo contribuído para o apuramento para as meias-finais (à frente do FC Porto de André Villas Boas) em 2010-11.
Em 2013-14 atuou em quatro jogos e marcou um golo na competição ao serviço do Moreirense e desde o início da temporada seguinte que está vinculado ao Marítimo. Pelo emblema dos Barreiros disputou 21 partidas e faturou por três vezes na prova, tendo atingido a final em 2014-15 e 2015-16, perdendo para o Benfica em ambas as ocasiões.
 
 
 

9. Gilberto (33 jogos)

Gilberto
Médio de características defensivas formado no Boavista, fez a estreia na Taça da Liga na edição inaugural, tendo participado num jogo com a camisola axadrezada.
Entretanto passou pelo futebol cipriota e pelo Oliveira de Frades, tendo regresso às ligas profissionais portuguesas em 2012-13 pela porta do Sp. Covilhã, clube que representa desde então. Ao serviço dos serranos atuou em 32 encontros e marcou dois golos na prova, contribuindo para o apuramento para a derradeira fase de grupos em 2013-14, 2014-15, 2016-17 e 2019-20.
 
 
 

8. Edgar Sá (33 jogos)

Edgar Sá
Disputou o mesmo número de jogos do antigo companheiro de equipa Gilberto, mas amealhou mais 15 minutos em campo – 2742 contra 2727.
Defesa central que concluiu a sua formação no FC Porto, estreou-se na Taça da Liga em 2008-09, com a camisola do Sp. Covilhã. Nessa e na temporada seguinte somou um total de seis encontros na prova, tendo ajudado os serranos a superar a primeira eliminatória em ambas as ocasiões.
Em 2010 mudou-se para o Santa Clara e, ao serviço do emblema açoriano, amealhou um total de nove encontros e um golo na competição, contribuindo para o apuramento para a segunda fase de grupos em 2011-12.
Entretanto voltou ao Sp. Covilhã, clube pelo qual disputou 18 encontros e apontou um golo em quatro temporadas, ajudando os serranos a chegar à segunda fase de grupos em 2013-14 e 2014-15.
 
 

7. Guedes (34 jogos)

Guedes
Avançado revelado pelo Penafiel, ajudou os durienses a atingirem a derradeira fase de grupos (equivalente às meias-finais) da edição inaugural da prova, em 2007-08, tendo participado em sete encontros e apontado quatro golos.
Na temporada seguinte esteve cedido ao Paços de Ferreira, clube pelo qual disputou dois jogos e marcou um golo.
Entretanto voltou a Penafiel e, entre 2009 e 2015 amealhou mais 15 partidas na competição ao serviço dos penafidelenses, contribuindo para o apuramento para a segunda fase de grupos em 2010-11, 2011-12 e 2013-14.
Em 2015 mudou-se para o Rio Ave e ao serviço dos vila-condenses somou mais oito jogos e dois golos na Taça da Liga até 2018.
Por último, em 2019-10, representou o Vitória de Setúbal, tendo participado em dois desafios e apontado outros tantos golos, ambos um ao Benfica – e um deles através de um fantástico remate acrobático.
 
 
 

6. João Pedro (34 jogos)

João Pedro
Disputou o mesmo número de jogos de Guedes, mas amealhou mais 13 minutos em campo – 2133 contra 2120.
Extremo formado no Sp. Braga, foi obrigado a rodar noutras paragens nos primeiros anos de sénior. Em 2007-08 foi cedido ao Beira-Mar e contribuiu em sete encontros para a caminhada dos aveirenses até à derradeira fase de grupos, onde figuraram as quatro melhores equipas da competição.
Nas épocas seguintes representou União de Leiria (quatro jogos) e Oliveirense (dois), antes de se mudar em 2010 para a Naval, emblema pelo qual disputou 13 partidas e apontou quatro golos, tendo contribuído para o apuramento para a segunda fase de grupos em 2012-13.
Nessa temporada voltou para o Sp. Braga em janeiro e ajudou os arsenalistas a conquistar a Taça da Liga, tendo participado na meia-final ante o Benfica e na final frente ao FC Porto.
Ainda assim, em 2013-14 foi cedido ao Belenenses, contribuindo com quatro jogos para o apuramento para a segunda fase de grupos. Na época seguinte foi novamente emprestado, mas ao Moreirense, tendo amealhado mais dois encontros na prova e ajudado os minhotos a chegar à segunda fase de grupos.
 
 
 

5. Pires (34 jogos)

Pires
Disputou o mesmo número de jogos de João Pedro e Guedes, mas amealhou mais minutos em campo: 2666.
Pires fez a estreia na Taça da Liga quando já tinha 27 anos, com a camisola do Vizela, em 2008-09, tendo disputado os seus primeiros quatro jogos e apontado o seu primeiro golo na competição.
Depois mudou-se para o Portimonense e no espaço de dois amealhou cinco encontros na prova.
Seguiram-se aventuras no Desp. Aves (três jogos), Feirense (cinco) e Moreirense (quatro) nas épocas seguintes.
Em 2015 voltou ao Portimonense, clube pelo qual participou em 10 partidas e marcou três golos ao longo quatro épocas, tendo contribuído para a caminhada até às meias-finais em 2015-16.
Por fim, em 2019-20, ajudou o Penafiel a chegar à fase de grupos, tendo apontado dois golos em três.
 
 
 

4. Ricardo Pessoa (35 jogos)

Ricardo Pessoa
Lateral direito formado no Vitória de Setúbal, mas com um longo percurso ao serviço do Portimonense, vestiu a camisola dos algarvios em 32 dos 35 jogos que disputou na Taça da Liga – a exceção foi em 2012-13, quando esteve emprestado ao Moreirense.
Até à cedência aos minhotos participou em 18 partidas e marcou três golos na prova, contribuindo para o apuramento para a segunda fase de grupos em 2011-12.
Após regressar do empréstimo acumulou mais 14 partidas e quatro remates certeiros na competição, ajudando os alvinegros a chegar às meias-finais em 2015-16.
 
 
 

3. Filipe Gonçalves (36 jogos)

Filipe Gonçalves
Médio que esteve vinculado ao Sp. Braga em alguns dos seus primeiros anos, foi emprestado ao Vitória de Setúbal em 2007-08 e viveu nessa temporada um inesperado momento de glória, ao conquistar a edição inaugural da Taça da Liga, tendo participado em seis jogos e apontado um golo na campanha vitoriosa dos sadinos.
Na temporada seguinte atuou em quatro partidas com a camisola do Paços de Ferreira e entre 2009 e 2011 amealhou sete encontros e um golo pelo Trofense, clube que ajudou a apurar para a segunda fase de grupos em 2009-10.
Seguiram-se duas épocas no Moreirense, tendo contribuído para a caminhada dos minhotos até à segunda fase de grupos em ambas.
Entre 2013 e 2015 amealhou cinco encontros pelo Estoril e em 2015-16 atuou em dois desafios no regresso ao Moreirense.
Desde o verão de 2017 ao serviço da Oliveirense, depois de passagens pelos polacos do Slask Wroclaw e pelo Nacional da Madeira, já leva sete encontros e um golo pelos unionistas, tendo contribuído para a brilhante caminhada até às meias-finais em 2017-18.
 
 

2. Tarantini (41 jogos)

Médio que passou largos anos no Sp. Covilhã no início da carreira, jogou a edição inaugural da Taça da Liga com a camisola do Portimonense, tendo participado em cinco jogos numa campanha que culminou na quarta eliminatória, uma espécie de quartos de final.
Depois mudou-se para o Rio Ave e ainda por lá e mantém, tendo desde 2008 atuado em 36 encontros e apontado cinco golos, contribuindo para o apuramento para as meias-finais da competição em 2012-13 e para a final em 2013-14.
 
 
 

1. Jardel (41 jogos)

Jardel
Disputou o mesmo número de jogos de Tarantini, mas amealhou mais 324 minutos em campo – 3690 contra 3366.
Central brasileiro que entrou no futebol português pela porta do Estoril em 2009-10, ajudou os canarinhos, então na II Liga, a chegar à segunda fase de grupos nessa época, tendo atuado em seis jogos.
A temporada seguinte foi dividida entre Olhanense e Benfica. Após atuar em dois encontros pelos algarvios na competição, contribuindo para o apuramento para a segunda fase de grupos, iniciou em janeiro de 2011 um percurso vitorioso de 33 partidas e um golo na prova de águia ao peito.
Nesse ano ganhou o primeiro de cinco troféus – os outros foram em 2011-12, 2013-14, 2014-15 e 2015-16 –, registo que faz dele um dos jogadores com mais Taças da Liga, sendo apenas superado por Luisão (sete), Rúben Amorim e Maxi Pereira (ambos seis) e igualado por Óscar Cardozo e Gaitán (ambos cinco).
 











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