Chegou a ser considerado uma das
maiores promessas do futebol brasileiro. Sagrou-se campeão mundial de sub-17 em
2001 e marcou um grande golo na final com a Croácia,
mas a sua passagem pelo FC
Porto pautou pela discrição: apenas seis jogos em dois anos e meio de
contrato, todos na segunda metade da época 2004-05.
Nascido a 8 de janeiro de 1984 em
Salvador, no estado da Bahia, despontou no Vitória
local, que o catapultou para as seleções jovens do Brasil.
Em 2000 destacou-se num torneio de sub-16 em Inglaterra e no ano seguinte
sagrou-se campeão mundial de sub-17 em Trindade e Tobago, deixando água na boca
com o soberbo e decisivo golo na final. O selecionador dessa seleção
brasileira, Sérgio Farias, mostrava-se rendido: “Ele é um jogador que entra com
facilidade na área adversária. Sai driblando mesmo, no meio dos centrais. Ele
tem mais técnica do que Juninho Paulista e ainda pode evoluir. Sinceramente,
não o acho parecido; acho-o melhor.” Os bons desempenhos despertaram o
interesse do PSV,
um clube com fama de estar atento ao desabrochar de novos valores brasileiros,
até porque foi o emblema que trouxe Romário
e Ronaldo para o futebol europeu. Os neerlandeses
pagaram, no verão de 2002, cerca de 4,3 milhões de euros aos baianos
pelo passe do criativo canarinho, considerado um médio ofensivo muito hábil e
dinâmico e com uma qualidade de passe fora do comum, mas nunca se afirmou
propriamente em Eindhoven, onde foi preferencialmente utilizado sobre o flanco
direito. Na primeira época no Philips Stadion, em 2002-03, ainda conseguiu disputar 18 jogos oficiais, marcar um golo
e sagrar-se campeão, apesar de uma grave lesão na virilha que implicou cirurgia
e prejudicou a sua evolução. Já a temporada seguinte foi praticamente perdida
na totalidade, também devido a problemas físicos, nomeadamente uma lesão no
tornozelo direito que impediu a sua participação no Mundial de sub-20 no final
de 2003 – para o seu lugar foi chamado Fernandinho, que viria a jogar no Manchester
City. A última meia época no PSV,
a primeira metade de 2004-05, ficou marcada por uma escassa utilização (quatro
jogos) e diferendos entre jogador e clube, que chegou a tentar trocá-lo por
Robinho, oferecendo ainda mais nove milhões de euros ao Santos. A vontade de Leandro do Bonfim em
libertar-se do contrato só ficou consumada em janeiro de 2005, tendo em seguida
assinado a custo zero pelo FC
Porto. Porém, tal como outros compatriotas reputados que representaram os portistas
nessa época, nomeadamente Diego, Luís
Fabiano, Ibson
ou Cláudio Pitbull, não vingou no Dragão.
Disputou apenas seis jogos, dois dos quais como titular, todos às ordens de José
Couceiro e nos primeiros cinco meses de contrato. “Esperava ter mais
oportunidades, porque sempre trabalhei nos limites. Mas tudo bem. O treinador é
que sabe e, além disso, não guardo ressentimentos de ninguém. Tenho apenas de
agradecer a forma como sempre fui tratado por toda a gente”, contou ao Record
em agosto de 2005. Depois foi sendo sucessivamente
emprestado. Primeiro ao São
Paulo, tendo falhado o Mundial de Clubes que o tricolor
viria a conquistar devido a uma lesão na virilha, e depois ao Cruzeiro,
ao serviço do qual ganhou o campeonato mineiro de 2006. No primeiro semestre de 2007 esteve
cedido ao Nacional
da Madeira, não indo além de 13 jogos (cinco a titular) e um golo pelos insulares. No verão de 2007 assinou a custo
zero pelo Vasco
da Gama, clube no qual viveu um dos melhores períodos da carreira ao longo
de ano e meio. Seguiu-se um ano no Fluminense
e um contrato com o Desportivo Brasil, que em 2010 o emprestou ao Bahia,
primeiro, e ao Avaí,
depois.
Após uma paragem de dois anos,
voltou aos relvados para vestir a camisola do Audax Rio em 2013, seguindo-se
passagens pelos sauditas de Al-Ittihad e Al-Wehda antes de pendurar as botas em
2015, aos 31 anos.
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