Um dos bons avançados que
passaram pelo futebol português durante a década de 2000, ainda que tenha
brilhado mais na II
Liga, campeonato no qual se sagrou melhor marcador em 2006-07 e obteve três
subidas de divisão, com as camisolas de Penafiel,
Leixões
e Feirense.
Nascido a 25 de julho de 1977 em Osasco,
no estado brasileiro de São Paulo, começou a jogar futebol enquanto sénior nos
cariocas do Volta Redonda em 1998 e 2002, embora tenha estado emprestado a
Juventus de São Paulo e Vila Nova nos últimos anos de contrato. Ao futebol português chegou no
início de 2003, para reforçar o Penafiel,
então na II
Liga, tendo marcado três golos em sete jogos no campeonato até ao final da
época, ajudando os durienses
a assegurar a permanência. Na temporada seguinte confirmou
as boas indicações que havia dado e revelou-se absolutamente decisivo para a
promoção da equipa
nortenha à I
Liga, com 20 remates certeiros na prova – apenas Fábio Hempel, do Salgueiros,
fez melhor (25). Nessa altura, os penafidelenses
tinham António
Oliveira como presidente. No comando técnico, Manuel
Fernandes substituiu Guto Ferreira na segunda metade do campeonato para
garantir a subida de divisão. Seguiram-se dois anos no primeiro
escalão. No primeiro teve algum destaque, com nove golos que ajudaram o Penafiel
então já orientado por Luís Castro a fazer uma época tranquila.
Mas no segundo eclipsou-se, com
apenas três remates certeiros, não conseguindo contrariar o destino de uma
despromoção anunciada.
Após a descida de divisão
transferiu-se para o Leixões
de Vítor
Oliveira, sagrando-se campeão e melhor marcador da II
Liga em 2006-07, com 17 golos. No regresso à I
Liga vivenciou algo idêntico ao que já tinha acontecido em Penafiel:
uma primeira época relativamente positiva, com seis golos no campeonato e nove
em todas as provas; e uma segunda temporada apagadíssima, desta feita sem
qualquer remate certeiro para amostra.
Mas Roberto ainda não tinha dito
a sua última palavra no futebol português. Voltou à zona de conforto, a II
Liga, desta feita para representar o Feirense,
tendo assinado dez golos no campeonato em 2009-10 e nove em 2010-11, sendo que
no segundo ano em Santa Maria da Feira voltou a saborear uma subida de divisão. Por fim, despediu-se dos relvados
com a camisola do Arouca,
também no segundo
escalão, em 2011-12, época em que apontou apenas dois golos. Entretanto voltou ao Brasil, onde
nos últimos anos tem trabalhado como treinador no clube da sua cidade-natal, o Osasco
Audax.
Sem comentários:
Enviar um comentário