sábado, 6 de março de 2021

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Vitória de Setúbal na II Liga

Os dez jogadores com mais jogos pelo Vitória na II Liga
Líder destacadíssimo e invicto da Série H do Campeonato de Portugal, o Vitória Futebol Clube está em posição privilegiada para assegurar uma vaga na fase de promoção à II Liga.
 
Caso venham a regressar ao segundo escalão após 17 anos de ausência, os sadinos vão voltar a um patamar no qual competiram por cinco vezes, sendo que quatro delas culminaram na promoção à I Liga.
 
Ainda que nunca se tivessem sagrado campeões, os setubalenses alcançaram o segundo lugar em três ocasiões (1995-96, 2000-01 e 2003-04), curiosamente nas últimas três participações. Nas duas primeiras concluíram o campeonato na quinta posição em 1991-92 e no último degrau do pódio na época seguinte.
 
Em 170 jogos na II Liga, o Vitória somou 89 triunfos, 43 empates, 38 derrotas e um saldo de 302-169 em golos.
 
Ao longo dessas cinco presenças, 105 futebolistas jogaram pelos sadinos na prova. Vale por isso a pena recordar os dez que o fizeram mais vezes.
  
 

10. Paulo Gomes (36 jogos)

Paulo Gomes
Extremo luso-francês que atuava preferencialmente no lado esquerdo, chegou ao Bonfim no verão de 1991, proveniente do Wasquehal, para jogar na II Liga.
Na primeira época no Vitória participou em 21 jogos (17 a titular) e apontou três golos, diante de Estrela da Amadora, Olhanense e Benfica Castelo Branco.
Na temporada seguinte atuou em 15 partidas (oito a titular) e somou dois remates certeiros, frente a União da Madeira e Académica, que contribuíram para a promoção à I Liga.
Haveria de permanecer em Setúbal até 1995, rumando depois ao Belenenses.
 
 
 

9. Nunes (40 jogos)

Nunes
Médio defensivo natural de Manteigas, mas radicado na margem sul desde tenra idade, jogou nos juvenis do Vinhense e nos juniores e nos seniores do Barreirense antes de representar pela primeira vez o Vitória entre 1982 e 1984, quando se tornou internacional AA.
Entretanto passou por Benfica e Marítimo antes de regressar ao Bonfim em 1990. Embora tivesse voltado à seleção nacional, desceu à II Liga na época em que voltou a Setúbal.
No segundo escalão, disputou 28 jogos (27 a titular) em 1991-92. Na temporada seguinte foi mais utilizando, tendo atuado em 12 partidas (seis a titular), mas apontou dois golos, diante de Amora e Desp. Aves, e ajudou os sadinos a alcançar a promoção.
Haveria de continuar no clube até 1995, quando se mudou para o Desp. Beja.
 
 
 

8. Manuel do Carmo (42 jogos)

Manuel do Carmo
Extremo veloz natural da vila do Redondo, reforçou o Vitória no verão de 1998, proveniente do Lusitano Évora. No entanto, não foi muito feliz em Setúbal, uma vez que não foi além de um total de 16 jogos nas duas primeiras épocas no clube, ambas na I Liga.
Em 2000-01 representou os sadinos na II Liga e disputou 15 partidas (oito a titular) no campeonato, tendo marcado um golo ao União de Lamas e contribuído para a promoção ao primeiro escalão.
Após a subida de divisão esteve dois anos no Portimonense, regressando aos setubalenses em 2003-04 para participar em mais 27 encontros (12 a titular) na II Liga e contribuir para nova subida de divisão.
Depois mudou-se para o Louletano e passou ainda por Barreirense, Lusitano Évora, Redondense e O Elvas antes de pendurar as botas.
 
 

7. Meyong (55 jogos)

Na temporada seguinte só começou a jogar em outubro porque esteve em Sydney, na Austrália, a ganhar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos ao serviço dos Camarões, mas regressou a tempo de atuar em 22 jogos (21 a titular) e marcar 13 golos, o último dos quais a garantir a promoção, aos 89 minutos da última jornada, num triunfo sobre a Naval (2-1), num Bonfim à pinha. “É um dos golos mais importantes para mim e dos que mais festejei. Nesse jogo o estádio do Bonfim estava cheio. Foi a primeira vez que vi o estádio tão cheio e um ambiente fantástico. Consigo fazer o golo mesmo no fim. Mudou muitas coisas e a vida de muita gente. Se não tinha marcado naquele jogo o Vitória não subia de divisão e ia ter muitos problemas”, recordou Zezé, como é carinhosamente tratado em Setúbal.
 
 
 

6. Yekini (62 jogos)

Rashidi Yekini
Nome incontornável na história do Vitória, é inevitavelmente incluído nas discussões sobre o melhor futebolista de sempre do clube. Uma das razões pelas quais é um ídolo vitoriano tem a ver com as duas épocas memoráveis na II Liga, em 1991-92 e 1992-93, sagrando-se melhor marcador em ambas.
Na primeira época apontou 22 golos em 30 jogos (29 a titular), tendo faturado diante de Belenenses, Benfica Castelo Branco (dois), Portimonense (quatro), Ovarense (cinco), Estrela da Amadora (dois), Olhanense, Feirense, União de Leiria, Leixões (dois), Desp. Aves e Rio Ave (dois).
Na temporada seguinte foi mais longe e estabeleceu um recorde que ainda perdura na II Liga: 35 golos (em 32 partidas). Rio Ave (dois golos), Académica (sete), Ovarense, Nacional (dois), Campomaiorense (quatro), Penafiel (três), Felgueiras, União de Leiria, Estrela da Amadora, Leixões (quatro), Desp. Aves (três), União da Madeira, Louletano (dois) e Amora (três) foram as vítimas de Rashidi Yekini.
Na época seguinte já atuou na I Liga e também foi o artilheiro-mor, com 21 remates certeiros, sendo o único futebolista de sempre a acumular os títulos de melhor marcador das duas ligas profissionais portuguesas.
Enquanto representava os sadinos, foi eleito melhor jogador africano em 1993 e melhor jogador da Taça das Nações Africanas em 1994, prova que venceu ao serviço da Nigéria.
Contratado aos costa-marfinenses do Africa Sports em 1990, saiu para o Olympiacos quatro anos depois, voltando ao Bonfim, mas sem o mesmo brilho, na segunda metade da temporada 1996-97.
Para os adeptos do Vitória, que o tratavam carinhosamente por Jaquim, é inesquecível a sua exibição, coroada com dois golos, nos célebres 5-2 ao Benfica a 21 de novembro de 1993.
 
 
 

5. Rui Carlos (72 jogos)

Rui Carlos
Lateral/médio esquerdo nascido em Luanda, mas desde tenra idade radicado em Portugal, concluiu a formação e estreou-se no futebol sénior pelo Caldas. De lá foi para o Gil Vicente, transferindo-se no verão de 1992 para o Vitória, então na II Liga.
Logo na primeira época em Setúbal começou a desenhar um percurso muito assinalável no clube, tendo contribuído para a promoção à I Liga com um golo ao Torreense (na última jornada) em 31 jogos, todos na condição de titular.
Após duas épocas no primeiro escalão, regressou à II Liga em 1995-96 para participar em 26 partidas e apontar cinco golos, diante de Famalicão, Ovarense (dois), Sp. Espinho e Desp. Aves, ajudando os sadinos a regressar ao patamar maior do futebol português.
Seguiram-se quatro anos entre a elite antes de voltar a competir na II Liga em 2000-01, já na fase descendente da carreira e numa altura em que as lesões não davam tréguas, despedindo-se do clube com nova subida de divisão, numa época em que apenas atuou em 17 partidas (nove a titular) e apontou três golos, frente a Freamunde, Santa Clara e Leça.
Depois mudou-se para o Seixal, tendo ainda passado por clubes como Portimonense e Alcochetense antes de pendurar as botas.
 
 

4. Figueiredo (79 jogos)

Figueiredo
Central beirão, natural de Sátão, mas desde tenra idade radicado em França, foi recrutado ao Lille no verão de 1989 e esteve durante uma década ao serviço do Vitória, quase sempre como titular.
Depois de ter jogado na I Divisão nas duas primeiras épocas no Bonfim, seguiram-se dois anos no inferno na II Liga, tendo entre 1991 e 1993 disputado 54 encontros (todos como titular) no segundo escalão, contribuindo para a promoção à I Liga em 1992-93.
Depois de mais duas temporadas no patamar maior do futebol português, voltou à II Liga em 1995-96, tendo atuado em 25 partidas (todas como titular) na competição e ajudando os sadinos a alcançarem nova subida de divisão.
Em 1999 despediu-se de Setúbal com o apuramento para a Taça UEFA, rumando depois ao Santa Clara.
 
 

3. Sandro (85 jogos)

Sandro Mendes
Médio de características defensivas nascido em Pinhal Novo, concelho de Palmela, deu os primeiros toques na bola no bairro da Bela Vista e iniciou-se no futebol federado em “Os Pelezinhos” antes de chegar ao Vitória ainda como iniciado, em 1990-91.
A estreia na equipa principal aconteceu quando ainda era júnior de segundo ano, em 1995-96, precisamente numa época em que os sadinos militavam na II Liga. Lançado por Quinito, atuou em 28 partidas (27 a titular) e apontou três golos, diante de Famalicão, Alverca e Ovarense, contribuindo assim para a subida de divisão.
Entretanto estreou-se na I Liga e passou pelo futebol espanhol antes de regressar a Setúbal no verão de 2000, mais uma vez para jogar no segundo escalão, tendo disputado 25 jogos (19 a titular) e marcado um golo ao Santa Clara, voltando a ajudar os setubalenses a subir ao patamar maior do futebol português.
Após duas épocas entre a elite, haveria de voltar a jogar na II Liga pelo Vitória em 2003-04, tendo marcado presença em 32 encontros (31 a titular) e marcado um golo ao Maia, festejando uma vez mais a promoção à I Liga.
Ao serviço dos sadinos haveria ainda de conquistar a Taça de Portugal em 2004-05, ser finalista vencido na época seguinte e tornar-se o primeiro capitão de equipa a erguer a Taça da Liga, em 2007-08. Pelo meio, assinou pelo FC Porto no verão de 2005, esteve alguns meses cedido pelos dragões aos turcos do Manisaspor e tornou-se internacional por Cabo Verde.
“Tive muitos treinadores que me marcaram. Jorge Jesus, Daúto Faquirá, Rui Águas, Diamantino, enfim... Mas há que foi especial porque apostou em mim e me lançou, que foi o Quinito", confessou ao Record em outubro de 2017.
Depois de pendurar as botas continuou ligado ao clube: começou por ser treinador na formação, foi team manager da equipa principal e chegou a técnico principal.
 
 
 

2. Quim (104 jogos)

Quim
Defesa central natural de Beja e revelado pelo Desportivo local, saltou para o Vitória em 1985, mas só um ano depois se estreou pela equipa principal dos sadinos, tendo jogado em Setúbal até encerrar a carreira em 2001.
Depois de ter jogado na I Divisão e na antiga II Divisão nos primeiros anos e de se ter tornado internacional sub-21 durante os primeiros anos Bonfim, competiu na II Liga entre 1991 e 1993, tendo amealhado um total de 57 jogos (55 a titular) na prova e ajudado os setubalenses a voltar ao primeiro escalão.
Após mais dois anos de I Liga, regressou ao segundo campeonato mais importante do futebol português em 1995-96, quando participou em 32 encontros, marcou um golo ao Penafiel e contribuiu para nova subida de divisão.
Entretanto voltou ao convívio com os grandes, jogou na Taça UEFA em 1999 e regressou à II Liga em 2000-01, tendo disputado 13 partidas (10 a titular) nessa que foi a última temporada da carreira, despedindo-se dos relvados aos 34 anos, com nova promoção à I Liga.
Após pendurar as botas voltou ao clube noutras funções, tendo orientado os infantis e os juniores e chegando a comandar interinamente a equipa principal em 2009-10.
“Tenho já mais anos de Setúbal do que de Beja, de onde saí com 18 anos. Até agora tenho vivido sempre em Setúbal e estado ligado ao Vitória, um clube centenário onde eu já vivi cerca de um quarto de século. É com bastante orgulho que o refiro, são factos que não se podem apagar”, afirmou ao blogue Desporto no Alentejo.
 
 

1. Hélio (127 jogos)

 


















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