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quinta-feira, 7 de maio de 2026

O lateral que ganhou a Taça pela Académica e jogou até aos 40. Quem se lembra de Hélder Cabral?

Hélder Cabral retirou-se no Comércio e Indústria em 2025
Um lateral consistente e com uma carreira bastante longa. Disputou mais de 100 jogos na I Liga ao serviço de Vitória de Guimarães, Estrela da Amadora, Académica e Vitória de Setúbal, ganhou uma Taça de Portugal pela briosa e venceu um título cipriota pelo APOEL.
 
Defesa esquerdo com raízes cabo-verdianas nascido a 7 de maio de 1984 em Peniche, começou a jogar futebol nas camadas jovens do clube local, o Grupo Desportivo de Peniche. Em 2000 mudou-se para os juvenis do Sporting, mas um ano depois foi para o Vitória de Guimarães concluir a formação.
 
Quando transitou para sénior, foi cedido a emblemas das divisões secundárias. Começou pelo Sandinenses da III Divisão em 2003-04, seguindo-se o Valdevez na época seguinte. Em 2005-06 ainda iniciou a temporada no plantel vimaranense então às ordens de Jaime Pacheco, chegando a atuar em cinco partidas, mas em janeiro de 2006 foi emprestado ao Moreirense, na altura a competir na II Liga, acabando por descer de divisão por ambos os clubes.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

O herói do Belenenses na final da Taça de Portugal de 1989. Quem se lembra de Juanico?

Juanico representou o Belenenses entre 1987 e 1991
Entre os adeptos do Belenenses, ninguém esquece aquela tarde de 28 de maio de 1989, sobretudo o golo da vitória por 2-1 sobre o Benfica, que valeu a conquista da terceira e última Taça de Portugal aos azuis do Restelo, ao minuto 81: na execução de um livre direto, Juanico encheu o pé direito e fez a bola embater na trave e entrar na baliza de Silvino. “Já tinha feito golos do género, mas este ainda hoje é falado”, disse o autor da proeza ao Diário de Notícias em março de 2018.
 
Embora tenha apontado o golo decisivo, não se considera um herói. “Fomos todos heróis, porque só com a vontade e humildade que tínhamos é que podíamos ganhar ao Benfica. O Jorge Martins [guarda-redes do Belenenses] fez uma exibição tremenda. Curiosamente, os autores dos golos, eu e o Chico Faria, fomos do Rio Ave para o Belenenses”, lembrou, recordando a festa que se seguiu. “Não dá para explicar. Foi uma alegria tremenda, que só quem passa por ela é que pode explicar. No final desse jogo, tinha 14 pessoas à minha espera para jantar, mas o presidente do Belenenses [Mário Rosa Freire] marcou mesa num restaurante. Eu disse-lhe que não ia jantar com eles, porque tinham vindo pessoas do Norte para me ver jogar e estar comigo, mas o presidente disse para eu levar essas pessoas, e levei”, afirmou, puxando a cassete atrás.
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