quinta-feira, 1 de abril de 2021

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Castrense no Campeonato de Portugal

Dez jogadores que ficaram na história do Castrense
Fundado a 1 de abril de 1953, o Futebol Clube Castrense sucedeu à agremiação percursora do futebol em Castro Verde e cujos primeiros registos remontam pelo menos a 1921, o Clube Castrense, sediado na rua Morais Sarmento.
 
Nas primeiras décadas, a atividade da coletividade, inicialmente com sede na rua D. Afonso I, foi mais dedicada a festas e a bailaricos do que propriamente ao desporto. E nos primeiros anos de existência a modalidade que deu mais visibilidade e títulos ao clube foi o ciclismo.
 
Após ter jogado inicialmente no largo da feira e depois no campo das Sesmarias (a dois quilómetros da vila) e de ter chegado a fechar portas nas décadas de 1960 e 1970, o emblema alentejano ganhou novo fôlego após o 25 de abril de 1974, com o início da construção de um novo estádio da vila de Castro Verde, o Estádio Municipal 25 de Abril, que foi inaugurado em setembro de 1979 e aproximou mais o clube e a população.
 
Na década de 1990, o Castrense surgiu pela primeira veze nos campeonatos nacionais de futebol, tendo participado ininterruptamente na III Divisão entre 1992-93 e 1998-99, chegando a ficar perto da subida à II Divisão B em 1997, quando concluiu o campeonato da Série F em 4.º lugar.
 
Após ter conquistado o primeiro título distrital em 1992 sob o comando técnico de Jorge Fragoso, numa ultrapassagem ao Serpa já na reta da meta após triunfo em Mértola sobre o Guadiana e empate dos serpenses em casa com o Odemirense, o conjunto do Baixo Alentejo voltou a sagrar-se campeão em 1999-00, 2004-05, 2007-08, 2011-12, 2014-15 e 2016-17.
 
Em constantes oscilações entre os campeonatos distritais e o último patamar competitivo da Federação Portuguesa de Futebol, os campaniços competem na I Distrital da AF Beja desde 2018.
 
Em duas participações, 37 futebolistas jogaram pelo Castrense no Campeonato de Portugal. Vale por isso a pena recordar os dez que o fizeram por mais vezes.
 
 

10. Lúcio Oliveira (27 jogos)

Lúcio Oliveira
Disputou 27 jogos tal como Faduley Baía, Márcio Candeias, Pedro Rodrigues, André Tonon e Hélio, mas amealhou mais minutos em campo: 2208.
Defesa central/médio defensivo santomense que concluiu a formação no Portimonense e representou os seniores do Lagoa, reforçou o Castrense no verão de 2016 e logo na época de estreia venceu o triplete distrital: campeão e vencedor da Taça e da Supertaça da AF Beja.
Em 2017-18 foi utilizado em 27 partidas (25 a titular) no Campeonato de Portugal, mas foi impotente para evitar a descida dos campaniços aos distritais.
Depois voltou ao Algarve para vestir a camisola do Silves, tendo, entretanto, rumado ao Ferreiras e somado as primeiras internacionalizações pela seleção principal de São Tomé e Príncipe.
 
 
 

9. Miguel Silva (29 jogos)

Miguel Silva
Lateral capaz de fazer os dois corredores e com passagem pelas camadas jovens do Belenenses e do Casa Pia, passou pelos seniores do Oeiras e do Gafetense antes de reforçar o Castrense no verão de 2017.
Titularíssimo no onze de Calú, disputou 29 jogos (27 a titular) e apontou dois golos no Campeonato de Portugal, um ao Moura e outro ao Lusitano VRSA, mas foi impotente para evitar a despromoção aos distritais da AF Beja. Ainda assim, foi considerado um dos melhores laterais da Série E.
Após a descida de divisão rumou ao Algarve para representar o Armacenenses.
 
 
 

8. Michael Habib (29 jogos)

Michael Habib
Disputou o mesmo número de jogos de Miguel Silva, mas amealhou mais 172 minutos em campo – 2566 contra 2349.
Médio de características ofensivas de nacionalidade sul-africana desde tenra idade radicado em Portugal, fez grande parte da formação no Pescadores da Costa da Caparica, tendo ainda passado pelos juniores do Oeiras e pelos seniores dos alentejanos Juventude Évora, Mineiro Aljustrelense e Moura antes de reforçar o Castrense no verão de 2016.
Na primeira época em Castro Verde conquistou o triplete: campeonato, taça e supertaça da AF Beja.
Já em 2017-18 disputou 29 jogos (todos a titular) no Campeonato de Portugal e marcou dois golos, frente a Moura e Operário, ainda assim insuficientes para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão permaneceu no clube durante mais ano e meio, pendurando as botas em seguida.
 
 
 

7. Youssouf (32 jogos)

Youssouf Sow
Jogador natural da Guiné Conacri capaz de desempenhar praticamente todas as posições de ataque, passou pelos juniores do Belenenses e pelos seniores do Farense antes de assinar pela primeira vez pelo Castrense em janeiro de 2013, não evitando a descida aos distritais da AF Beja.
Entretanto passou por Sp. Espinho, Vila Flor e Pedras Salgadas, tendo regressado a Castro Verde no verão de 2015, aquando da subida do emblema alentejano ao Campeonato de Portugal, patamar em que Youssouf disputou 32 jogos (28 a titular) e apontou dez golos em 2015-16, mostrando-se novamente impotente para evitar a despromoção. Louletano (três), Moura, Pinhalnovense (dois), Juventude Évora e Lusitano VRSA (três) foram as vítimas do guineense.
Apesar da descida de divisão, saiu valorizado e transferiu-se para o Louletano, tendo posteriormente dado o salto para o Desp. Aves, que o emprestou sucessivamente.
 
 
 
 

6. Velhinho (32 jogos)

Filipe Velhinho
Disputou o mesmo número de jogos de Youssouf, mas amealhou mais 255 minutos em campo – 2832 contra 2577.
Defesa central/médio defensivo de elevada estatura (1,90 m) natural de Penedo Gordo, concluiu a formação no Desp. Beja e iniciou o trajeto no futebol sénior ao serviço do Serpa antes de passar pela primeira vez pelo Castrense entre 2007 e 2009, tendo conquistado o título distrital da AF Beja em 2007-08.
Após uma curta passagem pelo Mineiro Aljustrelense regressou a Castro Verde no verão de 2010, tendo conquistado novamente o título distrital da I Divisão 2011-12 e 2014-15.
Já em 2015-16, na estreia dos campaniços no Campeonato de Portugal, disputou 32 jogos (todos a titular) na prova e apontou três golos, diante de Lusitano VRSA, Moura e Almancilense, não evitando a despromoção.
A seguir à descida de divisão mudou-se para o Penedo Gordo, clube ao qual ainda está vinculado, numa altura em que tem 34 anos.
 
 

5. Zé Mestre (35 jogos)

Zé Mestre
Lateral direito/médio natural de Garvão, no concelho de Ourique, formado no Ourique, jogou a nível sénior no Panóias e no Mineiro Aljustrelense antes de assinar pelo Castrense no verão de 2013.
Na segunda temporada em Castro Verde conquistou o título distrital e a supertaça da AF Beja, tendo em 2015-16 disputado 30 jogos (29 a titular) e marcado um golo ao Cova da Piedade no Campeonato de Portugal, mostrando-se impotente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão permaneceu no emblema campaniço, tendo na época imediatamente a seguir vencido o triplete distrital: campeonato, taça e supertaça.
Em 2017-18 voltou a jogar no Campeonato de Portugal, mas após atuar nas cinco primeiras jornadas (sempre a titular) deixou de jogar.
Nas temporadas seguintes representou o Ourique, mas em 2020-21 voltou a vincular-se ao Castrense.
 
 

4. Eduardo Barão (38 jogos)

Eduardo Barão
Guarda-redes admirador de Buffon e fã de NBA que nasceu em Caldas da Rainha e cresceu em Pombal, fez formação na Naval e no Sp. Pombal, mas quando subiu a sénior decidiu continuar a jogar no Baixo Alentejo depois de umas férias na casa da avó, em São Marcos da Ataboeira.
Em 2004-05 representou pela primeira vez o Castrense, mas esteve sempre tapado pelo atual presidente do clube, Abelha, e por isso foi ganhar rodagem para o São Marcos durante ano e meio, tendo integrado uma famosa equipa da qual também faziam parte Cadete, Fernando Mendes, Pitico e Hajry, entre outros.
Em 2006-07 voltou a Castro Verde, mas saiu ao fim de um ano, tendo nos anos seguintes representado Desp. Beja, São Marcos (novamente) e Despertar.
Porém, haveria de regressar ao emblema campaniço no verão de 2012 para descer aos distritais da AF Beja no ano seguinte e conquistar o título distrital em 2015.
Em 2015-16 estreou-se no Campeonato de Portugal. Embora tivesse dividido a titularidade com o brasileiro Leandro Turossi, foi o guarda-redes mais vezes utilizado, tendo disputado 20 jogos (19 a titular) e sofrido 27 golos, não conseguindo evitar a descida aos distritais bejenses.
No entanto, permaneceu no clube e na época que se seguiu conquistou o triplete da AF Beja: campeonato, taça e supertaça. “Tenho alguns [melhores momentos no futebol], mas o melhor foi a época em que no Castrense conquistámos o triplete. Época dura, mas no final compensou todo o esforço!”, afirmou ao portal Desporto Bejense em maio de 2019.
De regresso aos patamares nacionais em 2017-18, dividiu a titularidade com Miguel Cruz ma voltou a ser o guardião mais utilizado, tendo atuado em 18 partidas e sofrido 31 golos, apesar de se ter mostrado impotente para evitar a despromoção.
Após nova descida de divisão rumou ao Serpa, tendo ainda voltado ao Despertar antes de regressar mais uma vez ao Campo Branco não só como jogador, mas também como coordenador da formação de guarda-redes no verão de 2020.
No entanto, não é o único Barão com ligações ao Castrense: os primos Tomás e Pedro também integram o plantel principal e os primos Luís e Bernardo jogaram na formação e na equipa B.
 
 

3. Vítor Rolim (44 jogos)

Vítor Rolim
Defesa central natural de Beja e formado maioritariamente no Desp. Beja, passou pela primeira vez pela equipa principal do Castrense entre 2007 e 2009, tendo conquistado o título distrital da AF Beja em 2007-08.
Após passagens por Mineiro Aljustrelense e Despertar, regressou a Castro Verde no verão de 2011 e por lá ficou durante quase sete anos, tornando-se capitão e sagrando-se novamente campeão distrital em 2011-12, 2014-15 e 2016-17.
Em termos de Campeonato de Portugal teve uma primeira experiência em 2015-16, quando disputou 30 jogos (26 a titular) e marcou um golo ao Juventude Évora, insuficiente para evitar a despromoção.
Dois anos depois atuou em 14 encontros (13 a titular) e apontou um golo ao Pinhalnovense, acabando por sair em fevereiro de 2018 rumo ao Vasco da Gama da Vidigueira, numa época em que o Castrense voltou a descer de divisão.
 
 
 

2. Anderson (56 jogos)

Anderson
Médio brasileiro radicado desde tenra idade no sul de Portugal, fez toda a formação no Portimonense, clube pelo qual chegou a ter um contrato profissional, embora não tivesse conseguido estrear-se pela equipa principal.
Entretanto passou por clubes como Lagoa, Esperança de Lagos e Louletano, tendo reforçado o Castrense em 2015-16, época em que disputou 29 jogos (24 a titular) no Campeonato de Portugal e apontou dois golos, frente a Pinhalnovense e Atlético Reguengos, insuficientes para evitar a despromoção.
Na temporada seguinte manteve-se em Castro Verde e conquistou o triplete da AF Beja: campeonato, taça e supertaça.
Já em 2017-18 atuou em 27 encontros (todos a titular) no Campeonato de Portugal, mas não evitou nova descida de divisão.
Após a despromoção regressou ao Algarve para representar o Armacenenses.
 
 
 

1. Jorginho (60 jogos)

Jorginho
O melhor marcador de sempre do Castrense no Campeonato de Portugal, com 17 golos.
Avançado móvel capaz de cobrir quase todas as posições do ataque, nasceu em Albernoa, no concelho de Beja, tendo concluído a formação e iniciado o seu trajeto no futebol sénior ao serviço do Desp. Beja.
No início de 2012, já depois de ter jogado por Mineiro Aljustrelense e Atlético Reguengos na II Divisão B, reforçou o Castrense, sagrando-se campeão distrital e vencedor da supertaça da AF Beja ao fim de poucos meses. Viria a repetir o feito em 2014-15 e 2016-17, ainda que nesta última ocasião tenha conquistado também a taça bejense.
Em termos de Campeonato de Portugal disputou 32 jogos (todos como titular) e apontou dez golos em 2015-16. Juventude Évora (três), Barreirense (três), Lusitano VRSA (três) e Atlético Reguengos foram as vítimas de Jorginho, que ainda assim foi impotente para evitar a despromoção.
Já em 2017-18 atuou em 28 partidas (20 a titular), passou a envergar a braçadeira de capitão após a saída de Vítor Rolim e apontou sete golos, diante de Lusitano VRSA, Oriental, Almancilense, Moncarapachense, Olímpico Montijo, Louletano e Operário, mas não conseguiu impedir nova descida de divisão.
Ainda ao serviço do Castrense, numa fase em que tem 34 anos, trabalha profissionalmente na secretaria do clube como administrativo. “Tem sido um percurso interessante. Infelizmente, nesta região há sempre o sobe e desce entre os regionais e os nacionais, mas o Castrense é um clube grande neste distrito. Obviamente que estou aqui muito bem, sinto-me feliz e acredito que iriei acabar a minha carreira neste clube”, afirmou ao Diário do Alentejo em fevereiro de 2020.
“Dedico-me muito às pessoas. Em todos os clubes por onde passei fui bem tratado, gostei das pessoas, as pessoas gostaram de mim em todo o lado. Em Castro Verde fui acarinhado de uma forma espetacular e criou-se uma grande empatia”, acrescentou, mantendo a ambição de “voltar aos nacionais com o Castrense”.
 
  









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