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| Taça de Portugal foi implementada em 1938-39 |
Tomba-gigantes, triunfos
inéditos, reviravoltas épicas, jogos marcados por grandes golos, goleadas que
não estavam no programa, recordes, duelos renhidos entre titãs e muito mais.
Tem sido essa a toada da apaixonante Taça
de Portugal.
Recorde aqui alguns dos grandes jogos da história da prova.
23 de maio de 1971 – Oitavos de final
Sporting
21-0 Mindelense
Numa altura em que as antigas
colónias faziam parte de Portugal, representantes dos territórios ultramarinos
entravam em cena na Taça
de Portugal nos oitavos de final. Em 1970-71, calhou aos cabo-verdianos do
Mindelense visitar o Sporting
de Fernando Vaz no Estádio
José Alvalade.A equipa africana jogou pela primeira vez num relvado e foi brindada com aquela que ainda hoje é a maior goleada da história da prova: 21-0! Fernando Peres marcou sete golos e Figueiredo seis. Pedras apontou um e Fernando Tomé bisou, ao passo que Chico Faria e Marinho terminaram o jogo com um golo cada.
"O assédio inicial do Sporting ao reduto defensivo do clube de Cabo Verde havia de repetir-se por todo o espaço de tempo numa manifestação de superioridade e de nível técnico do conjunto leonino que depois o volumoso resultado confirmaria [...] algumas vezes chegaram à baliza do Damas e até poderiam ter marcado um ou dois golos não fosse a atrapalhação que movia os avançados do Mindelense nas ocasiões soberanas", escreveu o Diário de Notícias na crónica do jogo, onde a grande maioria do espaço foi dedicado a descrever os golos marcados pelos leões.
Desse encontro, Tomé recorda a generosidade dos cabo-verdianos. “Estavam verdadeiramente fascinados por estar no mesmo relvado que algumas figuras. Tratavam os internacionais por senhor. Era senhor Damas para aqui, senhor José Carlos para ali, senhor Peres para acolá. E, para cúmulo, nunca tinham jogado futebol num relvado, só em pelados. Imagina o desconforto, não é? Nem nunca tinham jogado com tanta gente no estádio”, afirmou ao jornal I, recordando a troca de guarda-redes na equipa adversária e o despique entre Peres e Figueiredo: “Ao intervalo havia 13-0. Saiu um [Funa], entrou outro [Armando], que sofreu mais oito, mas que fez uma grande exibição. Olhe, ainda evitou uns quantos… E a verdade é que também ficou só 21 a zero porque o Peres e o Lourenço entretiveram-se a rematar à baliza a torto e a direito para conseguirem o maior número de golos possível. Eles queriam bater recordes pessoais e até do clube.”
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| Jogadores de Sporting e Mindelense conviveram antes e depois do jogo |
29 de maio de 1982 – Final
Sporting 4-0 Sp. Braga
Sporting 4-0 Sp. Braga
O dia em que o Sporting, sob a orientação de Malcolm Alisson e liderado em campo pelo tridente ofensivo composto por António Oliveira, Manuel Fernandes e Rui Jordão, venceu a 11.ª Taça de Portugal e completou a quinta dobradinha.
Após eliminar Loures (3-0), Oliveira do Bairro (2-1), Boavista (3-2), Belenenses (1-0), Penafiel (3-0) e Ginásio de Alcobaça (2-1) na caminhada até à final da Taça de Portugal, os leões golearam o Sp. Braga de Quinito no Jamor por 4-0.
Oliveira bisou (37 e 86 minutos), enquanto Manuel Fernandes (66’) e Jordão (71’) marcaram os restantes golos.
3 de junho de 1990 – Finalíssima
Numa rara final que não envolveu qualquer um dos chamados três grandes, Estrela da Amadora e Farense necessitaram de um segundo jogo para apurar o vencedor da Taça de Portugal, depois de um empate a um golo no primeiro duelo no Jamor, a 27 de maio.
Diante de um conjunto algarvio orientado pelo espanhol Paco Fortes e que tinha acabado de garantir a subida à I Divisão, os tricolores comandados por João Alves aplicaram a lei do mais forte e venceram por 2-0, com bonitos golos de fora da área por parte de Paulo Bento aos 30 minutos e de Ricardo Lopes aos 63’.
20 de abril de 2011 – 2.ª mão das meias-finais
Duas semanas e meia depois de ter assegurado a conquista do título nacional no terreno do rival, o FC Porto de André Villas-Boas voltou à Luz com a espinhosa missão de reverter o triunfo do Benfica de Jorge Jesus no Dragão, por 2-0 – golos de Fábio Coentrão e Javi García.
Tudo levava a crer que as águias garantissem a presença no Jamor à passagem da hora de jogo, quando ainda havia empate a zero em Lisboa. No entanto, os dragões marcaram três golos no espaço de dez minutos, por intermédio de João Moutinho (64’), Hulk (72’) e Radamel Falcao (74’), e passaram para a frente da eliminatória.
O Benfica ainda reduziu, por Oscar Cardozo, de penálti, aos 80 minutos, mas não evitou a eliminação.
em atualização


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