quarta-feira, 3 de março de 2021

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Salir na II Divisão B

Associação Cultural de Salir disputou a II Divisão B em 1993-94
Fundada a 3 de março de 1975, a Associação Cultural de Salir reativou o associativismo na localidade do concelho de Loulé, já depois das terem sido desativados os Leões da Serra, que nasceram na década de 1920 e duraram pouco mais de uma dezena de anos, e o Sport Salir e Benfica, criado nos anos 50 e dissolvido nos finais da década de 1960.
 
Após a construção do Campo Joaquim António Teixeira, o Salir viveu momentos altos como a conquista do campeonato da AF Algarve em 1990-91, o primeiro lugar na Série F da III Divisão em 1992-93 e a participação na II Divisão B na época seguinte, que culminou no 17.º lugar (em 18 equipas) e consequente despromoção.
 
A ascensão do emblema algarvio foi meteórica, mas queda que se seguiu foi abrupta, uma vez que em 1995 o Salir caiu para os distritais e não mais voltou aos patamares nacionais, tendo extinguido o futebol sénior em 2010.
 
Vale por isso a pena recordar os dez futebolistas com mais jogos pelo Salir na II Divisão B.
 
 

10. Nélson (26 jogos)

Nélson
Médio angolano dotado de qualidade técnica, começou a jogar futebol no Petro Huambo e foi jogar para o sul de Portugal no final da década de 1980, tendo passado por Louletano, Quarteirense e Desp. Beja – e também pelo Alcains, de Castelo Branco – antes de se mudar para o Salir no verão de 1993.
Presença habitual no meio-campo da formação do concelho de Loulé, participou em 26 encontros (24 a titular) no campeonato, mas foi impotente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão continuou no Algarve ao serviço do Sambrasense, mas depois rumou ao Operário de Lisboa.
 
 

9. Rui Guerreiro (26 jogos)

Rui Guerreiro
Disputou o mesmo número de jogos de Nélson, mas amealhou mais 290 minutos em campo – 2340 contra 2050.
Defesa central natural de Faro, concluiu a formação no Farense e reforçou o Salir quando subiu a sénior, em 1992-93, tendo contribuído para a obtenção do segundo lugar na Série F da III Divisão e consequente promoção logo nessa época.
Na temporada seguinte disputou 26 jogos (todos a titular) e marcou um golo ao Montijo na II Divisão B, mas não conseguiu evitar a despromoção.
Após a descida de divisão rumou a norte para representar o Maia, mas depois voltou ao Algarve para vestir as camisolas de Quarteirense, Armacenenses, Messinense e Silves.
 
 

8. Miguel Mendes (27 jogos)

Miguel Mendes
Mais um jogador que concluiu a formação no Farense, neste caso um médio, mas que passou ainda por Louletano, Campinense, Quarteirense e Almancilense antes de reforçar o Salir no verão e 1993.
Na única temporada em que esteve ao serviço do clube do concelho de Loulé participou num total de 27 jogos (24 a titular), mas foi impotente para evitar a descida à III Divisão.
Após a despromoção, transferiu-se para o Maia na companhia de Rui Guerreiro, tendo ainda representado Paredes e Vizela no norte do país.
 
 

7. Matias (27 jogos)

Matias
Disputou o mesmo número de jogos de Miguel Mendes, mas amealhou mais 82 minutos em campo – 2266 contra 2184.
Defesa polivalente, capaz de atuar no eixo defensivo e nas laterais, nascido em Olhão, formado no Olhanense e com uma longa passagem pelo Torralta, jogou ainda por Silves, Quarteirense, Juventude Évora e Almancilense antes de reforçar o Salir no verão de 1993, quando já tinha 30 anos.
Em 1993-94, disputou 27 jogos (25 a titular) pelo emblema do concelho de Loulé na II Divisão B, mas não conseguiu evitar a despromoção.
Após a descida de divisão mudou-se para o Sambrasense, mas em 1995-96 voltou a Salir para jogar nos distritais da AF Algarve.
 
 

6. Mauro (29 jogos)

Mauro
Médio brasileiro que surgiu no futebol algarvio para jogar pelos Leões Tavira na III Divisão entre 1991 e 1993, mudou-se para o Salir após esses dois anos nos tavirenses.
Titular no meio-campo da turma do concelho de Loulé, atuou em 29 partidas (27 a titular) e marcou um golo ao Olivais e Moscavide, insuficiente para evitar a despromoção.
Após a descida à III Divisão permaneceu no clube por mais uma temporada, voltando a ser despromovido.
 
 

5. Toninho Cavaleiro (31 jogos)

Toninho Cavaleiro
Médio ofensivo natural de Serpa, mas com quase toda a carreira feita no Algarve, despontou no Louletano e passou ainda por Almancilense e Desp. Beja antes de reforçar o Salir no verão de 1991, aquando da subida do clube do interior algarvio à III Divisão.
Na segunda época no emblema do concelho de Loulé alcançou a promoção à II Divisão B, patamar em que em 1993-94 disputou 31 jogos (28 a titular) e apontou cinco golos, diante de O Elvas, União de Montemor, Fanhões, Odivelas e Amora, insuficientes para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão mudou-se para o Quarteirense e, entretanto, passou por Quarteirense, Louletano, Imortal e Almancilense antes de regressar a Salir em 2002 para jogar nos distritais da AF Algarve durante três anos.
Depois encerrou a carreira de jogador e iniciou a de treinador, tendo assumido as funções de técnico adjunto da equipa principal do Salir em 2005-06.
 
 

4. Varela (31 jogos)

Varela
Disputou o mesmo número de jogos de Toninho Cavaleiro, mas amealhou mais 190 minutos em campo – 2635 contra 2445.
Avançado cabo-verdiano que veio para Portugal com 12 anos de idade, começou a jogar futebol no Damaiense, da Amadora, mas ainda no início da carreira rumou ao Algarve, onde fez grande parte do seu trajeto como futebolista.
Na região mais a sul de Portugal representou Alvorense e Messinense, enquanto trabalhava na construção civil e teve uma passagem fugaz pelo Portimonense antes de uma longa passagem pelo Quarteirense entre 1987 e 1993.
Após deixar Quarteira, rumou a Salir. Em 1993-94, disputou 31 jogos (28 a titular) e apontou uma dezena de golos na II Divisão B, um registo assinalável, mas insuficiente para evitar a despromoção. Oriental, Fanhões (três), Esperança de Lagos, Sintrense, O Elvas (dois), Camacha e Olivais e Moscavide foram as vítimas de Varela.
Depois voltou ao Messinense e foi continuando a jogar futebol nos distritais da AF Algarve e da AF Beja até 2020, quando completou… 58 anos.
 
 

3. Rui Madeira (32 jogos)

Rui Madeira
Avançado que representou mais de 20 clubes ao longo da carreira, representou Salir em 1993-94, já depois de passagens por clubes como Lusitano Évora, União de Leiria, Sp. Braga, Lusitano VRSA, Imortal e Montalegre.
Nessa única temporada ao serviço do emblema do interior algarvio disputou 32 jogos (28 a titular) e apontou dez golos, registo que faz dele o melhor marcador da equipa na II Divisão B a par de Varela. Juventude Évora, Montijo, Olhanense, Amora, Esperança de Lagos (dois), Odivelas (dois) e Barreirense (dois) foram as vítimas de Rui Madeira, que foi impotente para evitar a despromoção.
Após a descida à III Divisão continuou a percorrer o país a jogar futebol, tendo passado por clubes como Esperança de Lagos, Recreio de Águeda, Alcains e Moura.
 
 

2. Mica (32 jogos)

Mica
Disputou o mesmo número de jogos de Rui Madeira, mas amealhou mais 218 minutos em campo – 2751 contra 2533.
Lateral esquerdo nascido em Angola, radicou-se no Algarve ainda em tenra idade e fez toda a carreira no futebol algarvio, tendo concluído a formação no Farense e passado pelo Silves antes de mudar para o Salir no verão de 1991.
Na segunda época no clube, sagrou-se campeão da Série F da III Divisão e subiu à II Divisão B, patamar em que disputou 32 jogos (31 a titular) em 1993-94, não conseguindo evitar a despromoção.
Após a descida à III Divisão permaneceu mais um ano no clube, voltando a ser despromovido, desta feita aos distritais da AF Algarve.
Depois fez uma pausa de um ano e voltou ao futebol em 1996-97 para jogar pelo Quarteirense.
 
 

1. Roberto Bahia (34 jogos)

Roberto Bahia
Não podia falar um guarda-redes nesta lista. Neste caso concreto, um goleiro brasileiro que passou pelo Bahia e entrou em Portugal pela porta do Farense em 1988.
Tapado pelo compatriota Celso (primeiro) e por Lemajic (depois), mudou-se para o Almancilense em 1990, um ano antes de reforçar o Salir.
Na segunda época ao serviço do pequeno emblema do interior algarvio conseguiu subir à II Divisão, patamar em que foi totalista em 1993-94, tendo estado em campo durante os 3060 minutos referentes às 34 jornadas e sofrido 63 golos.
Impotente para evitar a despromoção, permaneceu no clube durante mais um ano, voltando a descer de divisão, mas aos distritais da AF Algarve.
Depois mudou-se para o Lagoa, clube em que viria a encerrar a carreira. 












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