sábado, 10 de abril de 2021

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Recreio de Águeda na II Liga

Recreio de Águeda competiu na II Liga em 1990-91
Fundado a 10 de abril de 1924, o Recreio Desportivo de Águeda viveu o maior momento da sua história desportiva quando participou pela primeira (e para já única) vez na I Divisão, em 1983-84.
 
A promoção foi conseguida após uma luta titânica com a Académica na Zona Centro da antiga II Divisão, com as duas equipas a terminarem o campeonato separadas por apenas um ponto.
 
Dois anos depois da inédia presença entre os grandes, os Galos do Botaréu voltaram a vencer a Zona Centro da II Divisão, o que daria direito à promoção ao patamar maior do futebol português, mas essa subida ficou anulada na secretaria, devido ao Caso Gerúsio, que terá jogado irregularmente num encontro frente ao Académico de Viseu. O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol atribuiu derrota por 0-3 ao Recreio de Águeda, o que beneficiou O Elvas, que assim subiu à I Divisão. Os aguedenses ainda disputaram uma liguilha que dava acesso ao primeiro escalão, mas foram suplantados por Varzim, Desp. Aves e União da Madeira.
 
Em 1990-91 o clube do distrito de Aveiro disputou a edição inaugural da II Liga, mas foi imediatamente despromovido, numa temporada em que teve o velho capitão Mário Wilson e António Fidalgo como treinadores.
 
Desde então que tem jogado nas divisões não profissionais, tendo inclusivamente passado nove temporadas nos campeonatos distritais. Desde 2016-17 que compete no Campeonato de Portugal.
 
Vale por isso a pena recordar os dez jogadores com mais jogos pelo Recreio de Águeda na II Liga.
 
 

10. Vítor Manuel (25 jogos)

Defesa central natural de Espinho, jogou pelo Sp. Espinho na I Divisão e passou ainda por Lusitânia Lourosa e Mangualde antes de representar pela primeira vez o Recreio de Águeda entre 1987 e 1989.
Entretanto esteve um ano no Felgueiras, regressando aos Galos do Botaréu em 1990-91 para disputar 25 jogos (24 a titular) na edição inaugural da II Liga, não conseguindo evitar a descida à II Divisão B.
Após a despromoção transferiu-se para o Ermesinde.  
 
 

9. Jó (27 jogos)

Médio natural de Esposende, passou por vários clubes minhotos, jogou na I Divisão com a camisola do Varzim e representou o Mangualde antes de reforçar o Recreio de Águeda no verão de 1990.
Na única temporada que passou nos Galos do Botaréu atuou em 27 partidas (14 a titular) na II Liga e marcou um golo ao Desp. Aves, insuficiente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão regressou ao Minho para vestir a camisola do Neves.
 
 

8. N'Goma (29 jogos)

N'Goma
Avançado natural do antigo Zaire (atual República Democrática do Congo), entrou no futebol português pela porta do Fafe em dezembro de 1987.
Após um ano e meio no emblema minhoto ingressou no Recreio de Águeda em 1989-90, tendo nessa época ajudado o clube a assegurar uma vaga na edição inaugural da II Liga.
No reformulado segundo escalão disputou 29 jogos (26 a titular) e apontou três golos, diante de Barreirense, Freamunde e Torreense, insuficientes para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão transferiu-se para o Estrela da Amadora.
 
 

7. Mauro (29 jogos)

Mauro
Disputou o mesmo número de jogos de N’Goma, mas amealhou mais 337 minutos em campo – 2457 contra 2120.
Defesa natural de Rio Maior, no distrito de Santarém, começou a jogar pelo clube da terra, mas transferiu-se para o Recreio de Águeda, tendo tido uma primeira passagem pelos Galos do Botaréu entre 1985 e 1988.
Entretanto esteve dois anos ao serviço do Paços de Ferreira, regressado aos aguedenses em 1990-91 para atuar em 29 encontros (todos a titular) e marcar um golo ao Freamunde, ainda assim insuficiente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão rumou a sul, mudando-se para o Beneditense.
 
 
 

6. Constantino (33 jogos)

Constantino
Avançado formado no Salgueiros, mas que estava a sentir dificuldades para se afirmar no emblema de Paranhos, foi emprestado ao Recreio de Águeda em 1990-91.
Na única temporada que passou nos Galos do Botaréu disputou 33 jogos (20 a titular) e apontou seis golos, apontados diante de Louletano, Académico Viseu (três), Estoril e Feirense, ainda assim insuficientes para evitar a despromoção.
“Foi o Fidalgo que me levou para Águeda, depois de ter sido meu treinador no Salgueiros, o primeiro ano da II Liga. Depois o Fidalgo saiu e entrou o grande capitão Mário Wilson. Foi um prazer ter sido seu jogador. Era um ser humano fantástico, que me ensinou muitas coisas. Tinha um relacionamento fantástico com ele, íamos sempre almoçar às quartas-feiras – eu, ele e o Jorge Amaral, que era nosso guarda-redes e é hoje comentador desportivo na CMTV. Ia sempre de boleia com ele, é um grande ser humano”, afirmou em entrevista a O Blog do David.
Após a descida de divisão foi cedido pelos salgueiristas ao Desp. Aves.
 
 

5. André Saura (34 jogos)

André Saura
Extremo internacional sub-18 natural de Vila do Conde, passou pelos juvenis do Rio Ave e pelos juniores e seniores do Varzim antes de reforçar o Recreio de Águeda no verão de 1990 proveniente do Mangualde, tal como Jó.
Na única temporadas que passou nos Galos do Botaréu disputou 34 jogos (28 a titular) e somou três remates certeiros, diante de Desp. Aves, Varzim e Académico Viseu, não conseguindo evitar a despromoção.
Após a descida de divisão rumou ao Desp. Aves.
 
 


4. Bira (34 jogos)

Bira
Disputou o mesmo número de jogos de André Saura, mas amealhou mais 416 minutos em campo – 2978 contra 2652.
Possante ponta de lança brasileiro que no seu país tinha jogado no poderoso Grêmio, entrou no futebol português nos últimos meses de 1988 pela porta do Beira-Mar, tendo ainda passado pelo Leixões antes de reforçar o Recreio de Águeda no verão de 1990.
Na edição inaugural da II Liga atuou em 34 encontros (33 a titular) e apontou 16 golos, diante de Portimonense, Varzim, Barreirense, Sp. Espinho (dois), Torreense, Lusitano VRSA, Leixões, Paços de Ferreira (dois), Louletano, Freamunde (dois), União de Leiria e Maia (dois), mas que foram insuficientes para evitar a despromoção. Apenas o leixonense Edouard (22 golos) e o freamundense Paulo Fernando (17 golos) faturaram mais no segundo escalão nessa época.
Em 1991-92 voltou ao Beira-Mar, então na I Divisão, mas na temporada seguinte regressou aos Galos do Botaréu para competir na II Divisão B.
 
 

3. Belmiro (35 jogos)

Defesa que se cruzou com Semedo nos juniores do FC Porto, passou por clubes como Tirsense e Paços de Ferreira antes de assinar pelo Recreio de Águeda no verão de 1990.
Na única temporada que passou no clube disputou 35 jogos (todos a titular) e marcou um golo ao Torreense na II Liga, insuficiente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão mudou-se para o Maia.
 
 

2. Luís Reina (36 jogos)

Luís Reina
Extremo internacional português natural de Olhão, passou pelos juniores do Benfica e pelos seniores de clubes como Olhanense, Portimonense, Belenenses e Sp. Braga antes de ingressar no Recreio de Águeda no verão de 1990.
Na única temporada em que representou os Galos do Botaréu atuou em 36 partidas (34 a titular) na II Liga e apontou seis golos, frente a Portimonense (dois), Feirense e Freamunde (três), ainda assim insuficientes para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão regressou ao Olhanense.
 
 


1. Luís Castro (38 jogos)

Luís Castro
Mais conhecido pela sua carreira de treinador, Luís Castro fez também um trajeto interessante como jogador, chegando a jogar na I Divisão com as camisolas de Vitória de Guimarães e O Elvas.
Proveniente do Fafe, reforçou o Recreio de Águeda no verão de 1990, tendo na primeira temporada no clube atuado nas 38 jornadas do campeonato da II Liga, sempre na condição de titular, e marcado um golo ao Feirense. Porém, não evitou a descida à II Divisão B.
“O Castro vinha da I Divisão e demonstrou logo a pessoa que era e ainda é hoje. Uma humildade extrema, fora do vulgar. Era um amigo, um companheiro com quem todos podiam falar porque estava sempre ao dispor”, contou ao Maisfutebol o seu companheiro de equipa de então, Carmindo Dias.
Apesar da despromoção, permaneceu nos Galos do Botaréu até 1997, pendurando as botas numa altura em que os aguedenses competiam na III Divisão.
Após encerrar a carreira de jogador, iniciou a de treinador no emblema do distrito de Aveiro, tendo começado pelos infantis, ainda que tenha saltado rapidamente para os seniores, guiando-os à subida à II Divisão B logo nessa temporada.
“Ainda hoje tenho residência em Águeda, vivi lá durante muitos anos da minha vida de jogador, inclusivamente com períodos muito difíceis. Cheguei a ter de ir, enquanto capitão, à procura de um presidente para o clube. Não tínhamos direção e eu era capitão, orientava o treino, era tudo [risos]. As dificuldades ajudam a que apareçam coisas novas em nós”, afirmou à Tribuna Expresso em junho de 2017.











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