sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Goleador e primeiro treinador português campeão europeu e nas big five. Quem se lembra de Artur Jorge?

Artur Jorge foi goleador no Benfica e campeão europeu no FC Porto
Primeiro treinador português a sagrar-se campeão europeu, orientando o FC Porto, Artur Jorge teve uma vida ligada ao futebol, como jogador e técnico, que o levou também à liderança da seleção nacional.
 
Nascido no Porto, em 13 de fevereiro de 1946, Artur Jorge foi um sucessor à altura do lendário José Maria Pedroto no banco do FC Porto, contribuindo, sob a tutela do presidente Pinto da Costa, para a emancipação do clube, que teve como zénite a conquista da Taça dos Campeões Europeus em 1987, derrubando um colosso chamado Bayern Munique.
 
Se é verdade que o maior sucesso surgiu depois de pendurar as chuteiras, levando o clube portuense a declará-lo "tão inesquecível como aquela noite de Viena", Artur Jorge viveu muitos momentos de glória dentro dos relvados, como um dos grandes avançados portugueses, e a sua vida não pode reduzir-se ao desporto.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

“Faca de dois legumes” e não só. Recorde as melhores pérolas do Boavistão

Jaime Pacheco levou o Boavista à conquista do título
No período da viragem do século, com o Boavista nos primeiros lugares do campeonato e relativamente pujante na Europa, não faltavam conferências de imprensa e consequentes perguntas e respostas. E com microfones constantemente à frente do carismático Jaime Pacheco, a quantidade de tesourinhos é vasta.
 
Mas o treinador dos axadrezados, que um dia chamou “doente” a José Mourinho, não era o único capaz de cometer gaffes. Instado a comentar o estilo de jogo da equipa em dezembro de 2000, o central Litos disse que “jogar à defesa pode ser uma faca de dois legumes”.
  
Certamente que se queria referir à expressão metafórica faca de dois gumes, que designa algo que sendo capaz de trazer uma consequência benéfica traz também uma desfavorável, mas Jaime Pacheco não perdoou. Dois anos e meio depois, em vésperas de o Boavista defrontar o Hertha de Berlim para a Taça UEFA, o técnico boavisteiro foi questionado sobre se iria haver uma marcação individual à grande estrela da equipa germânica, o médio ofensivo brasileiro Marcelinho Paraíba, e lembrou a frase do seu antigo jogador: “Fazer uma marcação homem a homem ao Marcelinho pode ser uma faca de dois legumes, como agora se diz.”

O guarda-redes do FC Porto vítima de acidente fatal na A1. Quem se lembra de Zé Beto?

Zé Beto defendeu a baliza portista em 179 jogos
Carismático guarda-redes que integrou durante cerca de uma década o plantel principal do FC Porto, Zé Beto nasceu no seio de uma família de pescadores de Matosinhos com algumas dificuldades económicas. Haveria de se mudar, mais tarde, para Leça da Palmeira e para o Porto, onde conseguiu completar o ciclo preparatório, mas não era bom aluno.
 
Ainda se aventurou no judo e na natação, mas depois de experimentar a baliza do campo pelado do Pasteleira focou-se no futebol. Do Pasteleira ao FC Porto foi um tirinho, tendo chegado rapidamente às seleções nacionais jovens. Ainda antes de se estrear pela equipa principal dos dragões somou 13 internacionalizações pelos sub-18 e quatro pelos sub-20, tendo participado no Campeonato do Mundo desta última categoria em 1979.
 
A ansiada estreia oficial pela equipa principal dos azuis e brancos só aconteceu em março de 1983, pela mão de José Maria Pedroto, muito depois de ter jogado pela primeira vez na I Divisão ao serviço do Beira-Mar em 1979-80, quando esteve emprestado aos aveirenses. Ou seja, esteve cerca de três anos sem disputar um único encontro oficial, tapado pelos mais experientes Fonseca, Tibi e Jorge Amaral.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Quem se lembra de quando Conceição se atirou a “Merdaíl” e acusou Scolari de preferir jogadores patrocinados pela Nike?

Sérgio Conceição e Gilberto Madaíl no Jamor em 2002
Filho de um pedreiro, Sérgio Conceição cresceu no seio de uma família humilde nos arredores de Coimbra e ficou órfão de pai e mãe ainda enquanto adolescente. Também não era propriamente o mais talentoso dos jogadores, mas tinha na garra a principal imagem de marca, tendo conseguido uma carreira de futebolista muito bonita: passou por três empréstimos antes de se afirmar no FC Porto, ganhou tudo em Portugal, conquistou um campeonato, duas Taças e uma Supertaça de Itália, uma Taça das Taças e uma Supertaça Europeia ao serviço da Lazio, brilhou no Euro 2000 com um hat trick à Alemanha e já na curva descente foi eleito o melhor jogador do campeonato belga.
 
Mas esse nervo que exibia em campo também vem ao de cima quando é chamado a falar. Não é só desde que é treinador que tem declarações impetuosas e intempestivas. Tem o coração na boca, é genuíno, não tem filtros e, obviamente, acaba por cometer erros tanto na forma como no conteúdo. A diferença é que, agora, tem de falar publicamente várias vezes por semana.

O ambidestro que deu o título mundial à Alemanha em 1990. Quem se lembra de Andreas Brehme?

Andreas Brehme chutava com ambos os pés
Morreu na última madrugada, aos 63 anos, Andreas Brehme, herói do título mundial da Alemanha em 1990, vítima de ataque cardíaco.
 
Jogador ambidestro e polivalente, que jogava preferencialmente nas alas, mas que também podia cobrir a posição de médio defensivo, formou-se no Barmbek-Uhlenhorst, de Hamburgo, e começou a dar nas vistas no Kaiserslautern entre 1981 e 1986, clube que o catapultou para a seleção da Alemanha e para o todo-poderoso Bayern Munique.
 
Ao serviço do emblema da Baviera conquistou o campeonato alemão em 1986-87, época também marcada pela caminhada até à final da Taça dos Campeões Europeus, perdida para o FC Porto.

Problemas com treinadores em Madrid e distinção negativa em Itália. Quem se lembra de Maniche no Atlético e no Inter?

Maniche foi o único português a jogar por Inter e Atlético
O Inter de Milão-Atlético Madrid desta terça-feira (20:00) é o momento ideal para recordar a passagem o único jogador português que representou ambos os clubes, Maniche. Curiosamente, o antigo médio até jogou passou por estes dois históricos emblemas do futebol europeu numa fase em que começava a perder cada vez mais protagonismo na seleção nacional.
 
Depois de ganhar tudo o que havia para ganhar no FC Porto, de uma passagem do Dínamo Moscovo, de curto empréstimo ao Chelsea de José Mourinho e de um Mundial 2006 muito bem conseguido, foi contratado pelo Atlético Madrid aos russos, por 9 milhões de euros, precisamente após o Campeonato do Mundo que se realizou na Alemanha.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Um goleador com sotaque alentejano. Quem se lembra de Vítor Madeira?

Vítor Madeira brilhou no Vitória de Setúbal e no Estoril
Um dos melhores futebolistas alentejanos de todos os tempos, um avançado que contabilizou 246 jogos e 58 golos ao longo de onze épocas a competir na I Divisão e que deixou marca no futebol português nas décadas de 1970 e 1980. Vítor Madeira era um ponta de lança que também poderia assumir outras funções no ataque, e que se destacava pela sua rapidez, versatilidade, qualidade técnica e habilidade goleadora.
 
Nascido em Beja em setembro de 1953, era o mais novo de cinco irmãos futebolistas – os outros eram Joaquim, João, Rui e Nói –, e começou a dar nas vistas no clube da terra, o Desportivo de Beja. No verão de 1973 mudou-se para o Vasco da Gama, de Sines, para onde foi pela mão de Vicente Lucas e onde criou raízes e deu nas vistas, tendo contribuído para a conquista do título da Série D da III Divisão Nacional em 1975-76 e consequente promoção à II Divisão.

O homem contratado pelo FC Porto para fazer esquecer Jardel. Quem se lembra de Pena?

Pena somou 42 golos em 87 jogos pelo FC Porto
2000 foi um ano de mudança de ciclo no FC Porto. Apesar de ter estado com o hexacampeonato bem encaminhado, viu o Sporting quebrar-lhe a sequência de títulos. E o homem que havia sido por quatro vezes o melhor marcador da I Liga portuguesa (com direito a Bota de Ouro em 1998-99), Mário Jardel, saiu para o Galatasaray. E para o substituir? Foi uma carga dos trabalhos. Quem começou a temporada 2000-01 como titular foi o croata Silvio Maric (ex-Newcastle), que se lesionou gravemente logo no primeiro jogo oficial da época. No segundo encontro, a titularidade foi dada a Domingos, já na curva descendente da carreira, mas não correspondeu com golos. Outro veterano com créditos firmados, Juan Antonio Pizzi (ex-Rosario Central), também não faturou. Por último, Fernando Santos experimentou Romeu, o que também não resultou. Já no final do verão chegou um brasileiro ex-Palmeiras sem internacionalizações A nem grande currículo no que concerne a média de golos, Pena, que pegou de estaca.
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