segunda-feira, 8 de abril de 2024

O croata que meteu o Sporting a jogar bom futebol apesar do 4.º lugar. Quem se lembra de Mirko Jozic?

Mirko Jozic orientou o Sporting em 1998-99
Nunca um treinador que tenha passado por um dos grandes do futebol português sem ter ido além do quarto lugar no campeonato terá deixado tão boa imagem como o croata Mirko Jozic, que orientou o Sporting em 1998-99.
 
Uma espécie de Carlos Queiroz da antiga Jugoslávia, começou a carreira de treinador aos 30 anos, depois de a de futebolista ter sido dada como terminada na sequência de uma grave lesão.
 
Guiou o modesto Junak à II Divisão da Jugoslávia e trabalhou durante 16 anos na Federação Jugoslava, entre 1972 e 1988, tendo conquistado o Campeonato do Mundo de sub-20 em 1987, ao leme de uma fantástica geração de jogadores como Zvonimir Boban, Robert Prosinecki, Predrag Mijatovic e Davor Suker.

sexta-feira, 5 de abril de 2024

Florentino ou… quando o bom é inimigo do ótimo

Florentino recuperou recentemente a titularidade
Florentino Luís é daqueles jogadores que raramente são criticados. Praticamente tudo o que faz, faz bem. Desarma (muito), falha poucos passes, pratica um futebol simples e dá estabilidade defensiva à sua equipa. Ajudou o Benfica de Bruno Lage a ser campeão em 2019-20 e o de Roger Schmidt a fazer o mesmo em 2022-23.
 
O problema é que o bom – e não haja dúvidas de que o médio internacional jovem português é bom – é inimigo do ótimo. Cada vez exige-se mais aos jogadores de cada posição. Ser dominante em apenas ou outro aspeto do jogo é cada vez mais insuficiente. E, no caso da posição 6, também se pedem coisas que Florentino não tem – ou pelo menos não tem tido – capacidade para dar.

O conceituado alemão que não fez cócegas a Patrício no Sporting. Quem se lembra de Hildebrand?

Hildebrand esteve no Sporting na época 2010-11
Aposta persistente de Paulo Bento depois de o sérvio Vladimir Stojkovic se ter lesionado e desentendido com o treinador e de Tiago não ter dado conta do recado em novembro de 2007, Rui Patrício cometeu muitos erros nos primeiros meses na baliza do Sporting, mas foi consolidando o seu lugar no onze leonino.
 
Depois de dois anos e meio sem um concorrente verdadeiramente de peso, tendo apenas Tiago e Ricardo Batista na sombra, o então jovem guarda-redes recebeu, no verão de 2010, a concorrência de um internacional alemão com muito estatuto: Timo Hildebrand.
 

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Para muitos o melhor lateral esquerdo de sempre do FC Porto. Quem se lembra Branco?

Branco representou o FC Porto entre 1988 e 1990
O FC Porto foi campeão europeu com Augusto Inácio, venceu a Taça UEFA e a Liga dos Campeões com Nuno Valente e conquistou a Liga Europa com Álvaro Pereira. Depois deles, ainda houve Alex Telles. Mas é Branco que é consensualmente considerado pelos adeptos portistas, incluindo Pinto da Costa, o melhor lateral de esquerdo de sempre dos azuis e brancos.
 
O brasileiro, dotado de um pontapé-canhão especialista em livres diretos, até esteve apenas pouco mais de dois anos nas Antas, entre o verão de 1988 e outubro de 1990, mas deixou uma marca eterna.

O “Barreirense” que viveu uma estreia de sonho pelo Sporting. Quem se lembra de Marco Almeida?

Marco Almeida estreou-se pelo Sporting aos 20 anos
Qualquer jovem sportinguista aspirante a futebolista tem o sonho de ser campeão pelo clube do coração e eventualmente de jogar no melhor campeonato do mundo, a Premier League. Marco Almeida conseguiu-o, curiosamente na mesma época, e só necessitou de um total de 22 minutos em campo: 19 na derrota caseira do Southampton ante o Arsenal a 18 de setembro de 1999 e três na vitória leonina em Campo Maior a 24 de março de 2000.
 
Mas antes da concretização desses sonhos, houve outro tornado realidade, o da estreia de leão ao peito. Quase dez anos depois de ter iniciado uma rotina diária de viagens entre o Barreiro e o Estádio José Alvalade quando ainda nem era adolescente, e cerca de um ano e meio depois de ter começado a rodar no Lourinhanense, então clube-satélite dos leões, o ponta de lança entretanto transformado em médio e depois em central, batizado como “Barreirense” por Osvaldo Silva, seu primeiro treinador nas camadas jovens do Sporting, foi lançado às feras por Vicente Cantatore.

quarta-feira, 3 de abril de 2024

“O que são estas cicatrizes no meu rosto? Terá de perguntar à sua mulher”. As melhores frases de Ibrahimovic

Zlatan Ibrahimovic jogou futebol profissionalmente entre 1999 e 2023 
Com uma arrogância proporcional aos seus quase dois metros de altura, Zlatan Ibrahimovic marcou 573 golos ao longo de um quarto de século de carreira, mas somou quase tantos remates certeiros como episódios de respostas tortas a jornalistas, declarações egocêntricas e violência.
 
Um dia, deixou um jornalista sem reação na resposta a uma pergunta: “O que são estas cicatrizes que tenho no meu rosto? Não sei, vai ter de perguntar à sua mulher sobre isso.”
 
Mas desengane-se quem pensa que este sueco filho de pai bósnio e muçulmano e de mãe croata e católica começou a adotar esta postura quando se tornou uma estrela mundial. Nada disso. 

“A culpa não é tua. A tua mãe é que nunca devia ter aberto as pernas”. As melhores pérolas de Bill Shankly

Bill Shankly orientou o Liverpool entre 1959 e 1974
Bill Shankly é uma figura ímpar no futebol inglês, que teve um impacto no Liverpool comparável, à escala portuguesa, ao que José Maria Pedroto teve no FC Porto. Quando chegou a Anfield, em 1959, os reds estavam na segunda divisão de Inglaterra, mas não só conseguiu a subida de divisão em 1961-62 como deu ao emblema de Merseyside o primeiro título nacional em 17 anos (1963-64), a primeira Taça de Inglaterra (1964-65) e o primeiro troféu internacional, a Taça UEFA (1972-73). Construiu ainda os alicerces de uma equipa que, nos anos a seguir à sua saída do cargo, em 1974, dominou o futebol inglês na década de 1970 e conquistou a Taça dos Campeões Europeus em 1976-77, 1977-78 e 1980-81 e a Taça UEFA em 1975-76.
 
A sua importância foi tanta para o Liverpool que foi ele que determinou a troca da cor dos calções, de branco para vermelho, depois de ter dito ao avançado da equipa para os vestir e de as coisas terem corrido bem em campo: “Meu Deus, Ronnie, assim todo de vermelho ficas incrível, imponente. Parece que tens cinco metros de altura. Os adversários até vão ter medo.”

De “o burro sou eu?” a “há 1500 anos atrás, quando os portugueses foram ao Brasil”. As melhores pérolas de Scolari

Scolari foi selecionador de Portugal entre 2003 e 2008
Bandeiras nas janelas, cordões humanos desde a Academia do Sporting aos estádios de Lisboa, Vítor Baía riscado e Nossa Senhora de Caravaggio. As memórias da passagem de Luiz Felipe Scolari pela seleção nacional de Portugal são imensas e intensas, e nem a conquista do Euro 2016 conseguiu apagar da memória o entusiasmo em torno da equipa das quinas e a simbiose que havia entre portugueses e seleção na era Felipão. Naquela altura, o clubismo ficava mesmo para atrás: todos festejavam de igual forma os golos do portista Maniche e do benfiquista Rui Costa e as defesas do sportinguista Ricardo.
 
O selecionador não era português, era brasileiro, mas soube, como poucos, tocar no coração dos portugueses, apesar de algumas escolhas polémicas, de uma ou outra zanga com os jornalistas e de, claro, algumas calinadas. Em outubro de 2004, deu um pontapé no idioma de Camões e equivocou-se ao sugerir que os portugueses tivessem ido ao Brasil, pelas suas contas, por volta do século VI: “A minha visão de Portugal e dos portugueses é a de que elas batalham, buscam, tropeçam, reconfortam-se, voltam a ter condições do que querem e isso não é de agora. Há mil e quinhentos anos atrás, quando foram ao Brasil, já era assim.”
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