sexta-feira, 8 de março de 2024

O artista peruano que encantou as Antas. Quem se lembra de Cubillas?

Cubillas somou 66 golos em 110 jogos pelo FC Porto
Três anos e meio depois de ter feito um Mundial fantástico e de ter sido considerado o sucessor de Pelé pelo próprio brasileiro e um ano e meio após ter recebido o prémio atribuído ao melhor jogador da América do Sul e de ter sido o melhor marcador da Taça Libertadores, Teófilo Cubillas foi contratado pelo FC Porto ao Basileia em janeiro de 1974 por uma verba astronómica na altura: 5600 contos. O próprio salário, de 125 contos por mês, era considerado uma fortuna naquela época.
 
Os adeptos portistas já conheciam as suas façanhas e receberam-no em apoteose na Invicta. “As ruas encheram-se! O trajeto do aeroporto ao Estádio das Antas foi emocionante. Receberam-me como um herói. Os adeptos do FC Porto gritavam o meu nome, batiam no carro, estavam loucos! Nunca me tinha sentido assim e nunca mais me voltei a sentir”, recordou o antigo médio ofensivo/avançado internacional peruano ao Maisfutebol em março de 2010.

quinta-feira, 7 de março de 2024

Um dos maiores flops de sempre do FC Porto. Quem se lembra de Esnáider?

Esnáider não foi além de seis jogos e um golo pelo FC Porto
Quando Juan Eduardo Esnáider reforçou o FC Porto no final de julho de 2001, tudo apontava para que o avançado argentino fosse um reforço de peso, ainda que apresentasse algum histórico de problemas fora dos relvados e de lesões no tendão de Aquiles. Afinal, era internacional pelo seu país, vinha de um bastante razoável registo de onze golos em 17 jogos em meia época no Saragoça, pertencia aos quadros da Juventus e tinha no currículo passagens por Real Madrid, Atlético Madrid e Espanyol.
 
E, mais do que os clubes por onde tinha passado, apresentava créditos firmados como goleador, tendo apontado 52 golos pelo Saragoça entre 1993 e 1995, 21 pelo Atlético Madrid em 1996-97 e 13 pelo Espanyol em 1997-98. Marcou inclusivamente um golo pelos aragoneses na vitória sobre o Arsenal na final da Taça das Taças em 1995. E, ao contrário do grande flop da época anterior, Pizzi, não era propriamente velho: tinha 28 anos.

O ministro português em Bérgamo. Quem se lembra de Costinha na Atalanta?

Costinha só disputou um jogo pela Atalanta entre 2007 e 2010
Costinha assinou pela Atalanta no verão de 2007 e esteve vinculado ao clube de Bérgamo até fevereiro de 2010, mas, entre lesões, acusações, desmentidos e pressões, só jogou uns míseros 64 minutos.
 
Numa altura em que já tinha 32 anos e não era convocado por Luiz Felipe Scolari para a seleção nacional há cerca de um ano, o trinco português trocou o Atlético Madrid, pelo qual tinha atuado em mais de 30 encontros em 2006-07, pelo emblema italiano, por insistência do treinador Luigi Delneri, que o havia orientado durante algumas semanas no FC Porto.
 
Com o estatuto de campeão europeu pelos dragões e vice-campeão europeu e semifinalista do Mundial por Portugal, Costinha até começou a aventura na Atalanta como titular, tendo atuado 64 minutos numa vitória caseira sobre o Parma em setembro de 2007, cumprindo assim o sonho de jogar na Série A. Porém, contraiu uma lesão grave e nunca mais jogou até formalizar a rescisão.

A promessa canarinha que chegou a fazer sombra a Rui Jorge no Sporting. Quem se lembra de Vinícius?

Vinícius somou 52 jogos e dois golos de leão ao peito
O final da década de 1990 foi muito difícil para o Sporting. Trocas sucessivas de treinadores, contratações de qualidade duvidosa e classificações abaixo dos serviços mínimos do terceiro lugar. Numa altura em que o montenegrino Budimir Vujacic estava de saída e Pedrosa era a única verdadeira opção para o lado esquerdo da defesa, os leões foram ao outro lado do Atlântico recrutar um internacional jovem brasileiro, Vinícius.
 
O jogador, que tinha acabado de competir no Campeonato do Mundo de sub-20, foi contratado ao Internacional de Porto Alegre, onde tinha jogado ao lado de Branco, Carlos Gamarra, Argel, César Prates e Leandro, entre outros.
 
Vinícius até começou a aventura de Alvalade como titular, em 1997-98, compondo, juntamente com Quim Berto, Beto e Marco Aurélio, o habitual quarteto defensivo à frente do guarda-redes belga Filip De Wilde. Nessa temporada atuou em 23 jogos em todas as competições (19 a titular) e marcou um golo, ao Vitória de Setúbal, de livre direto.

quarta-feira, 6 de março de 2024

Jogou no Benfica mas o único título que ganhou na Luz foi pela Grécia. Quem se lembra de Karagounis?

Karagounis somou 67 jogos e três golos pelo Benfica
Médio grego de características ofensivas, representou o Benfica entre 2005 e 2007 e viveu o momento mais alto da carreira precisamente no Estádio da Luz, não de águia ao peito, mas ao serviço da seleção da Grécia, quando conquistou o Campeonato da Europa em 2004.
 
Formado no Panathinaikos, Giorgos Karagounis foi dando nas vistas na Liga dos Campeões ao serviço do emblema de Atenas, afirmando-se como um médio rotativo, com chegada à área e especialista em livres diretos. Em 2000-01 marcou mesmo um golo memorável de livre ao Manchester United em Old Trafford, como que dando a provar aos red devils do próprio veneno, uma vez que do outro lado estava só um dos melhores executantes de sempre nesse tipo de lances, David Beckham.

O “guarda-redes suicida”. Quem se lembra de Américo?

Américo defendeu a baliza portista em 257 ocasiões
Se não fosse Vítor Baía, provavelmente seria considerado de forma consensual o melhor guarda-redes de sempre do FC Porto. A forma destemida como defendia a baliza valeu-lhe a alcunha de “guarda-redes suicida”.
 
Natural de Santa Maria de Lamas, concelho de Santa Maria da Feira, e portista desde sempre, Américo entrou no FC Porto pela porta da equipa de juniores em 1951-52 e cedo se destacou, tendo feito a estreia pela equipa principal em dezembro de 1952, curiosamente o ano de inauguração do Estádio das Antas.
 
Depois de duas épocas sem jogar, um longo empréstimo ao Boavista e o cumprimento do serviço militar, voltou ao FC Porto em 1958-59, sob o comando técnico de Bella Guttmann, para disputar um jogo na I Divisão, o que fez dele campeão nacional. E esse não foi um título qualquer, pois foi o do campeonato marcado pelo Caso Calabote na última jornada e também o último título dos portistas antes de um prolongado jejum de 19 anos, que só haveria de terminar em 1978. Curiosamente, Américo foi o último dos campeões nacionais dessa época a morrer, a 22 de setembro de 2023, aos 90 anos.

O homem que deu a Taça das Taças ao Sporting… de canto direto. Quem se lembra de João Morais?

João Morais somou 260 jogos e 69 golos de leão ao peito
O futebol português está habituado a viver os seus momentos áureos envoltos em nota artística. Eusébio sentenciou a vitória no Benfica na final da Taça dos Campeões Europeus em 1961-62 de livre direto, Madjer deu o título europeu ao FC Porto em 1986-87 de calcanhar, Éder fez a seleção nacional ganhar o Euro 2016 através de um remate de fora da área e João Morais deu a Taça das Taças ao Sporting em 1963-64 na execução de um canto direto.
 
O feito, que ficou conhecido como “Cantinho do Morais”, daria ainda origem a uma canção, com o mesmo nome, popularizada pela cantora sportinguista Maria José Valério.
 
Mas a carreira de João Morais não se limitou a esse momento de génio. Nascido em Alcabideche, no concelho de Cascais, deu nas vistas ao serviço do Sporting… de Alcabideche, ao serviço do qual já jogava pela equipa principal aos 14 anos. De lá saltou para as camadas jovens do Estoril, onde confirmou que era um jogador talhado para os principais emblemas nacionais.

terça-feira, 5 de março de 2024

A “gazela de Ovar” que era assobiada nas Antas. Quem se lembra de Semedo?

Semedo jogou pelo FC Porto entre 1983 e 1996
Não era dos favoritos do Tribunal das Antas, numa altura em que abundavam craques por aqueles lados, mas foi durante 13 temporadas um médio competente, empenhado, rápido, habilidoso e inteligente com o qual os treinadores do FC Porto podiam contar.
 
Depois de dar os pontapés na bola no Esmoriz e de ter passado pelas camadas jovens do Feirense, foi cumprir os últimos anos de formação de dragão ao peito, tendo feito a estreia pela equipa principal em 1983-84, pela mão de José Maria Pedroto, tendo até marcado no primeiro jogo, uma goleada ao Ginásio de Alcobaça para a Taça de Portugal.
 
Foi o início de uma bonita história de 314 jogos, 37 golos, oito campeonatos nacionais, quatro Taças de Portugal, seis Supertaças Cândido de Oliveira e uma Supertaça Europeia. Infelizmente para Semedo, não foi utilizado na caminhada até à conquista do título europeu de 1986-87 – só esteve no banco na receção ao Dínamo Kiev, nas meias-finais – nem no jogo que valeu a Taça Intercontinental na época seguinte.
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